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Sexta, 30 de Novembro de 2007
Latinos em Sundance (e fora dele) |
Com a quase finalização da agenda de festivais deste ano (falta ainda o festival de Havana), a atenção de produtores e diretores e seus filmes se volta para os eventos do começo do ano que vem. Sundance, dedicado ao cinema independente – norte-americano e estrangeiro – é um dos mais esperados e acaba de soltar sua lista de filmes selecionados, que serão exibidos em distintas localidades do estado de Utah de 17 a 27.01.
Uma das surpresas é a retirada de Tropa de elite da seleção de 16 filmes estrangeiros em competição. Nas mãos da Weisten Films, que detém os direitos de distribuição da polêmica produção brasileira fora do Brasil, Tropa está estudando sua carreira nos festivais internacionais – incluindo Berlim e Cannes – e por isso, segundo especula a imprensa, optou por não estar presente em Sundance, fechando assim outras portas talvez mais interessantes. O longa já tem data para estréia comercial nos Estados Unidos: 25.01, quando estréiam, em um momento histórico, outros dois filmes brasileiros ao mesmo tempo por lá – a saber, A casa de Alice e O ano em que meus pais saíram de férias (candidato brasileiro à disputa pelo Oscar 2008 de melhor filme estrangeiro). Esperem mais sobre o assunto.
Mas, no que se refere a Sundance, a real boa notícia é a presença de quatro produções latino-americanas na seleção competitiva. São elas: Perro come perro (trailer abaixo), do colombiano Carlos Moreno, o filme panamenho Burwa Dii Ebo, feito entre vários realizadores, Párpados azules, do mexicano Ernesto Contreras, e Máncora, do peruano Ricardo de Montreuil (em co-produção com a Espanha). A seleção completa do festival para 2008 inclui 121 longas de 25 países, dos quais 87 são estréias mundiais.
Saiba mais no site oficial.
Por Antonia Kee
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Quinta, 29 de Novembro de 2007
Brasília manda Buenas noticias
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Mucha novedad – buena, polémica – en cine brasileño está por venir. Ese es por lo menos el mensaje que se puede concluir del 40º Festival de Cine de Brasilia, que terminó el último martes, 27.11, con reproches del público al gran vencedor de este año: la película Cleópatra, del director carioca Julio Bressane.
Competían con ella otras cinco películas de gran calidad y también propuestas muy diferentes entre sí, incluyendo Chega de saudade, de Lais Bodanzky, que era la preferida del público. El largo, que terminó llevándose los premios de guión y dirección, ya crea expectativas para su estreno comercial en mayo del 2008 (en Brasil), especialmente por abordar un tema de difícil tratamiento: el deseo sexual en la tercera edad.
Cleópatra se llevó Candangos (el nombre del trofeo de Brasilia) en seis categorías: mejor sonido, dirección de arte, banda sonora, actriz y mejor película. La producción, afirma la nota oficial de prensa, es una lectura libre, erudita y poética de la historia de Cleópatra en la lengua portuguesa. Según lo que escribió José Geraldo Couto para el periódico brasileño Folha de São Paulo: “Cleópatra es cine de otro calibre. Un viaje de la inteligencia y sensibilidad por ese Mediterráneo imaginario en el que se cruzan las potencias creativas de Europa, Asia y África. Al adoptar una vía lírica, luso-brasileña, para abordar el mito de Cleópatra, Bressane no ha abandonado la dimensión histórico-épica del personaje, sino que la condensó en lo erótico y en lo sensorial”.
La elección de Alexandra Negrini (foto) como mejor actriz fue otra controversia-resultado del evento, que enseña que, a pesar de varias décadas de existencia entre los principales festivales de cine de Brasil, sigue vivo, polémico y agitando sus espectadores con buenas producciones nacionales. Independientemente de haber tenido la oportunidad de ver la película, creo que valen las palabras del propio Bressane en relación a los abucheos que recibió: “El arte puede establecer relaciones con las diferencias, sobre todo sexuales. Agradezco la inteligencia de ustedes” y “Una cosa es ser amado. Otra es ser ‘el amado’”.
Por Camila Moraes |
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Quarta, 28 de Novembro de 2007
Boas novas manda Brasília
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Muita novidade – boa, polêmica – em cinema brasileiro vem aí. Essa é a mensagem que se pode concluir do 40º Festival de Brasília, que terminou na última terça-feira, 27.11, com as vaias do público ao grande ganhador do ano: o filme Cleópatra, do carioca Julio Bressane.
Competindo com ele pelo troféu principal estavam outras cinco produções de grande calibre e bastante distintas entre si, incluindo Chega de saudade, de Lais Bodanzky, que era o preferido do público. O longa, que acabou levando para casa os prêmios de roteiro e de direção, já cria expectativas para sua estréia comercial em maio de 2008, sobretudo por abordar um tema difícil de tratar: o desejo sexual na terceira idade.
Cleópatra levou Candangos em seis categorias: melhor som, direção de arte, trilha sonora, fotografia, atriz e melhor filme. A produção, afirma o informe para a imprensa do festival, é uma leitura livre, erudita e poética da história de Cleópatra na língua portuguesa. Segundo o que José Geraldo Couto escreveu para a Folha de São Paulo: “Cleópatra é cinema de outro calibre. Uma viagem da inteligência e da sensibilidade por esse Mediterrâneo imaginário em que se cruzam as potências criativas da Europa, da Ásia e da África. Ao adotar um viés lírico, luso-brasileiro, para abordar o mito de Cleópatra, Bressane não abandonou a dimensão histórico-épica da personagem, mas como que a condensou no erótico, no sensorial”.
A escolha por Alessandra Negrini (foto) como melhor atriz foi outra controvérsia-resultado do evento, que mostra que, apesar das várias décadas de existência, continua vivo, polêmico e agitando a platéia com boas produções nacionais. Independentemente de ter tido a chance de ver o filme até o momento, acredito que valem as palavras do próprio Bressane em relação às vaias que recebeu: “A arte pode estabelecer relações com as diferenças, sobretudo sexuais. Agradeço a inteligência de vocês” e "Uma coisa é ser amado. Outra, é ser "o" amado'".
