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Quarta, 28 de Maio de 2008
Entrevista: Clara María Ochoa e o boom novo cinema colombiano |
Produzir bem, para produzir sempre. Assim é como Clara María Ochoa, um dos principais personagens por trás dos filmes de maior bilheteria do recente (e ainda vigente) boom do novo cinema colombiano, vê seu trabalho como produtora dentro de uma indústria nascente como a da Colômbia.
Nascida em Cali, cidade que deixou para estudar Comunicação Social em Bogotá, e com especialização em cinema e televisão na Espanha e na Itália, Clara María começou trabalhando em televisão, onde produziu o primeiro programa colombiano a cores. Nos anos 80, começou a se dedicar aos longas-metragens, sua verdadeira paixão, passando a acompanhar de perto os altos e baixos da indústria cinematográfica do seu país.
Em 1998, fundou sua própria produtora de cinema, a CMO Producciones, e entrou com tudo no negócio cinematográfico “apostando em organização e produção constantes”. O resultado de seu esforço são longas como Soñar no cuesta nada, que fez 1,2 milhões de espectadores somente na Colômbia, Rosario Tijeras, com 1,05 milhões de espectadores, Esto huele mal, com mais de 420 mil espectadores.
Entre os próximos projetos da empresa, está uma nova adaptação de um dos livros do Nobel colombiano, Gabriel García Márquez. Trata-se de Del amor y otros demonios, história da qual Clara María espera tirar o Amorres perros ou o Cidade de Deus colombiano.
Em seguida, a entrevista exclusiva de Clara María Ochoa para La Latina e LatAm Cinema.
Seu nome, como produtora de cinema, está atrás dos filmes colombianos de maior sucesso nos últimos anos. A que se deve isso?
Esses sucessos surgiram com muito trabalho e muita persistência. Na CMO, buscamos ser muito organizados, principalmente com dinheiro, e produzimos constantemente. Além disso, acredito ter desenvolvido um sexto sentido para escolher tópicos e temas que agradam o público colombiano.
O que diz seu sexto sentido? Em outras palavras, qual é a fórmula para realizar um filme de sucesso na Colômbia?
Não tem fórmula. Para mim, é algo realmente instintivo. Em relação aos temas, o que a CMO quer é fazer um tipo de cinema que possa combinar o lado artístico com o comercial, para poder entreter o público e questionar-lo ao mesmo tempo. Já em termos de distribuição e exibição, por exemplo, tampouco há números exatos de cópias, salas ou tempo em cartaz que garantam o sucesso. Se as pessoas gostam do filme, ele fica em cartaz por várias semanas e faz seus espectadores. Em outras palavras, cada caso é um caso.
Qual é, na sua opinião, a importância da lei nacional de cinema, criada na Colômbia em 2003, para o atual boom?
A lei de cinema conseguiu que investidores privados se animassem a apoiar filmes colombianos, o que, em minha opinião, é fundamental para o desenvolvimento da indústria. O importante agora é fazer filmes que conquistem o público, para que estes investidores não desapareçam, senão que voltem a investir em cinema. É necessário alcançar uma produção permanente para então começar a realizar projetos mais arriscados.
Mas você concorda em que a Colômbia vive um boom cinematográfico ou acha que essa opinião é na verdade apressada e otimista?
Espero que não seja somente um boom. De todo jeito, eu sim acredito que há um aumento da produção e, melhor que isso, uma preferência crescente do público colombiano por filmes nacionais. Os números dizem. Mas vão a sobreviver os que tenham conseguido desenhar uma produtora que tenha como objetivo desenvolver uma indústria. Neste sentido, acho que vai acontecer um processo natural de ajustes.
Que papel exerce o produtor no desenvolvimento da indústria?
O produtor deve ser organizado e ter controle dos processos para poder produzir sempre. Para isso, é importante que esteja em todas as fases do projeto, participando também da parte criativa.
Que importância têm as co-produções para o cinema colombiano e, em geral, para o cinema latino? Por que existem tão poucas co-produções, por exemplo, entre Colômbia e Espanha, que costuma apoiar filmes latino-americanos?
As co-produções são importantes principalmente na formação de um público latino-americano. É necessário que o cinema latino comece a se abrir através de projetos realizados entre os países, assim o público vai aceitando os filmes como seus, a medida que se criam também mais vias de distribuição e exibição nestes países. No caso da Espanha, a Argentina é que melhor aproveitou os estímulos espanhóis, ocupando a maior parte desse espaço. Mas essa realidade já está se abrindo.
