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Quinta, 31 de Janeiro de 2008
Entrevista: Chico Teixeira |
O diretor Chico Teixeira fala sobre A casa de Alice, seu primeiro longa metragem de ficção, e sobre sua carreira no cinema.
Formado em Ciências Políticas e Econômicas no Rio de Janeiro e pós-graduado em Economia em São Paulo, Chico realiza documentários desde 1989. Seus outros filmes são: Favelas (1989), Velhice (1991), Criaturas que nasciam em segredo (1995) e Carrego comigo (2000). Saiba mais na entrevista abaixo e leia sobre a estréia de A casa de Alice no post abaixo.
Qual foi sua intenção ao fazer A casa de Alice?
A minha intenção com este filme foi fazer um filme sobre pessoas, que é o meu foco de interesse. Pessoas que vão ao cinema e saem pensando nelas mesmas. É um filme de pequenas ações, pequenos movimentos, pequenos gestos, que trabalha o universo da intimidade e da emoção. Ele permeia pelo documentário, da investigação emocional, da simplicidade, mas uma simplicidade sofisticada e intencional, construída pela direção de arte e pelo trabalho dos atores. Trabalhei muito a imagem, os corpos, os olhares as movimentações em cena, tudo para chegar mais perto dessa verdade. Quis muito mostrar a história da Alice e de sua família – uma história dura, o embrutecimento dessa família –, mas com muita delicadeza, percorrendo os subterrâneos da fragilidade das pessoas. Optei também por pegar atores não conhecidos da televisão e atores ainda não profissionais para contar essa história de vida. Foi um trabalho muito bonito e profundo com os atores.
Como você começou a trabalhar em cinema?
Bom, sou economista, formado em um curso de pós graduação em Economia Brasileira. Trabalhei como economista por alguns anos. Foram anos muito difíceis profissionalmente falando, estava tremendamente triste e sem motivação. Me sentia preso num escritório trabalhando com números e o que mais sentia falta era de trabalhar com emoções, com afetos, trabalhar o lado de dentro da alma humana. Então, comecei a freqüentar o set de gravação de um programa de entrevistas de um canal de televisão, por tinha um amigo que era produtor. Fiquei encantado e, depois de um tempo, pedi demissão do meu emprego e comecei a trabalhar como pesquisador nesse programa de entrevistas chamado “Conexão Nacional”, que entrevistava personalidades nacionais (músicos, atores, artistas plásticos, jogadores de futebol). Fazia pesquisa e sugeria algumas perguntas, depois comecei a acompanhar as gravações, as edições, e por fim comecei a fazer assistência de direção do programa. Foi quando resolvi fazer meu trabalho sozinho, comecei a escrever e dirigir documentários, mas documentários que me falavam por dentro, da minha manifestação emocional, da minha natureza moral e humana. Fiz um primeiro chamado Favelas, sobre as favelas paulistanas que são diferentes das do Rio, são mais miseráveis, mais tristes, mais indigentes, mais sem compaixão. Depois fiz Velhice, sobre idosos que estão em asilos, abandonados, e sobre outros fora deles, passando hostilidades e desafetos por todos os lados. Depois fiz um curta metragem chamado Criaturas que nasciam em segredo, sobre cinco anões que moram em São Paulo. Quis falar sobre o preconceito que existe incrustado em todos nós, com depoimentos de vida destas pessoas. Logo após fiz um documentário chamado Carrego comigo, sobre gêmeos idênticos, univitelinos, para expor um pouco a complexidade da individualização dos seres humanos e a problemática da identidade. E por último fiz minha primeira ficção, A casa de Alice.
Fale um pouco sobre o seu processo de criação.
Eu fiquei – e sempre fico – muito envolvido com o meu trabalho. É um processo muito introspectivo e solitário. Desde a primeira idéia e o desenvolvimento das idéias, até chegar num roteiro, e depois com a pré- produção, que eu adoro, começo a “procurar” os futuros personagens. Quem são essas pessoas no casting, como elas se assemelham com o que escrevi? Gosto muito dessa descoberta. Traz a mim um prazer imenso trabalhar com os atores junto com a preparadora de elenco, levantar cenas do roteiro, receber as trocas criativas que os atores vão te dando, perceber o envolvimento deles com tudo, o sangue passeia entre nossas veias. Depois na filmagem, com tudo tomando forma e parindo vida, é pura emoção. Trabalhar com atores é muito bonito, muito singelo e transparente, sinto a respiração deles, a concentração, o nervosismo, a transformação. Também fico nervoso, presto muita atenção neles, troco toda a cena se necessário, troco os diálogos se sinto que o que escrevi não está funcionando. E se houver uma outra sugestão de diálogo que acho melhor, acato com o maior prazer. Facilito ao máximo para o ator, mas não perco meu foco da cena, da história. Depois vem a montagem, que também é outro foco de criação e de muita cumplicidade com o montador, em que você pode mudar por inteiro a história, fazer experimentações, mudar a construção dos atores, escolhendo olhares, gestos, atuações que mais te tocam. Construindo os planos, as cenas, é uma parte muito importante, muito delicada e de que gosto muito. Sempre me emociono. Choro a valer na sala de edição.