Por Camila Moraes
Aqui, uma lista breve dos ganhadores, todos altas expectativas de estréia para 2008:
TROFÉU CANDANGO (35 mm)
Melhor filme
Cleópatra, de Julio Bressane
Melhor direção
Chega de saudade, para Lais Bodanzky
Melhor ator
Meu mundo em perigo, para Eucir de Souza
Melhor atriz
Cleópatra, para Alessandra Negrini
Melhor roteiro
Chega de saudade, para Luiz Bolognesi
Prêmio especial do júri
Anabazys, de Paloma Rocha e Joel Pizzini*
* Anabazys é o documentário de Joel Pizzini e Paloma Rocha, filha de Glauber Rocha, que recria o processo de filmagem do último filme de Glauber, A idade da terra (1980). Também levou prêmio de melhor montagem para Ricardo Miranda. |
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| Nome: | ana paula mendes | | Data: | 24/12/2007 | | Contato: | cinemana@gmail.com | | Comentário: | Olá
Gostaria de registrar minha visita por aqui e também dizer que coloquei um link para o La Latina em meu blog, pois trabalho uma temática semelhante: A distribuição e exportação do cinema brasileiro.
Bom, é isso. Vocês montaram espaço muito agradável e informativo, voltarei outras vezes.
Um abraço e otimas festas,
ana paula mendes
http://cinemanaproject.blogspot.com
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| Nome: | Camila | | Data: | 30/11/2007 | | Contato: | mesmachuva@gmail.com | | Comentário: | Adorei o blog! Até me pergunto como não o descobri antes.
Camila
http://www.mesmachuva.blogger.com.br | | | | |
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Terça, 27 de Novembro de 2007
La Hollywood que evangeliza y censura
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Hollywood siempre fue un lugar difícil, polémico y controlador, según afirman varios profesionales que ahí han trabajado. Además, su cine – el de baja calidad – domina las salas de muchos países y evangeliza a espectadores a través de sus contenidos fáciles, sobre todo en la ya bastante evangelizada Latinoamérica.
Como si eso no fuera suficiente, el Perú acaba de vivir un caso insólito: la distribuidora UIP, a través de su oficina local, ha censurado algunas escenas de la comedia The Heartbreak Kid (Peter y Robert Farrelly), estrenada en el país con el título La mujer de mis pesadillas.
La censura se dio declaradamente por escenas de “sexo”, pero, en realidad, tiene que ver con la calificación de público de la película que, por mayores beneficios comerciales, fue cambiada de 18 a 14 años por la distribuidora.
El texto que sigue, de la Asociación Peruana de Prensa Cinematográfica (APRECI), da más detalles sobre el asunto y deja su mensaje, que puede ser entendido como un alerta a otros países además de Perú. Censura, además de un asalto, es una falta de respeto no sólo con el autor de una obra, sino también con su público.
Por Camila Moraes
APRECI deplora censura a película La mujer de mis pesadillas
La Asociación Peruana de Prensa Cinematográfica (APRECI) deplora las mutilaciones hechas por la distribuidora cinematográfica United International Pictures (UIP) a la película The Heartbreak Kid, de los hermanos Peter y Robert Farrelly, estrenada en nuestro país el jueves 1 de noviembre como La mujer de mis pesadillas.
La colocación de rectángulos negros, a manera de parches, sobre un par de escenas, constituye flagrante censura a una obra que debería exhibirse sin la menor alteración por parte de sus distribuidores, y además, es una notable falta de respeto al público, que merece apreciarla tal cual.
La mujer de mis pesadillas corresponde a un público mayor de 18 años. Sin embargo, se estrenó como si lo fuera para espectadores mayores de 14. Eso explica la escandalosa mutilación de escenas que UIP consideró impertinentes para un sector de la platea. Es decir, se estafa al público adulto, recortándole un producto que tiene derecho a ver en su integridad, y a la vez al público adolescente, al que se le atrae a ver un contenido incompleto.
La primera escena censurada es muy rápida, aproximadamente en el minuto 62 del metraje. Al interior de un salón donde, según un cartel, se bailan “danzas mexicanas folclóricas”, se aprecia a cierta distancia a un falso burro simulando penetrar a una mexicana, que está vestida. El parche oculta el supuesto falo.
En la segunda escena, en el minuto 84, el encuadre es más cerrado y explícito. En la playa, luego de sufrir el ataque de una medusa en la espalda, el personaje de Ben Stiller está echado boca abajo en la arena, su pareja se baja el pantalón y orina en la zona afectada, dejando ver en plano detalle su vagina, donde tiene un piercing. El parche, inmenso, cubre buena parte del cuerpo de la actriz.
La convicción de que el contenido y el público cinematográficos pueden tratarse como cualquier cosa, bajo criterios estrictamente mercantiles, han dado como resultado imágenes insólitamente intervenidas, controladas y disminuidas, equivalentes a un libro con páginas en blanco, tachadas o arrancadas, o a una pintura con huecos y borrones ajenos a su autor.
Así, la distribuidora United International Pictures agrega una cuota de grosería y torpeza a la cartelera local, la cual ya soporta un parche virtual de grandes proporciones, al exhibirse casi exclusivamente cintas hollywoodenses, pero ahora inaugura una suerte de “correcciones” específicas, en el interior de las obras. Se trata de un pésimo precedente que podría convertirse en costumbre si la comunidad cinematográfica y el público aficionado lo dejan pasar por alto.
Esta vez fueron censurados los hermanos Farrelly por escenas sexuales. Mañana puede ser cualquier cineasta –llámese Tarantino, Rodríguez, Kim Ki–Duk, Chan–wook Park, Cronenberg, Von Trier, Ripstein, Martel, Michael Bay, Tony Scott o Michael Moore– y por cualquier motivo.
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| Nome: | bruno | | Data: | 12/12/2007 | | Contato: | bruno@dcmaster.com.br | | Comentário: | teste 2 | | | | |
| Nome: | bruno | | Data: | 12/12/2007 | | Contato: | bruno@anydesign.net | | Comentário: | teste | | | | |
| Nome: | mariana | | Data: | 12/12/2007 | | Contato: | mariana@anydesign.net | | Comentário: | olá | | | | |
| Nome: | theo | | Data: | 11/12/2007 | | Contato: | theocarias@hotmail.com | | Comentário: | saudades de vc!!!!!
bjuss | | | | |
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Terça, 27 de Novembro de 2007
A Hollywood que catequiza e censura
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Hollywood sempre foi um lugar difícil, polêmico e controlador, como afirmam vários dos que aí trabalharam. Além disso, seu cinema – aquele de baixa qualidade – domina as salas de muitos países e catequiza espectadores através de seus conteúdos fáceis, sobretudo na já bastante catequizada América Latina.
Como se isso já não fosse suficiente, o Peru acaba de viver um caso insólito: a distribuidora UIP, através de seu escritório local, promoveu a censura de algumas cenas da comédia The Heartbreak Kid (Peter e Robert Farrelly), estreada no Brasil com o título Antes só do que mal casado – e no Peru, como La mujer de mis pesadillas.