Há co-produções nos próximos projetos da CMO?
Sim. Depois de lançar nosso próximo filme, Del amor y de otros demonios, que é uma adaptação do livro de Gabriel García Márquez, lançaremos Espérame en el cielo, capitán, que é uma co-produção com Porto Rico e Brasil. E tem mais projetos ainda em desenvolvimento, muitos deles co-produções.
Falando de Del amor y otros demonios. Em peral, as adaptações cinematográficas das obras de García Márquez foram duramente criticadas, como é o caso recente de O amor nos tempos do cólera. O que a estimulou a trabalhar em uma nova adaptação do Nobel colombiano e o que você espera do filme?
Del amor y otros demonios é um livro muito cinematográfico. Aí não tem realismo mágico, que é o difícil de adaptar. O que fizemos foi um filme autêntico, autóctone, sem pretensão. Para personagens espanhóis, escolhemos atores espanhóis e, para personagens colombianos, atores colombianos. Não houve concessões artísticas. E Gabriel García Márquez gostou do roteiro. Ponho fé que esse filme seja o Amores perros ou o Cidade de Deus colombiano.
Por Camila Moraes |
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Quarta, 28 de Maio de 2008
Entrevista: Clara María Ochoa
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Producir bien, para producir siempre. Así es como Clara María Ochoa, uno de los principales personajes por detrás de las películas más taquilleras del reciente (y todavía vigente) boom del nuevo cine colombiano, ve a su trabajo como productora en una industria naciente como la de Colombia.
Nacida en Cali, ciudad que dejó para estudiar Comunicación Social en Bogotá, y con especialización en cine y televisión en España y Italia, Clara María empezó trabajando en televisión, donde produjo el primer programa colombiano a color. En los años 80, empezó a dedicarse a los largometrajes, su verdadera pasión, pasando a acompañar de cerca los altibajos de la industria cinematográfica de su país.
En 1998, fundó su propia productora de cine, la CMO Producciones, y entró con todo al negocio del cine “apostando en organización y producción constantes”. El resultado de su esfuerzo son largometrajes como Soñar no cuesta nada, que hizo 1,2 millones de espectadores solamente en Colombia, Rosario Tijeras, con 1,05 millones de espectadores, Esto huele mal, con más de 420 mil espectadores.
Entre los próximos proyectos de la empresa, está una nueva adaptación del Nobel colombiano, Gabriel García Márquez. Tratase de Del amor y otros demonios, historia de la cual Clara María espera sacar la Amores perros o la Ciudad de Dios colombiana.
A continuación, lea la entrevista exclusiva a Clara María Ochoa para La Latina y LatAm Cinema.
Tu nombre, como productora de cine, está detrás de las películas colombianas más exitosas de los últimos años. ¿A qué se debe este logro?
Clara María Ochoa: Esos éxitos surgieron a punta de mucho trabajo y persistencia. En CMO, buscamos ser muy organizados, sobre todo respeto a la plata, y producimos constantemente. Además, creo haber desarrollado un sexto sentido para elegir tópicos y temáticas que agraden al público colombiano.
¿Qué dice tu sexto sentido? ¿En otras palabras, cuál es la fórmula para realizar una película de éxito en Colombia?
No hay formula. Para mí, es algo realmente instintivo. En relación a los temas, lo que CMO quiere hacer es un tipo de cine que pueda combinar lo artístico con lo comercial, para poder entretener y cuestionar al mismo tiempo. Ya en términos de distribución y exhibición, por ejemplo, tampoco hay números exactos de copias, salas o tiempo en cartelera que garanticen el éxito. Si a la gente le gusta una película, ésta queda en cartelera por varias semanas y hace sus espectadores. Es decir, cada caso es un caso.
¿Cuál es, en tu opinión, la importancia de la ley nacional de cine, creada en Colombia en el 2003, para el actual boom?
La ley de cine ha logrado que inversionistas privados se animaran a apoyar películas colombianas, lo que, en mi opinión, es fundamental para el desarrollo de la industria. Lo importante ahora es hacer películas que conquisten el público, para que estos inversionistas no se vayan, sino que vuelvan a invertir en cine. Es necesario lograr una producción permanente para después ponerse a hacer proyectos más riesgosos.
