Segunda, 31 de Março de 2008
Estômago vence mais um festival no Uruguai

O filme brasileiro Estômago (trailer acima) comemora mais uma vitória em festivais de cinema do Uruguai. Depois de levar o principal troféu no 11º Festival Internacional de Cine de Punta del Este, o longa dirigido por Marcos Jorge levou ontem, 30.03, o prêmio de Melhor Filme Latino-Americano do 26 º Festival Cinematográfico deste país.

Estômago conta a história de Raimundo Nonato, homem recém-chegado à cidade que descobre seu talento natural para a cozinha. O papel é vivido pelo ótimo João Miguel (Cinema, aspirinas e urubus, O céu de Suely e Mutum).

Já na categoria de melhor longa de ficção do Festival Cinematográfico do Uruguai, que aconteceu entre os dias 15 e 30.03, ganhou foi o filme canadense Mi Winnipeg, de Guy Maddin.

 
   
 Sexta, 28 de Março de 2008
Cinema latino no Brasil nunca é demais

Mas tem sido de menos. Já é hora de promover ciclos regulares dos cinemas de outros países latinos em salas brasileiras. O Memorial da América Latina, em São Paulo, é um dos poucos lugares que deu ouvido a esse pedido (necessidade) pra ontem e promoveu nos últimos dois anos uma mostra exclusivamente dedicada à Argentina.

Alguns eventos paralelos também têm surgido timidamente, como o que o Cine Clube do HSBC (também em SP) anuncia agora, sobre cinema argentino contemporâneo. São quatro filmes programados até dia 24 de abril, com uma exibição por semana.

Os títulos não são grandes novidades na cidade, mas valem muitíssimo a entrada, já que, além de ótimos longas, são bons representantes da buena ola que rola no país vizinho desde 2000.

Programem-se para: Histórias mínimas (2002), o road movie de Carlos Sorín; O abraço partido (2004), de Daniel Burman, vencedor dos prêmios do Júri e de Melhor Ator (Daniel Hendler) no Festival de Berlim; A menina santa (2004), o segundo longa de Lucrecia Martel (O pântano); e Família rodante (2004), outro road movie dirigido por Pablo Trapero.

E que venham em seguida os ciclos da Bolívia, do Peru, da Colômbia...

Confira a programação no site do Cine Clube do HSBC

 Quinta, 27 de Março de 2008
É Tudo Verdade já começou; Stranded marca a abertura

 A abertura do 15º Festival É Tudo Verdade não só contou com as presenças, óbvias, de patrocinadores e apoiadores do evento, discursos maçantes, mas também com boas notícias: em primeiro lugar, a manutenção do prêmio de 100 mil reais para realizadores brasileiros, como um estímulo para divulgação ou novos projetos e a expansão do festival com exibições nas cidades de Bauru e Caxias do Sul. Sem falar na imperdível mostra de 10 documentários que mudaram o mundo no CCBB. 

Logo depois, Amir Labaki pede desculpas por tanto protocolo e fala do filme que escolheu para abrir o festival: Stranded, vencedor de Amsterdã no ano passado e de Miami este ano, que ressalta o caráter cada vez mais internacional do É Tudo, chamando ao palco o diretor Gonzalo Arijón. O diretor uruguaio falou sobre a idéia de Stranded, que cultivou durante muitos anos. Seu filme conta a tragédia dos Andes, em que um avião foi abatido, sobre outra perspectiva, já que muitos dos sobreviventes são amigos.

A exibição do documentário marcou pela sinceridade que se distancia, e muito, dos clichês que a imprensa mundial transmitiu à exaustão. Os depoimentos vão seguindo um crescente dentro do que podem exprimir esses 14 sobreviventes ainda vivos que ainda carregam a brutalidade do acidente, de uma natureza inóspita e nevada, e das mortes que os rodeavam lembranças vivíssimas. São relatos emocionantes, porque trazem a euforia da viagem, as brincadeiras da juventude, histórias entre amigos de infância e a interrupção que, talvez agora mais de 30 anos depois, esses homens mais maduros conseguem explicar como o acidente se tornou, para cada um, uma marca indelével que compartilham. Para Fito, um dos sobreviventes: "Não sabíamos se estávamos avançando com um modelo de sociedade mais solidária ou se regredimos...", mas o estágio do canibalismo não veio de imediato, muitos foram definhando até que a idéia crescesse como consenso de sobrevivência, o que para Nando significa que "chegamos a um ponto em que nem um animal chega, comer sua própria espécie". 

É evidente que o tema do canibalismo é tratado com muito cuidado, o ritmo todo do documentário acompanha o crescente emocional dos depoimentos. Há momentos comoventes, como Roberto Canessa, que diz: "É uma intimidade à qual outros dão uma dimensão que não tem". No mesmo local do acidente, anos depois acompanhado por sua filha, ele disse: "Eu vi Deus, era a única coisa que tinha, hoje não vejo mais". Questionado pela filha sobre “por quê hoje não", Canessa responde: "porque temos comida, estamos seguros, não preciso ter essa fé para sobreviver".

A fotografia e sonoplastia sustentam essa dignidade seja na proximidade, nos flashbacks oníricos, nos sons assustadores das montanhas, no repique do porvir... De fato, a grandiosidade do documentário está em dois pilares fundamentais: a veracidade e comoção dos depoentes e o cenário que mostra o quão gigantesco foi esse momento para todos os que estavam conectados. É um filme que vale a pena ser visto, sobretudo a despeito das ficções e do tratamento leviano que se deu ao episódio.

Mais informações sobre o festival: www.itsalltrue.com.br/2008/home.asp

Por Paula Skromov

 Quarta, 26 de Março de 2008
La Latina cumple 1 año, pero el cuerpito es de 18

Parece poco, mas es mucha cosa. En un año –solamente 1 año–, es increíble la cantidad de asuntos que se pueden abordar en un portal especialmente dedicado al cine latino. Lo que hemos hecho a lo largo de este primer año de vida es solamente una muestra, abajo de nuestras saludables ambiciones, de lo que está por venir. Queremos ahora un portal más grande, ¡y poquito a poco él va a nacer!

Y lo más bacano es que no estamos solos en esta caminada: son más o menos 700 visitas las que recebemos por mes en esta mezcla de noticias, opiniones e informaciones sobre el espacio (que sea, todavía, geográfico) de cine que más crece hoy en día – con la llegada de más y más cineastas jóvenes, propuestas estéticas y proyectos de apoyo a la producción.

Que sean muchos años más. Y más visitantes, colaboradores, compañeros, interesados, y críticos.

¡Feliz aniversário para La Latina y gracias a todos los que nos apoyan y que creen en este proyecto!

Equipe La Latina

Ilustración: Alex Huertas Bustamante. Con esta imagen, inauguramos una serie de ilustraciones exclusivas, hechas en plastilina, para nuestros post más que especiales.

 Quarta, 26 de Março de 2008
La Latina cumpre 1 ano com corpinho de 18

Parece pouco, mas é muita coisa. Em um ano – somente 1 ano –, é incrível a quantidade de assuntos que se pode abordar em um site especialmente dedicado ao cinema latino. O que nós fizemos ao longo deste primeiro ano de vida é somente uma amostra, aquém de nossas saudáveis ambições, do que está por vir. Queremos agora um portal maior, e pouco a pouco ele vai nascer!

E o mais bacana é que não estamos sozinhos nessa caminhada: são em média 700 visitas as que recebemos por mês neste mix de notícias, opiniões e informações sobre o espaço (que seja, ainda, geográfico) de cinema que mais cresce hoje em dia – com a chegada de mais e mais cineastas jovens, propostas estéticas e projetos de apoio à produção.

Que sejam muitos anos mais. E mais visitantes, colaboradores, parceiros, interessados, críticos e palpiteiros.

Feliz cumple para a Latina e obrigado a todos os que apóiam e acreditam neste projeto!

Equipe La Latina

Ilustração: Alex Huertas Bustamante. Com esta imagem, inauguramos uma série de ilustrações exclusivas, feitas em “plastilina” (a famosa massinha que as crianças usam pra brincar), para nossos posts mais que especiais.

 Terça, 25 de Março de 2008
É boa a safra latina em festivais; La zona é destaque

“A safra de filmes latinos em festivais internacionais recentes é das melhores”. A opinião é do distribuidor Sandro Fiorin, da FiGa Films, produtora de Los Angeles especializada em cinema latino-americano e independente.

Sandro destaca, por exemplo, para a quantidade crescente de filmes brasileiros que vêm chamando a atenção em eventos mais dedicados ao cinema ibero-americano, como o festival mexicano de Guadalajara, e em outros de primeira linha, como Berlim (com a vitória-burburinho de Tropa de elite) e Cannes – onde se esperam, de acordo com boatos do metier, cinco pré-estréias brasileiras em diferentes seções do festival. Em todo caso, adverte, “é provável que haja uma redução nessa conta”. Afinal, os dois encarregados por sugerir filmes brasileiros e hispano-americanos a Cannes – Ilda Santiago (diretora executiva do Festival do Rio) e José María Riba (ex-San Sebastián), respectivamente – indicarão muito mais do que a programação pode abarcar.

Essa onda, no entanto, não é puramente brasileira. O cinema latino está crescendo com tudo, e Fiorin acredita que isso tem a ver com a situação econômica estável de alguns países, com as políticas estatais de apoio à produção cinematográfica e, inclusive, com a crise criativa que está vivendo Hollywood. “É a dinâmica atual que o mundo está vivendo. Existem muito menos barreiras hoje. Viajamos mais, as pessoas se isolam menos. Nos Estados Unidos, esta mudança já se sente nas pessoas, que andam caminhando mais cabisbaixos. O atual momento político e social do país está fazendo com que não se sintam mais a primeira potência do globo. Estão mais humildes”, conta.

De olho em Rodrigo Plá

O debut do diretor mexicano Rodrigo Plá, entitulado La zona, é um dos filmes mais aguardados entre os latinos premiados em festivais recentes, desde o fim de 2007. La zona começou levantando troféus em Veneza, onde ganhou o Leão de Ouro por Melhor Obra Prima, e em Toronto, onde levou o prêmio FIPRESCI. Este ano, foi a escolha do público em Miami para o melhor filme ibero-americano.

Os muros que dividem a cidade [Cidade do México] são o ponto de partida de Plá, em uma história sobre três ladrões de uma favela mexicana que invadem um condomínio de classe alta, que fica logo ao lado de onde vivem. Ao sentir-se ameaçados, os habitantes do condomínio, obcecados com segurança, decidem fazem justiça com as próprias mãos. Segundo o diretor, a metáfora se estende a “outros muros que separam conflitos, tratando de solucionar-los, mas que não servem de nada”.

Do elenco, fazem parte os espanhóis Carlos Bardem (irmão de Javier Bardem) e Maribel Verdú (a espanhola de E sua mãe também) e os mexicanos Daniel Giménez Cacho, Mario Zaragoza e Marina de Tavira. Co-produção México-Espanha, o filme foi rodado com um orçamento de 2,6 milhões de euros e recebeu apoio das instituições FIDECINE e IBERMEDIA.

Veja o trailer acima.

Por Camila Moraes

 Segunda, 24 de Março de 2008
Contrariando rumores sobre seu fim, BAFICI acontece em abril

Começou a contagem regressiva para o BAFICI, o Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires, que completa 10 anos em 2008, com a chegada do novo diretor Sergio Wolf em 28.12, após a renúncia de Fernando Pena. O evento, que acontece de 08 a 20.04, será aberto com a exibição de Jogo de cena, o mais recente documentário de Eduardo Coutinho, no Teatro 25 de Maio, reinaugurado recentemente como centro cultural. Ao longo de quase duas semanas, 427 filmes, de mais de 50 países, serão exibidos em nove salas do Centro Cultural Recoleta, na capital argentina.

“O desafio e uma programação que marque a continuidade deste espaço de resistência e produção cultural são o antídoto frente às turbulências e os rumores”, disse Wolf sobre um possível desprestígio do evento. Segundo o site UOL Cinema, com informações da Ansa, “o crítico e cineasta - que foi responsável pela programação das três últimas edições do festival -, referiu-se desse modo ao cenário de dezembro do ano, quando a saída de seu antecessor e a mudança do governo municipal de Buenos Aires puseram em dúvida a continuidade do festival. O episódio pôs em relevo a necessidade de autonomia do festival, permitindo sua continuidade para além dos governos de turno. Wolf disse hoje que está trabalhando na elaboração de um projeto para criação de uma autarquia”.

Na programação, composta por várias pré-estréias mundiais, estão filmes de Argentina, Chile, México, Espanha, Canadá, Taiwan, Tailândia, França, Grécia e Estados Unidos, que concorrerão aos prêmios de Melhor Filme e Melhor Diretor. A lista de filmes ainda não foi publicada no site oficial do evento. Completando a lista de atividades, está a terceira edição do Talent Campus Buenos Aires, oferecido pela Universidad del Cine em cooperação com o Festival de Berlim – Berlinale Talent Campus, entre os dias 10 e 13.04.

Informa ainda o UOL que uma das grandes novidades deste ano é que os organizadores criaram um mecanismo para que os filmes continuem a ser exibidos depois de terminado o festival. Produtores e distribuidores trabalham para viabilizar salas e mostras destinadas aos que não puderam acompanhar o BAFICI.

Fique de olho em www.bafici.gov.ar.

 Quarta, 19 de Março de 2008
Ennio Morricone: São Paulo versus Santiago

Que ver Ennio Morricone, um dos maiores compositores do cinema, tocando ao vivo ao lado de 200 músicos é o máximo, ninguém questiona. Mas por que será que o evento custa exorbitâncias em São Paulo e é grátis no Chile? Uma primeira resposta seria: porque em Santiago (Parque do Bicentenário de Vitacura) quem bancou foi uma empresa financeira local que comemora seus 20 anos. 

Mas o fato é que nem mesmo a (farta) grana extra de alguma empresa chilena justifica que as entradas no Brasil custem de R$ 700 a R$ 1500 para as primeiras filas. Em todo caso, no Chile foram distribuídas 10 mil entradas – que agora, já esgotadas, circulam pelo “mercado negro” a cerca de R$ 200.

Morricone esteve no Festival do Rio no ano passado, e as entradas, ainda que caras, custavam “somente” de R$ 150 a R$ 350. Publicou a Folha Online: “Segundo os produtores, as necessidades de infra-estrutura do concerto de um dos maiores nomes da música do cinema, que envolve 200 músicos, determinaram os valores. O compositor italiano viaja pela América do Sul com uma comitiva de 120 profissionais, entre músicos da Roma Sinfonietta, solistas, como a soprano Susanna Rigazzi, e estafe. O Coro Paradiso de São Paulo também participa do evento”.

Para quem puder ir (em São Paulo): a apresentação acontece dia 24.03, a próxima segunda-feira, às 21h30. Entradas de ouro à venda no Ingresso Fácil.

Por Camila Moraes

 Terça, 18 de Março de 2008
VIII Conferência internacional sobre o documentário experimental

A próxima edição do É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários traz consigo a oitava VIII Conferência Internacional sobre de Documentário Experimental. O evento é paralelo à mostra de filmes e acontece entre os dias 02 e 04.04 no auditório do Sesc Avenida Paulista. Surgida a partir de uma iniciativa do Cinusp, rede Sesc e da curadoria do próprio festival, a conferência visa a apontar os rumos da pesquisa e a mobilizar realizadores, acadêmicos e interessados em torno das principais questões do cinema documental. Haverá cinco mesas-redondas com nomes importantes do documentário brasileiro e internacional, entre eles o diretor dinamarquês Jorgen Leth, que já integrou a mostra com títulos como 66 cenas da América (edição de 2003) e tem entre seus discípulos ninguém menos que Lars von Trier.
 
As inscrições serão gratuitas e devem ser efetuadas a partir do dia 20.03 pessoalmente na unidade Avenida Paulista do SESC, onde se realizarão os encontros, ou através do portal do SESC www.sescsp.org.br. A Central de Atendimento SESC Avenida Paulista funciona de terça a sexta, das 9 às 22 horas e sábados e domingos, das 10 às 19 horas. 

Confira a programação completa:

dia 02 às 14:30h
Mesa 01 - Panorama histórico do cine documental
 
dia 03 às 10h
Mesa 02 - Novas Fronteiras do Documentário

dia 03 às 14:30h
Mesa 03 - O Documentário Experimental no Brasil: Glauber Rocha, Rogério Sganzerla e Andrea Tonacci
 
dia 04 às 10h
Mesa 04 - O Documentário Experimental no Brasil: Arthur Omar, Cao Guimarães e Carlos Adriano 
 
dia 04 às 14:30h
Mesa 5 - A visão do realizador: um diálogo com Jorgen Leth

Para mais informações: www.etudoverdade.com.br.

Cinusp: www.usp.br/cinusp.

Central de Atendimento SESC Avenida Paulista
Av. Paulista 119 - Metrô Brigadeiro
Tel. (11) 3179-3700

Por Paula Skromov

Foto: Jorgen Leth no curta de sua autoria The Perfetc Human.

 Terça, 18 de Março de 2008
Mostra de Documentários no Rio aborda diálogo entre documentaristas e personagens

A mostra Eu é um outro – O Autor e o Objeto no Documentário Brasileiro Contemporâneo começa dia 18 e vai até o dia 30.03 na Caixa Cultural do Rio de Janeiro. Com um total de 36 documentários mais expressivos de realizadores brasileiros, a mostra revela o diálogo e as relações entre documentaristas e personagens.  Os filmes estão divididos em seis grupos e cada qual será discutido. Fazem parte da programação títulos recentes como Edifício Master (Eduardo Coutinho), Person (Marina Person) e Hércules 56 (Silvio Da-Rin)

Para acompanhar a programação, veja o site da Caixa Cultural Rio.

Local: Cinemas 1 e 2 na Avenida Almirante Barroso, 25
A entrada é gratuita.
Informações: (21) 2544-4080

Por Paula Skromov

Foto: José Lins do Rego em o Engenho de Zé Lins.

 Segunda, 17 de Março de 2008
Festival brasileiro evoca relação com a verdade

O festival É tudo verdade, auto-definido como “o único dedicado exclusivamente à cultura do documentário na América do Sul”, já anunciou o programa de sua 13ª edição, que acontece simultaneamente em São Paulo e no Rio de Janeiro de 26.03 a 06.04 (o evento do Rio começa dia 27). Serão exibidas 136 produções não ficcionais em curta, média e longa metragem, do Brasil (com 18 títulos inéditos) e do exterior.

Em São Paulo, o filme de abertura será Stranded (Vengo de un avión que cayó en las montañas), do uruguaio Gonzalo Arijon, premiado no recente Festival de Miami. O longa repassa a tragédia de uma equipe de rúgbi uruguaia, cujo avião colidiu contra os Andes há 35 anos. Já no Rio, quem abre é Sem fim à vista (No end in sight: the American occupation in Irak), do norte-americano Charles Ferguson, indicado ao Oscar 2008 por melhor documentário e vencedor do prêmio especial do jurado em Sundance em janeiro passado.

A Folha de São Paulo destacou hoje o espaço do evento deste ano às cinebiografias nacionais. “São três em competição: João, sobre o comentarista esportivo João Saldanha; Pan-Cinema Permanente, sobre o poeta Waly Salomão; e Simonal - Ninguém sabe o duro que dei, sobre o cantor negro Wilson Simonal. Isso sem contar O tempo e o lugar, de Eduardo Escorel, que usa a vida de um militante do MST para discutir a situação política de Alagoas”, diz o artigo. Alguns títulos da seção "Vidas brasileiras" reforçam a teoria.

Dentro da seção “Foco latino-americano”, aparece o falso documentário Um tigre de papel, do colombiano Luis Ospina, e a produção mexicana Bajo Juárez: la ciudad devorando a sus hijas, de Alejandra Sánchez Orozco, José Antonio Cordero. Trata-se de um relato sobre uma cidade industrial mexicana na fronteira com os Estados Unidos, onde a contagem de mulheres mortas por abuso sexual cresce a cada dia. Outros cinco títulos completam a seleção. Outra vez de acordo com a Folha: “escalado para a mostra latino-americana, Eryk Rocha não conseguiu finalizar seu road movie Pachamama a tempo”. “Mas houve uma inclusão de última hora: Histórias cruzadas, de Alice de Andrade, filha de Joaquim Pedro, que fala sobre a vida do cineasta de O padre e a moça”.

O evento, um dos imperdíveis para os cinéfilos principalmente latinos (já que, como foi dito várias vezes, na América Latina, “é imprescindível a relação com o real”), se completa com outras ótimas seções, como “10 documentários que mudaram o mundo” e “Retrospectiva do documentário brasileiro”. Caso tenha faltado argumento para ir, aqui vai o golpe de misericórdia: as sessões dos 137 filmes participantes são gratuitas, e o festival vai itinerar por Brasília (a partir do dia 14), Recife (PE), Bauru (SP) e Caxias do Sul (RS).

Mais em: www.itsalltrue.com.br.

Por Antonia Kee

Foto: Stranded, de Gonzalo Arijon.

 Segunda, 17 de Março de 2008
O banheiro do papa leva prêmio em Guadalajara

Terminou na última sexta-feira, dia 14.03, a 23ª edição do Festival de Guadalajara, no México. O principal prêmio foi para o filme espanhol 14 kilómetros, de Gerardo Olivares. Já na categoria ibero-americana, uma vitrine do cinema latino para produtores de todo o mundo, quem levou foi O banheiro do papa, de César Charlone e Enrique Fernández. 

Outros premiados foram o argentino Eliseo Subiela, que ficou com o troféu de direção por No me mires para abajo, e o brasileiro Os desafinados, que venceu na fotografia de Pedro Farkas. Já o ótimo filme Perro come perro rendeu um troféu ao ator colombiano Marlon Moreno.

Veja a lista completa de resultados no site do evento.

 Segunda, 17 de Março de 2008
O longo amanhecer - Cine-biografia de Celso Furtado

No marco de mais uma edição do festival É tudo verdade, amanhã, dia 18.03, no Rio de Janeiro, será exibido o documentário O longo amanhecer - Cinebiografia de Celso Furtado, de José Mariani, em sessão gratuita no Salão Moniz de Aragão, na Praia Vermelha. Em seguida, acontecerá um debate com o diretor do documentário e os economistas brasileiros Aloísio Teixeira (reitor da UFRJ), Carlos Lessa, Maria da Conceição Tavares e a atual presidente cultural do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento, Rosa Freire d´Aguiar Furtado.
 
Desde sua estréia em 2006, o documentário tem percorrido universidades de todo o país, voltado à discussão das idéias, ainda atuais, do economista já falecido Celso Furtado no cenário brasileiro e mundial. Todas suas sessões têm sido seguidas por debates com interlocutores que vão desde acadêmicos a órgãos respeitados como a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil). 

A produção de O longo amanhecer foi uma iniciativa do Centro Internacional Celso Furtado, que reuniu arquivos pessoais e jornalísticos, trazendo um recorte precioso da história de Furtado – que se confunde com a própria história brasileira na metade do século XX. Segundo reportagem do Jornal da PUC (de 25.07.06): "O longa-metragem mostra a atuação de Celso Furtado como estudioso dos aspectos estruturais do subdesenvolvimento e como gestor de políticas inovadoras para o Brasil. (..) Para Celso Furtado, o subdesenvolvimento é um processo histórico autônomo e não uma etapa pela qual tenham passado as economias que já alcançaram grau superior de desenvolvimento. Esta tese é extraída da obra Desenvolvimento e Subdesenvolvimento, de 1961" .

O filme recebeu menção honrosa no Festival Internacional de Documentários. Na época, o júri justificou a escolha com o seguinte parecer: "É um documentário sobre um dos mais importantes pensadores brasileiros, o economista Celso Furtado. O filme não é um relato biográfico, mas uma investigação sobre a atualidade de seu pensamento. Além disso, resulta também num painel bastante instigante sobre o próprio Brasil e sua história recente. O longo amanhecer refere-se também a uma espécie de metáfora de um país que ainda não encontrou o caminho de um desenvolvimento sustentado (...) Trata-se de um filme sensível e questionador dos modelos brasileiros de construção da nação, além de ser uma bela homenagem ao brilhante pensamento de Celso Furtado".

Mais informações no site do festival: www.etudoverdade.com.br

Por Paula Skromov

 Sexta, 14 de Março de 2008
Cine Ceará acontece em abril com 10 longas ibero-americanos em competição

Inaugurando o calendário de festivais dedicados ao cinema ibero-americano no Brasil, o Cine Ceará anuncia os filmes selecionados para a competição principal de sua 18ª edição, que acontece de 10 a 17.04.

Dela fazem parte quatro títulos brasileiros O grão, de Petrus Cariry, que também compete a partir do final de março no Festival de Toulouse, Os desafinados, de Walter Lima Jr., Falsa loura, de Carlos Reichenbach, e Nossa vida não cabe num Opala, de Reinaldo Pinheiro. Entre os falados em espanhol, há dois longas já bastante premiados festivais afora: Luz silenciosa, do mexicano Carlos Reygadas, eleito o melhor filme latino de 2007 pela Federação Internacional dos Críticos de Cinema (FIPRESCI), e Postales de Leningrado, da venezuelana Mariana Rondón. Além dessas, haverá produções do Peru e da Argentina uma co-produção Chile-EUA.

Quanto à competição de curtas-metragens, a produção do evento promete novidades até o dia 24.03. Acompanhe em: www.cineceara.com.br.

 Quinta, 13 de Março de 2008
Mais apostas da HBO em produções latinas originais

Depois de experiências bem sucedidas com programas realizados inteiramente na Argentina e no Brasil – como Epitáfios, produção argentina que mistura policial e suspense, Mandrake e Filhos do carnaval, duas séries brasileiras que retratam o ambiente urbano do Rio de Janeiro, além de Alice, a nova série feita no Brasil, que estréia no segundo semestre deste ano com direção de Karim Aïnouz (dos filmes Madame Satã e O céu de Suely) –, a HBO anuncia mais uma produção original da América Latina.

Capadocia, que acaba de estrear no Brasil, tem como cenário uma penitenciária feminina da Cidade do México. No centro da história, estão a bem-intencionada diretora do presídio, o administrador que explora o trabalho das internas e a dona de casa que acaba parando de trás das grades.

Na primeira temporada, serão quase 300 personagens em cena, segundo informou Epigmenio Ibarra, produtor da série, durante uma coletiva de imprensa dentro da prisão recreada. A produção é mexicana, com atores latinos reconhecidos, como Ana de la Reguera, Dolores Heredia e Juan Manuel Bernal, e roteiro original de Laura Sosa, Leticia López; Guillermo Ríos e Carmen Madrid.

Serão 13 episódios de uma hora cada, com filmagem em película 16 mm. Na HBO brasileira, os episódios inéditos vão ao ar nos domingos às 22h, com reprise às quintas-feiras, às 21h.

Veja trailers e fotos no site www.capadocia.tv.

 Terça, 11 de Março de 2008
Cinema nacional a todo vapor na Venezuela

A Venezuela irá mais que dobrar sua quantidade de filmes nacionais estreados este ano, em comparação com 2007, segundo o que anunciou o Ministro del Poder Popular para la Cultura do país, Francisco Sesto Novás.

Serão 44 títulos, incluindo 19 obras de ficção e 21 documentários. De todas essas produções, 38 receberam apoio da Villa del Cine ou então financiamento do Centro Nacional de Cinematografía (CNAC), enquanto outras seis foram co-produções entre a Venezuela e outros países.

A título de comparação, a Argentina foi o país latino-americano que mais estreou filmes nacionais em 2007, com 80 títulos. O Brasil vem em seguida, com 72, e depois vem o México, com 70. A Colômbia, um dos países latinos que melhor relação espectadores/filmes nacionais tem, com 14% da bilheteria, estreou somente 12 filmes. 

 Terça, 11 de Março de 2008
Cinema brasileiro homenageado em Toulouse

O festival “Encontros de Cinemas da América Latina”, de Toulouse, na França, já acertou data para sua 20ª edição: de 28.03 a 06.04 serão exibidas na cidade mais de 200 filmes, incluindo sete títulos que competem pelo grande prêmio Flechazo.

O homenageado da vez será o cinema brasileiro, com várias atividades especiais para o público. A primeira delas é a exibição de três horas e meia, em alta definição, da minissérie global A pedra do reino, de Luiz Fernando Carvalho, o diretor de Lavoura arcaica (2002). Segundo Esther Saint-Dizier, presidente do festival, “é um filme realmente fora do comum, um desborde criativo”. Também será exibido Limite, de Mario Peixoto, película de 1931, desaparecida por muitos anos, que pôde ser restaurada graças à fundação World Cinema.

Entre os títulos em competição, estão Agnus dei, da argentina Lucía Cedrón, El desierto negro, do argentino Gaspar Scheuers, O grão, do brasileiro Petrus Cariry, e Cochochi, filme mexicano ganhador do Festival de Miami este ano , dirigido por Israel Cárdenas e Amelia Guzmán. A seleção se completa com Otávio e as letras, do brasileiro Marcelo Masagao, e Música nocturna, do argentino Rafel Filippelli, e Lo bueno de llorar, segundo filme do chileno Matías Bize – que com sua obra-prima, En la cama, levou o grande prêmio de Toulouse há dois anos.

Outra homenagem especial será prestada a jovens atores do cinema latino-americano, como os argentinos Nahuel Pérez Biscayart e Inés Efrón, a chilena Manuela Martelli e o mexicano Alan Chávez. Em seus 20 anos de existência, o festival latino de Toulouse já exibiu mais de três mil filmes.

Acompanhe as novidades no site www.cinelatino.com.fr.

 Segunda, 10 de Março de 2008
Notícias de festivais

Passaram Cartagena e Miami...

Dois importantes festivais predominantemente latinos já podem ser riscados da agenda de 2008. O primeiro é Cartagena, o mais antigo dos festivais de cinema latino-americanos, que depois de oito dias de exibições e atividades paralelas entre os dias 29.02 e 07.03, escolheu o porto-riquenho Maldeamores como o melhor filme de sua 48ª edição. O longa – que retrata a eterna busca masoquista pelo amor através das histórias de um menino, de um homem e de um casal de idosos – também levou troféus India Catalina por melhor roteiro (escrito por Jorge González y Carlos Ruiz Ruiz) e melhor atriz coadjuvante (Silvia Brito). Maldeamores foi o representante de Porto Rico à categoria de melhor filme estrangeiro do Oscar 2008, mas não foi selecionado – apesar de seus diretores, Carlos Ruiz Ruiz y Mariem Pérez Riera, terem sido contratados por Hollywood.

Do Brasil, Caio Blatt foi premiado como melhor ator por sua participação em Proibido proibir, de Jorge Duran, e O ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hambuger, levou o prêmio da crítica especializada. Da Argentina, a estréia de Lucía Puenzo em longa-metragem, XXY, garantiu o troféu de melhor obra prima e a vitória de Inés Efron como melhor atriz. O melhor filme colombiano desta edição é Satanás, de Andrés Baiz, e o melhor curta é o também colombiano Rojo Red, de Juan Manuel Betancourt. As estátuas foram entregues pelo caricaturista e roteirista cubano Juan Padrón, pelo escritor e jornalista porto-riquenho Héctor Feliciano, pelo produtor e roteirista norte-americano Bem Odell e pelos escritores colombianos Héctor Abad e Efraim Medina Reyes. A lista completa de vencedores está no site oficial: www.festicinecartagena.org.

Já Miami, que promoveu a 25ª edição de seu festival internacional entre os dias 28.02 e 09.03, premiou três filmes do México, um do Chile e um documentário do Uruguai. Cochochi, o primeiro longa dos realizadores mexicanos Laura Amélia Guzmán e Israel Cárdenas, foi eleito pelo júri como o melhor filme na Competição Ibero-Americana. A dupla assinou em conjunto o roteiro, a fotografia e a direção. Dentro da mesma categoria, Las niñas, do chileno Rodrigo Marin, recebeu menção especial dos jurados por este que foi seu primeiro filme, rodado em 24 horas e em película branco e preto.

Também recebeu uma menção do júri a comédia mexicana Párpados azules, de Ernesto Contreras, diretor já reconhecido em seu país por seu trabalho em curta-metragem. Outro filme mexicano, La zona, de Rodrigo Plá, foi votado pelo público como o melhor filme ibero-americano. Por fim, o troféu de melhor documentário foi para o diretor uruguaio Gonzalo Arijón por Vengo de un avión que cayó en las montañas, que, entre dramatizações, entrevistas e material de época, repassa a tragédia de uma equipe de rúgbi uruguaia, cujo avião colidiu contra os Andes há 35 anos. O documentário brasileiro Santiago, de João Moreira Salles, foi o vencedor do prêmio de melhor documentário ibero-americano .

Mais no site do festival: www.miamifilmfestival.com.

Agora segue Guadalajara

O Festival de Cine de Guadalajara, no México, é um dos que mais atrai produtores internacionais à caça por novas produções latinas. O evento, agora em sua 23ª edição, começou nesta passada sexta-feira, dia 07.03, e acontece até 14.03 com prêmios em dinheiro totalizando 725 mil dólares. São ao todo sete seções competitivas: longa ibero-americano de ficção, longa mexicano de ficção, documentário ibero-americano, documentário mexicano, curta ibero-americano, curta mexicano e curta de animação.

Na categoria ibero-americana, considerada a mais importante, participam os brasileiros Maré, nossa história de amor, de Lucia Murat, Os desafinados, de Walter Lima, e Tropa de elite, de José Padilha. Os demais concorrentes são 14 kilómetros, de Gerardo Olivares (Espanha), El baño del papa, de Enrique Fernández e Cesar Charlone (Uruguai/Brasil), El camino, de Ishtar Yasin (Costa Rica), Desierto sur, de Shawn Garry (Chile), Efectos personales, de Alejandro Bruges (Cuba), Matar a todos, de Esteban Schroeder (Uruguai), No mires para abajo, de Eliseo Subiela (Argentina), A outra margem, de Luís Filipe Rocha (Portugal), Perro come perro, de Carlos Moreno (Colômbia), La rabia, de Albertina Carri (Argentina), e Mataharis, de Icíar Bollain (Espanha).

Saiba mais no site oficial: www.guadalajaracinemafest08.com.

 Terça, 04 de Março de 2008
Cinema de mulheres também é assunto entre Brasil e Venezuela

Enquanto, no plano político, as coisas caminham sobre delicados ovos entre Brasil e Venezuela, graças à crise diplomática Colômbia-Equador, na esfera audiovisual a situação é bem mais fluída. 

O Instituto Brasil-Venezuela, com sede em Caracas, anuncia um novo ciclo de filmes que começa hoje, 04.03, com especial enfoque em diretoras de um e de outro país. 

Representando o Brasil, serão projetados os títulos Antonia, de Tata Amaral, Ó pai ó, de Monique Gardenberg, e Brava gente brasileira, de Lucía Murat. Do lado da Venezuela, exibem Oriana, de Fina Torres, Macu, de Solveig Hoogesteijn, e Punto y raya, de Elia Schneider. A idéia é gerar um debate logo após as exibições, que acontecem diariamente às 18h45 na sede do instituto.

Serviço:

Instituto Cultural Brasil-Venezuela
www.icbv.org.ve 

Av. San Felipe, entre 1 e 2 transversal de La Castellana, Qta. Degania. Tel: 0212-339.52.95.

 Terça, 04 de Março de 2008
Festival brasileiro de cinema em LA

Já era hora da capital mundial do cinema se abrir ao cinema brasileiro (ou não?). O fato é que já está anunciada a inauguração de um festival de cinema do Brasil em Los Angeles, segundo informou a revista Variety.

O evento, batizado de Los Angeles Brazilian Film Festival (LABRFF), acontece nos próximos dias 07, 08 e 09.03 no Teatro Landmark (Westside Pavilion, West Los Angeles), com abertura do filme Bellini e o demônio, do diretor Marcelo Galvão, e encerrando com o lançamento nos Estados Unidos de O homem que desafiou o Diabo, de Moacyr Góes.

Criado pela cineasta Meire Fernandes, o festival espera receber um público de cinco mil espectadores para 30 filmes e 27 sessões de cinema, incluindo longas, curtas, documentários e até títulos de animação. Paralelamente à programação de filmes, nas manhãs do sábado e domingo, produtores e diretores brasileiros terão a oportunidade de participar dos fóruns de discussão, organizados pela produtora Deborah Calla, com executivos da indústria de cinema americana.

Em nota publicada pela agência EFE, consta que, na primeira delas, o produtor Marc Bechar, o co-produtor de Cidade de Deus, Don Ranvaud, e o presidente da Film Finders, Sydney Levine, explorarão as oportunidades de co-produção de filmes com o Brasil e o lugar que as produções deste país ocupam no circuito internacional. A segunda mesa-redonda será integrada por diretores dos estúdios Disney e produtores brasileiros, que debaterão a criação de conteúdos para as plataformas digitais.

Segundo informa a própria instituição, o LABRFF é uma entidade sem fins lucrativos, e parte dos fundos arrecadados, durante o festival, será destinado a quatro instituições de ajuda humanitária no Brasil, através da parceria com a Brazil Foundation. O patrocínio do evento é da Havainas.

Mais no site oficial: www.labrff.com.

Foto: cena de Não por acaso, um dos filmes do festival ainda inéditos nos EUA.

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