O caso se deu pretensamente por cenas de “sexo”, mas sua real motivação foi a qualificação etária do filme que, em função de benefícios comerciais, foi baixada de 18 a 14 anos pela companhia.
O texto abaixo, da Associação Peruana de Imprensa Cinematográfica (APRECI), dá mais detalhes do assunto e deixa sua mensagem, que pode ser vista como um alerta para outros países, além do Peru. Censura, além de um assalto, é falta de respeito não só com o autor de uma obra, mas também com seu público.
Por Camila Moraes
APRECI deplora censura ao filme The Heartbreak Kid
A APRECI, Associação Peruana de Imprensa Cinematográfica, deplora as mutilações feitas pela distribuidora cinematográfica United International Pictures (UIP) ao filme The Heartbreak Kid, dos irmãos Peter e Robert Farrelly, estreada em nosso país na quinta-feira 01.11, com o título La mujer de mis pesadillas.
A colocação de retângulos negros, como se fossem remendos, sobre algumas cenas, constitui flagrante censura a uma obra que deveria ser exibida sem a menor alteração por parte de seus distribuidores e, além disso, é uma notável falta de respeito ao público, que merece apreciar-la tal como é.
La mujer de mis pesadillas corresponde a um público maior de 18 anos. No entanto, foi estreada como si fosse adequada para espectadores maiores de 14. Isso explica a escandalosa mutilação de cenas que a UIP considerou impertinentes para um setor da platéia. Em outras palavras, trapaceia-se o público adulto, recortando um produto a que tem direito de ver em sua integridade, e, ao mesmo tempo o público adolescente, que se sente atraído por ver um conteúdo incompleto.
A primeira cena censurada é muito rápida, aproximadamente no minuto 62 da metragem. No interior de um salão onde, segundo um cartaz, dançam “danças mexicanas folclóricas”, se vê a certa distancia um falso burro simulando penetrar uma mexicana, que está vestida. O remendo oculta o suposto falo.
Na segunda cena, no minuto 84, o enquadramento é mais fechado e explícito. Na praia, logo depois de sofrer um ataque de uma medusa nas costas, o personagem de Ben Stiller está deitado de barriga para baixo na areia, sua companheira baixa as calças e urina na área afetada, deixando ver em primeiro plano sua vagina, onde tem um piercing. O remendo, imenso, cobre boa parte do corpo da atriz.
A convicção de que o conteúdo e o público cinematográficos podem ser tratados como qualquer coisa, sob critérios estritamente mercantis, deram como resultado imagens insolitamente intervindas, controladas e diminuídas, equivalentes a um livro com páginas em branco, cobertas ou arrancadas, ou a uma pintura com buracos e borrões alheios a seu autor.
Assim, a distribuidora United International Pictures não só agrega uma cota de grosseria e de ofensa à bilheteria local, que já suporta um remendo virtual de grandes proporções a partir do momento em que se exibe exclusivamente filmes hollywoodianos, mas agora inaugura também um tipo de “correções” específicas, no interior das obras. Trata-se de um péssimo precedente que poderia se converter em costume se a comunidade cinematográfica e o público o deixam passar por alto.
Desta vez, foram censurados os irmãos Farrelly por cenas sexuais. Amanhã pode ser qualquer cineasta – seja Tarantino, Rodríguez, Kim Ki–Duk, Chan–wook Park, Cronenberg, Von Trier, Ripstein, Martel, Michael Bay, Tony Scott o Michael Moore – por qualquer motivo.
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Segunda, 26 de Novembro de 2007
Notícias de festivais
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:: Festival de Huelva premia Luz silenciosa
Doze filmes disputaram o Colón de Oro do 33º Festival de Cine Iberoamericano de Huelva, na Espanha. Vencedor entre os longas-metragens saiu o já bastante premiado Luiz silenciosa (foto), do mexicano Carlos Reygadas. O júri esteve composto pelo cineasta mexicano Arturo Ripstein, o produtor Camilo Vives, a atriz argentina Adriana Aizemberg, o diretor argentino Tristán Bauer e a produtora espanhola Paz Sufrategui.
O grupo elegeu os seguintes principais ganhadores:
- Melhor longa metragem: Luz silenciosa, de Carlos Reygadas;
- Prêmio especial do júri para o filme brasileiro O ano em que meus pais saíram de férias;
- Melhor obra-prima para Maldeamores, longa dos porto-riquenhos Carlos Ruiz e Mariem Pérez (co-produção com Reino Unido);
- Melhor direção para o mexicano Carlos Reygadas;
- Melhor ator: o brasileiro Leonardo Medeiros, por Não por acaso (Philippe Barcinski);
- Melhor atriz: a argentina Sofia Gala, por El resultado del amor (Eliseo Subiela);
- Melhor roteiro original para Enrique Fernández e César Charlone por El baño del papa;
- Melhor fotografia para a argentina Paula Grandío por La león (Santiago Otheguy);
- Melhor curta: Juanito bajo el naranjo, do colombiano Juan Carlos Villamizar.
:: Cinema latino em Londres
Desde 22.11, o festival europeu Discovering Latin América está com uma programação de 40 filmes latino-americanos recentes em Londres, que dura até o próximo domingo, 03.12. O evento, que conta com a presença de diretores que irão conversar com o público, dispõe de quatro salas, programadas em sua maioria com filmes mexicanos e brasileiros.
Entre os destaques gerais, estão os filmes: XXY (Argentina), El búfalo de la noche (México), La edad de la peseta (Cuba), Soñar no cuesta nada (Colômbia), Apocalipsur (Colômbia); Mariposa negra (Peru), O cheiro do ralo (Brasil), Luz silenciosa (México) e A casa de Alice (Brasil).
Em paralelo, acontece uma mesa redonda que discute o papel da co-produção dentro da produção cinematográfica latino-americana recente. O evento foi inaugurado com a exibição do documentário Latin America in Co-production, de Libia Villazana, e terá a participação de produtores da Inglaterra, dos Estados Unidos, da Espanha, além de latino-americanos.
Para os interessados, o site oficial: www.discoveringlatinamerica.com/dlaff/programme/films.php. |
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Sexta, 23 de Novembro de 2007
Cinema ibero-americano em Huelva: mais filmes e menos público
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O cinema ibero-americano vive um momento de auge, mas... Onde estão os espectadores? Essa é a conclusão – ou a inquietude – a que chegou um estudo apresentado durante o Festival de Cine de Huelva, na Espanha, que termina neste sábado, 24.11. Intitulado ‘Ibero-América 2007 – Dados e tendências do setor cinematográfico ibero-americano’, o informe foi elaborado pela empresa Media Research & Consultancy e apresentado quarta-feira, dia 21.11.
