Cinema chileno em 2008: números baixos e o passo da estréia online
Se os números do cinema no Brasil não foram exatamente promissores em 2008 (veja post anterior), os do Chile realmente deixam muito a desejar. Pouco mais de 20 filmes estrearam nas salas do país este ano. O site Chileaudiovisual, que publica dados oficiais, ainda não divulgou as cifras de público total, mas consta – segundo post do site peruano Cinencuentro – que o filme de maior bilheteria alcançou pouco mais de 210 mil espectadores.
31 minutos, o vencedor, é um filme baseado numa série de televisão para crianças. Em seguida, vem El regalo, de Cristián Galaz e Andrea Ugalde, que foi assistido por 200 mil. O resto das estréias não ultrapassou os 100 mil, inclusive La buena vida, de Andrés Wood (Machuca), que estreou mundialmente em outubro no Festival do Rio e foram selecionados para competir ao prêmio de melhor produção sul-americana nos prêmios Goya, da Espanha, no começo de 2009.
O mesmo post do Cinencuentro suscita então a pergunta: com tudo o que custa o processo de distribuição e exibição de um filme, ele tem realmente que estrear em uma sala de cinema? O autor acredita que não, e como saída fala das estréias de filmes online. No próprio Chile, com sua cinematografia ainda mais incipiente que, por exemplo, a da Argentina ou a do Brasil, esse pensamento já está se difundindo, com a iniciativa concreta do lançamento, em 09.04 do ano que vem, de Tanto tiempo, de Claudio Polgati.
Trata-se de uma produção com atores desconhecidos, que quer estrear online e nada mais e, além disso, é herdeira de casos parecidos (filmes lançados na internet), como The princess of Nebraska, de Wayne Wang, que estreou na seção Screening Room do You Tube (veja o trailer aqui). De repente, seja realmente esta a saída para o problema da exibição, no Chile ou onde seja: ampliar a oferta de telas e perder o medo de deixar as salas de cinema. Na produção, já superamos – em parte – a dependência da película.
A produção cinematográfica brasileira é cada vez mais constante e, portanto, melhor desde a criação da lei nacional de incentivo, há mais de 10 anos. Mas o público, ainda que tenha hoje uma percepção mais positiva de seu próprio cinema do que 10 anos atrás, parece que não anda respondendo à altura.
Em 2008, mesmo que o público total tenha se mantido o mesmo de 2007 (89 milhões de pessoas foram às salas), caiu a quantidade de espectadores de filmes nacionais. Os números exatos só serão divulgados no começo de janeiro pelo Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas, mas já se sabe que a cifra está abaixo dos 9% de 2007.
Há sete anos, o público de filmes estrangeiros se mantém estável, ao redor de 80 milhões (a exceção é 2004, que alcançou 100 milhões). A participação de filmes nacionais em exibição caiu em 2008, ficando entre 9% e 10%, número menor do que os 11,5% de 2007 e os 11% de 2006. As salas de cinema aumentaram em 3,6%, com 119 novas salas.
A expectativa, como sempre, é que a coisa melhore em 2009, ano que já tem garantida a distribuição de 41 longas nacionais.
Foto: cena de Feliz Natal, de Selton Mello, que estreou como diretor em 2008.
La producción cinematográfica brasileña es cada vez más constante y, por lo tanto, mejor desde la creación de la ley nacional de cine, hace más de 10 años. Pero el público, aunque tenga hoy una percepción más positiva de su cine que 10 años atrás, parece no responder a la altura.
En 2008, con un público total igual que en 2007 (89 millones de personas fueron a las salas de cine), se redujo la cantidad de espectadores para películas nacionales. Los números exactos sólo serán divulgados en el comienzo de enero por el Sindicato de las Empresas Distribuidoras Cinematográficas de Brasil, pero ya se sabe que la cifra está debajo de los 9% de 2007.
Hace siete años, el público de películas extranjeras se mantiene estable, alrededor de 80 millones (la excepción fue el año de 2004, que alcanzó 100 millones). La participación de películas nacionales en exhibición cayó en 2008, quedando entre el 9 y el 10%, número menor que el 11,5% de 2007 y el 11% de 2006. Las salas de cine aumentaron un 3,6% con 119 nuevas salas.
La expectativa, como siempre, es que la cosa mejore en 2009, año que ya tiene garantizada la distribución de 41 largos nacionales en el país.
