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Segunda, 30 de Junho de 2008
Colômbia tem três estréias nacionais em julho |
Polvo de ángel, El ángel del acordeón (foto) y Yo soy otro são os três filmes colombianos cujas estréias estão previstas para o mês de julho.
A onda de títulos nacionais começa dia 04.07 com Polvo de ángel, uma co-produção Colômbia-México, dirigida pelo mexicano Oscar Blancarte (veja o trailer clicando no site oficial do filme).
Uma semana mais tarde é a vez de El ángel del acordeón (trailer acima), a história de jovens talentos de vallenato na costa atlântica da Colômbia, que é a primeira obra de María Camila Lizarazo, produzida pela CMO Producciones.
Por fim, dia 25.07 chega às salas Yo soy otro (trailer acima), filme de ficção científica realizado pelo documentarista Oscar Campo, de Cali.
Em 2008, a estimativa da Direção de Cinematografia do Ministério de Cultura colombiano é estrear 18 filmes.
Via LatAm Cinema. |
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Sexta, 27 de Junho de 2008
Cinema latino aos montes e grátis em São Paulo
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Firmando-se como um dos principais festivais de cinema latino no Brasil, o Festival Latino Americano de São Paulo anuncia sua 3ª edição, que acontece de 7 a 13 de julho com sede no Memorial da América Latina, com todas as entradas às sessões de cinema gratuitas.
O gancho deste ano é a comemoração dos 40 anos do clássico do cineasta cubano Tomáz Gutierrez Alea, Memórias do subdesenvolvimento (foto), realizado a partir do livro homônimo – escrito por Edmundo Desnoes e que será lançado oficialmente no Brasil pelo Memorial junto com o festival.
Fernando Solanas é o grande homenageado desta edição. O argentino, um dos cineastas mais importantes de seu país e até hoje responsável por importantes documentários de denúncia, é a atração da aula magna, que acontece em 12.07, às 15h, e também de uma sessão da programação dedicada à sua obra, com oito filmes: Argentina latente (2007), Os filhos de Fierro (1972), A hora dos fornos (1968), Memória do saqueio (2004), A nuvem (1998), Sur (1988), Tangos, o exílio de Gardel (1985) e A viagem (1992).
No total, a agenda inclui 121 obras, organizadas em oito seções. Na mostra contemporânea – que é destaque, porque renova o tradicional discurso ao redor do cinema latino, sempre tão ligado aos anos 60 –, são 35 títulos, incluindo sucessos de outros festivais. PVC-1, do colombiano Spiros Stathoulopoulos, é um exemplo: premiadíssimo e feito em plano contínuo, traz o desespero de uma mulher que tem um colar-bomba preso em seu pescoço e é uma história baseada num evento real. Outros longas esperados são De quem é a cinta-liga, o segundo filme do cantor argentino Fito Páez, o mexicano Partes usadas, de Aarón Fernández, o cubano A noite dos inocentes, além de outras produções do Brasil (destaque para a seção “Desdobramento do Cinema Novo”), Argentina, Bolívia, México, Uruguai, Haiti etc.
Pra completar, o festival exibe uma sessão só com as pré-estréias dos dez primeiros documentários da série “Os Latino-Americanos”, desenvolvida pela TAL – Televisão América Latina. E também promove quatro mesas-redondas e cinco oficinas que têm o objetivo de gerar debate sobre temas atuais e pertinentes, além de apoiar a formação de novos realizadores. Para participar, é preciso fazer inscrição prévia (saiba mais no site do Memorial, abaixo).
Segundo a organização do evento: “O Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo tem por objetivo discutir a singularidade estética da cinematografia latino-americana. É uma realização do Memorial da América Latina, da Secretaria Estadual de Relações Institucionais de São Paulo e da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, com apoio da Cinemateca Brasileira, Cinusp Paulo Emílio e Sesc São Paulo. Apóiam o evento ainda a TAL – Televisión America Latina, FIA – Fundación Investigación Audiovisual, CILECT - Centre International de Liaison des Écoles de Cinéma et Telévision e Consulado Geral do México em São Paulo. A organização é da Associação do Audiovisual”.
Informações, programação completa e contatos no site do Memorial. Clique aqui. |
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Quarta, 25 de Junho de 2008
Lima anuncia 12º festival com Vargas Llosa
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A 12ª edição do Festival de Lima já tem data e presidente definidos: começa dia 07.08 e terá o peruano Mario Vargas Llosa na cabeça do júri. O escritor também será homenageado pelo evento com uma grande exibição de filmes inspirados na sua obra, como La fiesta del chivo (Luis Llosa), Pantaleón y las visitadoras (Francisco Lombardi) e La ciudad y los perros (Francisco Lombardi).
O cartaz (acima), ainda em fase de aprovação, é novamente da agência de publicidade Toronja e aproveita a boa onda gastronômica do Peru no exterior. Diz o slogan: “Lo más sabroso de Latinoamérica” (o mais saboroso da América Latina). No começo de julho, também começam a ser rodados na rede de cinema Cineplanet e no CCPUCP (Centro Cultural da Pontifícia Universidade Católica do Peru) os spots criados pelos ganhadores do último concurso do Conacine (Conselho Nacional de Cinematografia do Peru), Fabrizio Aguilar e Frank Pérez-Garland, que trabalharam a mesma idéia da relação com a culinária local.