A análise revela um incremento significativo das produções ibero-americanas em geral, ao mesmo tempo em que houve uma queda no número de espectadores, especialmente em países como Argentina, Brasil e Espanha. A exceção ficou a cargo da Colômbia, do Chile e do México, países onde houve aumento de espectadores de cinema nacional. Entre os dados numéricos mencionados, está que 1.687 longas foram estreados em salas comerciais na região desde janeiro de 2001 (até novembro de 2007).
Enquanto os países participantes do evento voltam para casa com tais conclusões, uma das leituras que se pode fazer da análise é que as leis nacionais de cinema devem passar, uma vez encaminhada a fase da produção, a apoiar de maneira contundente também as fases de distribuição e exibição de um filme. Sem falar, é claro, nos estímulos à formação de uma cultura audiovisual.
Por Camila Moraes
Foto: Carlos Rosado, chefe da Unidade de Análise da Media Research & Consultancy e Fernando Labrada, presidente de empresa, junto a Eduardo Trias. |
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Quinta, 22 de Novembro de 2007
Um festival diferente na Colômbia
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Pensando em festivais de cinema na Colômbia, a popularidade fica sem dúvida com o Festival de Cine de Cartagena. Mesmo não tão representativo em nível internacional, dentro do círculo latino-americano é um dos festivais que contribui para a importância de certos filmes em carreira (dentro da América Latina) e também revelador de novos talentos colombianos.
Mas o que a maioria não sabe é o outro festival, o de Cine y Video de Santa Fé de Antioquia, é um dos mais valorizados no país. E tampouco por seu destaque no cenário internacional, senão pelo seu objetivo principal: exibir filmes ao ar livre para uma platéia dita “popular” que não paga pelas entradas e, com o contato a filmes em sua maioria latinos, desenvolve sua cultura audiovisual e vê suas próprias histórias.
Por ser diferente, além de uma experiência agradável vivida num “pueblo” a alguns quilômetros de Medellín, o festival cresceu, atraindo também “gente importante”. O resultado do outro lado – para os diretores e seus filmes –, é querer fazer parte do acontecimento, o que termina na exibição de bons e importantes títulos.
Como em todos os anos desde 1999, o Festival de Cine de Santa Fé Antioquia, que trabalha para o slogan “Medellín, capital do cinema colombiano”, acontece em dezembro. Em 2007, serão exibidas várias películas entre os dias 05 e 09.12, com especial enfoque no “Nuevo documental latinoamericano” – além de estarem programadas conversas, discussões e conferências.
Um dos destaques da programação vai para a Caja de Pandora, uma seleção de curtas de ficção e documentários que dão um panorama dos novos talentos do cinema colombiano. Confira a seleção de 2007 aqui e aguarde novidades!
Por Antonia Kee |
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Quarta, 21 de Novembro de 2007
Realismo fantástico nas mãos de Hollywood
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Depois de uma produção que girou em torno dos 30 milhões de dólares, O amor nos tempos do cólera (Love in the time of cholera, o título em inglês) não mostrou sinais de que vai recuperar o alto investimento, tampouco convencer a platéia. O longa, uma esperada adaptação do livro do colombiano Gabriel García Márques, foi filmado em inglês e já estreou nos Estados Unidos, depois de ser exibido pela primeira vez em outubro, no Festival do Rio. Contrariando as expectativas, somente arrecadou cerca de 1,8 milhões de dólares durante sua primeira semana em cartaz.
No entanto, a produção – que reúne atores de diferentes nacionalidades, incluindo a italiana Giovanna Mezzogiorno e o espanhol Javier Bardem como protagonistas, além de Fernanda Montenegro no papel de Tránsito Ariza – tenha talvez melhores bilheterias em outras partes, já que foi distribuída a diversos países. As próximas estréias são na Colômbia (30.11) e em alguns países da Europa, seguidos do Brasil (28.12), da Argentina (17.01) e de outros países latino-americanos.
O amor nos tempos do cólera conta a história de Florentino Ariza, um homem que perde a mulher que ama, quando ela se casa com um médico rico. Durante cinqüenta anos, tenta recuperar-la e acaba virando um mulherengo, apesar de continuar apaixonado por sua eterna amada, Fermina Daza.
O filme foi dirigido pelo inglês Mike Newell (que filmou Harry Potter e o Cálice de Fogo em 2005) e rodado em três locações do Caribe colombiano. Até o momento, as críticas não foram as mais positivas: são incômodos os sotaques tão variados dos atores em inglês, as más atuações e, claro, a adaptação da obra literária do venerado García Márquez. Ah, e o filme tem músicas de Shakira, como, nas mãos de Hollywood, não podia deixar de ser.
Visite o site oficial, confira o trailer e dê sua opinião.
Por Camila Moraes |
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Segunda, 19 de Novembro de 2007
Cine latino em "curtas" X
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:: Cinema latino no MoMa
Está em cartaz no MoMa, em Nova York, a mostra de cinema “Iberoamerica: That’s the way we are”. O evento, organizado em parceria com o programa Ibermedia, está em cartaz desde quarta-feira passada, dia 14, e vai até 30.11. Entre os títulos selecionados (não muito recentes), estão Satanás, do colombiano Andrés Baiz; Así es la vida, do mexicano Arturo Ripstein; La dignidad de los nadies, do argentino Fernando Solanas; El corazón de Jesús, do boliviano Marcos Loayza; Fados, de Carlos Saura; e Machuca, do chileno Andrés Word. Veja a programação no site do MoMa.
:: Festival de Huelva chega à 33ª edição
Foi dada a largada para a 33ª edição do festival ibero-americano de Huelva, na Espanha, no último sábado, 17.11. O evento, que vai até o dia 24, traz uma variedade de películas latinas e ibéricas que têm conquistado prêmios em outros festivais recentemente. Da seleção oficial, fazem parte: a uruguaia El baño del papa, de Enrique Fernández e César Charlone, a co-produção Chile-México El brindis, de Shai Agosin, El resultado del amor, do argentino Eliseo Subiela, Fiesta pátria, co-produção entre Chile e Peru, a argentina La león, de Santiago Otheguy, a portuguesa Lobos, de José Nascimento, Luz silenciosa, do mexicano Carlos Reygadas, Postales de Leningrado, da venezuelana Mariana Rondón, a porto-riquenha Mal de amores, de Carlitos Ruiz e Mariem Pérez, as brasileiras Não por acaso, de Philippe Barcinski, e O ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburger, e Satanás, do colombiano Andrés Baiz. Outros onze filmes na seção Rábida, não-competitiva, completam a amostra. Veja o site.