Foto: escena de Feliz Natal, del actor brasileño Selton Mello, que estrenó en la dirección en 2008.
Pode ser que o adeus ao ano velho e as tentativas de juntar energias para o ano novo sejam tão irreais como qualquer conto de Natal, mas que fazer planos para uma nova vida nessa época do ano, todo mundo faz, não há dúvida. Pois acrescente “ver mais filmes latinos (incluindo os brasileiros)” na sua listinha, de preferência antes de “juntar dinheiro” ou “emagrecer”, que a promessa vale a pena.
Para ajudar seu projeto 2009, a Latina preparou uma listinha das estréias de filmes latinos (a relação dos brasileiros você confere direto aqui) no Brasil. É claro que as informações podem mudar – e oxalá a lista cresça, porque pelo que foi confirmado até agora, está minguada –, então fique de olho semana a semana nas novidades.
Aqui vão as boas novas do ano que vem até agora:
CAFÉ DE LOS MAESTROS (Café dos maestros), de Miguel Kohan (Argentina)
É provável que Gustavo Santaolalla, o compositor argentino que foi duas vezes oscarizado e que teve a brilhante idéia, antes dos Oscars, de lançar o Bajofondo, tenha se inspirado em Buena Vista Social Club, de Wim Wenders, ao decidir produzir esse filme. Não importa. Aqui a história é o tango, e o tango merece que todos entendamos de onde ele veio. Jogue-se nesse documentário (foto), que é pura Buenos Aires das antigas, com direito a saber quem são as figuras mestres por trás deste maravilhoso presente da Argentina ao mundo.
Estréia: 25.12.
EL NIDO VACÍO (Ninho vazio), de Daniel Burman (Argentina)
Pelo menos levando em consideração seus filmes, pode-se dizer que Daniel Burman é um “cara família”. Este filme representa uma mudança à trilogia anterior do diretor argentino, como, por exemplo, o abandono momentâneo de seu ator-fetiche Daniel Hendler, mas o tema maior continua vindo da esfera familiar. Seja como for, vale a pena ver: Burman consegue ser autor e ser comercial ao mesmo tempo. Sem falar, para os que se preocupam, que o filme ganhou vários prêmios festivais afora.
Estréia: 09.01.
TONY MANERO, de Pablo Larraín (Chile)
Sem dúvida, o chileno Pablo Larraín conseguiu um argumento curioso: um cara obcecado pelo personagem de John Travolta em Embalos de sábado à noite (Tony Manero) começa a cometer uma série de crimes, enquanto outros sósias de Manero são perseguidos pela polícia secreta em tempos de ditadura do Pinochet. O filme acaba de ganhar o Festival da Havana, é co-produção brasileira e também conseguiu seus vários troféus por aí (inclusive de melhor ator).
Estréia: 23.01.
CHE (O argentino), de Steven Soderbergh (Estados Unidos)
A primeira parte da saga de Che Guevara, na versão cinematográfica de Soderbergh, estréia separada da segunda (que chega em maio) no Brasil. Benicio del Toro, porto-riquenho que vive nos Estados Unidos desde quase sempre, é quem faz o papel do guerrilheiro argentino – e por ele ganhou, por exemplo, a melhor atuação masculina de Cannes 2008. Mas o que interessa mesmo é que, antes deste filme duplo (que é co-produção entre Estados Unidos, Espanha e França), não havia ficção sobre o Che no cinema. Uns gostam, outros não. O fato é que vale a pena ver.
Estréia: 20.02.
ARRÁNCAME LA VIDA (Arranca-me a vida), de Roberto Sneider (México)
O filme do mexicano Roberto Sneider flerta com o cubano Como água para chocolate, mas isso não chega a ser um problema (até porque Como água é bem simpático). Para quem gosta da combinação história de época, famílias em disputa e amores para toda a vida, é uma boa pedida.
Estréia: 27.02.
RUDO Y CURSI, de Carlos Cuarón (México)
Neste que é o sexto filme de Carlos Cuarón na direção, brigam dois irmãos envolvidos com o universo do futebol profissional. Nele, atua novamente a dupla Gael García Bernal e Diego Luna, de Y tu mamá también (filme que Carlos escreveu junto com seu irmão Alfonso, que também o dirigiu).