¿Pero estás de acuerdo en que Colombia vive un boom cinematográfico o crees que esta es una opinión más bien apresurada y optimista?
Espero que no sea un boom solamente. De todas maneras, yo sí creo que hay un aumento de la producción y, mejor que eso, una preferencia creciente del público colombiano por películas nacionales. Los números lo dicen. Pero van a sobrevivir los que hayan logrado diseñar una productora que tenga como objetivo desarrollar una industria. En este sentido, creo que va a haber un proceso natural de ajuste.
¿Qué rol tiene el productor en el desarrollo de la industria?
El productor debe ser organizado y tener control de los procesos para poder producir siempre. Para eso, es importante que esté en todas las fases del proyecto, participando también la parte creativa.
¿Qué importancias tienen las coproducciones para el cine colombiano y, en general, para el cine latino? ¿Por qué se han hecho tan pocas producciones, por ejemplo, entre Colombia y España, que suele apoyar películas latinoamericanas?
Las coproducciones son importantes principalmente en la formación de un público latinoamericano. Es necesario que el cine latino empiece a abrirse a través de proyectos realizados entre los países, así el público va aceptando las películas como suyas, a la medida que se crean también más vías de distribución y exhibición en estos países. En el caso de España, Argentina es quien mejor ha aprovechado los estímulos españoles, ocupando la mayor parte de este espacio. Pero esta realidad ya se está abriendo.
¿En los próximos proyectos de CMO hay coproducciones?
Sí. Después de lanzar nuestra próxima película, Del amor y otros demonios, que es una adaptación del libro de Gabriel García Márquez, lanzaremos Espérame en el cielo, capitán, que es una coproducción con Puerto Rico y Brasil. Y hay otros proyectos más todavía en desarrollo, muchos de ellos coproducciones.
Hablando de Del amor y otros demonios. Por lo general, las adaptaciones cinematográficas de las obras de Gabriel García Márquez han sido duramente criticadas, como es el caso reciente de El amor en los tiempos del cólera. ¿Qué te ha estimulado a trabajar en una nueva adaptación del Nobel colombiano y que esperas de la película?
Del amor y otros demonios es un libro muy cinematográfico. Ahí no hay realismo mágico, que es lo difícil de adaptar. Lo que hicimos fue una película auténtica, autóctona, sin pretensión. Para personajes españoles, elegimos actores españoles y, para personajes colombianos, actores colombianos. No hubo concesiones artísticas. Y a Gabriel García Márquez le gustó mucho el guión. Pongo fe que esa película sea la Amores perros o la Ciudad de Dios colombiana.
Por Camila Moraes |
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Segunda, 26 de Maio de 2008
Latinos em Cannes: muita expectativa, poucos resultados concretos
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Foi uma edição de muitas expectativas em torno do cinema latino a deste ano do Festival de Cannes. Com dois filmes brasileiros (Blindness e Linha de passe) e outros dois argentinos (Leonera e La mujer sin cabeza) na competição oficial, além de tantos outros latinos em mostras paralelas, a esperança de que o vencedor estivesse entre os “hermanos” era maior do que nunca. Mas nenhum deles levou.
Enquanto Blindness, de Fernando Meirelles, sofreu duras críticas, apesar de alguns veredictos bastante favoráveis, Linha de passe, de Walter Salles e Daniela Thomas, agradou, mas não impressionou. O mesmo aconteceu com Leonera, de Pablo Trapero, que chamou a atenção da crítica, mas não o suficiente para ficar entre os favoritos da competição. Já La mujer sin cabeza, de Lucrecia Martel, contrariando o entusiasmo prévio (o que também aconteceu com Blindness), foi bastante criticado.
Mas, ainda assim, há motivos para comemorar (além, claro, das indicações, que sem dúvida já revelam um momento importante). O prêmio de melhor atriz foi para a brasileira Sandra Corveloni (foto) por sua atuação em Linha de passe, enquanto o de melhor ator foi para Benicio Del Toro por viver Che no filme homônimo de Steven Soderbergh.
Na esfera dos curtas-metragens, O muro, do brasileiro Tião, exibido em Cannes dentro da Quinzena dos Realizadores, ganhou o prêmio Regard Neuf (Olhar Novo). O muro, cujo roteiro também foi escrito por Tião, fala da alma e do vazio como um "deserto em expansão".