Aguardemos mais novidades! |
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Segunda, 23 de Junho de 2008
Latina no Portal del Cine Latinoamericano
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O cinema latino está em pleno período de expansão – apesar das dificuldades que ainda prejudicam a regularidade de produção, a formação de público e outros avanços do cinema como indústria. Como não poderia deixar de ser, com esse crescimento, surgem também novas fontes de informação sobre o tema.
Uma das mais importantes, criada nos últimos meses de 2006, é o Portal del Cine y del Audiovisual Latinoamericano y Caribeño, uma iniciativa da Fundación del Nuevo Cine Latinoamericano, de Cuba, e importante referência sobre novos filmes, acervo, instituições, produções, festivais etc. O portal comemorou em 2008 também um importante crescimento de seu público: 1.017.956 visitas, com uma média de 50 mil visitantes únicos este mês – muito mais que as 53.143 de quando estreou.
Acolhido como projeto pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) e apoiado pelo Cubarte, o Ministério de Cultura de Cuba, e o grupo Cineastas en Red, o portal tem objetivo de se fortalecer como plataforma para o desenvolvimento e o conhecimento do cinema latino, além de espaço de intercâmbio entre realizadores e usuário interessados no universo audiovisual.
Entre os blogs especializados no mesmo tema, o site destaca a Latina, além de outras páginas importantes sobre o audiovisual da América Latina. Se ainda não conhece, confira! |
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Quinta, 19 de Junho de 2008
15º Cinesul, com programação grátis de cinema latino, começa no Rio
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Começou nesta quarta-feira, 18.06, mais uma edição do Cinesul, no Rio de Janeiro. Com o sobrenome de “Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo”, o evento é uma reunião de mostras – todas com entrada grátis – destinadas à formação de público para o cinema latino fora do padrão hollywoodiano.
Em seu 15º oferecimento, o Cinesul vem com 240 filmes na programação, que rola até dia 29.06. Destes, 80 estão na competição oficial, enquanto os outros 160 longas, médias e curtas-metragens do festival fazem parte das dez mostras paralelas. Produções recentes de países como Argentina, Brasil, Espanha, Portugal, México, Venezuela, Chile e Cuba serão exibidos em cinco locais da cidade: o Centro Cultural Banco do Brasil, o Centro Cultural Correios, Casa França-Brasil, Cinemateca do MAM e no Ponto Cine, a única sala de cinema de Guadalupe, zona norte do Rio.
Segundo Leonardo Gavina, organizador do evento, a principal inovação deste ano é a aceitação de filmes em qualquer formato. Espécie de vitrine democrática do cinema latino-americano, o Cinesul foi criado em 1994 pela pesquisadora e professora Ângela José Nascimento.
Veja mais informações e a programação do festival no site oficial. |
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Quarta, 18 de Junho de 2008
Entrevista: Fernando Meirelles fala sobre Blindness e mais
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Para complementar o artigo postado há pouco na Latina e originalmente publicado na revista colombiana Arcadia sobre Blindness, uma entrevista exclusiva com Fernando Meirelles feita por e-mail em abril. Por blocos, sobre o novo filme, a carreira, cinema brasileiro etc.
Deixem seus comentários!
SOBRE BLINDNESS
Como foi o convite para filmar Blindness? Sabemos da história do seu interesse, anos atrás, e depois do retorno dessa chance a você através do produtor Niv Fichman. Mas, você sabe por que queriam que você o dirigisse?
Perguntei para o Niv, mas nunca entendi bem a razão dele. Acho que o fato de eu ter lido a história no original em português deve ter pesado na decisão. Sei lá.
O que mais te encanta na história escrita por Saramago e qual foi a maior dificuldade de fazer o filme?
Me encanta o fato de ser uma história com muitas portas de entradas, que possibilita muitas leituras, no nível psicológico, sociológico, filosófico. É também uma história que acontece muito mais no mundo emocional do que no mundo sensorial. Difícil, portanto. Esse desafio foi também o que me atraiu.
As obras de Gabriel García Márquez, o Nobel colombiano, sempre enfrentaram enormes dificuldades ao serem passadas para o cinema, seja pelo próprio ou por um roteirista. Qual a grande dificuldade que você sentiu, se é que sentiu, ao adaptar este clássico de Saramago? Alguma vez, antes de topar o projeto, você pensou em não fazê-lo?
Sempre achei os livros do Garcia Marques melhor que as adaptações para cinema. Neste meu caso pode não ser diferente. O Ensaio sobre a cegueira não é uma história de fácil adaptação. Quem escreveu o roteiro foi o canadense Don McKellar. Acho que fez um excelente trabalho nos seis anos que levou adaptando. Espero que o filme esteja à altura do roteiro que está a altura do livro. Durante o processo muitas vezes me arrependi de ter entrado. Achei várias vezes que nunca daria certo. Ainda não sei se deu.
Aparentemente, pelos seus comentários no blog de Blindness e algumas notas da imprensa, o filme passou (ou está passando) por uma complicada fase de edição, com muitos cortes. A que se deve essa dificuldade? Você teve autonomia, ao lado do editor, para definir a cara do filme? Houve maiores dificuldades por se tratar de uma co-produção entre vários países? Quais foram?
Por contrato e de fato o corte final é meu. Não há nenhuma imposição de nada, mas foi um longo processo de montagem. Depois de uma primeira versão pronta comecei a mostrá-lo para amigos e audiências de testes e constatei que o filme estava excessivamente duro. Mais pesado do que deveria. Na montagem final acho que consegui manter a dureza da história, mas deixando o filme mais “assistível”. Esses acertos fazem parte do processo.