:: Contagem regressiva para Festival del Nuevo Cine, em Cuba
Falta pouco para o 29º Festival del Nuevo Cine Latinoamericano, que acontece tradicionalmente em dezembro em Havana, Cuba, e é um dos eventos mais importantes do cinema latino. O festival, programado de 4 a 14.12, terá 20 longas ficcionais em competição, além de 24 estréias, 28 documentários, 27 filmes de animação, 23 curtas e ainda oito títulos fora de competição. Entre os longas que disputam o troféu principal, o Prêmio Coral, estão a boliviana ¿Quién mató a la llamita blanca?, de Rodrigo Bellot, as brasileiras Baixio das bestas, de Cláudio Assis, e Deserto feliz, de Paulo Caldas, a argentina Las vidas posibles, de Sandra Gugliotta, e a mexicana Cobrador: In God we trust, de Paul Leduc. Saiba mais no site oficial. |
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Quarta, 14 de Novembro de 2007
Deslocamentos de personagens no cinema latino é a tendência discutida no novo ciclo da Cinemateca
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O cinema latino volta à pauta da Cinemateca Brasileira, com um ciclo de filmes e debates intitulado “América Latina: diversidade e semelhança” e enfocado na produção contemporânea. Segundo a organização, o objetivo é discutir uma das atuais tendências da dramaturgia do cinema latino-americano: o processo de formação da subjetividade através do deslocamento dos personagens. Entre 19.11 e 01.12, serão exibidos 17 filmes, muitos inéditos no circuito brasileiro, e quatro mesas de debate com a participação de críticos e diretores de cinema, além de psicanalistas.
Diz a apresentação do programa: “Se hoje presenciamos a emergência de novos tipos de projetos nacional-populistas que estabelecem parâmetros específicos do que deve ser a identidade latino-americana, ou mesmo a permanência de certos estereótipos sobre a cultura da América Latina que apenas reproduzem lugares-comuns quando se fala sobre a sua identidade, torna-se fundamental pensarmos para além dessas limitações, conjugando identidade e diversidade, particular e universal, de uma maneira ampla. Busca-se assim, manifestações em que se possam relacionar os filmes entre si”.
Para os interessados, as mesas redondas acontecem de 21 a 24.11 na Cinemateca, enquanto a mostra de filmes acontece de 19.11 a 01.12 nas salas da Cinemateca e do Cinusp e na Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Os filmes abordados são:
1973, de Antonino Isordia
O ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburger
Benjamim, de Monique Gardenberg
Os campos de batalha (Cándido López – Los campos de batalla), de José Luis García
O céu de Suely, de Karim Aïnouz
Cinema, aspirinas e urubus, de Marcelo Gomes
Como pasan las horas, de Inés de Oliveira Cézar
Dias de Santiago (Días de Santiago), de Josue Mendez
En el hoyo, de Juan Carlos Rulfo
En la puta vida, de Beatriz Flores Silva
Lo más bonito y mis mejores años, de Martín Boulocq
Los próximos pasados, de Lorena Muñoz
Nascido e criado (Nacido y criado), de Pablo Trapero
Ojos del cielo, de Cristian Pauls
Qué tan lejos, de Tania Hermida
Serras da desordem, de Andrea Tonacci
Suíte Havana (Suite Habana), de Fernando Pérez
Foto: cena de En la puta vida. |
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Terça, 13 de Novembro de 2007
Breve panorama do cinema peruano
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Em outubro, a revista peruana Negocios Internacionales, editada pela Sociedad de Comercio Exterior del Perú, publicou um artigo sobre a presente situação do cinema peruano. O espaço concedido mostra a crescente importância do cinema no país, inclusive desde o ponto de vista dos negócios, e o artigo – resumido, mas interessante – vale a pena ser lido.
Confira na Latina o panorama do cinema peruano no seguinte trecho traduzido:
Cinema no Peru, a indústria esquiva
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Em seguida vem o Peru, cuja cinematografia se parece à nação: diversa, heterogênea e pouco integrada, na qual ocorrem diversos fenômenos. Por um lado, os cineastas de todo tipo de origem produziram centenas de curtas e médias metragens, sem contar com um mercado para exibi-los, e longas de diferente qualidade e bilheteria, obtendo também centenas de prêmios internacionais nos últimos anos. Além disso, na atual década se destaca o surgimento de um cinema regional, cada vez mais visto em Lima e já conhecido na Europa, que descentralizou progressivamente a produção em zonas como Puno, Ayacucho, Huancayo, Trujillo, Cajamarca, Chiclayo, Arequipa, Cuzco, Piura, Áncash e Loreto. O vídeo digital facilitou essa ebulição expressiva e econômica, com êxito local sem precedentes e constituído em um circuito de exibição alternativo em muitos lugares, onde desapareceu a exibição tradicional. Um longa-metragem mediano feito em celulóide requer aproximadamente 300 mil dólares, enquanto em vídeo digital é suficiente a terceira parte deste capital ou menos inda, sempre dependendo das características de cada projeto.
Especial projeção internacional tiveram Días de Santiago (2004), Chicha tu madre (2006) e Madeinusa (2006), debuts de jovens autores com êxito de crítica e bilheteria em média de 50 mil pessoas no Peru. Da mesma maneira, os longas de animação Piratas en el Callao (2005) e Dragones, destino de fuego (2006), providos de um pouco comum arsenal publicitário e de merchandising, somaram mais de 500 mil espectadores somente no nosso país, e foram estreados em boa parte da América Latina, incluindo o México (claro que a oferta de Hollywood, apesar de sua onipresença, também passa por bilheterias minguadas, que com certa freqüência chegam aos 10 mil espectadores, mas conserva seu domínio pela quantidade de filmes com que lidam e os índices extraordinários que muitos deles alcançam).
A média anual de longas nacionais, considerando todas as estréias do Peru, oscila entre cinco e dez, o que é insuficiente para competir internacionalmente. Um fator crucial é o descumprimento da lei 26370, pela qual o Estado, através do Ministério de Educação, deveria entregar ao Conselho Nacional de Cinematografia (CONACINE) uns sete milhões de nuevos soles para financiar projetos fílmicos por meio de concursos. O ente oficial do cinema peruano nunca contou com esse orçamento nos treze anos de vigência que tem a norma, tendo acesso na maioria das vezes a uns 15% - mas, em 2007, a cifra atingiu pouco mais de 10%. O Estado viola, assim, sua própria lei e demonstra sua falta de visão sobre os alcances econômicos e representativos das indústrias culturais.