Em tempo, quem levou a disputada Palma de Ouro foi o francês Entre les murs, quebrando 21 anos de falta de prêmios para a França neste festival.
Por Camila Moraes |
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Quarta, 21 de Maio de 2008
A grande vitória de Blindness
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Não é preciso falar muito, basta ver o vídeo.
Blindness, o novo filme de Fernando Meirelles, recebeu algumas duras críticas negativas após sua exibição em Cannes em 14.05 - o que causava a todos os entusiastas (prévios) do filme, como eu, uma certa chateção.
Mas o encontro entre Meirelles e Saramago, autor do livro que gerou a adaptação, dissipa qualquer má energia. O vídeo que o sintetiza (veja abaixo) é de Quico, o filho de Meirelles, e foi publicado no You Tube hoje, alguns dias depois do encontro do escritor e do cineasta para a exibição de Blindness em Lisboa. Sem dúvida, uma grande vitória.
E para quem quiser saber mais, que não perca o texto de Meirelles para a Folha de SP, publicado hoje na Ilustrada.
Via Blog do Tas.
Por Camila Moraes |
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Quarta, 21 de Maio de 2008
Cinema latino em "curtas” VI
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:: É lançada nova publicação sobre cinema ibero-americano
A Conferência de Autoridades Audiovisuais e Cinematográficas Ibero-Americana (CAACI), responsável por projetos de estímulos e apoio ao cinema ibero-americano, como é o caso da criação do fundo Ibermedia, acaba de lançar uma novo publicação mensal sobre cinema latino e da península ibérica: a Revista Cine Iberoamericano.
O objetivo da publicação eletrônica é circular informação sobre o cinema da região, visando a consolidar e dar visibilidade a um espaço comum cada vez mais fortalecido.
A primera edição, que está disponível na página do CAACI, fala da presença latina em Cannes, do primeiro Encontro de Produtores do Mercosul (celebrado em abril), dos 60 anos do cineasta brasileiro Nelson Pereira dos Santos (foto), entre outros temas. Na parte de serviços, é bastante útil a agenda com eventos do mês. Fique de olho.
:: Cine Fest Brasil vai a Madrid
Termina nesta quinta-feira (22.05), na Casa de América, o Cine Fest Brasil, que, depois de passar por Buenos Aires, chegou também pela primeira vez em Madrid. Os filmes selecionados para a mostra são todos inéditos na Espanha: O veneno da madrugada, de Ruy Guerra, A casa de Alice, de Chico Teixeira, O ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburger, e O céu de Suely, de Karim Ainouz.
Ao final do evento será entregue o troféu Lente de Cristal ao filme ganhador, que será escolhido pelo público.
O Cine Fest Brasil já passou por cidades como Miami, Nova York e Barcelona. A partir deste ano, o evento tem previsão de visitar Milão, Roma, Vancouver e, no Brasil, Canudos (Bahia).
Via LatAm Cinema. |
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Terça, 20 de Maio de 2008
Novo filme de Lucrecia Martel estréia nesta quarta em Cannes; veja trailer
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É amanhã! Nesta quarta-feira, 21.05, será exibido o terceiro longa-metragem de Lucrecia Martel, La mujer sin cabeza, na competição de Cannes.
O filme – um thriller que oferece um intenso retrato feminino – conta a história de uma mulher (María Onetto: El otro, de Ariel Rotter) atormentada por atropelar um adolescente e fugir.
Como no caso de A menina santa, o segundo filme de Martel, esta é uma co-produção com El Deseo, de Pedro Almodóvar.
Veja o trailer acima e, torcida à parte, sorte para Lucrecia! |
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Terça, 20 de Maio de 2008
Cine latino em "curtas” V
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:: Padilha dirige história de terroristas em Hollywood
Não demorou: José Padilha, ganhador do Urso de Ouro com seu Tropa de elite este ano, foi convidado por Hollywood para dirigir seu primeiro filme para Hollywood, baseado numa história de terroristas na tríplice fronteira (Argentina, Brasil e Paraguai). Segundo informa a revista Variety, o roteiro, escrito por Jason Keller, vai girar em torno de um agente federal americano que viaja incógnito à tríplice fronteira sul-americana com o objetivo de desmantelar uma célula de uma rede terrorista. Gianni Nunnari (300, Os infiltrados e Seven), um dos produtores do projeto a cargo da Warner Bros, disse à Variety que "Jason e José vão atrair a atenção do mundo inteiro para esta 'Dodge City' moderna da América do Sul".