Você criou um blog para falar so filme abertamente na internet, provavelmente para economizar alguns papos individuais com jornalistas. Foi complicado o trato com a imprensa ou, em geral, é muito o assédio? Você se preocupou com algum risco de que determinadas informações vazassem?
Escrevi o blog para me distrair durante as filmagens e também para colocar certa perspectiva no trabalho tentando ver um pouco de fora o que estava acontecendo. Se isso me economizar tempo de entrevistas no lançamento melhor ainda. Este momento de promoção é o mais difícil para mim. Em geral minha cabeça já está em outro lugar, mas é preciso ficar falando do passado. É um pouco como fazer um discurso em um funeral diante do caixão. Nada do que se possa dizer vai trazer o morto de volta.
Qual sua opinião geral sobre a pirataria?
A mesma que a sua sobre um batedor de carteiras.
SOBRE CARREIRA
Depois de Cidade de Deus, como diretor de cinema, você tem se dedicado a realizar projetos de terceiros. Por quê?
Como assim? CDD era uma adaptação de um livro assim como os outros (poucos) filmes que fiz... Talvez alguma hora eu faça um projeto inteiramente original.
Como CDD, além do óbvio (que são os prêmios e a repercussão mundial que teve), mudou sua vida?
CDD me abriu as portas do mercado internacional. Hoje é mais fácil financiar projetos, fazer parcerias etc. Facilitou minha vida.
Qual foi a pior crítica que fizeram ao filme e o que você achou dela? E o melhor elogio, qual foi?
No Brasil disseram que o filme parecia um grande comercial de TV. Evidentemente não concordo. Dos elogios prefiro não falar. São sempre como um afago no ego e um ego “afagado” é sempre perigoso.
Depois da sua experiência de cinco longas, o que você prefere (e se não prefere, por quê): câmara na mão ou mega produção?
Mais do que do resultado, o que gosto a respeito de câmera na mão é a velocidade da filmagem. Em Blindness não usamos muito câmera na mão, mas em compensação filmamos muitas cenas com 3 câmeras ao mesmo tempo o que acaba acelerando a filmagem da mesma maneira. Esperar é chato. Dá sono. Esfria.
Você tem projetos pessoais que pensa realizar em breve? Fale de um mais concreto, o que puder comentar.
Vamos rodar uma minisérie chamada Som e fúria para a TV Globo entre julho e outubro. É uma história de uma companhia Shakespeariana. Alem de ser ótimo texto vai me dar uma boa desculpa para não participar de todos os eventos de promoção de Blindness que eu teria que participar se eu estivesse inteiramente disponível.
Muitos jornalistas, sobretudo internacionais, quando falam de você, fazem referência a um “estilo”, o “estilo do brasileiro Fernando Meirelles”. Que estilo é esse, no seu ponto de vista?
Acho que este tal estilo, se é que existe, deveria ser chamado de “estilo do Fernando e do César Charlone”, o fotógrafo e parceiro com quem trabalho. Nós nunca decupamos as cenas, passeamos pelos cenários imaginando como rodar cada cena, mas as idéias e marcações são muito fluídas. Mudamos as decisões e enquadramentos o tempo todo, ao sabor do que está acontecendo no dia. Esta certa improvisação na filmagem acontece também com os atores que estão sempre livres para se movimentarem e trocarem partes do texto se isso os ajudar a parecerem mais verdadeiros. Raramento corto uma cena na filmagem, costumamos rodar sempre os textos de ponta a ponta, isso cria uma certa organicidade quero acreditar.
Pergunta curta, mas profunda: por que cinema, para você?
Minha opção quando jovem foi pela arquitetura, mas acabei dirigindo filmes. Nunca planejei muito esta carreira. Foi acontecendo. Acho que seria feliz também se trabalhasse com reflorestamento.
Como você vê o avanço das tecnologias de video para internet e da nova relação do espectador com esse tipo de entretenimento. Você acredita que isso afeta o cinema (tradicional)? Tem interesse em se envolver, de alguma maneira, com essa área?
Na O2 Filmes, produtora da qual sou sócio, temos um departamento que chamamos de “digital”. Fazemos filmes para internet e telefones. Acho que se trata de um formato diferente, com propósitos diferentes e não deve afetar o cinema. Ao mesmo tempo em que estas mídias simples proliferam, o cinema se sofistica em relação à qualidade de imagem, de som, de projeção. São dois caminhos complementares. Sou daqueles que acredita que o escuro de uma sala, ao lado de outras pessoas, te coloca num estado entre o sonho e a vigília e te transporta para um mundo que uma tela de computador ainda não é capaz de transportar. Veja bem: “ainda não é capaz”. Mas no fundo não importa nada este negócio de tecnologia. Shakespeare escrevia com uma pena e não sei se algum autor que usa Final Draft (programa de roteiro) já o igualou em seu mergulho na alma humana.
SOBRE CINEMA BRASILEIRO
Parece que 2008 será um bom ano para o cinema do Brasil. Vários filmes estão se destacando em festivais, há casos de destaque na bilheteria do país, como Tropa de elite e Meu nome não é Johnny, e muito expectativa ao redor de Cannes, com seu Blindness e com outros filmes também. Falando sobre cinema brasileiro, como você vê a atual fase da indústria nacional? Você tem críticas aos estímulos estatais ao audiovisual (leis de cinema)?
Acho que estamos colhendo hoje o que foi plantado com a criação das leis de incentivo à cultura e ao áudio visual no governo FHC. Com um fluxo de dinheiro constante para produção a indústria brasileira está mais madura do que nunca. Todos os anos surgem novos diretores e autores, o público responde a isso e sinto que entramos num círculo virtuoso.
