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Sexta, 31 de Agosto de 2007
Conexão Brasil-Colômbia no cinema |
Começaram as filmagens, em Bogotá, do novo filme do produtor e diretor colombiano Gustavo Nieto Roa (foto), cujo primeiro longa é Aura o las violetas, de 1973. O projeto, intitulado Entre sábanas, é uma associação entre Nieto Roa e o roteirista brasileiro René Belmonte, que escreveram juntos a história. A dupla já trabalhou nos roteiros dos filmes brasileiros Sexo, amor e traição (Jorge Fernando, 2004) e Sexo com amor (Wolf Maia, atualmente em fase de pós-produção).
Entre sábanas é protagonizado pelo ator colombiano Marlon Moreno e pela atriz mexicana Karina Mora. Sua estréia está prevista para o começo de 2008. |
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Quinta, 30 de Agosto de 2007
Informe: América Latina nos festivais
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São vários os festivais de cinema que agitam a agenda de diretores, programadores e outros profissionais de cinema, além de cinéfilos, durante o segundo semestre.
Por isso, a Latina traz aqui um informe rápido, destacando os resultados de competições recentes, os eventos que acontecem neste momento e, para os interessados em exibições ou convocatórias, o que está por vir. Confira!
ACONTECEU
Encerrado em 18.08, o Festival de Cinema de Gramado (RS-Brasil) premiou a última produção do argentino Pablo Trapero, Nacido e criado (2006), por melhor direção dentro da mostra latino-americana. Já El bãno del papa, co-produção Brasil-Uruguai dirigida por Enrique Fernández e César Charlone, levou seis estatuetas, incluindo a de melhor ator (César Troncoso), melhor atriz (Virginia Méndez) e melhor roteiro.
Entre os brasileiros, o documentário Castelar e Nelson Dantas no país dos Generais, do mineiro Carlos Prates, levou o título de melhor filme brasileiro, enquanto Deserto feliz, do paraibano Paulo Caldas, foi eleita o melhor filme pelo júri popular, além de levar uma estatueta por melhor direção e o prêmio da crítica. Rolex de ouro, de Beto Rodriguez, foi quem venceu a Mostra Gaúcha.
Mais à esquerda do continente, o festival chileno Sanfic3, que terminou em 20.08, escolheu Familia Tortuga (2006), do mexicano Ruben Imaz Castro, como a melhor produção latina da edição de 2007. O filme é uma co-produção entre o Centro de Capacitación Cinematográfica (CCC) e o Conacine (Conselho Nacional de Cinema da Bolívia).
O prêmio de melhor direção dentro da competição internacional foi para a chilena Camila Guzmán pelo documentário El telón de azúcar, enquanto, dentro da mostra latino-americana, o mesmo título foi concedido ao argentino Santiago Otheguy por La León. Em ambas categorias, o prêmio do público for levado pelo chileno Sebastián Silva, de La vida me mata.
ACONTECE
O balado Festival de Cinema de Veneza, na Itália, abriu ontem (29.08) sua 64ª edição, com baixíssima representação latina. Em 2007, o evento comemora 75 anos de existência sem nenhum filme latino-americano na competição oficial. Da seção Giornati degli autori – Venice days, programada pela associação de diretores e produtores de cinema da Itália, participa La zona, dirigido pelo mexicano Rodrigo Plá.
O filme, adaptação do conto da escritora uruguaia Laura Santullo, o filme é uma co-produção entre a empresa espanhola Morena Films e a mexicana Buenaventura Produções, protagonizada por Maribel Verdú, Carlos Bardem e Daniel Giménez Cacho. O longa será estreado na Espanha até o fim deste ano.
Da seção Orizzonti, destinada às novas tendências do cinema, participam três títulos latino-americanos, incluindo a nova produção do brasileiro Cao Hamburger, Andarilho, além de Anabazys, dos brasileiros Joel Pizzini e Paloma Rocha, e a co-produção entre México, Reino Unido e Canadá Cochochi, dirigida pelo venezuelano Israel Cárdenas e pela mexicana Laura Amelia Guzmán.
Na Bolívia acontece pelo 9º ano consecutivo o Festival Iberoamericano de Cine de Santa Cruz, que este ano homenageia com a estátua “Tatú Tumpa” o cineasta brasileiro Carlos Diegues e as atrizes Diana Bracho, do México, e Dolores Fonzi, da Argentina. Nesta sexta-feira, 31.08, também receberá o prêmio o diretor boliviano Hugo Ara, pela totalidade de sua obra. O evento inclui 42 filmes de 11 países.
ACONTECERÁ
Entre os festivales que estão por vir, o destaque vai para as seguintes mostras documentais:
Muestra Internacional Documental de Bogotá – Acontece de 17 a 23.09, na Cinemateca Distrital, na Biblioteca Nacional, na Cinemateca U.N. e na Universidad de los Andes, a 9ª edição do evento de cinema que é considerado um dos melhores da capital colombiana. Participam 66 filmes de 17 países, além de convidados internacionais, como o diretor tcheco Harun Faroki. Do Brasil, serão exibidos os filmes Estamira, de Marcos Prado, e Santiago, de João Moreira Salles.
É tudo verdade – O evento brasileiro fundado e dirigido pelo crítico Amir Labaki, que acontece de 27.03 a 06.04 de 2008, já abriu a convocatória para sua 13ª edição. Filmes nacionais podem se inscrever de 05.08 a 05.12, já os internacionais, de 20.08 a 10.12. Serão três as seções competitivas (longas-metragens internacionais e brasileiros e curtas brasileiros) e três as não-competitivas – de que fazem parte as mostras informativas O estado das coisas, Horizonte e Foco Latino-Americano. As exibições acontecem simultaneamente em São Paulo e no Rio de Janeiro e, em seguida, são realizadas em Brasília, Campinas, Porto Alegre e Recife.
Por Camila Moraes |
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| Nome: | Douglas Duarte | | Data: | 01/09/2007 | | Contato: | douglasdm@gmail.com | | Comentário: | tem mais um filme de um brasileiro na Muestra de Bogotá: o documentário Personal Che, sobre o mito de Che Guevara. Dirigido pela colombiana Adriana Mariño e por mim, o filme estréia no Brasil durante o próximo Festival do Rio!