Por outro lado, cinematografias pequenas, em algum caso com uma história fílmica quase nula, como as do Equador, Paraguai e Panamá, estão se armando estruturalmente para se tornar mais fortes no âmbito latino-americano, criando nova legislação e incorporando critérios que o Peru não contempla, como a inclusão de um representante de Comércio Exterior no diretório do flamejante Conacine equatoriano.
Por tudo o que foi dito anteriormente, é preciso considerar a cinematografia como uma oportunidade mais para que o Peru possa tornar-se conhecido internacionalmente, desta maneira se projetará muito mais sua imagem nacional no mundo, em festivais, mostras diplomáticas e os vazios que deixe Hollywood nos cinemas do planeta. Não existe razão para que sigamos perdendo tanto terreno, cultural e economicamente.
*Por Gabriel Quispe (crítico de cine, miembro de www.cinencuentro.com, vicepresidente da Asociación Peruana de Prensa Cinematográfica).
Foto: cena de Días de Santiago. |
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Segunda, 12 de Novembro de 2007
Cero Latitud acontece com cinema brasileiro e outros convidados latinos
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Quito, no Equador, promove a 5ª edição de seu festival de cinema, o Cero Latitud, com o Brasil como homenageado. O evento, que acontece na capital desde o dia 8 e vai até 18.11, viajará em seguida para outras cidades equatorianas: Guayaquil, de 15 a 22.11, e Manta, de 22 a 25.11.
Do cinema brasileiro, que contará com uma mostra de filmes recentes e também com uma especial de Nelson Pereira do Santos, foram convidados diretores cujas últimas produções refletem, segundo os curadores, as novidades no país quanto a temáticas e estéticas renovadas de se fazer cinema. São eles Roberto Moreira, com Contra todos, Lúcia Murat e Paulo Lins, com Quase dois irmãos, e Lina Chamie, com A via láctea – todos convidados para falar in loco sobre seus filmes.
No mais, para incrementar as discussões sobre cinema latino, estará presente a produtora argentina Lila Stantic, responsável pelo sucesso de várias películas argentinas da onda do nuevo cine argentino, como A menina santa, de Lucrecia Martel, que nesta ocasião será exibida pela primeira vez no Equador. Já o ator e diretor inglês Alex Cox, autor de Repo Man, Sid and Nancy e Walker e que atuou em filmes latinos como La ley de Herodes, Rosario Tijeras e Las vueltas del Citrillo comparece ao evento para apresentar seu novo filme Searches 2.0. Por seu Walter, que fala sobre a pirataria na América Central, Cox foi "expulso" da indústria hollywoodiana, graças à abordagem do filme sobre as intervenções do presidente norte-americano Reagan na Nicarágua.
O Cero Latitud conta ainda com uma mostra competitiva, em que serão apresentados 13 títulos recentes. São eles:
El otro (Ariel Rotter)
Esas no son penas (Anahi Hoeneisen, D. Andrade - Ecuador)
Partes usadas (Aaron Fernandez - Mexico)
Imitation (Federico Hidalgo - Canada)
A casa de Alice (Chico Texeira - Brasil)
Octavio y las letras (Marcelo Masagao - Brasil)
O céu de Suely (Karin Aïnouz - Brasil)
Hamaca paraguaya (Paz Encina - Paraguay)
La edad de la peseta (Pavel Giroud - Cuba)
El rey de San Gregorio (Alfonso Gazitúa -Chile)
El baño del Papa (César Charlone - Uruguay)
Glue (Alexis dos Santos - Argentina)
A via láctea (Lina Chamie - Brasil)
As exibições e demais eventos acontecem nas salas Alfredo Pareja da Cinemateca Nacional de la Casa de la Cultura, Ocho y Medio, Teatro Benalcázar e nos multicines do CCI. Para a ocasião, o principal núcleo de cinema independente do Ecuador, o Cine Ocho y Medio, irá inaugurar sua nova sala Tumbaco.
Saiba mais em: www.cerolatitud.com. |
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Sexta, 09 de Novembro de 2007
Cine latino em "curtas” IX
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:: Termina Mar del Plata
A 4 edição do Marfici, o festival de Mar del Plata, na Argentina, terminou em 11.11 com o resultado de seus ganhadores: os documentários The Halfmoon files, do alemão Philip Scheffner, e Hércules 56, do brasileiro Silvio Da-Rin. A menção especial do júri foi para o documentário da holandesa Mascha Novikova, por Drie kameraden (Três camaradas). Mais detalhes no site oficial.
:: Daniel Hendler debuta na direção
O uruguaio Daniel Hendler (foto), protagonista da trilogia do diretor argentino Daniel Burman (Esperando o messias, O abraço partido e Lei de família), será mais um ator a construir carreira detrás das câmaras. Ele é um dos ganhadores do concurso do Fona (Fondo para el Fomento y Desarrollo de la Producción Audiovisual Nacional do Uruguai) para projetos audiovisuais. Seu projeto, ganhador na área de ficção, entitula-se Norberto apenas tarde. |
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Quinta, 08 de Novembro de 2007
De olho no cinema da Venezuela
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Graças às medidas do governo protecionista de Chávez, a Venezuela tem sido assunto de muitas discussões recentes sobre cinema latino. O fato é que as medidas radicais do presidente venezuelano para abrir espaço aos filmes nacionais dentro da indústria de seu país é o que vem garantindo as poucas produções locais anuais e um maior espaço para elas nas salas de exibição. Parece que o que falta, agora, é ficar de olho no tipo de histórias que surge daí.
O plano começou com a construção da Villa del Cine, um estúdio com financiamento estatal inaugurado na metade de 2006, segundo Chávez, “para combater a ditadura cultural de Hollywood”. Os primeiros filmes produzidos nas novas instalações, uma espécie de Cinecittà, foram apresentados no Festival de Cine de Mérida, que termina hoje (08.11). São eles: Miranda regresa, uma megaprodução de Luis Alberto Lamata sobre o líder Francisco de Miranda, e La clase, de José Antonio Varela, sobre um jovem violinista dividido entre a carreira musical e a história do seu país. Financiados inteiramente pela casa, ambos os filmes são sobre a história e a cultura venezuelanas, dentro do objetivo do governo de centrar as produções em temas nacionais, ou latinos, dentro de um contexto quase sempre histórico.
A iniciativa, de acordo com seus organizadores, foi pensada para atrair outros países latino-americanos, interessados em aproveitar a infra-estrutura da Villa, bem como – é claro – sua linha de realização de projetos. No entanto, quem tem se aproximado mais dos venezuelanos são estrelas do cinema hollywoodiano, como Danny Glover, que obteve do governo venezuelano um financiamento de US$17,5 milhões para realizar um filme sobre a vida do revolucionário haitiano Toussaint L'Ouverture. Além do ator de Máquina mortífera (e agora de Blindness, o novo longa de Fernando Meirelles), Kevin Spacey e Sean Penn também visitaram a Villa del Cine para oferecer seu apoio aos projetos de Chávez (assim como, eventualmente, aproveitar os apoios oferecidos por ele para suas produções).