Estréia: 20.03.
CHE – GUERRILHA, de Steven Soderbergh (Estados Unidos)
Aí vai a segunda parte da trajetória de Che na guerrilha latino-americana.
Estréia: em maio (ainda sem data).
A ILHA DA MORTE, de Wolney Oliveira (Brasil)
O diretor é brasileiro e atual diretor da Casa Amarela Eusélio Oliveira, em Fortaleza, mas o filme é uma co-produção entre Brasil, Cuba e Espanha. Além disso, a história acontece na Ilha, ou seja, em Cuba, onde o jovem Rodolfo sonhar ser um cineasta em tempos de pré-revolução. Abriu o 17º Festival de Cinema do Ceará, do qual Wolney é coordenador, e é inspirado na real trajetória dos estudantes da famosa escola de cinema e televisão de San Antonio de los Bãnos, lugar, mítico se não fosse tão verdadeiro, que representa boa parte do talento cinematográfico latino-americano.
Estréia: em maio (ainda sem data)
LA VENTANA, de Carlos Sorín (Argentina)
Historias mínimas e El perro fizeram do argentino Carlos Sorín um dos pilares mais interessantes do cinema argentino atual. Simples, poéticas e levemente bem humoradas, as histórias de Sorín merecem ser vistas. Essa relata o último dia da vida de Antonio, escritor de 80 anos que aguarda a visita de seu filho em sua fazenda no norte da Patagônia.
Tony Manero, o filme chileno que participou de várias competições em 2008, incluindo Cannes, e ganhou os troféus de melhor filme e melhor atuação masculina em Toronto, na Itália, foi o grande vencedor do 30º Festival de Havana, que aconteceu em Cuba entre os dias 02 e 12 de dezembro.
Lá, o segundo longa de Pablo Larraín (Fuga, 2006) também conquistou os prêmios de melhor filme e melhor ator para Alfredo Castro, que faz o papel de um homem de 50 anos obcecado com Tony Manero, o personagem de John Travolta e seus passos de dança no filme Embalos de sábado à noite. A partir de uma perspectiva pessoal, o filme aborda os horrores da ditadura de Augusto Pinochet.
Co-produção brasileira e distribuído pela Imovision, Tony Manero tem estréia prevista no Brasil para janeiro. Diretor e ator já confirmaram presença no lançamento. Veja o trailer abaixo.
O júri, encabeçado pelo realizador peruano Francisco Lombardi, premiou também o brasileiro Linha de passe, de Walter Salles e Daniela Thomas, no segundo lugar, e o cubano El cuerno de la abundancia, de Juan Carlos Tabío, no terceiro. Repetindo a conquista de Cannes este ano, a atriz brasileira Sandra Corveloni, de Linha de passe, foi premiada pela melhor atuação feminina.
O Coral (nome do troféu do Festival de Havana) de melhor direção foi para a argentina Albertina Carri, por La rabia, enquanto outro argentino, Pablo Trapero, levou o prêmio especial do júri por Leonera, que também ganhou por melhor direção de arte. Já os mexicanos Parque vía, de Enrique Rivero, e Desierto adentro, de Rodrigo Plá, ficaram com os troféus de melhor primeiro filme (dividido com os filmes brasileiros Mutum e Filmefobia) e fotografia, respectivamente.
Uma das novidades deste ano no festival foi a entrega do prêmio “Latinoamérica Primera Copia” de pós-produção para primeiros filmes. Levaram o uruguaio Gigante e o argentino Andrés no quiere dormir la siesta.
O polêmico presidente venezuelano está pronto para voltar ao cinema e à TV. Hugo Chávez, o personagem, será tema de dois novos documentários: o primeiro feito por Oliver Stone e o segundo, pelo chileno Marco Enríquez-Ominami. Ambos cineastas estão na fase de produção de seus filmes, que prometem lançar entre 2009 e 2010.
Enquanto o enfoque de Stone é tomar Chávez como parte de um contexto histórico que explicaria o ideal bolivariano de integração continental, Ominami pretende retratar Chávez num primeiro filme de um projeto maior, que engloba os demais líderes de esquerda da América do Sul. Aliás, projeto semelhante é o Renaissance, financiado pela Arte-France (produtora de tv e cinema franco-alemã), CNC (Centre National de la Cinématographie - França), da Yle (a maior emissora de TV pública da Finlândia) e RTBF (Bélgica) e que visa a analisar as figuras de Lula, Bachelet, Rafael Corrêa, Evo Morales e do próprio Chávez.