Mais infos no site do filme: www.personalche.com | | | | |
| Nome: | thamara | | Data: | 30/08/2007 | | Contato: | tammygia@hotmail.com | | Comentário: | oi camilita, eh a thamara aki vai o novo blog do meirelles com um ensaio para cegueira, do saramago...http://blogdeblindness.blogspot.com
eles estao em pre producao, espero que goste | | | | |
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Quinta, 30 de Agosto de 2007
Festival de cinema brasileiro na Colômbia chega à segunda edição
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Foi dada a largada oficial, ontem (29.08), para a segunda edição do Festival de Cinema Brasileiro na Colômbia, organizada pela Embaixada Brasileira da Colômbia com o apoio da Petrobrás, do Ministério de Relações Exteriores colombiano, Varig, Natura e Cine Colombia. O evento ocorre, inicialmente, somente em Bogotá.
A curadoria é dos produtores do Festival de Cinema do Rio de Janeiro. Entre os oito filmes selecionados, estão estréias recentes, como O cheiro do ralo (Heitor Dhalia, 2006), que participou da seleção oficial de Sundance, e Antonia (Tata Amaral, 2006), convocado para os festivais de Toronto e de Berlim. Blockbusters brasileiros também estão representados na mostra através de Dois filhos de Francisco (Breno Silveira, 2005), a história de vida da dupla sertaneja Zezé de Camargo e Luciano e de seu pai, Francisco, e Vinícius (Miguel Faria Jr., 2005), o documentário mais premiado da história do Brasil, sobre o cantor e poeta Vinícius de Moraes.
De 30.08 a 05.09, as funções acontecem nas salas Chile e Embajador, de Cine Colombia, e, de 06 a 10.09, em salas não-comerciais, com Los Acevedo, Cinemateca Distrital, Fundadores e Universidade Nacional. A programação completa está disponível no site da Embaixada Brasileira: www.brasil.org.co. |
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Terça, 28 de Agosto de 2007
Curtas latinos na Cinemateca de SP
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O Festival de Curtas de São Paulo anuncia para hoje, terça-feira, uma sessão latina especial com a exibição de quatro curtas, seguida de um debate com a presença dos diretores e mediação do jornalista Cléber Eduardo (revista Cinética). O encontro acontece na Cinemateca de SP às 20h e inclui a exibição de Ver chover, o curta mexicano vencedor da Palma de Ouro em Cannes-2007.
Confira a programação completa:
- O quarto dos fundos (Uruguai, 12 min, direção Leticia Jorge e Ana Guevara)
- A rebelião dos pingüins (Chile, 23 min, direção Simon Bergman)
- Ver chover (México, 13 min, direção Elisa Miller)
- Satori Uso (Brasil, 17 min, direção Rodrigo Grota)
Mais informações no site oficial do Festival de Curtas de SP. |
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Segunda, 27 de Agosto de 2007
Festival de Curtas de SP exibe vencedor de Cannes, entre outros imperdíveis títulos latinos recentes
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Já foi dada a largada para a 18º Festival de Curtas de São Paulo, que, em sua edição de “maioridade”, recebeu um total de 160 inscrições dentro da Mostra Latino-Americana – mais representativa a cada ano. Desta programação latina, fazem parte pesos-pesados como Ver chover, da mexicana Elisa Miller, grande vencedora da Palma de Ouro de Cannes na categoria de curtas e Agora todos parecem contentes, do argentino Gonzalo Tobal, que venceu o Prêmio Cinéfondation no festival francês.
O evento, que inclui 424 filmes de 48 países, exibe as produções brasileiras à parte, distribuídas nas mostras Panorama Brasil, Cinema em Curso, KinoOikos (Formação do Olhar) e Oficinas Kinoforum. Os filmes inscritos totalizam 153 títulos recentes, incluindo Um ramo, da dupla Juliana Rojas e Marcos Dutra, também premiada em Cannes este ano. Segundo os organizadores da mostra, o destaque da Programação Brasileira vai para participação expressiva da cinematografia nordestina (especialmente Ceará e Pernambuco). Já na Mostra Internacional estão títulos importantes, como o vencedor da categoria curta-metragem no Sundance Festival A TV com um chapéu, do romeno Radu Jude.
Patrocinado há nove anos pela Petrobrás, com direção da produtora Zita Carvalhosa e organização da Associação Cultural Kinoforum, o Festival de Curtas de SP acontece desde o dia 23.08 até 01.09 em nove salas da capital paulista: Cinemateca Brasileira (a nova sede do evento, com suas duas salas), Museu da Imagem e do Som, Cinesesc, Centro Cultural São Paulo, Espaço Unibanco de Cinema, Unibanco Arteplex Frei Caneca, Cinusp e Fundação Armando Álvares Penteado. O evento tem entrada franca e, para atender ao público fora de São Paulo, inclui mostras itinerantes que passarão por São Carlos (SP), Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife.
Mais informações no site www.kinoforum.org.
Vídeo: publicada no You Tube, essa é uma entrevista de Antón Castro com a diretora Elisa Miller, de “Ver llover”, para a televisão espanhola.
Por Camila Moraes |
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| Nome: | Alexandre | | Data: | 27/08/2007 | | Contato: | ehprivativo@meuemail.com | | Comentário: | Camila, diponibiliza algum curta para apreciarmos.
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Segunda, 27 de Agosto de 2007
Cahiers du Cinema programa ciclo de cinema em Buenos Aires
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Imperdível para quem estiver em Buenos Aires: a renomada revista de cinema francesa Cahiers du Cinema está apresentando, até o dia 02.09 na sala Leopoldo Lugones, uma mostra de “jóias cinematográficas” inéditas na Argentina. O evento, que acontece em homenagem ao 40º aniversário da Lugones, é uma associação entre o Complexo Teatral de Buenos Aires e a Fundación Cinemateca Argentina, com colaboração da Embaixada da França.
A programação, a partir de hoje, é a seguinte:
Segunda-feira 27: Música nocturna (Argentina; 2007). Direção: Rafael Filippelli. Com Enrique Piñeyro, Silvia Arazi e Horacio Acosta.
Às 17, 19.30 e 22 horas (70′; 35mm).