:: Festival de curtas de São Paulo tem inscrições abertas
Já com data marcada – de 21 a 29.08 –, o Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo convoca os interessados em participar de sua 19ª edição a que se inscrevam e enviem seus filmes até 15.06. As instruções, assim como a ficha de inscrição, estão no site da organização do evento: www.kinoforum.org. Vale lembrar que este festival de curtas, considerado um dos mais importantes do mundo, tem uma seção exclusivamente dedicada ao cinema latino.
:: Cannes recebe Maradona
Nesta terça-feira, 20.05, Cannes viverá um desses dias de puro frenesi por parte de jornalistas e fãs: estará presente na Croisette Diego Armando Maradona, trazido por Emir Kusturica, autor do filme Maradona by Kusturica – um documental realizado pelo diretor sérvio, fã declarado do jogador de futebol.
Segundo os promotores do evento, "o jogador do século" aparecerá "filmado por seu maior fã", neste filme surgido de uma "verdadeira alquimia cinematográfica", que passa pela admiração mútua entre o diretor e o protagonista. Maradona by Kusturica será exibido hoje, fora de competição, às 22h30 (horário francês). Veja o trailer acima. |
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Terça, 20 de Maio de 2008
Nueva película de Lucrecia Martel estrena este miércoles en Cannes; asista el trailer
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¡Será mañana! Este miércoles, 21.05, será exhibido el tercer largometraje de la cineasta argentina Lucrecia Martel, La mujer sin cabeza, en la competencia oficial de Cannes.
La película – un thriller que ofrece un intenso retrato femenino – cuenta la historia de una mujer (María Onetto: El otro, de Ariel Rotter) atormentada por atropellar a un adolescente y huir en seguida.
Como en el caso de La niña santa, segunda película de Martel, esta es una coproducción con El Deseo, la productora de Pedro Almodóvar. Asista al trailer y... buena suerte para Lucrecia. |
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Segunda, 19 de Maio de 2008
Vendendo a Colômbia
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Em termos de negócios – a ponta oposta à labor de contar histórias dentro da indústria cinematográfica –, o cinema latino tem se movido até que bastante. Junto com as leis de cinema, recentes na maioria dos países do subcontinente, alguns governos têm investido forte em campanhas para atrair investimentos na área de cinema, principalmente através da “venda” dos países como locações perfeitas, onde, além de economizar, é possível produzir com qualidade, dizem.
Esse é, por exemplo, o caso da Colômbia, que, quatro anos depois de lancar sua lei nacional de incentivo à produção cinematográfica, anuncia sua recém-criada Comisión Fílmica – grupo de profissionais especializados em vender Colômbia para as telas. Orgulhosos de sua “geografia variada, que tem desde neve até dois mares”, como costumam repetir, os colombianos andam fazendo um bom trabalho, pelo menos quando a tarefa é informar.
Em seu www.proimagenescolombia.com, o site da Proimágenes en Movimiento (instituição responsável por promover e apoiar o cinema nacional), quem estiver buscando informações sobre cinema colombiano pode encontrar perfis de profissionais do audiovisual local, lista de filmes, notícias sempre atualizadas, links etc. Já na página do Patrimonio Fílmico, www.patrimoniofilmico.org.co, pode-se fazer pesquisa de material de anos passados, enquanto em www.filmingcolombia.com, a página da Comisión Fílmica, encontra-se as informações necessárias para saber mais do país, vencer as travas de produção (e as do imaginário coletivo dos produtores internacionais, que ainda resiste cabalmente à Colômbia) e, finalmente, produzir.
Uma coisa é inegável: com a valorização de várias moedas latino-americanas frente ao dólar, a Colômbia, mais que países como Argentina e Brasil, acaba ganhando o primeiro lugar em vantagens econômicas para produção. E não menos em beleza de paisagens. Afinal, nisso, sim, têm plena razão os orgulhosos colombianos.