Voltando ao projeto de Stone, suas filmagens começaram junto às negociações de Chávez com as Farc pela entrega dos reféns, frustradas pela interferência do governo colombiano em dezembro de 2007. A exclusividade das filmagens era sua. "Nunca estive numa coisa assim. Estou orgulhoso de fazer parte disto", declarou Stone na ocasião à agência portuguesa Lusa. Veterano do Vietnã, ele questiona há muito as relações e políticas estadunidenses, e sua filmografia mostra títulos como Looking for Fidel e Comandante, sobre Fidel Castro, e Persona non grata, sobre o líder palestino Yasser Arafat. Em declaração recente à revista Variety, Stone definiu seu documentário atual, sem esconder suas preferências políticas: "É sobre Chávez e a renovação na América do Sul".
Já Marco Enríquez-Ominami buscou uma parceria com a produtora Cine TV France. O chileno define o “bolivarianismo” de Chávez como "um dos mais potentes já vistos na América do Sul nas últimas décadas". Ominami é filho de Marco Ominami, fundador do MRI (Movimento Revolucionario de Izquierda) e morto em confronto com militares em 1975, e tem grandes expectativas em relação ao seu trabalho: "Gostaria de somar ao projeto estas novas figuras que encarnam novos e antigos sonhos para mostrar os matizes das esquerdas latino-americanas", como disse ao jornal chileno La Tercera.
Santiago do Chile foi o lugar escolhido pelo famoso roteirista norte-americano Robert McKee para seu primeiro curso ministrado na América Latina. Entre os dias 25 e 28 de abril, McKee – que, segundo afirmam os números do seu currículo, já orientou mais de 40 mil profissionais de cinema – promete abordar desde os temas básicos da construção de uma história até conceitos mais avançados. O nome do seminário, que já tem inscrições abertas na internet, é Santiago Story. Gostou? Então corre pra reservar seu lugar: www.mckeestorychile.com.
Começa amanhã, 16.12, a segunda edição do Bahia Afro Film Festival, evento que nasceu na Casa de Cinema da Bahia, dirigida pelo cineasta Lázaro Faria, cujo objetivo é divulgar de integrar e promover discussões em torno da produção audiovisual nacional e internacional com o afro-descendente como tema principal.
Este ano, com atividades até o dia 21.12, o festival fará uma homenagem a Zumbi dos Palmares, promovendo uma reflexão em torno da data mais importante para o calendário afro- descendente no Brasil: os 120 anos da abolição da escravatura.
A iniciativa conta com o apoio da Fundação Cultural Palmares do Ministério da Cultura do Brasil, cuja proposta é fazer da cidade do Salvador da Bahia um pólo de cinema que dissemine a experiência e sabedoria africanas, dando ênfase que às experiências e influências da diáspora africana no mundo, o sincretismo resultante e sua resistência cultural. Como opina Lázaro Faria sobre a visibilidade e integração histórica da cidade com o negro "Foi aqui que a África foi reinventada", o cineasta dirigiu filmes como Orixás da Bahia, Mandinga em Manhattan e Cidade das mulheres.
Serão montadas oficinas, palestras, além de seminários e manifestações artísticas e culturais que resgatem e valorizem o cinema afro-descendente. Além disso, será disponibilizado para o público um acervo audiovisual na Casa de Cinema que irá abrigar mostras e exibições especiais durante todo o ano.
Estréia hoje, 12.12, nos cinemas da Colômbia mais um filme de ficção, que se somará aos 14 lançamentos em 2008 no país. Helena, de Jaime César Espinosa, foi rodada em Manizales, Antioquia, com atores, equipe e cenários da própria cidade. Na história, que recebeu apoio do Ministério de Cultura para sua fase de pós-produção, memória e esquecimento se enfrentam na tentativa desesperada de uma mulher lutando para ser salva pelo amor.