Terça-feira 28: Hacia Mathilde (Vers Mathilde; Francia, 2005). Direção: Claire Denis.
Às 17, 19.30 e 22 horas (84′; DVD).
Quarta-feira 29: Muy bien, gracias (Très bien, merci; Francia, 2007). Direção: Emmanuelle Cuau. Com Gilbert Melki, Sandrine Kiberlain e Olivier Cruveiller.
Às 17, 19.30 e 22 horas (102′; 35mm).
Quinta-feira 30: Esos encuentros con ellos (Quei loro incontri; Italia/Francia, 2006). Direção: Danièle Huillet e Jean-Marie Straub. Com Angela Nugara, Vittorio Vigneri e Grazia Orsi.
Às 17, 19.30 e 22 horas (68′; 35mm).
Sexta-feira 31: La traición (La trahison; Francia/Bélgica, 2005). Direção: Philippe Faucon. Com Vincent Martinez, Cyril Troley e Ahmed Berrhama.
Às 17, 19.30 e 22 horas (80′; 35mm).
Sábado 1º e domingo 2: Juventud en marcha (Juventude em marcha; Portugal/Francia/Suiza, 2006). Direção: Pedro Costa. Com Silva Alexandre, Alberto Barros e Paula Barrulas.
Às 14.30, 18 e 21 horas (155′; 35mm). |
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Quinta, 23 de Agosto de 2007
Três brasileiros e outros latinos de peso no 10º LatinBeat, em Nova York
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Um dos principais festivais de cinema latino nos Estados Unidos, o LatinBeat, organizado pela Sociedade Cinematográfica do Lincoln Center de Nova York, chega à sua 10ª edição em 2007 com três filmes brasileiros na programação, que inclui este ano 23 filmes de 12 países da América Latina.
São eles: Mutum, de Sandra Kogut, filme baseado em conto de Guimarães Rosa que estreou em Cannes em maio passado, ganhou seis kikitos no último Festival de Gramado e viajará a Toronto também em setembro, Sonhos de Peixe, co-produção russo-brasileira do cineasta russo Kirill Mikhanovsky, participante da Câmera de Ouro de Cannes também em maio, e Grandma Has a Videocamera, de Tania Cypriano, realizado em parceria com os Estados Unidos.
Outros destaques de peso da mostra, que não é competitiva e acontece de 7 a 18.09, são Bluff, do colombiano Felipe Martinez, que registrou a melhor bilheteria nacional na Colômbia em 2007, Fotografías, do argentino Andrés Di Tella, Qué tan lejos, da equatoriana Tania Hermida, grande vencedora do 2º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, M, do argentino Nicolás Prividera, e Madrigal, de Fernando Pérez, realizado entre Cuba e Espanha.
Vale lembrar que a 10ª edição do LatinBeat possui nomes conhecidos, como Sandra
Kogut, o argentino Santiago Loza e o uruguaio Pablo Stoll, mas também dá atenção a novos diretores, como a brasileira Tânia Cypriano e o argentino Nicolás Prividera.
O México terá participação especial com a série Quatro Rupturas do Novo Cinema Mexicano, que inclui obras como Amores brutos (2000), de Alejandro González Iñárritu, Perfume de violetas (2001), de Marisa Sistach, Japão (2002), de Carlos Reygadas, e Temporada de patos (2004), de Fernando Eimbcke.
Confira a programação completa do LatinBeat aqui.
Por Camila Moraes |
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Quarta, 22 de Agosto de 2007
Matheus Nachtergaele como diretor no Festival de San Sebastián
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Dois brasileiros foram selecionados para o programa Cine en Construcción do Festival de San Sebastián, na Espanha, que acontece entre de 20 a 29.09. Um deles é o primeiro projeto do ator Matheus Nachtergaele como diretor, intitulado A festa da menina morta e que trata de uma tragédia familiar na Amazônia.
O filme, que está previsto para estrear no fim de 2007, foi gravado em Barcelos, cidade localizada a quase 400 quilômetros de Manaus, e tem o ator Daniel Oliveira em um dos papéis principais. Cássia Kiss, Chico Diaz, Dira Paes, Laura Cardoso, Juliano Cazarré e Conceição Camarotti integram o elenco, completado por profissionais locais.
O segundo projeto brasileiro beneficiado por San Sebastián chama-se Sol na neblina, de Werner Schumann. A ele se somam outras produções latino-americanas: Acné, do uruguaio Federico Veiroj, La extranjera, do argentino Federico Díaz e Una semana solos, da também argentina Celina Murga.
A seção Cine en Construcción é uma colaboração com os Encontros de Cinema da América Latina de Toulouse (França) e tem o objetivo de "facilitar a construção de filmes de cineastas independentes da América Latina e Espanha, que abordam a etapa de pós-produção". Por isso, todos os filmes selecionados estão inacabados, e o premiado receberá apoio de diversos estúdios e laboratórios que "assumirão a pós-produção pendente de um filme, inclusive a cópia em 35 mm legendada em inglês".
O Festival de San Sebastián, um dos mais procurados por cineastas da América Latina, será encerrado este ano com a exibição do filme Gasolina, do cineasta guatemalteco Hernández Cordón.
Mais informações no site oficial do evento: www.sansebastianfestival.com. |
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Terça, 21 de Agosto de 2007
Balanço MIFF Colombia: festival de cinema em diálogo com cinematografias latinas
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Mais uma vez, o Festival de Cinema de Miami investiu em sua relação com as cinematografias latino-americanas com o objetivo de estreitar o diálogo entre a “capital latina dos Estados Unidos” e o bloco formado pelas Américas do Sul e Central e o México e, além disso, suprir a procura de filmes em língua estrangeira por parte de uma seletiva platéia americana. Para isso, realizou em Bogotá, nos últimos dias 16 e 17.08, o MIFF – Miami Film Festival en Colombia, evento que aconteceu pela primeira vez no Chile, em 2006, com a presença de profissionais de cinema americanos e de convidados locais.