Quais são suas influências e inspirações?
Tenho várias inspirações no cinema. Gosto muito do trabalho dos irmãos Dardene, Kieslowski, Abbas Kiarostami, gosto do trabalho da Lucrecia Martel, adoro o trabalho do Mike Leigh, o cinema oriental e revejo muito o neo-realismo Italiano. Acho que todos e muito mais me deram alguma influência, mas o que sinto é que todas essas influências são muito intuitivas, vem de um filme que você viu um dia e não sabe qual foi. O mesmo acontece quando você vai a algum museu.
Qual a importância da crítica no desenvolvimento do seu trabalho?
Eu acho um papel muito importante. A crítica me ajuda a enxergar melhor meu filme, coisas que estão lá que são tão interiores e que não me dei conta de porque coloquei no filme. Além de me ajudar a me aproximar do público que irá ver meu trabalho. Ser criticado bem ou mal por alguém faz pensar, refletir-me naquilo que fiz, sendo que tenho toda a liberdade de concordar ou não. Tenho que saber se a crítica é uma verdade pra mim ou para o crítico. Tenho que saber separar o que é meu e o que não é meu.
Você tem alguma dica para dar a quem está começando?
Para começar a fazer um filme, é como subir um primeiro degrau de uma escada enorme, quase que interminável. Pegue força de dentro de você e comece, escreva, anote tudo o que sentir, esteja atento ao deu redor, às pessoas, às situações. Pense em você, na sua vida e em tudo que você passou e que te marcou, bom ou ruim. As histórias estão ao seu lado, saiba pegá-las. Nada é banal, nada é besteira, tudo tem seu valor. Escreva sem medo, sem insegurança. Se estiver inseguro, isso é ótimo também: você vai escutar outras pessoas, vai mudar de opinião, só vai melhorar. E se tiver medo, não desespere. O medo é seu aliado, sua cautela. Escreva, mergulhe.
Foto: AP. |
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Quinta, 31 de Janeiro de 2008
A casa de Alice: bom cinema brasileiro faz sucesso nos EUA
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Sexta-feira passada, dia 25.01, foi um dia histórico para o cinema brasileiro nos Estados Unidos. Pela primeira vez, três estréias de filmes nacionais aconteceram simultaneamente em salas de Nova York, Los Angeles e São Francisco. São eles: O ano em que meus pais saíram de férias, o candidato brasileiro (frustrado) ao Oscar estrangeiro em 2008, o polêmico Tropa de elite, cuja qualidade técnica (mas não narrativa) e publicidade natural eram prováveis argumentos fortes para conquistar o público norte-americano, e, por fim, A casa de Alice, um drama autenticamente paulistano que retrata a tensa vida em família de uma mulher de mais de 40 anos.
“De pequenas ações”, como já se referiu o próprio diretor, Chico Teixeira, ao seu primeiro longa-metragem de ficção, A casa de Alice não tinha de saída os pré-requisitos necessários para se dar bem na terra de Hollywood. Contrariando as expectativas – e por ser um ótimo filme –, o fato é que se deu, sim, muito bem. Depois das estréias principais, o longa está agendado para estrear em 14 cidades norte-americanas e ficará em cartaz em salas comerciais até o fim de abril.
Quem comenta o assunto é Sandro Fiorin, da FiGa Films, responsável pela distribuição deste e de outros filmes de nacionalidades latino-americanas nos EUA. Confira trechos do relato de Sandro para a Latina por e-mail e, no post seguinte, leia a entrevista exclusiva do diretor Chico Teixeira sobre seu trabalho.
Divulgação em Nova York
O Chico esteve em NY semana passada. Fizemos mais de 30 entrevistas, incluindo MTV, CNN, NY1 e Associated Press. Ele foi incansável, e todos adoraram a energia e paixão com que ele se expressa.