Segundo seus produtores, “Helena é um filme feito com recursos limitados, mas cheio de mistério e tratamentos visuais bastante arriscados: luz natural, improvisações, rigor de composição de quadro e trabalho a partir de criação de figuras e formas de organização sistemáticas dentro do plano, tempos mortos bastante rítmicos, exploração de espaços, economia das informações e algo maravilhoso: o emprego de atores profissionais e não famosos, que dão frescura e zero antecipação de gestos, reações e tensões. Helena busca construir atmosferas dando soltura às situações e diálogos”. Veja o trailer e saiba mais no site oficial do filme.
Já o documentário 16memorias, de Camilo Botero, estreou recentemente em salas especiais, depois de um longo processo de montagem e construção. Trata-se da recopilação de um material esquecido em arquivos por mais de 30 anos, que foi recuperado por Camilo para ser convertido em um documentário sobre a história de uma tradicional família do estado colombiano de Antioquia. 16 memorias resgata 80.000 pés de película que Mario Posada Ochoa registrou em 16 mm entre 1945 e 1971 na Colômbia, nos Estados e na Europa. Veja o trailer e outras informações no site do filme.
muito bom o trailer do 16 memórias, fiquei a fim de ver. o outro, nem tanto. já vi muito filme ruim que o trailer era nesse estilo. mas o mais importante, camila, é: parabéns pelo blog. mandou bem na idéia e está muito legal. diz uma coisa: qual a melhor forma de descobrir se e quando esses filmes vão entrar em cartaz no brasil? esses e outros, eu digo, porque pode ser útil para as nossas dicas culturais.
um beijo e boa sorte.
Estrena hoy, 12.12, en los cines de Colombia una película de ficción más, que se sumará a los 14 lanzamientos del 2008 en el país. Helena, de Jaime César Espinosa, fue rodada en Manizales, Antioquia, con actores, equipo y escenarios de la propia ciudad. En la historia, que recibió apoyo del Ministerio de Cultura para su fase de postproducción, memoria y olvido se enfrentan en el intento desesperado de una mujer luchando por ser salva por el amor.
Según sus productores “Helena es una película hecha con recursos limitados pero llena de misterio y tratamientos visuales bastante arriesgados: luz natural, improvisaciones, rigor de composición de cuadro y trabajo a partir de creación de figuras y formas de organización sistemáticas dentro del plano, tiempos muertos bastante rítmicos, exploración de espacios, economía de las informaciones y algo maravilloso: el empleo de actores de profesión, no-famosos, que imprimen frescura y cero anticipación de gestos, reacciones y tensiones. Helena busca construir atmósferas a partir de dar rienda suelta a las situaciones y diálogos”. Mira el trailer y ve más aquí.
Ya el documental 16memorias, de Camilo Botero, estrenó recientemente en salas especiales, después de un largo proceso de montaje y construcción. Se trata de recopilación de un material olvidado en archivos por más de 30 años, que fue recuperado por Camilo para ser convertido en un documental sobre la historia de una tradicional familia del departamento colombiano de Antioquia. 16memorias rescata los 80.000 pies de película que Mario Posada Ochoa registró entre 1945 y 1971 en Colombia, Estados Unidos y Europa. Por más de 30 años un material de inusual calidad estética y de alto valor testimonial. Ve el trailer y otras informaciones en la página de la película.
La revista argentina Haciendo Cine invita al público a participar de su primera edición de 2009, de enero y febrero. La tarea es votar en los mejores del 2008 (entre los títulos que estrenaron oficialmente en Argentina): películas destacadas, actores y actrices-revelación, sorpresas y sucesos importantes. Para eso, caso esté interesado, llena el cuestionario abajo y envía a redaccion@haciendocine.com.ar. Como premio, HC promete sortear 10 DVDs.
MEJOR PELÍCULA NACIONAL
MEJOR PELÍCULA EXTRANJERA
MEJOR PELÍCULA DE ANIMACIÓN
MEJOR PELÍCULA DOCUMENTAL
SORPRESA
DECEPCIÓN
OTRA VEZ SOPA
MEJOR ACTRIZ (nacional e internacional)
MEJOR ACTOR (nacional e internacional)
MEJOR DIRECTOR (nacional e internacional)
ACTRIZ REVELACIÓN (nacional e internacional)
ACTOR REVELACIÓN (nacional e internacional)
MEJOR PERSONAJE
MEJOR TAPA HC (ver el portal de la revista)
ACONTECIMIENTO DEL AÑO (no película)
LA MEJOR ESCENA DEL AÑO
FIGURA DEL AÑO
A revista argentina Haciendo Cine convida o público a participar de sua primeira edição de 2009, de janeiro e fevereiro. A tarefa é votar nos melhores de 2008 (entre os títulos que estrearam oficialmente na Argentina): filmes de destaque, atores e atrizes-revelação, surpresas e acontecimentos marcantes. Para isso, caso esteja interessado, complete o questionário abaixo e envie para redaccion@haciendocine.com.ar. Como prêmio, HC promete sortear 10 DVDs.