Por Antonia Kee
Foto: variedade de paisagens, como se vê em essas duas imagens de Cartagena, é um dos principais apelos da comissão colombiana. |
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| Nome: | Carmem de Farias | | Data: | 12/01/2010 | | Contato: | cdefarias13@hotmail.com | | Comentário: | Será que ela é mesmo filha de Fidel? Ela parece mais um aborto da natureza. Má filha, antinacionalista e reacionária.É nada mais que, mais uma mecenária a serviço da CIA. | | | | |
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Sexta, 16 de Maio de 2008
Cine latino em "curtas” IV
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:: Alina Fernández, filha de Fidel Castro, faz filme sobre suas memórias
Filha de Fidel Castro com Natalia Revuelta Clews e crítica ferrenha das visões políticas de seu pai, Alina Fernández (foto) prepara um filme sobre suas próprias memórias. O longa, que será dirigido por Bobby Moresco, um dos guionistas de Crash, que agora estréia detrás das câmeras, provavelmente será baseado no livro Castro’s Daughter: An Exile’s Memoir of Cuba, escrito por Alina em 1998.
Desde 1993, Alina Fernández vive fora de Cuba, de onde partiu ilegalmente primeiro para a Espanha e depois para Miami, onde vive atualmente. Lá dirige um programa de rádio, chamado “Simplemente Alina”, em que divulga suas opinões sobre a política comunista de seu país de origem.
:: Parlamento uruguayo aprova lei nacional de cinema e audiovisual
Depois de 50 anos de tentativas frustradas, o parlamento uruguaio aprovou dia 08.05 a sua Lei de Cinema e Audiovisual.
A lei que criou o Instituto de Cinema e Audiovisual do Uruguay (ICAU) preve um comeco ao redor de um milhao de dólares, valor que será distribuído mediante concursos. Também implica liberações de impostos de exportação e importação, ao mesmo tempo que o Estado fica responsável por facilitar quesotes de transito, exportacao, envios etc, sejam filmes nacionais ou co-produções. |
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Quinta, 15 de Maio de 2008
Novo novo cinema argentino?
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Na América Latina, o cinema parece sobreviver de anúncios de "novas ondas". Todo o tempo se fala de novo cinema brasileiro, novo cinema colombiano, novo cinema argentino... E, muitas vezes, essas novidades de novas não têm muita coisa.
Por outro lado, o “novo cinema argentino” recente, que começou a chamar a atenção no final dos 90 e estourou finalmente no começo dos anos 2000, pode não ser uma nova e real escola, mas sim é um fato concreto. Já o mesmo talvez não se possa dizer da última onda anunciada nesse país: o novo novo cinema argentino. A declaração otimista (e infelizmente patética em sua maneira de se dar) é de entusiastas como o crítico Quintín, famoso, e outras pessoas que consideram que o ano de 2008 é o mais importante das últimas décadas para o cinema nacional.
O otimismo tem alguma razão de ser: depois de anos sem grandes novidades no festival francês, dois filmes argentinos, assim como dois brasileiros, estão na competição oficial de Cannes, que começou ontem. E tem também dados bastante positivos de bilheteria para filmes nacionais tanto em um país como outro.
De todas maneiras, novo novo...?
Dois títulos que se destacam na nova nova onda são Cómo estar muerto/Como estar muerto e Historias extraordinarias, tida no último BAFICI como uma das melhores surpresas do festival. Outros filmes destacados por Quintín estão na carta que ele escreve a Hans Hurch, o diretor do Festival de Viena, com a intenção de recomendar-lhe algumas películas argentinas. Veja aqui.
No mais, é torcer para que as novas ondas deixem de ser eternas e realmente construam história, junto com espectadores.
Foto: cena de Imagens extraordinárias.
Por Camila Moraes
Via Cinencuentro. |
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Terça, 13 de Maio de 2008
Nova adaptação de García Marquez vem aí
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Incrível literatura, cinema muito menos convincente. Se até agora essa é a sensação que se tem em relação às adaptações dos livros de Gabriel García Márquez, o Nobel colombiano, por que tentar novamente? A resposta não existe, mas talvez se aproxime à idéia de que vale a pena insistir.
É o que está fazendo a diretora costarriquenha Hilda Hidalgo, realizadora da versão cinematográfica de Do amor e outros demônios, uma co-produção entre a produtora colombiana CMO, de Clara María Ochoa, e Alicia Films, da própria Hilda em parceria com a produtora Laura Pacheco e radicada em Costa Rica.