Mas os avanços estatais na área do cinema na Venezuela não param por aí. O Ministerio del Poder Popular para la Cultura e a Fundación Distribuidora Nacional de Cine Amazonia Films anunciaram a criação de um festival centrado em cinematografias periféricas, o Festival de Cine de Pueblos del Sur, com a participação de países como Palestina, Gabão, Marrocos, China, Moçambique, Senegal, Brasil, Paraguai, Argentina, Espanha e Venezuela. Além de exibir os filmes de seus participantes, o evento, que acontece entre 15 e 22.11 na ilha de Margarita, tem o objetivo discutir o “cinema e os problemas sócio-culturais do Sul” para a elaboração de um manifesto – dentro das atividades de um encontro já batizado “Reunión del Sur”. “Sul”, aí certamente significando o grupo de países que vive sob a sombra cultural dos poderosos do norte (leia-se Estados Unidos e Europa).
Não resta dúvida que o apoio que oferece Chávez e a resistência que exerce frente à Hollywood para estimular o crescimento e a divulgação do cinema de seu país é um posicionamento mais do que necessário não só para o cinema da Venezuela, como também para o cinema latino como um todo, a partir do momento em que outros países sigam a mesma onda. Porém, há um aspecto importante por cuidar: a limitação dos temas abordados em função de ajudas oferecidas unicamente a determinados projetos e ideologias. O cinema latino deve crescer, porém não só nas telas, senão no amplo espectro que tem de construir de si mesmo através das idéias e histórias variadas que se propõe a contar.
Mais sobre o novo festival no site da Amazonia Films.
Por Antonia Kee |
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| Nome: | Dani Ciasca | | Data: | 19/11/2007 | | Contato: | ciadaraus@yahoo.com.br | | Comentário: | Então Antonia, seu último parágrafo é sempre uma questão de debate. Na minha opinião, a iniciativa privada pode garantir a pluralidade deixando ao estado o financiamento de projetos que se alinhem a sua ideologia. Isso não é excluir a pluralidade mas investir no que o Estado acha que deve ser investido. Veja o caso do Brasil. É correto o Caca Diegues, ou o Jabor (sim, ele poderia se quisesse) ter financiamento do estado? Eles podem conseguir da Globo Filmes, por exemplo.
Saudações | | | | |
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Terça, 06 de Novembro de 2007
Da América Latina para Hollywood: Escobar e Che no cinema
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Hollywood, que vive certa crise criativa há alguns anos, está mais inspirada na América Latina do que nunca. Além de comprar direitos de roteiros e de adaptações de obras literárias – sem falar nos remakes –, a indústria norte-americana de cinema está de olho na história do sub-continente para dela retirar seus assuntos preferidos (e que melhor sabe tratar): crime, violência, guerra e relações proibidas.
E não são poucos os projetos de inspiração latina já em produção para estréia em 2008 e 2009, com destaque para os dois filmes sobre o narcotraficante colombiano Pablo Escobar, morto em Medellín em 1993. O primeiro, intitulado Killing Pablo, produzido pela empresa Yari Film Group e com direção de Joe Carnahan, tem o espanhol Javier Bardem no papel principal e Christian Bale na pele de Steve Jacoby, chefe do corpo de elite do exército americano que liderou a busca do traficante. Segundo a Variety, o longa será um filme baseado no romance Killing Pablo: The hunt for the world's greatest outlaw (foto), de Mark Bowden.
O segundo projeto, concorrente, se chama Escobar e será produzido por Oliver Stone (entre outras, autor de um recente documentário sobre Fidel Castro chamado Comandante) e dirigido por Antoine Fuqua (Atirador). Baseado no livro Mi Hermano Pablo, de Roberto Escobar Gaviria, irmão do líder das drogas, o longa-metragem começa a ser filmado no primeiro trimestre de 2008 na Colômbia e em Porto Rico.
Enquanto isso, seguem adiantados os projetos cinematográficos sobre a figura de Che Guevara. O ator mexicano Enrique Arreola e o argentino Gastón Pauls, conhecido respectivamente pelos filmes Temporada de patos (Fernando Eimbcke) e Nueve reinas (Fabián Bielinsky), já se juntaram a um dos filmes de Steven Soderbergh, Guerrilla, sobre a vida do guerrilheiro. Outro longa, também de Soderbergh, se chama El argentino e terá o porto-riquenho Benicio del Toro (21 gramas) no papel principal, acompanhado da atriz alemã Franka Potente (Corra Lola, corra) vivendo Tamara Bunke, argentina de origem alemã que lutou ao lado de Che na Bolívia. A história de El argentino tem início no momento em que Che é apresentado a Fidel Castro.
Por fim, no hall dos projetos inspirados pela América Latina (e produzidos em países latinos) está o filme de Francis Ford Coppola que, segundo o diretor de O poderoso chefão, não será atrasado em função do recente roubo de seu computador em Buenos Aires. Todo produzido e filmado na capital portenha, por sua empresa Zoetrope Argentina, Tetro começa a ser filmado em fevereiro do ano que vem. Segundo declarações do diretor à imprensa, trata-se de “uma história de irmãos e pais dentro da linha de competição masculina e do contexto da imigração italiana no sul do continente americano”.
O filme possivelmente terá também a Javier Bardem como protagonista, além dos argentinos Leticia Bredice, Rodrigo de la Serna e Mike Amigorena, já confirmados.
Por Camila Moraes |
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Segunda, 05 de Novembro de 2007
Poucos e bons
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O banheiro do papa é eleito o melhor filme da Mostra de SP
Foram poucos, porém expressivos, os títulos latinos (excluindo-se aqui os brasileiros) da 31ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Na última quinta-feira, 31.10, o júri elegeu o uruguaio O banheiro do papa o melhor filme do evento, ao lado de Postales de Leningrado, da diretora venezuelana Mariana Rondón (que levou o troféu Revelação), e de O filme da rainha, do argentino Sergio Mercúrio (premiado por melhor documentário estrangeiro). Entre os brasileiros, o destaque é a premiação de Carla Ribas por melhor atriz em A casa de Alice, de Chico Teixeira. Já o melhor filme brasileiro de ficção foi Estórias de Trancoso, de Augusto Sevá.