SOBRE CINEMA COLOMBIANO
Por se tratar de uma entrevista para revista colombiana de cultura: você tem alguma familiaridade com filmes colombianos? Viu algum ou poderia opinar sobre o cinema da Colômbia?
Infelizmente é difícil filmes colombianos chegarem ao Brasil. Conheço A vendedora de rosas, de Victor Gaviria, que adoro e acho que tem alguma relação com meu Cidade de Deus. Me falaram muito do filme Gamin, que parece ter também relação com CDD. Um precursor talvez. Tenho interesse em assistir o documentário Ciudadano Escobar do Sérgio Cabrera sobre o qual li a respeito, mas acho que terei que ir até a Colômbia para assisti-lo.
Foto: Alexandre Ermel. |
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| Nome: | Wagner Finholdt | | Data: | 26/06/2008 | | Contato: | wfin@fazenda.sp.gov.br | | Comentário: | Por favor... Podem me fornecer o e-mail da empresa do Fernando? | | | | |
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Terça, 17 de Junho de 2008
Quem é o cego?*
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O cineasta brasileiro Fernando Meirelles se arriscou a levar ao cinema a grande obra do escritor português José Saramago, Ensaio sobre a cegueira. Em Cannes, onde o filme foi apresentado recentemente pela primeira vez, as reações foram em boa parte negativas. Mas o que se deve concluir quando o dono da história gosta do resultado, e muito?
Sobre a arte de converter livros em filmes, alguém disse uma vez que enquanto o desafio da literatura é transformar o significativo em imagens, o do cinema é transformar imagens em algo significativo. Aí está, possivelmente, a origem da dificuldade de adaptar as obras de Gabriel García Márquez. O mesmo risco parece correr Ensaio sobre a cegueira, do português José Saramago, levada ao cinema pelo cineasta brasileiro Fernando Meirelles (Cidade de Deus). O filme, uma megaprodução realizada entre Brasil, Canadá e Japão com um orçamento de 25 milhões de dólares e que recebeu o nome de Blindness, foi exibido pela primeira vez na 61ª edição do Festival de Cannes, celebrado na Riviera Francesa de 14 a 25 de maio.
Antes de conhecer as reações de Cannes, disse o próprio Meirelles: “Os livros de García Márquez sempre me pareceram melhores que suas adaptações ao cinema. Neste meu caso, pode ser que não seja diferente. Ensaio sobre a cegueira não é uma história de fácil adaptação. Durante o processo, muitas vezes me arrependi de ter começado este projeto, por acreditar que não funcionaria. Ainda não sei se funcinou”. A resposta hoje, depois do festival francês e apesar das críticas negativas, é que, sim, funcionou. E Meirelles sabe disso. A questão será decidir em que esfera – se na pública o na privada – o veredicto tem mais valor.
Uma das maiores preocupações do diretor brasileiro em relação ao seu filme, segundo os comentários feitos por ele no blog que criou especialmente para falar de Blindness (blogdeblindness.blogspot.com), era o momento de mostrá-lo a Saramago, quem por muitos anos se negou a vender os direitos de adaptação, afirmando que “o cinema destrói a imaginação”. “Tremo ao pensar neste dia”, declarou. Pois o dia chegou, em um pequeno cinema de Lisboa, especialmente reservado para a ocasião. A reação de Saramago? Não podia haver crítica melhor.
Escreveu Meirelles para o jornal brasileiro Folha de São Paulo sobre o momento em que se acenderam as luzes da sala: “Saramago olhava a tela sem reação. ‘Saiu tudo mal’, pensei. Toquei seu braço suavemente e lhe disse que ele não tinha que dizer nada naquele momento, mas, então, com uma voz embargada, ele me disse pausadamente: ‘Fernando, me sinto tão feliz hoje, ao terminar de ver este filme, como quando terminei de escrever o Ensaio sobre a cegueira’”.
A seqüência do texto de Meirelles fala de lágrimas, nos rostos de um e de outro, e termina com uma pequena lição de Saramago de como encarar as críticas, através de uma história sobre um senhor que caminha puxando um burro montado por um menino. Uma pessoa vê essa situação e acha absurdo que o menino seja carregado, enquanto o senhor tem que caminhar. Os dois invertem suas posições e um pedestre se queixa ao ver que o senhor está confortavelmente sentado sobre o burro, enquanto o menino tem que caminhar. Finalmente, os dois decidem carregar o burro nas costas, até que outro pedestre observa como são estúpidos os dois por carregar o animal. Enfim, o velho decide voltar a posição original. “Isso é o que eu faço sempre”, finaliza o escritor.
Metáfora dos males do século XX
Fernando Meirelles disse que se preparou “para a colisão” quando Blindness foi convidado a abrir o 61º Festival de Cannes, do qual também participou na competição oficial (uma exceção concedida pelo evento, conhecido por não permitir que os filmes de abertura participem da competição). E o choque não demorou. “Metáfora dos males do século XX”, nas palavras de Meirelles, o filme conta a história de ma grande cidade não definida onde ocorre uma estranha epidemia de cegueira. Os primeiros doentes, personagens sem nome e quase sem história pessoal (como na novela de Saramago) são isolados por risco de contágio e devem viver por conta própria em uma sociedade de cegos na qual somente uma mulher consegue ver (interpretada por Juliane Moore), esposa do oftalmologista (Mark Ruffalo). O espaço deixado no livro para a imaginação do leitor (personagens sem passado, cidade anônima e a própria cegueira branca) é recriado no filme em momentos de escuridão e outros de branco total na tela, além de um som limpo e audível até os detalhes, ensinando, assim, como se afinam os demais sentidos dos personagens cegos.