Com a tarefa de discutir avanços tecnológicos, relações entre os mercados americano e latino e temáticas envolvendo distribuição e divulgação, estiveram presentes oito convidados internacionais – como a representante do Festival de Sundance, Caroline Libresco, e distribuidores especializados em filmes latinos nos Estados Unidos, como Sandro Fiorin (FiGa Films) e Mónika Wagenberg (Cinema Tropical). A série de encontros foi organizada pelo próprio Festival de Miami, com produção local do Centro de Arte e Cultura da Universidade Tadeo Lozano, para a sede do evento.
Vários estudantes e profissionais da indústria audiovisual colombiana estiveram presentes ao longo dos dois dias. A quinta-feira, dia 16, mais frutífera para a platéia geral, teve início com as boas-vindas de David Melo Torres, diretor nacional de cinematografia do Ministério da Cultura, e de Claudia Triana de Vargas, diretora do fundo de promoção cinematográfica colombiano, o Proimágenes en Movimiento. A eles, seguiram-se as apresentações de cada convidado presente, com perguntas abertas ao público. Já a sexta-feira incluiu atividades relacionadas à avaliação de projetos colombianos em andamento, além de conversas sobre a importância dos festivais e caminhos para a difícil distribuição de filmes estrangeiros nos Estados Unidos.
A Latina esteve presente em todos os painéis do MIFF Colombia e deixa registradas aqui as principais contribuições de cada participante. Confira e deixe seus comentários!
David Mello Torres – Ministério de Cultura da Colômbia
David comentou os últimos dados registrados pelo Ministério de Cultura após a criação da lei de cinema há três anos pelo governo colombiano, com o objetivo principal de promover e incrementar a capacidade cinematográfica do país. Foram 10 bilhões de pesos (cerca de cinco milhões de dólares) investidos em produções audiovisuais nacionais através de convocatórias públicas e do estabelecimento de um fundo misto de apoio. Como resultado, entre 1.700 projetos avaliados por uma comissão composta por 120 profissionais de cinema nacionais e internacionais, foram premiadas 146 obras, incluindo 15 longas-metragens de ficção. Dos recursos recolhidos pelo Estado a partir das contribuições tributárias de empresas privadas (como na legislação cultural do Brasil), 23 filmes, também longas, receberam investimento. Segundo David, uma das conseqüências da lei foi a explosão de curtas-metragens na Colômbia, além da criação de uma mostra de documentários em 2007, que registrou 20 novas produções.
Claudia Triana de Vargas – Proimágenes en Movimiento
Alguns dados de importância também rechearam o discurso de Claudia Triana, diretora do Fundo Mixto de Promoción Cinematográfica Proimágenes en Movimiento. Entre eles, que 14% dos espectadores de cinema na Colômbia em 2006 (o que equivale a três milhões de pessoas) foram às salas para assistir a filmes nacionais – o que representa um significativo aumento em relação a dados dos anos anteriores. Depois de explicar as principais atividades do Proimágenes, Claudia propôs à mesa que respondesse à pergunta “Como os países latinos podem ter acesso ao mercado de cinema americano, dominado em 95% por suas próprias produções?”. Para finalizar, ressaltou que um filme colombiano de longa metragem envolve, em média, um orçamento que varia de 800 mil a 1,5 milhões de dólares.
Mónica Wagenberg – Cinema Tropical e Miami Film Festival
Escolhida para moderar a maioria dos bate-papos, Mônica é uma das pessoas responsáveis pela seleção de filmes latinos dentro do festival de Miami e também uma das criadoras da Cinema Tropical, empresa sem fins lucrativos, criada com o objetivo de promover e distribuir cinema latino-americano nos Estados Unidos. Segundo ela, há atualmente “algo estranho no ar nos Estados Unidos” pelas mudanças tecnológicas em curso, sobretudo em termos de distribuição. Entre as conclusões de Mónica, com a qual concordaram todos os presentes, está que as salas de cinema já perderam importância nos EUA, graças à presença cada vez mais forte de outras plataformas de distribuição e exibição, como os sites para download de filmes e venda personalizada de DVD e os home theaters.
Susan Wrubel – Paramount Pictures
“AS PESSOAS NÃO VÃO MAIS AO CINEMA”.
Susan Wrubel, que é representante de vendas e atualmente trabalha para a Paramount em Los Angeles, falou sobre o atual ciclo de vida de um filme quando é lançado ao mercado, começando pela exibição em salas de cinema, passando pelas novas tecnologias de vídeo on demand, pay per view, pay TV (TV a cabo), lançamento de DVD e Internet e terminando TV aberta. Ela destaca que tanto as salas de cinema quanto o DVD estão perdendo espaço para as chamadas novas “janelas” de distribuição, como os sites de video on demand e o DVR – aparelho acoplado à TV para a gravação de programas televisionados (para “videocapture e playback”), à semelhança do VCR, porém com tecnologia avançada e direitos cedidos para uso individual.
Rob Williams – Netflix/Red Envelop Entertainment
“O DVD ESTÁ SE TORNANDO UM VELHO FORMATO”.
Presente para representar as novas tecnologias que tem “roubado” os espectadores das salas de cinema nos Estados Unidos, Rob Williams é um dos executivo da Red Envelope, um braço da Netflix, empresa especializada em video on demand (vendas e aluguel de filmes em formato digital e DVD via Internet). Seu assunto foram os benefícios das novas janelas de distribuição. Entre elas, está que o espectador estado-unidense que espera melhores filmes (os que superem os tradicionais gêneros americanos de ação e comédia romântica) e que está aberto às produções independentes e em língua estrangeira encontre o que procura (ao que, segundo ele, quase nunca teria acesso nas salas de cinema, até mesmo nas chamadas “arthouses”). Rob destacou que, através deste sistema, um milhão de pessoas assistiu ao filme brasileiro Cidade de Deus (Fernando Meirelles), também um dos casos de maior êxito entre as bilheterias de filmes estrangeiros nos EUA. Outros exemplos de filmes bem sucedidos no Netflix são Cocalero (2007), do equatoriano nascido no Brasil Alejandro Landes, e Antônia (2006), da brasileira Tata Amaral.
Mike Goodridge – Screen International
“OS CRÍTICOS NÃO TÊM PAPEL DECISIVO”.