Vencedor do Festival de Gramado e de San Sebastián, O banheiro do papa (2005) é uma co-produção Uruguai-Brasil-França, realizada por Enrique Fernández e César Charlone, que é diretor de fotografia dos filmes de Fernando Meirelles. De narrativa intimista e com o tradicional apelo “universal a partir do local” das histórias do atual cinema argentino, o longa conta em belíssimas imagens a preparação de uma cidade na fronteira do Uruguai com o Brasil para a chegada do papa João Paulo II em 1988 – e suas tentativas frustradas de fazer dinheiro com o evento.
O filme chegou aos cinemas no Uruguai em agosto deste ano e já estreou na França e no Canadá. Em 2008, Holanda e Bélgica devem exibir o filme. A pergunta é: e no Brasil, quando?
Confira os demais ganhadores da 31ª Mostra no site.
Por Camila Moraes |
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Segunda, 05 de Novembro de 2007
Sobre Tropa de elite (ou como é bom torturar)
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O filme Tropa de elite, do diretor José Padilha, é um fenômeno hoje em toda a sociedade brasileira. Fenômeno de vendas – já a partir da distribuição em cópias pirata –, fenômeno cultural, de mídia, de tudo.
Todos têm direito de expor e de realizar todo e qualquer ponto de vista. Até mesmo o de um torturador. Até mesmo agentes que barbarizam toda a gente têm o direito de apresentar a sua moral, a sua vida, a sua história. Mas não se espere, somente por isso, que o carrasco de milhares de pessoas no forno seja glorificado por tão alta e humana função. Se o diretor, neste caso, entende, entre narrar e glorificar vai uma pequena distância. Tão pequena quanto brutal.
Quando perguntam ao senhor diretor o que acha do personagem Capitão Nascimento estar sendo considerado um herói pela maioria do público, ele, no Olimpo do sucesso, responde que a culpa disso é do público, não do filme. Neste momento, José Padilha é infeliz e não sabe, porque a sua boa intenção não acompanha o capitão Nascimento como um rabo, como um cartaz pregado às costas, no filme. O conflito entre vida pública e vida privada, o conflito que há entre o indivíduo que tortura... vagabundos, putas, viciados, traficantes, que tortura, enfim, e a terna vida doméstica de pai amantíssimo da sua cria, é transformado pelo filme em um sem-conflito, e, pior, um médico e o monstro mecânico. Justapõe. O diretor deveria tomar umas aulas com alguns cineastas hermanos que retrataram vida familiar e policial em filmes sobre a ditadura argentina. Deveria investigar a vida de homens exemplares de tropas de elite para sentir que o conflito não se resolve pela justaposição. O carinho e a ternura, que nem sempre são o oposto da brutalidade e do crime, sobrevivem em um educado torturador até o ponto em que não explode uma guerra no lar. E dizer isto não é ser maniqueu, senhor diretor. O maniqueu, creia, está mais no lado a lado de um pai amoroso e de um cruel perseguidor de bandido, como se fossem dois seres que não se comunicam.
É natural, diria, é “natural”, portanto, que o público veja no Capitão Nascimento um novo herói. Ele é o cara “sangue bom”, ele é o cara do bem, porque possui família linda, classe média, ele é um esposo que depois de um dia de sangue e tiros acaricia o ventre da mulher que dorme, ele é o cara que ouve as palpitações do filho no meio da selva da favela, que interrompe uma caçada contra humanos para comemorar, aos gritos, “meu filho nasceu!”, ele é um homem que tortura e humilha comandados, mas por uma boa causa, porque, afinal, busca um substituto para um câmbio de vida. Alô, alô, George W. Bush, você precisa de um cinema assim para os soldados no Iraque. Este é o gênero ideal de filme para a propaganda de guerra.
O filme obedece à última moda de pornografia. Não sei se já foi notado que a violência bárbara é a última e excitante pornografia. E se isso vem com imagens de carros novíssimos, que lembram sapatos de verniz brilhante, e supense, e thriller, fuck, gente, fuck, este é o filme do momento. Um filme sobre bandidos, que deixaram de ser os pobres coitados de uma idealização cristã, um filme sobre bandidos, mas de um ponto de vista de um oficial da polícia. Salve, salve, redenção, ninguém agüenta mais... tanta violência. E por isso, a platéia delira. Pois é claro, se formicidas acabam com formigas, por que homicidas não acabam com o mal?
E aqui entramos em uma discussão mais elementar, mas que não é pequena. José Padilha, em mais de uma oportunidade, declarou que fez um filme a partir de um ponto de vista de um policial. Como intenção, isto é louvável, sem dúvida. Policiais são gente, são humanos, são trabalhadores, são pessoas. Em mais de uma oportunidade, ainda, afirmou que procurou expor os dramas de um homem de ação da polícia, e, eufemismo que dói, mas que ele, o diretor, disso não recua, por ação se entenda a prática de tortura. Ressalve-se que ele próprio, o cidadão e cineasta Padilha, não justifica esse crime. O problema é que das duas, uma: ou ele é um artista de extraordinária incompetência ou ele mente. Em nome da sua honestidade, digamos então que ele é só incompetente. Se ele bem entende, há um abismo entre o ponto de vista de um personagem e o ponto de vista da obra. Um torturador – como personagem - pode narrar na primeira pessoa, em qualquer gênero. Mas triste e mal realizada e infeliz é a obra que se contamina dessa pessoa. O público apenas apreendeu o realizado em seu filme, a saber: o Capitão Nascimento é um herói, é bom torturar, é justo e ético mandar crânios de bandidos para o inferno. No mínimo, é maneiro asfixiar bandidos até o sangue estourar no saco plástico.
Crianças em todo o Brasil já repetem a nova brincadeira de torturar com sacos plásticos. Em que mundo vive o diretor de cinema? Talvez em www.tropadeeliteofilme.com.br.
Por Urariano Mota
* Escritor e jornalista. |
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Quinta, 01 de Novembro de 2007
Festival de cinema venezuelano na Venezuela
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A descolada e antenada revista venezuelana Plátano Verde informa:
A cidade de Mérida, na Venezuela, será a anfitriã perfeita para que os amantes de cinema, espectadores, realizadores e público em geral se encontre e discuta cinema venezuelano. Diz o Plátano, a oferta de filmes é variadíssima, e os encontros e as atividades em paralelo são bastante interessantes, além de muitos.
O evento, que inclui a primeira Maratona de Cine Átomo (em que os participantes contam histórias de um único minuto), acontece de 04 a 08.11. Em tempo, Postales de Leningrado, o bem recebido filme de Mariana Rondón, faz parte da programação.
Mais informações estão no site do festival. Quem estiver por lá, que aproveite! |
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