Entre os que rechaçaram Ensaio sobre a cegueira está a revista inglesa Screen, cuja crítica escrita por Fionnula Halligan diz: “Meirelles parece lutar para encontrar um tom, e o filme perde tensão antes da escalada para entrar em um estranho sentimentalismo no ato final”. Uma das reações mais duras foi a da revista Variety, nas palavras de Justin Chang: “Impacto mínimo e excesso estilístico” no retrato do “caos pessoal e coletivo que resultaria se a humanidade perdesse o sentido da visão” e avaliou que o filme “raramente alcança a força visceral da prosa de Saramago”. Já o jornal francês Le Figaro afirma que o filme “prometia uma reflexão antes de se converter em uma metáfora de auto-destruição”.
No outro extremo, Saramago não foi o único a aplaudir Blindness (“Gostei muito, muito. Me emocionei algumas vezes”, disse em uma coletiva de imprensa em Lisboa). O crítico do jornal britânico The Guardian, Peter Bradshaw, afirmou em seu texto que Ensaio sobre a cegueira é um drama “com imagens soberbas e alucinantes do colapso urbano. É uma verdadeira espiral de horror, iluminada com delicadeza e humor. É cinema valoroso, magistral”. No diário norte-americano Los Angeles Times, Kenneth Turan também aprovou o filme: “Na realidade, só um diretor com a particular combinação de talentos de Meirelles poderia levar com sucesso à tela do cinema a mistura de desespero e esperança do livro”, escreveu.
Fazendo as contas, Meirelles contabiliza “80% de críticas negativas”. Mas não deixa de defender sua obra: “Tem muita experimentação neste filme. Está claro que é mais fácil seguir um caminho conhecido. Mas, por alguma razão, eu sempre me coloco em situações de risco”, disse a um jornal brasileiro. E finaliza o balanço com a que foi sua grande lição ao estrear Blindness em Cannes: “Se você tem um filme polêmico, não o leve a um festival”. Sobretudo – se poderia acrescentar – quando ele está feito para espectadores reais e não para críticos.
Por Camila Moraes
* Este artigo foi publicado originalmente na revista colombiana Arcadia, em espanhol. Clique aqui para ler o texto original. |
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Terça, 17 de Junho de 2008
¿Quién es el ciego?
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El cineasta brasileño Fernando Meirelles se arriesgó a llevar al cine la gran obra del escritor portugués José Saramago, Ensayo sobre la ceguera. En Cannes, donde la película se presentó recientemente por primera vez, las reacciones fueron en buena parte negativas. ¿Pero qué concluir cuando al dueño de la historia le gusta, y mucho
Sobre el arte de convertir libros a películas, alguien dijo una vez que mientras el desafío de la literatura es transformar lo significativo en imágenes, el del cine es transformar imágenes en algo significativo. He ahí, posiblemente, el origen de la dificultad de adaptar las obras de Gabriel García Márquez. La misma suerte parece correr Ensayo sobre la ceguera, del portugués José Saramago, llevada al cine por el cineasta brasileño Fernando Meirelles (Ciudad de Dios). La película, una megaproducción realizada entre Brasil, Canadá y Japón con un presupuesto de 25 millones de dólares y que recibió el nombre de Blindness, fue exhibida por primera vez en la 61ª edición del Festival de Cannes, celebrado en la costa francesa del 14 al 25 de mayo.
Antes de conocer las reacciones de Cannes, dijo el mismo Meirelles: “Los libros de García Márquez siempre me parecieron mejores que las adaptaciones de ellos al cine. En este caso, puede que no sea diferente. Ensayo sobre la ceguera no es una historia de fácil adaptación. Durante el proceso, muchas veces me arrepentí de haber empezado este proyecto, por creer que nunca funcionaría. Todavía no sé si funcionó”. La respuesta hoy, después del festival francés y a pesar de las críticas negativas, es que sí funcionó. Y Meirelles lo sabe. La cuestión será decidir en qué esfera —si en la pública o en la privada— el veredicto tiene más valor.
Una de las preocupaciones más grandes del director brasileño respecto a su película, según comentarios escritos por él en el blog que creó especialmente para hablar de Blindness (blogdeblindness.blogspot.com), era el momento de enseñarle a Saramago, quien por muchos años se ha negado a vender los derechos de adaptación, afirmando que “el cine destruye la imaginación”. “Tiemblo al pensar en este día”, declaró. Pues el día llegó, en un pequeño cine de Lisboa, especialmente reservado para la ocasión. ¿La reacción de Saramago? No podría haber crítica mejor.
Escribió Meirelles para el periódico brasileño Folha de São Paulo sobre el momento en que se encendieron las luces de la sala: “Saramago miraba la pantalla sin reacción. Salió todo mal, pensé. Toqué su brazo suavemente y le dije que no tenía que decir nada en aquel momento, pero, entonces, con una voz embargada, él me dijo pausadamente: ‘Fernando, me siento tan feliz hoy, al terminar de ver esta película, como cuando terminé de escribir el Ensayo sobre la ceguera’”.