Houve dois eventos importantes: um oferecido pelo Cinema Tropical e patrocinado pelas Havaianas, no Cinema Tribeca. Foi um coquetel, seguido da exibição do filme e de uma seção de perguntas que durou quase uma hora. Este evento é parte de um minifestival que o Cinema Tropical organizou sobre os 5 filmes brasileiros estreando em NY nos próximos meses: JANEIRO IN NY [clique aqui para saber mais].
O outro evento foi um almoço para 40 jornalistas, professores e curadores, americanos e latinos, na Churrascaria Plataforma, que o Consulado Brasileiro em NY ofereceu em homenagem ao Chico e ao filme. Também foi fantástico, todos que já tinham assistido ao filme ficaram encantados por conhecer o Chico pessoalmente. Um professor da New School demandou que todos seus alunos vissem o filme como parte do currículo para este semestre.
Críticas positivas - O mercado fechado de Los Angeles
A casa de Alice teve 90% de criticas favoráveis, algumas fantásticas realmente. Abrimos com expectativa de ficar uma semana em cartaz, mas os "números" foram tão bons que vamos continuar por pelo menos mais duas semanas em NY. Em São Francisco a recepção também foi ótima, e continuaremos em cartaz por mais algumas semanas. LA foi a única decepção, mas já era esperado. Por incrível que pareça, o segundo maior mercado americano (capital internacional do cinema e centro cultural latino americano) não apóia filmes estrangeiros e independentes em geral. Ja é lugar comum, mas LA só quer saber de blockbusters mesmo. |
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Quarta, 30 de Janeiro de 2008
La teta asustada, novo projeto de Claudia Llosa
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Quem curtiu – ou pelo menos ouviu falar bem – do filme Madeinusa, já pode começar a contar os meses para conferir o seguinte trabalho de sua diretora, a peruana Claudia Llosa. O longa, cuja história acontece em um pueblo peruano de tradições indígenas misturadas às fortes crenças católicas, aborda vários temas fortes, como a condição da mulher, os contrastes sócio-culturais entre cidades grandes e pequenas, o choque de tradições e o sentir-se estrangeiro em seu próprio país. (veja o trailer aqui).
É sem dúvida um retrato delicado e feminino de faces de um país tão múltiplo quanto o Peru, exatamente como promete ser La teta asustada, o segundo trabalho de Llosa, apresentado em Lima na última sexta-feira, 25.01. O filme contará como a violência cotidiana por causa do terrorismo na cidade de Ayacucho faz com que a personagem Perpétua transmita à sua filha Fausta (Magaly Solier, a mesma atriz de Madeinusa) um mal conhecido na serra peruana como “la teta asustada”. Trata-se de uma crença de que mulheres assustadas – que foram violadas ou maltratadas durante a gestação – transmitem aos seus filhos a sensação de terror e medo através do leite materno.
As gravações começaram nesta segunda-feira, dia 28.01, com a argentina Natasha Braier a cargo da fotografia e Patricia Bueno, mãe de Claudia, na direção de arte. La teta asustada deverá estrear comercialmente no primeiro semestre de 2009, depois de ser apresentada em festivais internacionais.
Para quem quiser saber mais sobre os filmes de Claudia Llosa, o site peruano Cinencuentro acaba de publicar uma entrevista completa com a cineasta. Veja aqui.
Por Antonia Kee
Foto: Claudia Llosa e Magaly Solier. |
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Terça, 29 de Janeiro de 2008
Mario Vargas Llosa no cinema
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Estréia na Colômbia, em fevereiro, mais uma adaptação literária de obras latino-americanas. Depois do fracasso de O amor nos tempos do cólera, versão cinematográfica da obra de Gabriel García Márquez dirigida por Mike Newell (O sorriso de Monalisa, de 2003), chega às telas La fiesta del chivo. A novela do peruano Mario Vargas Llosa foi adaptada ao cinema pelo seu primo, o cineasta Luís Llosa (Anaconda, de 1997, e El especialista, de 1994), há alguns anos, em 2005. O longa, apesar de ter estreado comercialmente em outros países, permaneceu desconhecido.
La fiesta del chivo, uma co-produção Argentina-Espanha, é falado em inglês, assim como O amor nos tempos do cólera, e é protagonizado por Isabella Rosellini, Tomás Milian (Traffic), Steven Bauer (The lost city) e Juan Diego Botto (Obaba). No filme, a personagem Urania Cabral retorna à sua cidade natal, onde reencontra o pai, conhecido como “Cerebrito”, que por muitos anos foi presidente do Senado e mão direita do ditador dominicano Trujillo. O retorno se transforma em um resgate da história pessoal da protagonista e também da trajetória sócio-política de seu país. |
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Terça, 29 de Janeiro de 2008
Lei dos Atores é lançada no Chile
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O Chile anuncia um passo rumo à profissionalização de seu setor audiovisual. Acaba de promulgada no país a Lei dos Atores, que garante a esses profissionais o direito irrenunciável e intransferível a receber uma remuneração pelas obras nas quais atuaram, cada vez que sejam exibidas publicamente – incluindo cinema, televisão aberta e por assinatura e meios digitais. Além disso, poderão reivindicar por toda a vida a associação de seus nomes a elas, evitando assim qualquer deformação posterior.