Jornalista e crítico especializado em cinema, atualmente trabalhando para a revista Screen, Mike comentou a atual participação do jornalista na ida do espectador às salas de cinema. Depois de afirmar categoricamente que os jornalistas não têm praticamente nenhuma influência sobre as escolhas do público, Mike lembrou que, nos Estados Unidos, os filmes estrangeiros dependem, sim, e muito, das críticas publicadas pela mídia. Segundo ele, “as produções em língua estrangeira estão sofrendo mais do que nunca, porque a exibição em salas de cinema é cara e a TV dos Estados Unidos está fechada a produtos norte-americanos”.
Sandro Fiorin – FiGa Films
“GRAÇAS À INTERNET, OS AMERICANOS ESTÃO MAIS CURIOSOS EM RELAÇÃO AO QUE ACONTECE NO MUNDO”.
Brasileiro radicado em Los Angeles há cerca de 20 anos, Sandro fundou em 2006 a FiGa Films, empresa dedicada à distribuição de filmes latino-americanos nos chamados cinemas de arte dos Estados Unidos, em parceria com o cubano Alex Garcia. Seu foco, segundo explicou, são filmes de conteúdo político ou “focados em temas que superem as histórias de gênero”. Otimista em relação à procura do público por produções originalmente latinas, Sandro diz não apostar nos latinos residente nos EUA, por se tratar de um “público muito fragmentado, que não quer se ver nas telas do cinema”. Segundo ele, os norte-americanos, por outro lado, têm se demonstrado cada vez mais interessados em filmes latino-americanos, graças às informações a que têm acesso via Internet.
Caroline Libresco – Sundance Film Festival
“OS FESTIVAIS ESTÃO QUASE SUBSTITUINDO A DISTRIBUIÇÃO TRADICIONAL”.
Uma das presenças mais animadas da mesa, Caroline foi quem discursou pela importância do cinema dito independente. Seu destaque sobre Sundance, além do estímulo às produções nacionais da América Latina que explorem “temas universais a partir do particular”, foi para o formato digital, que segundo ela está crescendo a passos importantes. Segundo Caroline, o objetivo de Sundance – cujo foco são os filmes independentes – é, antes de tudo, apoiar os realizadores. Bastante atento às novas tecnologias, o festival, segunda conta Caroline, aceita produções filmadas digitalmente dentro de seu processo de seleção e também foi o primeiro evento importante a abordar filmes para celulares em sua programação. Devido à enorme quantidade de festivais hoje em dia, ela acredita que a função dos Top 5, incluindo Sundance, é ser uma alternativa à distribuição tradicional dos filmes – feito que já conquistaram.
Federico Mejía – Babilla Cine
“TEMOS QUE SUPERAR AS DIFICULDADES DE ESTRUTURA E APOSTAR NOS BONS FILMES”.
Único colombiano do principal encontro do MIFF, Federico afirmou estar maravilhado com as novas tecnologias em voga nos Estados, mas também chateado: “Estamos anos luz do que está acontecendo lá. Temos que nos esforçar muitíssimo para colocar filmes latinos nesse mercado, e, dentro da Colômbia, o principal obstáculo a se transpor é o da própria infra-estrutura”. Fazendo um registro sobre a indústria local, Federico comentou as dificuldades de sua empresa, a Babilla Cine, em distribuir títulos em DVD por preços acessíveis, devido às condições do mercado de vídeo no país. Em um momento de otimismo, falou de sua associação, ainda em fase inicial, com a empresa brasileira Rain Networks, especializada em exibição digital, e concluiu junto à mesa que o caminho do cinema latino ainda é o do bom conteúdo. “O que importa, no fim, é a qualidade do que está sendo feito”.
Por Camila Moraes
Imagem: participantes do MIFF Colombia (da esquerda para a direta, Federico Mejía, Caroline Libresco, Sandro Fiorin, Mike Goodridge, Rob Williams, Susan Wrubel e Mónika Wagenberg). |
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| Nome: | Paulo | | Data: | 23/08/2007 | | Contato: | pskromov@terra.com.br | | Comentário: | Muito boa a matéria, sou pai da Paula e gostei demais. Um abraço. | | | | |
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Terça, 21 de Agosto de 2007
Documentário Invisibles, composto por cinco histórias de crise, estréia no Peru
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O documentário Invisibles, aguardado projeto do ator espanhol Javier Bardem, teve sua estréia recentemente no Peru, afirmando a importância do gênero na América Latina. Composto por cinco histórias de vítimas diretas de crises econômicas internacionais, o longa foi dirigido por cinco diretores diferentes, entre eles o peruano Javier Corcuera – que contou a vida de pessoas perseguidas por paramilitares em meio aos conflitos armados na Colômbia –, o alemão Wim Wenders e os espanhóis Isabel Coixet, Fernando Leon de Aranoa e Mariano Barroso.
Preocupado com o panorama político e social da América Latina em geral, o cineasta Javier Corcuera fez comentários que vão além do segmento que dirigiu em Invisibles, batizado de “La voz de piedras”, durante o evento de estréia: “O Peru é um conflito invisível há muito tempo”. Durante o IX Encontro Latino-Americano de Cinema de Lima, Corcuera destacou a importância do documentário em entrevista ao jornal peruano El Universal, dizendo que “há muitas coisas para se contar neste país, que não aparecem nos meios de comunicação”. Os outros temas tratados pelo documentário foram os efeitos do Mal de Chagas na Bolívia, o seqüestro de meninos em Uganda para convertê-los em soldados da guerrilha, a doença do sono na África Central e as assustadoras taxas de violência sexual na República Democrática do Congo.
A produção é assinada por Javier Bardem – consagrado por suas atuações em Mar adentro (Alejandro Amenábar), Carne trêmula (Pedro Almodóvar) e Segundas-feiras ao sol (Fernando León de Aranoa) – em parceria com a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF). Com esse o projeto, afirma Bardem que seu objetivo era mostrar os conflitos e romper a invisibilidade em que está confinada boa parte da humanidade – aquela que vive muito aquém da linha de pobreza estipulada por órgãos como a ONU.
No que diz respeito aos efeitos do documentário para a cinematografia da América Latina, Corcuera opina que o panorama atual do cinema latino-americano começa a mostrar melhoras. Para ele, a produção hoje é contínua, mas os entraves de distribuição, divulgação e, sobretudo, de exibição tornam os países latino encapsulados. Em vista disso, o cineasta se coloca também como porta-voz dessa integração: “Necessitamos de filmes que falem de nós e para nós, como Invisibles, para que assim nos conheçamos mais”.
Por Paula Skromov |
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Quarta, 15 de Agosto de 2007
No Chile, 3º SANFIC destaca produções latinas
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Passado o Festival de Lima, as atenções dos interessados em cinema latino se dirigem ao Santiago Festival Internacional de Cine, o SANFIC, que está acontecendo desde 14.08 na capital chilena, até a próxima segunda-feira, dia 20. Essa é a terceira edição do evento, que ganha importância a cada ano.
Em 2007, além da competição entre produções estrangeiras, concorrem nove filmes na categoria exclusiva de filmes latinos. Dela fazem parte: Cocalero, documentário sobre Evo Morales feito entre Bolivia e Argentina, o brasileiro O ano em que meus pais saíram de férias, Esas no son penas, do Equador, Familia tortuga, do México, La León, coprodução Argentina-Francia, La vida me mata, do Chile, M, documentário argentino, Shirgo, do México, e Tierra roja, um documentário paraguaio.
O festival anuncia também a seção "Novidades em Latinoamérica" que, apesar de não trazer coisas tão novas como anuncia, inclui filmes latinos importantes dos últimos anos, como Quien mató a la llamita blanca?, imperdível a produção boliviana de 2006, Soy Cuba – El mamute siberiano, documentário do brasileiro Vicente Ferraz sobre o clássico soviético-cubano de 2005 e Nacido y criado, de 2006, último filme do diretor argentino Pablo Trapero (e não “Pablo Lavín”, como diz a página do evento). Destaque especial, nessa parte, para Los puños de una nación, da panamenha Pituka Ortega Heilbron, que relaciona a historia do boxeador panamenho Roberto “Mano de piedra” Durán (foto) com o frágil sentimento de nacionalismo no Panamá.
Mais informações no site oficial: www.sanfic.cl.
Por Camila Moraes |
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Quarta, 15 de Agosto de 2007
Equador investe em televisão autônoma com qualidade
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O governo do Equador já anunciou seu projeto de um canal televisivo com gestão autônoma. A iniciativa foi impulsionada pela ex-secretária de Comunicação da Presidência Mônica Chuji, que, em declaração à imprensa equatoriana, definiu o novo canal como “uma estrutura flexível e descentralizada, sob a responsabilidade de um conselho diretivo composto por representantes governamentais e da sociedade civil”.
Chuji foi à Espanha em busca de contatos e colaborações internacionais e lá conseguiu o apoio da agência espanhola Efe, da Radio Televisión Española (RTVE), da Radio Nacional de España (RNE) e da Secretaria de Estado para a Comunicação do governo espanhol.
O projeto, estimado em 20 milhões de dólares, também congrega a implantação da TV digital na região, assim como a multiplicação de concessões, abrindo o debate entre governo e os cidadãos equatorianos sobre o regulamento da TV digital. “Com esta proposta vamos nos acercando de um sistema integrado entre multimídia, rádio e internet”.
A própria Radio Nacional del Ecuador fará parte deste projeto, que pretende dar uma nova cara à comunicação do Equador. Um dos principais objetivos é que os próprios funcionários criem um espaço de criação e livre expressão das minorias, incluindo transmissões em quéchua e outras línguas indígenas do país.
A subvenção e a promoção de produções cinematográficas está em vista, já que a nova TV pública do Equador quer se associar a outras do gênero na América Latina e em todo o mundo. A proposta recebeu apoio incondicional de Andrés Izarra, presidente do canal e agência de informações estatal Telesur, da Venezuela.
Por Paula Skromov
Fonte: site Galizacig. |
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Quarta, 15 de Agosto de 2007
Um colombiano em Hollywood
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O colombiano Juan Felipe Orozco, roteirista e diretor de Al final del espectro, realizará para a Universal Pictures uma versão gringa de sua obra. Os estúdios adquiriram em princípios deste ano os direitos de realização do filme, que será dirigido por Orozco e terá Nicole Kidman no papel principal.
Al final del espectro conta a história de uma jovem que, graças a um trauma, se fecha em seu apartamento e aí se converte em vítima de seus próprios medos, envolvendo-se com poderes malignos sobrenaturais. A produção terá início nos primeiros meses de 2008.
Visite o site oficial do filme: www.alfinaldelespectro.com.
Fonte: Claqueta/Ministério da Cultura da Colômbia. |
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Terça, 14 de Agosto de 2007
Camila Guzmán recupera a Cuba de sua infância em El telón de azúcar
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“Quando você diz que é de Cuba, as pessoas o bombardeiam de perguntas”, comentou Camila Gúzman à imprensa durante o Festival de Cinema de Lima, enquanto explicava os porquês de ter realizado seu primeiro documentário. Intitulado El telón de azúcar, o filme, tido como um dos melhores documentários do evento, trata de recuperar a Cuba dos tempos de infância da realizadora, hoje com 36 anos.
Segundo Camila, a idéia de fazer o documentário surgiu em 1999, quando olhou ao seu redor e se deu conta de que não havia nenhum registro que contasse a história da primeira geração de cubanos pós-revolução. “Acredito que existe uma idéia muitos polarizada sobre Cuba, e isso me surpreende, porque as coisas não são assim. São muito mais complexas do que isso”, disse Camila. Com El telón de azúcar, a diretora espera economizar muita explicação sobre como era a Cuba dos projetos da Revolução e o que se tornou após décadas de resistência do regime comunista de Fidel Castro.
Filha do reconhecido documentarista chileno Patrício Gúzman (Salvador Allende, 2004), Camila Gúzman Urzúa nasceu em Santiago, no Chile, e foi viver em Cuba aos dois anos. Deixou o país no fim da década de 80 para dedicar-se a cinema e trabalhar com o pai. Estudou em Londres, na LCPDT, e em Paris, na Les Ateliers Varan. El telón de azúcar é seu primeiro filme.
Por Camila Moraes |
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Segunda, 13 de Agosto de 2007
Luz silenciosa, do mexicano Carlos Reygadas, vence 11º Festival de Cinema de Lima
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Entre sessões concorridas, forte adesão do público cinéfilo local e algumas polêmicas, como a que se gerou em torno do cartaz (foto) desenhado para a ocasião, encerrou-se no último sábado, 11.08, a 11ª edição do Festival de Cinema de Lima. O evento, organizado pela Universidade Católica, começou dia 02.08, ocupando diversas salas da capital peruana.
O mexicano Carlos Reygadas, com Luz silenciosa, foi o grande vencedor com o filme que apresentou pela primeira vez no festival de Cannes de 2007, levando o grande prêmio do júri por melhor ficção, além do de melhor fotografia. Na seqüência, aparece a argentina Ana Katz, com seu segundo longa, Novia errante, o qual, além de dirigir, também protagoniza. É ela quem arrematou o troféu de melhor atriz, ao lado do conterrâneo Julio Chávez, por sua atuação em El otro.
Entre os brasileiros presentes, O cheiro do ralo, de Heitor Dahlia, recebeu menção honrosa por parte do júri, que também elegeu O ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburger, como melhor roteiro. Através do ator José Wilker, convidado do evento, do qual saiu com um troféu na mão, o cinema brasileiro foi recordado pela totalidade de sua obra, com destaque para os imortais – e inesquecíveis Brasil afora – Glauber Rocha e Nelson Pereira dos Santos, além de outros realizadores do Cinema Novo.
O público votou pelas histórias de protagonistas infantis e fez sua opção, em primeiro lugar, por O ano em que meus pais... e, depois, por La edad de la peseta, do diretor cubano Pavel Giroud. as ocasiões especiais, fizeram parte homenagens póstumas a Pablo Guevara, José Watanabe, Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni.
Com ótima cobertura jornalística do site peruano Cinencuentro, onde estão disponibilizadas notícias diárias e várias entrevistas em vídeo, o Festival de Lima foi encerrado com o anúncio dos filmes que irão estrear no Peru. Entre eles: El asaltante, La edad de la peseta, XXY, El telón de azúcar e O ano em que meus pais saíram de férias.
Confira outros prêmios importantes:
Seção Oficial Obra Prima
Primeiro prêmio do Júri, entregue pela Unión Latina: O violino, de Francisco Vargas.
Segundo prêmio do Júri, entregue pela Unión Latina: El asaltante, de Pablo Fendrik.
Menção honrosa a Hamaca paraguaya, de Paz Encina.
Seção Oficial Documentário
Primeiro prêmio do Júri, entregue por Calandria: Santiago, de João Moreira Salles.
Segundo prêmio do Júri, entregue por Calandria: El telón de azúcar, de Camila Guzmán Urzúa.
Curtas
Melhor curta: Ela, de Silvia Aguirre Zegarra
Melhor curta de ficção: Sueños de América, de Danny Céspedes Vargas
Melhor curta documentário: Vivir es una obra maestra, Gabriela Yepes
Melhor curta de animação: Memorias de Salmo Trutta, de Cayetana Carrión y Camila Valdeavellano
Melhor diretor jovem: Miguel De La Barra Gómez, por Los gigantes, Alcibiades e El bosque de piedra.
Melhor director: Bacha Caravedo Alfageme, por Los herederos.
Prêmio do público: empate entre A china el golpe, de Eduardo Mendoza, e Trabajo nocturno, de Adrián Saba (filho de Edgar Saba, diretor do festival).
Por Camila Moraes |
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Quarta, 08 de Agosto de 2007
Bons frutos para Gael
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Depois de ter estreado em Cannes em maio deste ano, Déficit, o primeiro filme de Gael García Bernal como diretor, vai ser exibido no 32º Festival Internacional de Cinema de Toronto, que acontece de 06 a 15.09. O longa, protagonizado pelo ator mexicano, relata a trajetória de jovens de classe alta que mudam de perspectiva após realizar uma viagem.
Atualmente, o ator que despontou em Amores brutos (2000), está gravando com Diego Luna – seu sócio na produtora Canana Films e ao lado de quem protagonizou E sua mãe também (2001) – a primeira produção da Cha Cha Cha, empresa formada pelos mexicanos Alfonso Cuarón, Alejandro González Iñárritu e Guillermo del Toro.
Estréia do diretor Carlos Cuarón, a novidade se intitula Rudo y cursi e terá a participação do ator argentino Guillermo Francella, do filme Incorregibles, atualmente em cartaz na Argentina.
Por Camila Moraes |
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Quarta, 08 de Agosto de 2007
Sean Penn, mais um americano em Caracas
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Depois dos encontros entre Danny Glover (Máquina mortífera) e Hugo Chávez para os acertos de uma produção sobre o líder haitiano François Dominique Toussaint-Louverture, que será realizada pelo ator americano com o apoio do governo venezuelano, outra personalidade de Hollywood a se aproximar da Venezuela e de seu presidente é o ator Sean Penn, ganhador de um Oscar por sua atuação em Sobre meninos e lobos (de Clint Eastwood) em 2004.
Segundo afirmou Penn ao site Voice of America, os objetivos de sua visita ao país são jornalísticos, para “observar por si mesmo a situação venezuelana”. Em várias ocasiões, o ator se encontrou com Chávez, com quem, entre outras coisas, percorreu bairros pobres de Caracas e viajou no avião presidencial para visitar Pueblo Encima, cidade próxima à fronteira com a Colômbia.
Encontros com o presidente da Asemblea Nacional Cubana, Ricardo Alarcón, e com o produtor espanhol José Ibáñez – responsável pela produção do documentário de Oliver Stone sobre Fidel Castro, intitulada Comandante – também fizeram parte de sua agenda de seis dias. Sean Penn, que critica abertamente o presidente George Bush e a política americana de guerra no Iraque, visitou estúdios de cinema locais, agitando especulações sobre sua participação em filmes patrocinados pelo governo da Venezuela.
Por Camila Moraes |
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Terça, 07 de Agosto de 2007
Bate-papo com diretores de fotografia
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Durante o mês de agosto, o Espaço Gafanhoto promove um ciclo de bate-papos com alguns bons fotógrafos do cinema brasileiro. Para acompanhar, confira a programação:
Dia 09 – PEDRO FARKAS: Zuzu Angel, Desmundo, Um copo de cólera, Dois Córregos, A marvada carne.