La secuencia del texto de Meirelles habla de lágrimas, en los rostros de uno y de otro, y termina con una pequeña lección de Saramago de cómo encarar las críticas, a través de una anécdota sobre un anciano que camina tirando de la mano a un burro montado por un niño. Una persona ve esta situación y le parece absurdo que un niño sea cargado, mientras el anciano tiene que caminar. Los dos invierten sus posiciones, y un peatón se queja al ver al señor confortablemente sentado sobre el burro, mientras el niño tiene que caminar. Finalmente, los dos deciden cargar al burro en la espalda, hasta que otro peatón observa cómo son de estúpidos los dos por cargar al animal. En fin, el viejo decide volver a la posición original. “Eso es lo que hago siempre”, finaliza el escritor.
Metáfora de los males del siglo xx
Fernando Meirelles dijo que se preparó “para la colisión” cuando Blindness fue invitado a abrir el 61ª Festival de Cannes, donde también participó en la competencia oficial (una excepción del evento, conocido por no permitir que las películas de apertura participen en competencia). Y el choque no tardó. “Metáfora de todos los males del siglo xx”, en las palabras de Meirelles, la película cuenta la historia de una gran ciudad no definida en la que ocurre una extraña epidemia de ceguera. Los primeros enfermos, personajes sin nombre y casi sin historia personal (como en la novela de Saramago) son aislados por riesgo de contagio y deben vivir por su propia cuenta en una sociedad de ciegos en la que solamente una mujer consigue ver (interpretada por Juliane Moore), esposa del oftalmólogo (Mark Ruffalo). El espacio dejado en el libro para la imaginación del lector (personajes sin pasado, ciudad anónima y la misma ceguera blanca) es recreado en la película en momentos de oscuridad y otros de blanco total en la pantalla, además de un sonido limpio y audible hasta los detalles, enseñando, así, como se agudizan los demás sentidos de los personajes recién ciegos.
Entre los que rechazaron Ensayo sobre la ceguera está la revista inglesa Screen, cuya crítica escrita por Fionnula Halligan dice: “Meirelles parece luchar para encontrar un tono, y la película pierde tensión antes de la escalada para entrar en un extraño sentimentalismo en el acto final”. Una de las reacciones más duras fue la de Variety, en las palabras de Justin Chang: “Impacto mínimo y exceso estilístico” en el retrato del “caos personal y colectivo que resultaría si la humanidad perdiera el sentido de la visión” y evaluó que la película “raramente alcanza la fuerza visceral de la prosa de Saramago”. Ya el periódico francés Le Figaro había dicho que la película “prometía una reflexión antes de convertirse en una metáfora de autodestrucción”.
En el otro extremo, Saramago no fue el único en aplaudir Blindness (“Me gustó mucho, mucho. Me he emocionado algunas veces”, dijo en una conferencia de prensa en Lisboa). El crítico del periódico británico The Guardian Peter Bradshaw afirmó en su texto que Ensayo sobre la ceguera es un drama “con imágenes soberbias y alucinantes del colapso urbano. Es una verdadera espiral de horror, iluminada con delicadeza y humor. Es cine valeroso, magistral”. En el diario norteamericano Los Angeles Times, Kenneth Turan también aprobó la película: “En realidad, solo un director con la particular combinación de talentos de Meirelles podría llevar con éxito a la pantalla la mezcla de desesperación y esperanza del libro”, escribió.
Haciendo las cuentas, Meirelles contabiliza “80% de críticas negativas”. Pero no se abstiene de defender su obra: “Hay mucha experimentación en esta película. Está claro que es más fácil seguir un camino conocido. Pero, por alguna razón, siempre me pongo en situaciones de riesgo”, dijo a un periódico brasileño. Y finaliza el balance con lo que fue su gran lección al estrenar Blindness en Cannes: “Si tienes una película polémica, no la lleves a un festival”. Sobre todo —se podría añadir— cuando está hecha más bien para espectadores reales y no para críticos. |
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Segunda, 16 de Junho de 2008
São Paulo ganha biblioteca especializada em cinema
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Já era hora em São Paulo de criar um espaço público com informação especializada em cinema. Pois no último dia 14.06, foi inaugurada pela Secretaria de Cultura da prefeitura uma biblioteca temática com acervo só sobre a sétima arte, incluindo, inicialmente, 400 títulos de livros (sobre cinema brasileiro e estrangeiro) e 502 filmes, além de revistas, críticas e biografias de cineastas.
Localizada no Ipiranga, a biblioteca foi criada no espaço já existente da Biblioteca Pública Roberto Santos, no Ipiranga. Segundo nota oficial da prefeitura, foram investidos no projeto R$ 160 mil para a compra do acervo temático, mobiliário, equipamentos para a sala de cinema (com 101 lugares), projetor e outros equipamentos.
A organização do acervo e as mostras de filmes que ocorrerão na sala de cinema (em cooperação com o Cineclube Ipiranga) não se voltam ao cinéfilo, segundo o curador e programador Celio Franceschet. "Vamos enfatizar o cinema popular, mas sem abrir mão da qualidade, porque nosso foco é a formação de público", disse ele à Folha de São Paulo.
Além de exibições de filme, a biblioteca oferecerá, no futuro, shows musicais pautados por trilhas sonoras de filmes brasileiros e internacionais, cursos que discutam a relação entre cinema e literatura, oficinas de roteiro para curta-metragem, cultura cinematográfica para formadores de opinião como professores e o ensinamento das bases para a crítica de cinema.
Bibliotecas temáticas
A nova unidade temática soma-se às quatro que a Cidade já abriga: Alceu Amoroso Lima (Pinheiros), dedicada à poesia; a Belmonte (Santo Amaro), especializada em cultura popular; Cassiano Ricardo (Tatuapé), com acervo temático de Música Popular, e Hans Christian Andersen (Tatuapé), em Contos de Fadas.