MELHOR FILME NACIONAL (argentino)
MELHOR FILME ESTRANGEIRO
MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
MELHOR DOCUMENTÁRIO
SURPRESA
DECEPÇÃO
SOPA OUTRA VEZ
MELHOR ATRIZ (nacional e internacional)
MELHOR ATOR (nacional e internacional)
MELHOR DIRETOR (nacional e internacional)
ATRIZ REVELAÇÃO (nacional e internacional)
ATOR REVELAÇÃO (nacional e internacional)
MELHOR PERSONAGEM
MELHOR CAPA HC (ver o site da revista)
MELHOR ACONTECIMENTO DO ANO (não filme)
MELHOR CENA DO ANO
FIGURA DO ANO
Ricardo Larraín, um dos cineastas mais importantes do Chile, é o responsável por uma iniciativa que presta homenagem ao cinema chileno recente. Estimulado pela Escuela de Cine de la Universidad Mayor e pela Cineteca Nacional, associadas para este projeto à editora Ocho Libros, Larraín acaba de publicar uma coleção de 10 roteiros de filmes chilenos pós-golpe de 1973.
Além de publicar os roteiros (o que por si só é um avanço), a excelente idéia permite aos interessados uma visão da produção cinematográfica chilena recente através de uma seleção de histórias que oscila entre a denúncia política, o final da ditadura e o período posterior, de revisão, o relato policial e a comédia.
Ausências sentidas, como relata o site peruano Cinencuentro, são os roteiros Amnesia (1994), de Gonzalo Justiniano, y de El chacotero sentimental (1999), de Cristián Galaz – ambos sucessos do cinema local.
Leia no jornal chileno El Mercurio uma entrevista com Ricardo Larraín sobre o projeto.
A primeira “Mostra Luta” surge para afirmar um dos direitos mais básicos do ser humano: o direito à comunicação. De 01 a 06.12, em Campinas, no interior do estado de São Paulo, muitos sem-voz falarão, através de vídeos, sobre sua realidade, sonhos e lutas: a luta dos sem-terra, dos sem-teto, dos sem-trabalho, a luta contra a privatização das nossas riquezas, pela diversidade sexual e pelo acesso à arte e cultura, a luta operária e estudantil, a luta antimanicomial, enfim, a luta geral pela sobrevivência.
Os organizadores da mostra e produtores relacionados mostram o desejo de que o evento seja, em si, uma resposta popular aos maiores grupos de comunicação do Brasil, estabelecidos pelas famílias Civita, Marinho, Frias, Saad, Abravanel e Sirotsky, responsáveis respectivamente pelo Grupo Abril, Organizações Roberto Marinho-Rede Globo, Grupo Folha da Mnahã (de São Paulo), Bandeirantes, SBT e RBS, o maior império de comunicação do sul do Brasil.
Toda a informação produzida e retransmitida por eles chega aos 184 milhões de habitantes do país. Quase sem fiscalização, tais grupos concentram em suas mãos um poder gigantesco de manipulação, contrariando a própria legislação federal e constantemente estão a criminalizar as lutas dos movimentos sociais e distorcer a realidade vivida pelos trabalhadores. É com esse poder que formam a opinião pública, tratando, em geral, as manifestações populares como casos de polícia. Daí a militância eletrônica que se revela pelas brigadas audiovisuais de coletivos independentes ou como braços de antigas e já estabelecidas lutas sociais.
O documentário Nem um minuto de silêncio: fora Syngenta do Brasil foi produzido de forma independente pela Brigada de Audiovisual da Via Campesina Brasil. Com este primeiro filme, camponeses e camponesas, acampados e acampadas, assentados e assentados, todos moradores da periferia rural brasileira, começam a se organizar para produzir um contraponto audiovisual à deturpação e violência engendrada pelas transnacionais e pelos representantes do agronegócio. