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Terça, 29 de Abril de 2008
Entrevista: Gustavo Nieto Roa fala sobre Entre sábanas e cinema para grandes públicos |
Se por um lado, o cinema latino-americano é ainda uma indústria em processo de construção, por outro, América Latina não deixa de ser um espaço cinematográfico onde existem diretores com longa experiência de indústria. Esse é o caso, por exemplo, de Gustavo Nieto Roa, realizador de alguns dos filmes de maior bilheteria do cinema colombiano, além de produtor internacional, que atua também em países como Estados Unidos, México e Brasil.
Como diretor, Nieto Roa trabalhou com mais intensidade nas décadas de 70 e 80, quando filmou títulos de grande sucesso com o público, como Colombian connection (1978), O taxista milionário (1979) e Cain (1984). Nos anos seguintes, decepcionada com as dificuldades que se apresentavam na Colômbia para a produção de seus filmes, decidiu se dedicar a outras atividades, muitas das quais empreendeu fora de seu país – abrindo, por exemplo, uma empresa de dublagem e subtítulos para cinema e televisão no Brasil, a Centauro Comunicações, hoje uma das mais grandes do país.
Mas as coisas mudaram e, este ano, a realização para cinema voltou a falar mais alto. O filme que marca o retorno de Nieto Roa às grandes produções é o colombiano Entre sábanas, que estreou na Colômbia em 04.04, uma vez mais, com boa recepção do público. O tema? Aquele que chama a atenção de Gustavo, por seu caráter universal que o mesmo que ele persegue em seu trabalho: o sexo.
Em seguida, mais sobre Entre sábanas e o trabalho de Gustavo Nieto Roa em entrevista exclusiva para La Latina e LatAm Cinema com o diretor.
Como surgiu a idéia para seu filme mais recente, Entre sábanas?
Entre sábanas é a história de um casal de desconhecidos que passa uma noite em um hotel. A idéia de fazer o filme surgiu, porque eu escutava a muitas mulheres jovens que me falavam de suas experiências com seus namorados e de como queriam ter igualdade com os homens em termos sexuais.
É um projeto dirigido ao público colombiano?
Eu queria uma história universal, que não estivesse sujeita à tradicional problemática colombiana (guerrilha, paramilistarismo, problemas sociais etc). E acredito que esse é o resultado final, por se tratar de um tema realmente universal. De repente, sim, há uma identificação especial do público colombiano com o filme, porque o protagonista é colombiano. Mas isso também acontece com os mexicanos, porque a protagonista é mexicana.
E como está sendo a recepção?
Muito boa... Escutei muitos comentários, sobretudo de mulheres, e também críticas muito positivas nos principais jornais da Colômbia. Ao contrário de 99% dos filmes, esse está crescendo em número de espectadores a cada semana. Estreamos em 35 salas, e o público foi de 20 mil espectadores no primeiro fim de semana e de 25 mil no segundo.
O roteirista, Renê Belmonte, é brasileiro. Como se deu essa colaboração entre vocês?
Ficamos amigos no Brasil, quando trabalhei como produtor do filme Sexo com amor [Wolf Maya]. Trabalhamos juntos também em outras ocasiões. Agora, com Entre sábanas, fizemos também uma versão brasileira do mesmo roteiro – que inclusive já virou livro [a versão espanhola]. Em seguida, virá a versão norte-americana.
A imprensa falou recentemente de uma queixa do realizador chileno Matías Bize, diretor de En la cama, pelas semelhanças que existem entre seu filme e o dele, que é anterior. Está acontecendo um problema neste sentido?
Sim. O Matías está furioso, porque não fiz um remake do seu filme, que também mostra um casal que passa uma noite em um hotel. O fato é que estivemos conversando durante algum tempo sobre a possibilidade de eu distribuir En la cama ou de fazer uma versão colombiana, mas nunca chegamos a um acordo. Então, decidi fazer meu próprio projeto com um foco diferente. Tudo absolutamente diferente. No fim, quantas histórias de amor não foram feitas até agora? O que importa é a maneira de contá-las.
Qual sua opinião sobre a atual fase do cinema colombiano em termos de realização e estímulos à produção?
É um momento muito positivo. O governo instaurou uma lei de cinema muito parecida às de outros países, onde hoje em dia estão colhendo os resultados de estímulos estatais. Acredito que chegamos a um ponto, como nações, em que o cinema se tornou algo muito importante. Devemos apóia-lo e promovê-lo. O problema, da maneira que eu vejo, é que a maioria dos cineastas colombianos muitas vezes quer exaltar o negativo. Sendo a audiovisual uma linguagem tão poderosa, esse tipo de cinema termina contribuindo para criar mais desordem e desencanto por parte do público. Eu, pessoalmente, quero fazer neste momento um cinema que sirva para encontrar saídas aos problemas das pessoas.
E falando de cinema latino-americano, você considera que existe realmente um cinema latino, mais além do sentido geográfico?
O cinema é uma linguagem universal. A gramática e o vocabulário terminam sendo os mesmos em qualquer parte, mas o que é diferente são os conflitos e os valores de cada lugar. Tem histórias que só me parecem possíveis na América Latina, mas dentro do subcontinente existem diferenças também. É por isso que estamos fazendo agora a versão brasileira de Entre sábanas, com atores [Reynaldo Gianechinni e Paola Rivera] e diálogo brasileiros. Vai se chamar Entre lençóis.
Por Camila Moraes
Foto: Gustavo Nieto Roa com a atriz mexicana Karina Mora, protagonista de Entre sábanas. |
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Terça, 29 de Abril de 2008
Entrevista: Gustavo Nieto Roa habla sobre Entre sábanas y cine para el gran público
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Si por un lado, el cine latinoamericano es todavía una industria en proceso de construcción, por otro, Latinoamérica no deja de ser un espacio cinematográfico donde hay directores con larga experiencia en la industria. Ese es el caso, por ejemplo, de Gustavo Nieto Roa, realizador de algunas de las películas más taquilleras del cine colombiano, además de productor internacional, que actúa también en países como Estados Unidos, México y Brasil.
Como cineasta, Nieto Roa ha trabajado con más intensidad en las décadas de 70 y 80, cuando produjo cintas muy exitosas con el público, como Colombian connection (1978), El taxista millonario (1979) y Caín (1984). En los años siguientes, desilusionado con las dificultades que se presentaban en Colombia para la producción de sus películas, decidió dedicarse a otras actividades, muchas de las cuales emprendió fuera de su país – abriendo, por ejemplo, una empresa de doblaje y subtítulos para cine y televisión en Brasil, la Centauro Comunicações, hoy una de las más grandes del país.
Pero las cosas cambiaron y, este año, la realización cinematográfica se le volvió a antojar. La película que marca el retorno de Nieto Roa a las grandes producciones latinoamericanas es la colombiana Entre sábanas, que se estrenó en Colombia el 4 de abril, una vez más, con muy buena recepción del público. ¿El tema? Uno que a Gustavo le llama la atención, por el carácter universal que tiene y que es el mismo que busca alcanzar en su trabajo: el sexo.
A continuación, más sobre Entre sábanas y sobre el trabajo de Gustavo Nieto Roa en entrevista exclusiva para La Latina y LatAm Cinema con el director.
¿Cómo surgió la idea para tu película más reciente, Entre sábanas?
Entre sábanas es la historia de una pareja de desconocidos que pasa la noche en un hotel. La idea de hacerla surgió escuchando a mujeres jóvenes que me hablaban de sus experiencias con sus novios y de cómo quisieran tener igualdad con los hombres en términos sexuales.
¿Es un proyecto dirigido al público colombiano?
Yo quería una historia universal, que no estuviera sujeta a la tradicional problemática colombiana (guerrilla, paramilitarismo, problemas sociales etc). Y creo que es lo que tenemos, por tratarse de un tema universal. De pronto, sí, hay una identificación especial del público colombiano con la película. Pero eso también pasa con los mexicanos.
¿Y cómo está siendo la recepción?
Muy buena… He escuchado muchos comentarios, sobre todo de mujeres, y también críticas muy positivas en los principales periódicos colombianos. Al contrario del 99% de las películas, esa está creciendo en número de espectadores a cada semana. Estrenamos en 35 salas, y el público fue de 20 mil espectadores el primer fin de semana y de 25 mil el segundo.
El guionista, René Belmonte, es brasileño. ¿Como se dio esta colaboración entre ustedes?
Nos hicimos amigos en Brasil, cuando yo produje la película Sexo con amor, que es brasileña, allá. Trabajamos juntos también en otras ocasiones. Ahora, con Entre sábanas, hicimos también una versión brasileña del mismo guión, que inclusive ya se volvió libro. En seguida, vendrá la versión norte-americana.
La prensa ha hablado recientemente de una queja del realizador chileno Matías Bize, director de En la cama, por las semejanzas que hay entre tu película y la de él, que es anterior. ¿Hay de hecho algún problema en este sentido?
Sí. Matías está furioso, porque no hice un remake de su película, que también muestra a una pareja que pasa una noche en un hotel. El hecho es que estuvimos hablando durante algún tiempo sobre la posibilidad de distribuir su película o de hacer un versión colombiana, pero no llegamos nunca a un acuerdo. Entonces, decidí hacer mi propio proyecto con un enfoque diferente. Todo absolutamente diferente. En fin, ¿cuántas historias de amor no se ha hecho hasta ahora? Lo que importa es la forma como uno las cuenta.
¿Qué opinas sobre la actual fase del cine colombiano en términos de realización y de estímulos a la producción?
Es un momento muy positivo. El gobierno ha instaurado una ley de cine muy parecida a la de otros países, donde hoy ya se cosechan los resultados de los estímulos estatales. Creo que hemos llegado a un punto, como naciones, en que el cine es algo muy importante. Debemos apoyarlo y promoverlo. El problema, como lo veo yo, es que la mayoría de los cineastas muchas veces quiere exaltar lo negativo. Siendo el audiovisual un lenguaje tan poderoso, este tipo de cine termina contribuyendo para crear más desorden y desencanto por parte del público. Yo, personalmente, lo que quiero hacer en este momento y siempre es un cine que sirva para encontrar salidas a las problemáticas de la gente.
Y hablando de cine latinoamericano… ¿Consideras que hay de hecho un cine latinoamericano más allá del marco geográfico? ¿Con cuáles directores tienes más afinidades?
El cine es un lenguaje universal. La gramática y el vocabulario terminan siendo los mismos en cualquier parte, pero lo que es diferente son los conflictos y los valores de cada lugar. Hay historias que sólo me parecen posibles en América Latina, pero igual dentro del continente hay diferencias. Y es por eso que estamos haciendo ahora la versión brasileña de Entre sábanas, por ejemplo.
Por Camila Moraes
Foto: Gustavo Nieto Roa al lado de la actriz mexicana Karina Mora, protagonista de Entre sábanas. |
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Segunda, 28 de Abril de 2008
Luz silenciosa estréia comercialmente no Brasil
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O longa do mexicano Carlos Reygadas, que começou ganhando prêmios em Cannes-2007 e venceu três troféus Mucuripe na recente 18ª edição do Cine Ceará nas categorias de melhor diretor, melhor fotografia e melhor som, será distribuído no país pela Imovision, com estréia prevista para 09.05. Bastante autoral, como os filmes anteriores de Reygadas, o filme lança o olhar sobre os Menonitas no México, protestantes vindos da Europa no século passado, que defendem o pacifismo radical e a rejeição ao progresso. Nesse cenário, um membro da comunidade, Johan, casado e pai de seis filhos, se apaixona por outra mulher.
Outro participante do 18º Cine Ceará a ser distribuído nos cinemas nacionais pela Imovision é o brasileiro Nossa vida não cabe num Opala, de Reinaldo Pinheiro, previsto para chegar em junho. Adaptado do texto de Mário Bortolotto, Nossa vida não vale um Chevrolet (prêmio Shell em 2000), o filme acompanha um patriarca de classe média baixa paulistana, recém-falecido, que, sem se dar conta de sua morte, assiste ao desmantelamento familiar e à luta pela sobrevivência de seus quatro filhos. |
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Segunda, 28 de Abril de 2008
Cannes 2008: quatro diretores latinos na Quinzena de Realizadores
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Já foi definida a seleção da Quinzena de Realizadores, mostra que acontece paralelamente ao Festival de Cannes e que esse ano celebra sua 40ª edição. Foram selecionados 22 filmes, dos quais 12 são franceses (incluindo co-produções).
Nesta seção, assim como na competição oficial, também é boa a representação latina. Foram selecionadas quatro co-produções de diretores latino-americanos: Acne (Uruguai, Argentina, Espanha e México), do uruguaio Federico Veiroj, o já mencionado Liverpool (Argentina, França, Holanda, Espanha e Alemanha), do argentino Lisandro Alonso (Argentina, Francia e Alemanha), Salamandra, do argentino Pablo Aguero, e Tony Manero (Chile e Brasil), do chileno Pablo Larraín.
Para ver a seleção completa, visite o site oficial da Quinzena: www.quinzaine-realisateurs.com. |
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Sexta, 25 de Abril de 2008
AIC põe palestras legais na rede
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Em São Paulo, a AIC (Academia Internacional de Cinema) é um dos espaços mais dedicados a convidar personalidades do cinema latino para palestras e outros tipos de conversa com gente interessada em audiovisual. Da Argentina, Rodrigo Moreno já deu workshop de direção e Lucrecia Martel já falou sobre seus dois primeiros filmes. Essa última, por sinal, foi gravada em vídeo – o qual está agora em parte disponível na página da escola no You Tube. Junto com este, estão também trabalhos de estudantes e, segundo anuncia a escola, estarão futuras palestras de gente tão bacana como Lucrecia. Vale a pena checar o material: www.youtube.com/aicinema.
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Quinta, 24 de Abril de 2008
Cannes 2008: competição oficial tem dois argentinos e um brasileiro
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Mesmo sem a esperada inclusão de Blindness (que seria latina só indiretamente) em nenhuma das categorias de Cannes, o festival francês, um dos mais importantes do mundo, abriu um importante espaço para o cinema latino dentro de sua 61ª edição, que acontece de 14 a 25 de maio. A seleção, que saiu ontem, 23.04, inclui na competição oficial, nada mais, nada menos, que dois filmes argentinos e um brasileiro - além da esperada cine-biografia de Steven Sodebergh sobre o Che Guevara, tema latino-americano por excelência.
São eles os novos trabalhos dos argentinos Lucrecia Martel (foto), dos elogiadíssimos O pântano e A menina santa, e Pablo Trapero, de Mundo grua, Do outro lado da lei (El buonaerense), A família rodante e Nascido e criado: A mulher sem cabeça e Leonera, respectivamente. Do Brasil, comparecem Walter Salles e Daniela Thomas com Linha de passe, uma espécie de road movie urbano, que substituiu Blindness dentro das expectativas gerais prévias à seleção.
Mas isso não é tudo. Tem ainda a importante seção "Un certain regard", dedicada a novos talentos, que traz mais um brasileiro, o ator Matheus Nachtergaele, com sua estréia detrás das câmaras, entitulada A festa da menina morta, e também um mexicano, Amat Escalante, com seu Los bastardos. Já nas Sessões de Meia-Noite participa outro filme de temática latina, mas que é uma co-produção entre França e Espanha: o documentário Maradona, do diretor Emir Kusturica, de Sarajevo. E, como já foi dito neste blog, haverá também a estréia paralela de Liverpool, o novo filme do argentino Lisandro Alonso, já exibido no BAFICI. No júri, presidido esta vez pelo ator Sean Penn, estará, por exemplo, o mexicano Alfonso Cuarón.
Já dentro da Semana Internacional da Crítica, que acontece de 15 a 23.05 em paralelo, está o longa La sangre brota, do argentino Pablo Fendrik, e os curtas brasileiros Areia, de Caetano Gotardo, que dividirá as honras da cerimônia de abertura com Les sept jours, filme franco-israelense de Ronit e Shlomi Elkabetz, e A espera, de Fernanda Teixeira, além do mexicano Desierto adentro, de Rodrigo Plá (diretor de La zona), que participa do encerramento, e I hear your scream, de Pablo Lamar, uma co-produção Argentina-Paraguai.
Outros filmes muito aguardados, entre os grandes, são Le Silence de Lorna, de Jean-Pierre e Luc Dardenne, Changeling, de Clint Eastwood, e The Palermo shooting, de Wim Wenders – todos na seleção oficial. Fora de competição, serão exibidos o novo trabalho de Woody Allen, Vick Cristina Barcelona, considerado seu filme mais sensual em muito tempo, e Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, a continuação da saga de Indiana Jones por Steven Spielberg.
Pelo jeito, com Blindness ou sem, haverá muito o que comentar sobre Cannes-2008. Aguardem! |
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Quarta, 23 de Abril de 2008
Debate sobre Cidade dos Homens na Casa do Saber
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Falar da importância de Cidade de Deus para o cinema brasileiro, por sua inovação na tradição cinematográfica do país e pela influência que exerceu sobre outras cinematografias, é coisa para mais de uma conferência. Mas, sem dúvida, parte da discussão é o lançamento de um sub-produto seu, o filme Cidade dos homens, seis anos mais tarde.
Por isso, para quem se interessar, a Casa do Saber Jardins organizou com a O2, em São Paulo, para esta sexta-feira, 25.02, uma exibição seguida de debate, com a participação do diretor Paulo Morelli, do criador da trilha sonora Antonio Pinto, e do montador Daniel Rezende. As inscrições são gratuitas, através do telefone: (11) 3707-8900.
Mais informações no site da instituição: www.casadosaber.com.br. |
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Terça, 22 de Abril de 2008
Primeiras notícias de Cannes-2008: Liverpool, de Alonso, estréia "oficialmente”
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E começa a contagem regressiva para as novidades de Cannes este ano. Se já contamos com o cartaz (foto), criado por Pierre Collier e inspirado no trabalho de David Lynch, ainda nos falta a programação oficial, que será divulgada na próxima quinta-feira, dia 23.04. Como já comentamos nesse blog, são altas as expectativas em relação ao cinema brasileiro e latino em geral nesta edição. Veremos em que medida o sonho se torna realidade (acompanhem por aqui).
Em todo caso, uma boa notícia latina já é fato: o novo filme do argentino Lisandro Alonso, Liverpool, será apresentado oficialmente no festival francês – apesar de ter rolado uma única seção de apresentação no BAFICI, em Buenos Aires, que terminou domingo passado.
Por pedido expresso do diretor argentino, autor dos elogiados La libertad, Los muertos e Fantasma, os presentes não podem comentar ou publicar nada a respeito até Cannes para não ferir os sentimentos do festival, mas o fato é que o Portal del Cine y Audiovisual Latinoamericano y Caribeño terminou dando algumas dicas sobre o filme. Entre elas, está que “Liverpool é tão virtuosa e fascinante como seus filmes anteriores e que se pode dizer que resulta menos experimental, já que tem uma narração algo mais clássica, planos-sequência menos longos, mais cortes de montagem, mais diálogos e uma trama argumental (escrita a quatro mãos com Salvador Roselli) bastante mais complexa”.
Tem também a sinopse: “O filme narra a história de Farrel (Juan Fernández), um marinheiro alcoólico que regressa a bordo de um barco à sua Ushuaia natal, depois de muitos anos de ausência. Sua idéia é ficar apenas alguns dias no lugar para ver se sua mãe está viva. Em uma cidadezinha afastada e cheia de neve (as filmagens aconteceram em pleno inverno) descobre que a senhora, já muito doente, vive com uma menina ligeiramente incapacitada”. Para completar, sabemos que a câmera é de Lucio Bonelli, o som, de Catriel Vildosola, e a música, de Flormaleva.
E no que diz respeito a Cannes, ainda falta dizer que já se anunciou uma versão restaurada do filme Lola Montès, de Marcel Ophüls (1955), para a abertura do espaço “Cannes Clássicos”, que este ano fará uma homenagem a este cineasta, falecido em 1957.
Por Camila Moraes |
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Segunda, 21 de Abril de 2008
Postales de Leningrado vence a 18ª edição do Cine Ceará
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Com um público menos animado que em anos anteriores, terminou no último dia 17.04, quinta-feira, a 18 ª edição do Cine Ceará. Quem levou o principal troféu, o Mucuripe, destinado ao melhor longa de ficção ibero-americanos, foi Postales de Leningrado, da venezuelana Mariana Rondón.
Bastante premiado em outras competições, o filme – contado através do olhar da filha ainda criança de uma jovem guerrilheira na Venezuela dos anos 70, superou títulos importantes como o mexicano Luz silenciosa – que teve pouca acolhida do público do evento, mas terminou levando o prêmio de melhor direção para Carlos Reygadas e o de melhor fotografia para Aléxis Sabé.
O júri oficial, presidido por Eva Piwowarski e formado por Rodrigo Díaz Ibarra (Chile), Antonio Urano (Brasil), Zita Marina Morriña Atia (Cuba) e Alfonso Zarauza (Espanha), concedeu outros oito prêmios, dos quais três foram para produções brasileiras: melhor roteiro para Di Moretti por Nossa vida não cabe num opala, melhor trilha sonora para Wagner Tiso por Os desafinados e melhor direção de arte para Lana Patrícia por O grão.
Entre os curtas, analisados por outro jurado, quem ganhou foi Antonio pode, de Ivan Morales, de São Paulo. Para conferir os resultados na íntegra, dê uma olhada no site oficial: www.cineceara.com.br. |
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Segunda, 21 de Abril de 2008
BAFICI 2008: principais prêmios vão para documentários
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Aparentemente foram muitos os tropeços na organização da 10ª edição do BAFICI, porém o festival argentino continua representando um bom panorama de filmes nacionais e estrangeiros independentes – afirmam seus freqüentadores. O evento começou dia 08.04 e terminou neste domingo, 20.04, depois de exibir 435 produções a um público recorde de cerca de 200 mil pessoas.
O documentário mexicano Intimidades de Shakespeare e Victor Hugo (foto), primeiro filme da jovem Yulene Olaizola, de 25 anos, foi quem levou o prêmio máximo dentro da seleção internacional. Sua história gira em torno a uma entrevista realizada por uma neta a sua avó, proprietária de uma pensão no Distrito Federal e testemunha de um crime. Já na seleção argentina, o ganhador foi outro documentário: Unidad 25, de Alejo Hoijman, “por seu bom desenvolvimento de uma narrativa clássica sobre a condição social”, segundo anunciou o jurado.
Entre os destaques do evento, estavam estréias argentinas como Liverpool, de Lisandro Alonso, e Los paranoicos, de Gabriel Medina, com Daniel Hendler (protagonista dos três últimos filmes de Daniel Burman) no elenco. Bastante comentado foi também o chileno El cielo, la tierra y la lluvia, previamente anunciado para mais de um prêmio, mas que voltou para casa sem nada.
Veja um teaser de Unidad 25 abaixo e, para saber mais dos resultados do BAFICI, visite o site oficial do evento.
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Quinta, 17 de Abril de 2008
Festival latino na Alemanha homenageia Peru
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A conexão da Alemanha com o cinema latino anda rendendo mais e mais frutos. Depois de Bremen ter sido declarada a capital do cinema colombiano em 2008, cinco cidades alemãs abrem suas portas à 15ª edição do Festival CineLatino, que este ano tem o Peru como convidado especial.
A mostra competitiva, que começou hoje, em Tübingen, e termina dia 30 deste mês, em Freiburg, selecionou mais de 50 filmes latino-americanos e espanhóis, incluindo sete títulos em branco e preto. Em destaque, há uma retrospectiva da obra de José Luis Guerín e uma mostra de cineastas mulheres catalãs, além de uma mostra especial peruana, que conta com três documentários (Encuentro de hombrecitos, Sueños lejanos e Tambogrande) e três longas de ficção (Mariposa negra, Días de Santiago e Madeinusa), todos já bastante celebrados em outros festivais. Já da seleção oficial, participam títulos como o brasileiro A casa de Alice, o equatoriano Qué tan lejos e o peruano La prueba.
Seguem as datas, para que estiver por lá:
Tübingen: 16 - 23 abril.
Stuttgart: 17 - 27 abril.
Heidelberg: 17 - 27 abril.
Frankfurt: 18 a 27 abril.
Freiburg: 23 a 30 abril.
Mais informações no site oficial: www.filmtage-tuebingen.de/latino/index.htm. |
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Terça, 15 de Abril de 2008
Lleida, na Espanha: mais uma capital para o cinema latino
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Não são poucos os festivais de cinema latino, e a Espanha é um dos países que mais concentra mostras dedicadas às cinematografias que vão do México à Argentina. Na agenda espanhola por esses dias, está rolando a 14ª edição da Muestra de Cine Latinoamericano de Lleida, no noroeste do país, que começou na última sexta-feira, dia 11.04, e encerra no próximo dia 18. A abertura foi do filme brasileiro e vencedor de Berlim em fevereiro Tropa de elite, de José Padilha, e a Argentina é o país convidado deste ano.
Serão exibidos 125 longas, em um recorde de títulos (12 em competição oficial) e países participantes (18, entre os quais 11 são latinos). Uma das seções especiais está dedicada ao cinema colombiano emergente, com os principais títulos da retomada colombiana desde a criação da lei nacional de cinema no país, em 2003.
Alguns dos filmes programados são: Naranjo en flor (Espanha/Argentina), El baño del Papa (Brasil/Uruguai/França), El brindis (Chile), Más que un hombre (Argentina), Matar a todos (Uruguai), Una sombra al frente (Peru), Casa de remolienda (Chile), El otro (Argentina), Las vidas posibles (Argentina), No mires para abajo (Argentina) e Párpados azules (México).
Também será recordada a figura do ator, diretor, roteirista e escritor Fernando Fernán-Gómez, que faleceu em 2006 aos 86 anos, com uma retrospectiva de seus trabalhos e a projeção do documentário sobre sua vida La silla de Fernando, de David Trueba. Entre as novidades desta edição, a organização destaca a seção “Carrer de cine”, uma coleção de esculturas de Joaquín Ureña.
Mais informações no site oficial: www.mostradelleida.com. |
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| Nome: | al | | Data: | 16/04/2008 | | Contato: | alberto.ramos@gmail.com | | Comentário: | Te espero en la 15ª edición. ;-) | | | | |
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Segunda, 14 de Abril de 2008
Café com leite estréia na Cinemateca
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A Cinemateca Brasileira de São Paulo anuncia para esta quarta-feira, 16.04, a pré-estréia com entrada grátis de Café com leite, o curta brasileiro que levou o Urso de Cristal no 58º Festival Internacional de Cinema de Berlim (Programa Generation 14 plus). Realizado através da Lei Rouanet, com patrocínio da Petrobras e da Lupo, Café com leite foi rodado em São Paulo por uma equipe de jovens realizadores (veja a sinopsis abaixo).
Essa iniciativa é uma prova da crescente importância do curta metragem no cenário cinematográfico brasileiro. Apesar, claro, do espaço praticamente inexistente dado ao curta na programação comercial no país. Por que não se cria, como em Bogotá, Colômbia, um espaço semanal dedicado ao formato? A saber, o In Vitro Visual.
Mais sobre Café com Leite na Latina aqui. E o site oficial aqui.
SALA CINEMATECA/BNDES
Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Mariana
Outras informações: (11) 3512-6111, ramal 215
PROGRAMAÇÃO: dia 16.04 às 20h30 e às 21h
Café com leite, de Daniel Ribeiro
(São Paulo, 2007, 35mm, cor, 18’)
Com Daniel Tavares, Eduardo Melo e Diego Torraca.
Acompanha a história de um casal homossexual que tem de abandonar seus planos conjugais quando um dos parceiros é obrigado a cuidar do irmão mais novo. |
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Segunda, 14 de Abril de 2008
Tudo sobre o cinema dominicano
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Se até bem pouco tempo buscar informações sobre cinema latino e latinidades em geral na Internet era tarefa de guerreiro virtual, hoje podemos dizer que o vento anda soprando a favor de quem se interessa pela cultura latino-americana na web.
Um dos sinais para afirmá-lo sem maiores dúvidas é que acaba de ser anunciado o lançamento de um site especializado em cinema dominicano. Para quem quiser saber, de história da cinematografia local até críticas de filmes dominicanos, basta clicar: www.cinemadominicano.com.
A iniciativa é do crítico de cinema e cineasta Félix Manuel Lora, quem em seu editorial destes dias fala dos “Dominicanos en las artes” e comenta vitórias isoladas de artistas de seu país que representam um estímulo a toda República Dominicana. Nada mais latino, não?
Visitem e aproveitem!
Foto: cena do filme Cochochi, da dominicana Laura Amelia Guzmán Conde, que acaba de conseguir o prêmio Coup de couer da 20ª edição dos Encontros de Cinama da América Latina de Toulouse, além do prêmio dado pela Fipresci a melhor obra prima. |
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Quinta, 10 de Abril de 2008
Arrancou mais um Cine Ceará
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Brasileiros ávidos por cinema nacional e por filmes dos países vizinhos já estão engatados na 18ª edição do Cine Ceará, que começou nesta quinta-feira, dia 10, e em 2008 celebra seu terceiro ano com seleção ibero-americana. São 10 os títulos da competição oficial, incluindo quatro brasileiros (já presentes em outros festivais), como Nossa vida não cabe num Opala, de Reinaldo Pinheiro, e Os desafinados, de Walter Lima Jr. Boas surpresas são as participações do Peru, com Tambogrande (foto), de Ernesto Cabellos e Stephanie Boyd, e do Chile, com Specials circunstances, de Mariane Teleki e Hector Salgado. Já Postales de Leningrado, da venezuelana Mariana Rondón, e Luz silenciosa, do mexicano Carlos Reygadas, são dois longas bastante premiados e com longo caminho em outras premiações recentes.
A boa surpresa este ano é a presença do veterano diretor argentino Fernando Birri, criador da escola documental de Santa Fé e autor do essencial documentário Tire dié, que apresentará seu novo filme – Friulana, realizado na região italiana do Friuli, terra dos seus avós. Birri aproveita a ocasião para lançar seu livro "O alquimista democrático", que sai agora em tradução brasileira.
Na programação de curtas, são 18 os concorrentes – todos brasileiros. E tem atividade paralela, como sempre, com destaque para dois seminários: "Nordeste, Cangaço e Cinema", sob coordenação do professor e filósofo Daniel Lins, e um novo debate sobre a TV pública, com a presença de Orlando Senna (cineasta e diretor-geral da TV Brasil) e Leopoldo Nunes (diretor de conteúdo da TV Brasil), além de Paulo Rufino, presidente do Congresso Brasileiro de Cinema. Os atores José Dumont (Narradores de Javé), paraibano, e o cubano Jorge Perugorría (La noche de los inocentes), para terminar, são os homenageados da vez.
O evento encerra dia 17, próxima quinta, com exibição da cópia restaurada de O dragão da maldade contra o Santo Guerreiro, filme de Glauber Rocha que ficou muito conhecido no exterior e que valeu ao cineasta o prêmio de melhor direção em Cannes em 1969. Imperdível.
Saiba mais no site oficial do Cine Ceará.
E, aqui, a lista dos filmes em competição:
Nossa vida não cabe num Opala, de Reinaldo Pinheiro (Brasil)
Specials circunstances, de Mariane Teleki e Hector Salgado (Chile/EUA)
Vete de mí, de Victor García Leon (Espanha)
Postales de Leningrado, de Marian Rondon (Venezuela)
Falsa loura, de Carlos Reichenbach (Brasil)
O grão, de Petrus Cariry (Brasil)
Tambogrande, de Ernesto Cabellos e Stephanie Boyd (Peru)
Luz silenciosa, de Carlos Reygadas (México/França/Holanda)
Os desafinados, de Walter Lima Jr. (Brasil)
Las vidas posibles, de Sandra Gugliotta (Argentina)
Por Camila Moraes |
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Segunda, 07 de Abril de 2008
Pan-Cinema permanente e Cosmonauta Polyakov: os ganhadores do "É tudo verdade”
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Terminou, neste fim de semana, a 13ª edição do festival brasileiro de documentários “É Tudo Verdade”. Quem levou, entre os competidores brasileiros, foi Pan-Cinema permanente, filme de Carlos Nader que fala sobre a obra do poeta e compositor baiano Waly Salomão, parceiro dos músicos tropicalistas. A obra conta com material inédito filmado por Salomão, além de entrevistas e imagens de arquivo.
Na seção internacional, ganhou Cosmonauta Polyakov, da diretora Dana Ranga, sobre o astronauta russo Valery Polyakov - detentor do recorde de permanência no espaço. Já entre os curtas, saíram vencedores Remo Usai - Um músico para o cinema, do brasileiro Bernardo Uzeda, e Apenas um odor (Merely a smell), de Maher Abi Samra, do Líbano.
O júri internacional do “É Tudo Verdade”, que exibiu 137 filmes no total, foi formado pela curadora dinamarquesa Anne Marie Kurstein, pela cineasta alemã Inês Thomsen e pelo diretor brasileiro Walter Carvalho. Já o júri brasileiro foi constituído pelo cineasta Renato Barbieri, pela montadora Vânia Debs e pela historiadora Beatriz Kushnir.
A partir da próxima quinta-feira, dia 10.04, o festival continua em Bauru, no interior de São Paulo. Depois, no dia 14, abre em Brasília, onde fica até o dia 20. Vai a Recife, entre os próximos dias 17 e 20; e Caxias do Sul (RS), entre os dias 24 e 27.
Saiba mais no site oficial do evento. |
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Sexta, 04 de Abril de 2008
Finalmente, algo de Blindness
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Para quienes se cansaron de visitar sin éxito el blog del director brasileño Fernando Meirelles en busca de novedades sobre su nueva película, Blindness, una buena noticia: el trailer ya está disponible en internet (vean arriba).
El resultado de la adaptación cinematográfica de “Ensayo sobre la ceguera”, de José Saramago, por lo que se ve en esta pequeña muestra, es, como había de esperarse, una ceguera blanca. Las imágenes son bastante claras, y “algo” que se puede definir como la sensación de caos transmitida por la historia trae recuerdos de la película Children of men, que de paso cuenta con la misma Juliane Moore –protagonista de Blindness– en el reparto.
Hay poco más que el mismo trailer circulando en internet en este momento. Así que, para saber más en los próximos días, una salida es acompañar la página oficial de la película, ya disponible.
Por Antonia Kee |
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Sexta, 04 de Abril de 2008
Finalmente, algo de Blindness
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Para quem cansou de visitar o blog do diretor Fernando Meirelles sobre a produção de Blindness para ler novidades a respeito sem sucesso, um respiro: o trailer do filme, que finalmente terá concluída a etapa de edição, já está disponível na internet (veja acima).
O resultado da adaptação cinematográfica de "Ensaio sobre a cegueira", de José Saramago, pelo que demonstra essa pequena parte do longa, é, como era de se esperar, uma cegueira branca. As imagens são bastante claras, e "algo" que se pode definir como a sensação de caos transmitida pela história faz lembrar o filme Filhos da esperança (Children of men), com a mesma Juliane Moore – protagonista de Blindness – no elenco.
Há pouco mais que o próprio trailer circulando pela internet neste momento. Para saber mais nos próximos dias, uma saída é acompanhar o site oficial, já online.
Por Antonia Kee |
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Quinta, 03 de Abril de 2008
Ditadura é tema de produção entre Argentina, Chile e Uruguai
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Matar a todos, filme que aborda a “Operação Condor” – campanha de várias ditaduras sul-americanas nos anos 70 e 80 –, é uma produção tripla entre Argentina, Chile e Uruguai que oscila entre o documentário e a ficção. Dirigido pelo jornalista uruguaio Esteban Schroeder (El viñedo), trata-se do primeiro projeto fílmico apresentado aos ministérios de Cultura e Educação dos três países envolvidos em caráter de “interesse nacional”. Segundo a ministra de Educação e Cultura do Uruguai, é um ato de “amizade entre territórios que sofreram ditaduras e foram vítimas na mesma época de violência”.
O filme analisa o assassinato cometido no Uruguai de Eugenio Berríos, químico e agente da Direção de Inteligência Nacional (DINA), a polícia secreta de Augusto Pinochet. Schroeder disse que “faz falta escutar esse relato. É um filme que hoje é possível, porque há um novo contexto político de revisão histórica”, em referência, sem dúvida, aos processos judiciais que resgataram do esquecimento os atropelos de regimes que violaram sistematicamente os direitos humanos na região, como os de Pinochet e Fujimori, entre outros.
Realizado com apoios de programas como Ibermedia, Corfo e o Laboratório de Roteiros de Sundance, a obra ganhou prêmios ano passado nos festivais de Biarritz e Pantalla Pinamar e participou da seleção oficial de San Sebastián. Um resgate importante para a história do subcontinente.
Veja o trailer acima.
(Via Cinencuentro) |
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Terça, 01 de Abril de 2008
O novo blog de Almodóvar
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Fernando Meirelles não é mais o único bom diretor a compartir as felicidades e complicações de seu mais novo projeto (Blindness) em um blog. O outro mestre do cinema mundial – com o qual o cinema latino mantém uma conversa bem próxima – que aderiu à idéia é Pedro Almodóvar, especialmente para contar como anda a produção de Los abrazos rotos, filme que também será protagonizado por Penélope Cruz, como seu anterior, Volver.
Vale lembrar que Almodóvar é novo no assunto dos blogs, mas sempre gostou de compartir notas (deliciosas de ler) sobre seu trabalho. As que anda escrevendo sobre Los abrazos rotos incluem comentários sobre roteiro, fotos sobre ensaios e outros encontros de trabalho e, futuramente (pelo que parece, porque por agora o link está desativado) vídeos. E o melhor é que há três versões: em inglês, em espanhol e em francês.
Segundo o diretor espanhol, Los abrazos rotos é o roteiro mais longo que já escreveu. Ambientada no contexto dos film noir dos anos 50, a história “não vai ser uma comédia, ainda que o humor esteja presente”. No casting, além de Penélope, estarão também Blanca Portillo e Luis Homar.
Confira o blog de Almodóvar.
Foto: uma das imagens publicadas no blog de Almodóvar. O crédito diz “invitación del Baile de la Rosa”. |
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