Dia 16 – CARLOS EBERT – Do luto à luta, À margem da imagem, O rei da vela, O bandido da luz vermelha.
Dia 23 – JACOB SOLITRENICK – Durval Discos, Bellini e a esfinge, Bens confiscados, Filhas do vento, Garotas do ABC.
Dia 30 – WALTER CARVALHO – O baixio das bestas, Crime delicado, Cazuza – O tempo não pára, Carandiru, Madame satã, Lavoura arcaica, Central do Brasil.
Maiores informações: www.casagafanhoto.com.br. |
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| Nome: | candire pinheiro de jesus | | Data: | 03/06/2008 | | Contato: | candirepinheiro@yahoo.com.br | | Comentário: | Fiqueio surpresa em ver que o meu nome provavelmete virará um filme.
Gostaria de mais informações se possível. | | | | |
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Segunda, 06 de Agosto de 2007
Cultura guarani em filme boliviano
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Juan Carlos Valdivia, diretor de Jonas y la ballena rosada e American visa, anunciou as filmagens de seu novo filme, intitulado Candire. O longa define os traços culturais, sociais e o cotidiano do povo guarani, reivindicando a importância desta cultura dentro da região do Chaco boliviano.
“Quero fazer um filme sobre uma cultura viva... Uma cultura antiga com essência guerreira”, disse o cineasta ao Portal del Cine Latinoamericano. A idéia surgiu de um estudo sobre os aspectos culturais do povo guarani: suas tradições, costumes, expressões e seu conceito do mundo exterior.
Candire significa em guarani “terra sem mal”, uma expressão que mostra a natureza nômade do povo guarani sempre em busca de um território são. Valdivia pretende começar as filmagens ainda neste semestre e acredita que Candire deva estréie no próximo ano.
O filme, cujo elenco ainda não foi selecionado, será falado em guarani. Para o diretor, isso significa “uma dedicação para com este povo e todos os bolivianos”. Ele acrescenta: “Creio que todos nós artistas devemos aproveitar o grande momento que vivemos para conhecer nosso país, para oferecer coisas diferentes, para avançar e romper o maldito vício da discriminação e do racismo que temos em nosso país. Acredito que os bolivianos têm um grande senso comum, quando começam a trabalhar em conjunto”.
Por Paula Skromov |
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Quinta, 02 de Agosto de 2007
Haiti vive o auge de seu cinema, apesar da crise histórica
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Até em tempos difíceis, os haitianos não deixam de assistir aos filmes nacionais. E agora também produzem filmes em cifras surpreendentes para os padrões locais: são aproximadamente dez longas-metragens por ano. Quem poderia imaginar que um terço da Ilha Espanhola, a primeira terra das Américas a ser descoberta por Cristóvão Colombo, rivalizaria com Cuba em produção cinematográfica caribenha? E, não raro, as películas haitianas permanecem em cartaz mais tempo que as produções estrangeiras, cujo financiamento é infinitamente maior.
Os dados soam ainda mais espantosos se se tomar em contar que o Haiti – e seus cerca de oito milhões de habitantes – é o país mais empobrecido do continente, onde mais da metade da população vive abaixo da linha da pobreza. Além da difícil situação humana e econômica, o Haiti tem uma política instável e, mesmo assim, converteu-se em uma meca do cinema caribenho, cujo modelo de produção segue a linha da Índia e da Nigéria, países de grande produção e bilheteria, e dá nome ao fenômeno “Haitiwood”.
Enquanto a economia e a indústria locais estão perdidas no esquecimento e esmagadas pelo capital multinacional, o setor de entretenimento vive seu auge: impulsionado pelos baixos custos de produção e pelo apetite dos haitianos em assistir a histórias que reflitam sua realidade e que sejam faladas em sua língua, o creole haitiano. “Os filmes estão se convertendo na forma artística mais popular do Haiti, depois da música”, disse Arnold Antonin, presidente da Associação de Cineastas Haitianos.
Calcula-se que a produção cinematográfica do Haiti tenha crescido 300% nos últimos cinco anos, incluindo a divulgação e distribuição de filmes em DVD amplamente consumidos pelos imigrantes haitianos residentes nos Estados Unidos.
O primeiro filme haitiano rodado em creole estreou em 1980, em plena ditadura dos Duvalier – que devastaram de vez o país com perseguições políticas, torturas, prisões e saque dos fundos públicos. Intitulado Anita, foi uma realização de Rassoul Labuchin sobre uma menina do campo que se torna empregada de uma família rica.
No entanto, o Haiti não tem uma comissão cinematográfica que possa financiar a produção local. Ainda assim, as filmagens continuam, enfrentando as dificuldades de infra-estrutura do país que só viu sua situação piorar com as intervenções militares estrangeiras.
“Apesar de todo o caos político e os problemas econômicos, o cinema haitiano segue crescendo”, afirma Richard Senecal, diretor de cinema, cuja última produção Cousins, 2006, participou de vários festivais internacionais de cinema.
A chegada de câmeras digitais abriu ainda mais as portas para uma nova geração de cineastas haitianos, reduzindo os custos sensivelmente e promovendo financiamento direto de patrocinadores locais que recebem parte da bilheteria.
Ainda que careçam de excelência técnica, os filmes haitianos exploram temas sociais de grande importância para o país. Um exemplo foi o enorme sucesso que obteve o filme El presidente tiene sida, de 2005, que tratou da dolorosa marca que o vírus imprimiu na sociedade haitiana, enquanto Cousins analisou o tema da prostituição.
Também há inúmeras histórias inspiradas em amores e que se assemelham às telenovelas. Os haitianos respondem a essa onda gastando 100 gourdes (cerca de 2,70 dólares por entrada, mais do que o dobro do que a maioria da população ganha por dia) para entrar nas mal conservadas salas de cinema da capital Porto Príncipe e de outras localidades. Sobre a precariedade de todo este panorama, Antonin alerta: “A menos que comecemos a fazer melhores filmes, com mais técnica, a indústria cinematográfica haitiana pode morrer no útero”. E acrescenta: “Temos o talento, só nos faltam as ferramentas”.
(Fonte: AP)
Mais informações: www.univision.com.
Tradução: Paula Skromov. |
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