Estão previstas ainda outras unidades temáticas, com os seguintes gêneros: Arquitetura e Urbanismo (Biblioteca Prestes Maia), Meio Ambiente (Biblioteca Raul Bopp), Ciências (Biblioteca Mário Schenberg), e Literatura Fantástica (Biblioteca Viriato Corrêa).
Vai lá:
Biblioteca Temática Roberto Santos
Rua. Cisplatina, 505, Ipiranga, tel. 0/xx/11/2273-2390
Foto: O cineasta Roberto Santos dirigindo Os amantes da chuva ao lado de Amilcar Moreno Claro. |
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Sexta, 13 de Junho de 2008
Cinema colombiano em Barcelona
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Já tem data marcada a terceira edição da mostra colombiana de cinema em Barcelona: de 09 a 24 de outubro serão exibidos, na capital da Catalunha, vários curtas-metragens feitos em cinema e vídeo dentro das modalidades Ficção, Documental, Animação e Experimental. O evento é parte das 5ª Jornadas de Sensibilización por Colombia, um que têm o objetivo de narrar, através da linguagem audiovisual, para o que acontece na Colômbia, chamando a atenção de públicos internacionais para o país e sua realidade. O tema deste ano são os movimentos culturais e humanos.
A mostra conta com o apoio do consulado colombiano em Barcelona e a organização da Imago, fundação que trabalha na Colômbia com jovens de baixos recursos projetos de teor cultural.
Inscrições de material serão aceitas até o dia 24.06. Mais informações através do e-mail.
Via LatAm Cinema.
Foto: O realizador colombiano Rubén Mendonza, participante da 4ª edição da mostra, ano passado. |
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Quinta, 12 de Junho de 2008
Ama e faz o que você gosta
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Esse é o título de uma deliciosa entrevista, que a revista argentina Haciendo Cine publicou este mês com dois nomes incríveis do cinema de seu país: Lucrecia Martel e Leonardo Favio. É também a mensagem que se extrai do encontro de dois incríveis autores do cinema argentino a novos realizadores (e, diga-se de passagem, realizadores de qualquer coisa).
A proposta foi que a jovem Lucrecia entrevistasse o veterano Favio, em um encontro na casa-estúdio dele e uma conversa informal – coisa que ele topou pela primeira vez na vida, já que nunca foi de comentar o trabalho de colegas cineastas. A idéia surgiu da dupla estréia que se aproxima nos cinemas da Argentina: Lucrecia lançará La mujer sin cabeza, exibido recentemente no Festival de Cannes, e Favio, seu remake de Aniceto. O resultado é um “bate-papo histórico, carinhoso e carregado de cinema”, como disse a própria revista em seu site. Leia parte do texto aqui.
Haciendo Cine, que comenta cinema com um olhar independente, é uma publicação que vale a pena acompanhar. Além de oferecer boas matérias e notícias, a revista organiza ótimos workshops de cinema, como o próximo que vem aí: um seminário de realização cinematográfica com Pablo Trapero, de Leonera (filme aplaudidíssimo em Cannes), nos dias 17 e 18.07. Vagas limitadas. Mais informações aqui. |
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Terça, 10 de Junho de 2008
El reflejo: o Paraguai está produzindo
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Depois do sucesso de Hamaca paraguaya, os entusiastas do cinema latino, especialmente do paraguaio, torcem por uma produção constante no país – que, antes do bem sucedido filme de Paz Encina, ficou 39 anos sem lançar um só longa-metragem.
Pois acaba de ser anunciado o lançamento de El reflejo, primeiro trabalho de Gustavo Delgado. Ambientado na época da crise financeira de 1996 no Paraguai, o filme conta a história de Pablo (Rodrigo Zavala), o proprietário de uma empresa de finanças que, ao perder uma viagem de avião para o Brasil, descobre que sua mulher (Maia Ayala) é infiel.
O orçamento de El reflejo foi de 62 mil dólares, e a duração do longa é de 85 minutos. Rodado entre 2005 e 2007 em High Definition, o filme, de pegada comercial, é uma boa notícia para a esperança de nascimento de uma indústria cinematográfica no país.
Veja o trailer acima. |
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Segunda, 09 de Junho de 2008
Cinco workshops de cinema no Festival Latino de SP
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A Fundação para a Pesquisa do Audiovisual (FIA) programou cinco workshops de cinema, que acontecerão de 08 a 12.07, dentro das atividades do 3º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo.
O primeiro workshop será dado pela produtora valenciana Teresa Cebrián e estará centrado no desenvolvimento de projetos. No segundo, dirigido por Joan Álvarez, serão analisadas as estratégias de co-produção. O vice-presidente da FAPAE e diretor da Continental Producciones, Pancho Casal (foto), será o responsável pelo terceiro curso, dedicada às estratégias de financiamento. O marketing e a pesquisa são assunto do quarto workshop, dirigido pela produtora argentina Patricia Primón, enquanto o quinto estudará as novas formas de exibição e distribuição através da experiência de Mocha Aguilar, diretora de vendas do El Dorado Internacional.
Esses cinco cursos representam a primeira incursão da FIA no Brasil, um dos últimos países a se incorporar à Rede Ibero-Americana de Desenvolvimento de Projetos Audiovisuais (Red Idea), através da qual a fundação valenciana colabora com outras instituições latino-americanas para a organização de atividades relacionadas com o setor audiovisual na Colômbia, no Chile, na Argentina, no Panamá, México, Porto Rico, na Costa Rica, República Dominicana e na Espanha.