Realizado com um orçamento de dois milhões de dólares, segundo anunciam seus produtores, o filme acaba de finalizar o processo de filmagem em Cartagena de Índias, onde também acontece a história do livro, e agora segue para duas semanas mais de gravação em Bogotá. O processo de pré-produção foi de 16 semanas, entre Colômbia e Costa Rica, e, após a filmagem tem início a pós-produção, que acontecerá ao longo de seis meses entre Argentina e Chile.
Aos que esperam um melhor resultado cinematográfico essa vez, a boa notícia é que os atores são colombianos, o que garante atuações provavelmente mais convincentes e, principalmente, sotaques e outros detalhes mais verossímeis para o caso. Eliza Triana, filha do diretor colombiano Jorge Alí Triana, é quem vive a protagonista Sierva María, uma menina branca que é criada por escravos negros em Cartagena.
Que venha então mais uma adaptação de García Márquez.
Site oficial do filme: www.delamoryotrosdemonios.com.
Por Camila Moraes |
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Segunda, 12 de Maio de 2008
Leonera: Argentina com Trapero em Cannes
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Na Argentina, “leonera” é o nome que se dá às prisões de transição, por onde passam os presos antes de chegar ao seu destino definitivo, e é também a palavra que define o tipo de mãe “guerreira”, que protege seus filhos a todo custo. Dessa mistura é que nasceu o novo filme do argentino Pablo Trapero, Leonera, presente na competição oficial de Cannes, com exibição essa quinta-feira, 15.05.
O longa, o quinto da carreira de Trapero, conta a história de Julia, mulher acusada de matar o namorado e que vai presa nos primeiros meses de gravidez. O papel é vivido pela atriz Martina Gusman, enquanto outro papel, o de um suspeito de ter cometido o mesmo crime, é interpretado por Rodrigo Santoro, sobre o qual disse o diretor em entrevista à Folha de São Paulo que "seria impossível pagarmos um cachê hollywoodiano de um ator do nível dele".
Leonera mantém vínculos principalmente temáticos com os trabalhos anteriores de Trapero. Destaca a reportagem da Folha: “do estreante Mundo grúa (1999), toma a idéia de um protagonista solitário, que caminha num mundo de desesperança. De Bonaerense (2002), a crítica ao sistema policial e penitenciário argentino, e de Familia rodante (2004) e Nacido y criado (2006), a tentativa de expor o universo familiar. ‘Minha idéia era fazer um trabalho sobre a maternidade, mas que, ao mesmo tempo, apresentasse um problema social. Vejo o cinema como um ato político. Mesmo quando não traz uma denúncia explícita, pode exibi-la no discurso, na narrativa’, diz. Trapero queria que Leonera exibisse como dois direitos fundamentais de uma criança, estar com a mãe e ser livre, se chocam numa situação assim. E como a lei lhe parece inapropriada. ‘Quatro anos é muito tempo para manter uma criança inocente atrás das grades. Essa determinação é muito arbitrária. Ninguém sabe por que são quatro anos, ninguém parece ter discutido isso direito’.
O outro filme argentino a competir em Cannes é o terceiro longa de Lucrecia Martel, La mujer sin cabeza. Veja o trailer de Leonera acima e aguarde mais informações! |
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Sexta, 09 de Maio de 2008
Cannes 2008: curtas peruanos e outros curtas no Short Film Corner
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Os peruanos continuam chateados com mais um ano sem nenhuma indicação para a competição oficial de Cannes, mas também comemoram a seleção de três curtas-metragens para a mostra paralela de curtas, o Short Film Corner, que acontece paralelamente ao festival, com programação de 14 a 24.05.
São eles El vestido, de Evelyne Pegot, Interior bajo izquierda, de Diego Vega Vidal, e Heartless, de Francisco Tuesta e rodado em Paris (trailer acima).
De outros países latinos, há mais participantes. Do Brasil, há 14 títulos mais uma co-produção com México e Estados Unidos. Da Argentina há 12, mais duas co-produções com os Estados Unidos; da Colômbia são 12, do Equador são dois, e do Uruguai há um.
Confira a programação completa no site do Short Film Corner.