Até a aprovação da lei – ocasião em que estiveram presentes a ministra da Educação, Yasna Provoste, a ministra da Cultura, Paulina Urrutia, e a presidente da associação Chileactores, Esperanza Silva, em cerimônia no Palácio da Moeda –, os atores chilenos dispunham somente de um acordo informal, que não incluía o pagamento pela emissão, por exemplo, de filmes feitos para o cinema pela televisão.
Como estará a discussão em outros países da América Latina? Contribua com comentários!
(Via El Mercurio Online) |
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Segunda, 28 de Janeiro de 2008
Colômbia no Oscar-2008
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A cerimônia do Oscar promete ser menos badalada em 2008, mas da seleção de filmes concorrentes deste ano ninguém tira o mérito de valorizar mais o conteúdo do que a bilheteria. Entre os latinos, ninguém foi selecionado para a categoria de melhor filme estrangeiro e ainda assim há muito que comemorar: a colombiana Isabel Veja teve seu filme La corona indicado na categoria de melhor documentário em curta metragem.
La corona relata um concurso de beleza entre as detentas da prisão do Buen Pastor, em Bogotá. O filme também competiu este mês no festival de Sundance, de onde saiu com uma menção de honra.
Isabel Vegas nasceu na Venezuela, mas cresceu entre Colômbia e Estados Unidos, onde começou dirigindo comerciais e chegou a realizar documentários para os canais HBO e Fox. |
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Segunda, 28 de Janeiro de 2008
Berlim-2008: latinos aumentam a presença
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Há alguns anos, vem da Alemanha um dos apoios mais significativos ao cinema latino. O Festival de Berlim, cuja 58ª edição acontece de 07 a 17.02, é considerado, por exemplo, um dos principais incentivadores da recente onda do novo cinema argentino.
Para 2008, foram selecionadas mais produções latinas do que em anos anteriores: 15 projetos irão participar da seção “Work in Progress”, uma plataforma especialmente dedicada a apoiar projetos latino-americanos em andamento, enquanto 35 filmes serão negociados no mercado de co-produção.
Entre os países de cineastas participantes, estão Argentina, Brasil, México, Colômbia, Chile e Uruguai. Já entre os diretores selecionados, aparecem os nomes de Deepa Mehta, Agnieszka Holland, Andrei Zvyagintsev, Cristian Mungiu e Cristi Puiu.
Saiba mais no site da Berlinale: www.berlinale.de. |
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Segunda, 28 de Janeiro de 2008
Mexicano e chileno premiados em Sundance-2008
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Foi encerrada ontem, 27.01, a 24ª edição do festival de Sundance, a grande vitrine do cinema independente mundial. Entre os filmes latinos em competição, foi frustrada a expectativa em torno do colombiano Perro come perro (apesar da boa recepção do público presente), do panamenho Burga dii Ebo (El viento y el água, em espanhol) e do peruano Máncora.
Mas Párpados azules, primeiro filme do mexicano Ernesto Contreras, saiu vitorioso, com um prêmio especial do júri. Párpados, que será estreada comercialmente em março no México, conta a história de Marina, uma mulher que depois de ganhar uma viagem à praia para duas pessoas, sai desesperada à busca de companhia. Já La corona, curta metragem da colombiana Isabel Vega, recebeu uma importante menção de honra.
E outro latino também pode comemorar: Huacho, obra-prima do diretor chileno Alejandro Fernández Almendras (foto), foi eleito o ganhador para a América Latina dos prêmios Sundance/NHK 2008, entregues durante o fechamento do festival. Criados em 1996, esses prêmios são entregues a jovens diretores com novos projetos em andamento, divididos em quatro regiões do globo (América Latina, Estados Unidos, Europa e Japão), e representam, além da quantia de 10 mil dólares, a compra dos direitos de exibição pela cadeia japonesa NHK.
Quem levou
O grande vencedor de Sundance-2008 é, pelo menos no aspecto temático, também algo latino. Quem venceu a categoria “Dramatic feature” foi o longa Frozen river, da diretora Courtney Hunt, que conta a história de duas mulheres desesperadas que fazem “contrabando” de imigrantes ilegais para os Estados Unidos.
Já na categoria “World Cinema Competition”, quem levou foi o sueco Jens Jonsson, com King of ping pong. Segundo informações publicadas pela imprensa, esta edição do festival foi considera morna em termos de negócios, apesar da forte presença de celebridades para a divulgação dos filmes.
O Festival de Sundance, criado pelo ator e cineasta Robert Redford, teve sua primeira edição em 1985 e apresentou, em 2008, um total de 122 filmes, entre eles 88 estréias mundiais de 25 países diferentes. |
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Segunda, 28 de Janeiro de 2008
Mexicano y chileno premiados en Sundance-2008
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Terminó ayer, 27.01, la 24ª edición del festival de Sundance, la gran vitrina del cine independiente mundial. Entre las películas latinas en competencia, fue frustrada la expectativa alrededor de las cintas Perro come perro, de Colombia, Burga dii Ebo (El viento y el agua, en español), de Panamá, y de Máncora, de Perú.
Pero Párpados azules, ópera-prima del mexicano Ernesto Contreras, recibió un premio especial del jurado. Párpados, que estrena comercialmente en marzo en México, cuenta la historia de Marina, una mujer que después de ganarse un viaje a la playa para dos personas, sale desesperada en búsqueda de compañía. Además de la cinta mexicana, La corona, el corto metraje de la colombiana Isabel Vega, recibió también una importante mención de honra por parte del jurado.
Y otro latino también puede celebrar: Huacho, primera película del director chileno Alejandro Fernández Almendras (foto), fue elegida ganadora para América Latina de los premios Sundance/NHK, entregados durante el cierre del festival. Creados en 1996, esos premios son dedicados a jóvenes cineastas con nuevos proyectos en fase de realización de cuatro regiones del globo (América Latina, Estados Unidos, Europa y Japón). Representan, además de la suma de 10 mil dólares a cada ganador, la compra de los derechos de transmisión por la cadena japonesa NHK.
Quienes se la llevaron
El gran vencedor de Sundance-2008 es, por lo menos en términos temáticos, también algo latino. Quien venció la categoría “Dramatic feature” fue la película Frozen river, de la directora norte-americana Courtney Hunt, que cuenta la historia de dos mujeres desesperadas que facilitan la entrada de inmigrantes ilegales a los Estados Unidos.
En la categoría “World Cinema Competition”, salió vencedor el sueco Jens Jonson, con King of ping pong. Según informaciones de la prensa, esta edición del festival fue considerada “tibia” en términos de negocios, a pesar de la fuerte presencia de celebridades para promover las cintas.
El Festival de Sundance, creado por el actor y cineasta Robert Redford, tuvo su primera edición en el 1985 y presentó, en 2008, un total de 122 películas, entre ellas 88 estrenos mundiales de 25 países distintos. |
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Sexta, 25 de Janeiro de 2008
Perro come perro estréia com aplausos em Sundance
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Aconteceu na última sexta-feira, 18.01, a estréia do filme colombiano Perro come perro no festival de Sundance, em Park City, nos Estados Unidos. Bastante aplaudida, a obra do diretor estreante Carlos Moreno (foto) foi a primeira a ser exibida das quatro latinas participantes no evento e recebeu da revista Variety importante o elogio de que “é um dos 16 filmes favoritos a levar o prêmio principal do festival”.
Segundo Moreno, que abordou temas como humor negro, narcotráfico, bruxaria, vingança e cobiça na cidade colombiana de Cali, a platéia tinha curiosidade em saber como foi o processo de investigação do roteiro. “Queriam saber como eu tinha me metido no submundo de Cali”, contou.
Perro come perro, que foi exibida na categoría World Dramatic Competition, estréia comercialmente na Colômbia em abril, apesar de ser um projeto de 2001. Amanhã, sábado, serão anunciados os vencedores de Sundance. Saiba mais no site do festival: www.sundance.org/festival/.
Colômbia nos festivais
A participação de Perro come perro em Sundance é um fato histórico para a Colômbia, já que o país participou poucas vezes de grandes festivais nas competências oficiais. Quem chegou mais longe foi o diretor Víctor Gaviria com os filmes Rodrigo D (1990) e La vendedora de rosas (1998), que competiram pela Palma de Ouro no Festival de Cannes.
Mais tarde, Sumas y restas, também de Gaviria, foi nomeada à Concha de Oro, no festival de San Sebastián, na Espanha. O mais conhecido do grande público, no entanto, é o filme Maria cheia de graça, com o qual a atriz Catalina Sandino foi nomeada ao Oscar e ganhou o Urso de Prata em Berlim. Maria... é uma co-produção com os Estados Unidos. |
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Quinta, 17 de Janeiro de 2008
Sundance com latinos no júri e na programação
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Começa hoje o festival de cinema independente mais badalado do mundo. Sempre de olho nas novidades do cinema latino, Sundance, que vai até 27.01, convocou latinos de destaque para fazer parte do seu júri. Entre eles, o destaque vai para a diretora argentina Lucrecia Martel e o ator (e agora também produtor e diretor) mexicano Diego Luna. Do Brasil, comparece Ilda Santiago e, do resto do mundo, personalidades como a atriz Sandra Oh e o cineasta Quentin Tarantino.
Entre os filmes latino-americanos e espanhóis incluídos na programação estão o mexicano Párpados azules (foto), de Ernesto Contreras, a co-produção Espanha-Peru Máncora, de Ricardo de Montreuil, a colombiana Perro come perro, de Carlos Moreno, e a panamenha Burga dii Ebo, de Vero Bollow. Da seção de curtas, faz parte Lapsus, do argentino Juan Pablo Zaramella.
Os prêmios serão entregues dia 26.01, em Park City, Estados Unidos. |
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Quarta, 16 de Janeiro de 2008
Brasil: las cifras del cine en 2007
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Mientras en Colombia y México, las estadísticas del cine fueron consideradas positivas para las industrias locales, en Brasil la cifra de espectadores en las salas comerciales cayó en 2,9% en relación a 2006.
Según noticia publicada en el periódico brasileño Folha de São Paulo, el año pasado terminó con 88,6 millones de boletas vendidas. La parcela de entradas a películas nacionales representa el 11,1% de la cifra – lo que corresponde a 9,8 millones –, de acuerdo con los datos del ‘Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas do Rio de Janeiro’.
Por primera vez desde 2002, el público de cine en Brasil queda debajo de los 90 millones. Especialistas consultados para el reportaje creen que la caída de espectadores tiene que ver con el precio mediano de la boleta, cada vez más caro en el país gracias al fenómeno de la “media entrada” (el acceso a descuentos para estudiantes por parte de no estudiantes resulta en valores más alto para la boleta normal). |
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Quarta, 16 de Janeiro de 2008
Brasil: os números do cinema em 2007
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Enquanto na Colômbia e no México, as estatísticas de cinema foram consideradas encorajadoras para as indústrias locais, no Brasil o número de espectadores das salas de cinema caiu 2,9% em relação a 2006.
Segundo notícia da Folha Online, o ano passado terminou com 88,6 milhões de ingressos vendidos. A parcela de entradas a filmes nacionais representa 11,1% do número – ou 9,8 milhões –, de acordo com os dados fornecidos pelo Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas do Rio de Janeiro.
Pela primeira vez desde 2002, o público de cinema no Brasil fica abaixo dos 90 milhões. Os especialistas consultados pela reportagem acreditam que a queda de espectadores tem a ver com o preço médio do ingresso, cada vez mais caro no país, graças ao fenômeno das carteirinhas de meia-entrada (o uso de carteiras por não-estudantes acaba encarecendo o ingresso inteiro). |
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Terça, 15 de Janeiro de 2008
Cinema latino em "curtas" I
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Voltamos com as notícias rápidas. Confira!
:: BAFICI com data marcada e agenda definida
Acontece de 10 a 13.04 a 10ª edição do principal festival de cinema na Argentina, voltado à produção cinematográfica independente latino-americana, o BAFICI (Buenos Aires Festival Internacional de Cine Independiente). Na agenda, a 5ª edição do Buenos Aires Lab (BAL), dedicado a impulsionar o setor através da articulação de encontros entre produtores e financiadores de projetos de várias parte do mundo. As demais atividades incluem a seção “Produire au Sud”, um seminário voltado a produtores e roteiristas do Cone Sul com projetos em desenvolvimento, “Encuentros de coproducción” e o “Work in progress”, em que se apresentam fragmentos de filmes argentinos ainda em processo de filmagem ou de pós-produção. Mais informações no site do BAFICI.
:: Santiago premiado na Inglaterra
Santiago (foto), de João Moreira Salles, levou o prêmio máximo entre os documentários do Discovering Latin America Film Festival. O filme, que retoma horas de filmagem com um incrível personagem, o mordomo da família Salles, foi visto por 50 mil espectadores no Brasil e já circulou por alguns festivais internacionais – dos quais este é o quarto prêmio.
:: Premiação argentina anuncia os concorrentes a “melhores do ano”
A Asociación de Cronistas Cinematográficos da Argentina anunciou recentemente os concorrentes às 56 categorias que fazem parte de sua premiação anual, o Cóndor de Plata, cuja festa acontecerá em março. La señal, primeiro filme do ator Ricardo Darín como diretor, encabeça a lista com 14 indicações, seguido por La antena, de Esteban Sapir, El otro, de Ariel Rotter, e XXY, de Lucía Puenzo, com oito indicações cada um. Apesar de ter acabado de passar detrás da câmeras, Darín já concorre pelo prêmio de melhor diretor ao lado de Martín Hodara, seu parceiro em La señal.
Cocalero, Más que un hombre, Las mantenidas sin sueños, M!, e UPA, una película argentina, foram selecionados na categoria “Melhor obra-prima”, enquanto El cielo gira (Espanha), O labirinto do fauno (Espanha-México), En el hoyo (México), Ficción (Espanha) e A vida secreta das palavras (Espanha), disputam o Cóndor de Plata à melhor produção ibero-americana. |
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Segunda, 14 de Janeiro de 2008
Curtas de Carlos Reygadas na TV
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Essa é uma dica para quem assiste televisão peruana. “El placer de los ojos”, o programa dominical de Ricardo Bedoya, crítico e professor de cinema radicado em Lima, transmitido pela Televisión Nacional TV Perú, estréia 2008 com conteúdo nota dez. Quarta-feira, dia 16.01, serão re-exibidos (a primeira exibição foi neste domingo, dia 13) os trabalhos em curta metragem do aclamado diretor mexicano Carlos Reygadas, intitulados Max e Adulte.
Reygadas é o autor de Luz silenciosa, seu terceiro longa, que estreou recentemente em salas comerciais do México e de alguns países europeus após começar a arrematar prêmios em Cannes-2007 (os filmes anteriores do diretor são Japão e Batalha no céu e também foram selecionados em edições anteriores do evento). Foi vencedor dos festivais de Lima e Havana no ano passado e, como todos os trabalhos do mexicano, mexe com as platéias.
Outro destaque da programação de “El placer de los ojos” neste dia é um informe especial sobre o cineasta Paul Verhoeven, um holandês em Hollywood.
Bom cinema, boa TV. |
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Segunda, 14 de Janeiro de 2008
Latina da la bienvenida a 2008, finalmente
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Algo tarde, pero todavía antes del carnaval (!), La Latina anuncia que 2008 finalmente empezó en el portal – y a partir de ahora va con todo.
Para iniciar la nueva temporada –el segundo año de existencia del blog-, invitamos a todos que deseen colaborar enviando sus textos y noticias a la redacción. Además, claro, de reforzar la invitación para que los lectores en general contribuyan siempre con sus comentarios.
La idea es reunir informaciones sobre cine latino a partir de la visión de colaboradores ubicados en diferentes partes del globo y así avanzar en uno de los primeros objetivos del portal, que es ser plural en sus contribuciones – y no una fuente definitiva de informaciones acerca del tema.
La Latina anuncia también que son muchas las novedades para este año. Pasa siempre por acá y acompaña ;-)
¡Feliz año!
Equipo La Latina |
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Segunda, 14 de Janeiro de 2008
Cortos de Carlos Reygadas en la tele
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Ese es un ‘tip’ para los televidentes en Perú. “El placer de los ojos”, el programa dominical de Ricardo Bedoya, crítico y profesor de cine radicado en Lima, transmitido por la Televisión Nacional TV Perú, estrena 2008 con muy buen contenido. Este miércoles, 16.01, serán nuevamente exhibidos (la primera exhibición fue este domingo, 13.01) los trabajos en corto metraje del aclamado director mexicano Carlos Reygadas, titulados Max y Adulte.
Reygadas es autor de Luz silenciosa, su tercer largo, que ha estrenado hace poco en salas comerciales de México y de algunos países europeos, después de empezar su carrera de premios en Cannes-2007 (las películas anteriores del director son Japón y Batalla en el cielo y también fueron seleccionados en ediciones anteriores del evento). Luz silenciosa fue vencedora de los festivales de Lima y de la Habana el año pasado y, como todos los demás trabajos del mexicano, saca fuertes reacciones de los espectadores.
Otro destaque de la programación este día en “El placer de los ojos” es un informe especial sobre el cineasta Paul Verhoeven, un holandés en Hollywood.
Buen cine, buena televisión. |
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Segunda, 14 de Janeiro de 2008
Latina dá boas-vindas a 2008, finalmente
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Algo tarde, porém ainda antes do carnaval (!), a Latina anuncia que 2008 finalmente começou no site – e partir de agora engata com tudo.
Para dar início à nova temporada – o segundo ano de existência do blog –, fazemos um convite a todos que desejem colaborar enviando seus textos e notícias à redação. Além, claro, de reforçar o convite para que os leitores em geral contribuam sempre com seus comentários.
A idéia é reunir informações sobre cinema latino a partir da visão de colaboradores localizados em diferentes áreas do globo e assim avançar em um dos maiores objetivos do site, que é ser plural em suas contribuições – e não uma fonte definitiva de informações sobre o tema.
No mais, a Latina anuncia também que são muitas as novidades para este ano. Passe sempre por aqui e confira ;-)
Um feliz ano!
Equipe La Latina |
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Quinta, 10 de Janeiro de 2008
Colômbia anuncia suas estréias para 2008
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Depois de mais um ano frutífero para o cinema nacional, com a criação da lei de incentivo à produção em 2003, a Colômbia anuncia 20 estréias já programadas para 2008. São oito filmes a mais que em 2007, em que 12 títulos locais, como Satanás (candidato colombiano à categoria estrangeira do Oscar), Bluff e o documentário Un tigre de papel, chegaram às principais salas comerciais do país.
Da lista deste ano, faz parte o novo filme do veterano Gustavo Nieto Roa, realizador das comédias El taxista millonario e El inmigrante latino, intitulado Entre sábanas e com roteiro do brasileiro René Belmonte. Outras obras anunciadas são La milagrosa, de Rafael Lara, Los actores del conflito, de Lisandro Duque (Los niños invisibles), Polvo de ángel, do mexicano Oscar Blancarte, e PVC-1, do diretor colombiano de origem grega Spiros Stathoulopoulos. Aplaudido em Cannes-2007 e vencedor de quatro prêmios no festival de Telasónica, Grécia, PVC-1 relata em um plano-seqüência de 85 minutos a história real de uma mulher que morreu por um colar bomba, feito de PVC, colocado em seu pescoço durante um seqüestro feito por delinqüentes.
Mas a grande expectativa será o lançamento de Perro come perro, obra prima de Carlos Moreno, o filme latino-americano selecionado por Sundance para o festival deste ano, que acontece de 17 a 27 deste mês. Rodada em Cali no final de 2006, a produção fala de vingança e é protagonizada por Marlon Moreno e Blas Jaramillo, falecido em 2007.
Para conferir as demais estréias deste ano, a dica é o site do Proimágenes en Movimiento, que reúne vários dados sobre o cinema colombiano. |
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Quarta, 02 de Janeiro de 2008
Começa 2008: Oliver Stone se mete na selva colombiana – e no acordo humanitário
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Quem bate um olho diariamente nos principais jornais brasileiros (bastam os principais periódicos nacionais), já sacou que os acontecimentos em torno do acordo humanitário entre o governo colombiano e as FARC, com mediação agora não-oficial de Chávez, estão mais para trama de novela que para conteúdo noticioso.
Talvez por isso Oliver Stone, que está produzindo uma cinebiografia sobre outro tema colombiano – a vida de Pablo Escobar –, com direção de Antoine Fuqua, tenha se interessado em integrar o grupo presente no momento em que as FARC entreguem os três reféns já "prometidos". O cineasta estadunidense já está de plantão na Venezuela, junto com seu câmera, Carlos Marcovich, para registrar a liberação que acontecerá na selva da Colômbia – tudo com autorização de Uribe e de Chávez, de quem é amigo.
Segundo o jornal peruano El Comercio, oficialmente, as cenas gravadas farão parte de um documentário, sobre o qual pouco se sabe até o momento. Em caráter extracurricular, parece que Oliver está é fazendo a lição de casa para seus roteiros, atualmente bastante voltados à América Latina.
Por Camila Moraes |
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| Nome: | pedro ferreira | | Data: | 09/01/2008 | | Contato: | pedroyferreira@hotmail.com | | Comentário: | Cara Camila, tudo bem?
Sou de sp, tenho 24 anos e estou interessado em prestar a prova para ingressar na EICTV de Cuba. Tenho visto muitos videos no youtube, entrei no site da escola, no site em portugues. Gostaria de poder conversar com alguem que teve essa experiencia, saber como me preparar, enfim, voce poderia me responder, ou indicar alguem mais que tenha feito a EICTV?
obrigado | | | | |
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