Via LatAm Cinema. |
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Sexta, 06 de Junho de 2008
Megacomplexo de cinema se instala em La Paz
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A capital boliviana foi escolhida pelo grupo espanhol GSA para receber um investimento de 16,5 milhões de dólares.
“Hoje chegamos a uma feliz resolução depois de um longo caminho que teve início anos atrás, que se concretiza como conseqüência de uma licitação internacional. Foi um processo motivado por um acordo entre o Ministério de Defesa Nacional, o governo municipal de La Paz e o Comando Geral do Exército, o qual nos permite agora apresentar o projeto de entretenimento mais importante dos últimos tempos na Bolívia, o Cine Center La Paz”, afirmou Jorge Chaparro, o presidente da GSA.
Segundo seus criadores, o Cine Center vai se converter no complexo de cinema com a maior quantidade de salas na América do Sul. Serão 18 telas em 56 mil metros construídos, onde também haverá lojas, estacionamentos e um hipermercado.
A cidade comemora a notícia, mas a novidade não é exatamente das melhores, afinal que tipo de programação as supersalas vão abrigar? Ao que parece, o efeito “megaplex” na indústria do cinema continua dando a impressão de progresso à indústria cinematográfica latino-americana. |
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Quarta, 04 de Junho de 2008
Leonardo Favio reaparece com novo filme
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Grande parte da fama que tem se deve à sua carreira como cantor e ator, mais que como cineasta. Mas, no cinema, o argentino Leonardo Favio fez obras importantes, que marcaram a cinematografia de seu país com histórias, pra surpresa de muitos, inesquecíveis e bem contadas. Pois Favio reaparece agora, 15 anos depois de um dos seus filmes mais conhecidos (Gatica, el mono, de 1993), com um novo projeto, intitulado Aniceto.
Trata-se de um remake de um filme realizado por ele em 1967, com Federico Luppi e Elsa Daniel. Romance simples e poderoso, Aniceto é uma história trágica e estranha que se transforma em um exaltado espetáculo musical – aparentemente contada em outro estilo nesta nova versão e agora com Hernán Piquín no papel principal.
O filme estréia em junho na Argentina. Para os interessados em curtir novamente o talento de Leonardo Favio no cinema (lembremos de Crónicas de un niño solo, de 1965), aí vai o trailer.
Mais informações no site oficial do filme.
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Terça, 03 de Junho de 2008
Carrefour realiza mostra de cinema brasileiro
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“Promover a reflexão sobre a sociedade atual através do cinema” e “incentivar e disseminar a produção cultural no país” são os objetivos do Carrefour, a rede de supermercados importada da França, ao realizar em São Paulo a mostra cinematográfica “O Brasil dos estrangeiros” – a primeira de quatro eventos programados para este ano.
Em cartaz desde 26.05 e com filmes programados ainda para os dias 09 e 16.06 (Gaijin - caminhos da liberdade, de Tisuka Yamasaki, e Terra astrangeira, de Walter Salles e Daniela Thomas, respectivamente), o evento inclui bate-papos anteriores à exibição dos filmes com o escritor e roteirista Marçal Aquino (Cão sem dono).
“O Brasil dos estrangeiros” acontece no Instituto de Formação Carrefour (Rua Paul Valery, 255 - Granja Julieta), com entrada gratuita, a partir das 19h. |
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Segunda, 02 de Junho de 2008
Cinema latino em "curtas” VII
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:: Lo bueno de llorar, novo filme de Matías Bize, estréia no Chile
Considerado um dos talentos mais promissores do atual cinema chileno, Matias Bize volta às bilheterias chilenas com seu terceiro filme, Lo bueno de llorar, a história de uma noite na vida de um casal cuja relação está crise. Bastante elogiado em festivais, assim como seus projetos anteriores, Sábado e Na cama, com 11 e 36 prêmios em competições internacionais, respectivamente, o longa foi rodado em Barcelona, tem Alex Brendemühl e Vicenta N’Dongo nos papéis principais e estréia com seis cópias. Veja o trailer acima.
(Via LatAm Cinema)
:: Próximo projeto de Walter Salles estava (e ainda está) nos planos de Coppola
Walter Salles já tem projeto para 2009: o diretor, que acaba de apresentar seu Linha de passe (feito com Daniela Thomas) em Cannes, irá adaptar o romance On the road (Pé na estrada, em português), de Jack Kerouac, para o cinema. Com roteiro escrito por Salles com a colaboração do porto-riquenho José Rivera (roteirista de Diários de motocicleta), o livro conta as aventuras de Sal Paradise pelas estradas dos Estados Unidos. Segundo a Ansa, esse é um velho projeto de Francis Ford Coppola, que atuará como produtor do longa – cuja direção será de Salles.
:: Perro loco, festival universitário, anuncia sua segunda edição
O Perro loco, festival universitário de cinema latino-americano que é projeto da Universidade Federal de Goiás, convoca interessados em participar de sua mostra competitiva a enviar seus filmes até 19.07. As obras, que não podem ultrapassar 30 minutos de duração, devem ser produzidas por estudantes matriculados em unidades de ensino superior.
Segundo sua organização, o evento tem como objetivo abrir espaço a jovens cineastas latinos, além de promover a integração latino-americana através do cinema.
Este ano, o festival acontece entre os dias 04 e 09.11 no campus Samambaia. Saiba mais no site. |
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