Via Cinencuentro. |
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Quinta, 08 de Maio de 2008
El nido vacío: novo filme de Burman tem boa bilheteria na Argentina
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Depois de La señal, a estréia do ator Ricardo Darín detrás das câmaras, que ocupou o primeiro lugar das bilheterias argentinas em setembro de 2007, outro filme argentino voltou a alcançar o lugar das entradas mais vendidas no último fim de semana de abril, depois de ter estreado no dia 24.04.
Trata-se do sexto longa metragem de Daniel Burman, El nido vacío, uma história que “explora o vazio que se produz quando os filhos crescem e se distanciam da casa, ato que revela brechas existentes em um casamento”. Protagonizado por Cecília Roth e Oscar Martinez, o filme aborda uma temática que parece ser a preferida de Burman – a relação pais e filhos, ampliada pela família – e segue o tom de suas aclamadas obras anteriores, especialmente O abraço partido e Direito de família, conquistando grandes audiências com um trabalho de autor.
Segundo o site oficial de El nido vacío, já vão 130 mil espectadores desde a estréia. No fim de semana em que alcançou o primeiro lugar, alcançou uma entre cinco entradas vendidas, com exibição em 37 salas em todo o território argentino.
Veja o trailer acima. |
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Quarta, 07 de Maio de 2008
Buenos Aires é a nova anfitriã do Cine Fest Brasil
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Pela primeira vez desde sua criação, há cinco anos, o Cine Fest Brasil, festival de cinema brasileiro organizado pelo Grupo Inffinito em cidades como Milão, Roma, Nova York, Madrid e Barcelona, vai parar em uma cidade latino-americana. A escolhida é Buenos Aires, que recebe a partir de amanhã, 08.05, até 14.05, uma seleção de 12 filmes nacionais recentes.
São eles: A via láctea, de Lina Chamie, 5 fragmentos de uma quase história, de Guilherme Fiúza, Cristiano Abud, Cris Azzi, Thales Bahia, Lucas Gontijo e Armando Mendz, Alucinados, de Roberto Santucci, Andarilho, de Cao Guimarães, Corpo, de Rossana Foglia e Rubens Rewald, Mutum, de Sandra Kogut, O mundo em duas voltas, de David Schürmann, O magnata, de Johnny Araújo, Sem controle, de Cris D’Amato, Vidas, de Pedro Flores, Não por acaso, de Philippe Barcinski, e Nossa vida não cabe em um opala, de Reinaldo Pinheiro.
Criada em 1995, a Inffinito é uma produtora de cinema e vídeo que organiza festivais de cinema brasileiro fora do país. Além de divulgar o cinema nacional através do Cine Fest Brasil, o objetivo da Inffinito com o evento é fomentar a distribuição do cinema independente e promover os acordos de co-produção entre o Brasil e outros países.
Via LatAm Cinema.
Foto: Cine Fest Brasil NY. |
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Terça, 06 de Maio de 2008
Cannes 2008: Blindness é o filme de abertura e está em competição
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Acabaram as especulações e informações desencontradas: Blindness é parte de Cannes este ano – e parte bem especial. Em caráter de exceção dentro da política do festival, o novo filme de Meirelles, adaptado do livro Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago, abrirá o evento e estará incluído também na competição oficial, ao lado de outro brasileiro, o Linha de passe (de Walter Salles e Daniela Thomas).
A notícia foi dada pelo blog da revista Le film français e apurada pelo UOL Cinema, a quem Meirelles concedeu uma entrevista na terça-feira 30.04, quatro dias depois de saber da organização do festival que abriria a exceção e quando ainda estava impedido de divulgar a informação.
Segundo conta Meirelles na entrevista, o impasse que resultou na “dupla indicação” de Blindness em Cannes se gerou quando a distribuidora francesa Pathé, que responde pelo longa internacionalmente, não aceitou o convite do evento para que o longa fosse exibido na abertura sem conseguir também que ele estivesse em competição.
Neste momento, o anúncio dos filmes em competição sem a esperada (e dada como certa) presença de Blindness já estava feito, levando a maioria a pensar que o filme não entraria em nenhuma seção do evento, enquanto o longa da abertura permanecia em segredo.
Na entrevista, Meirelles ainda conta que Saramago irá ver o filme um dia antes do início do festival, no dia 13.05 – momento que o tem bastante apreensivo. Leia a entrevista completa aqui. |
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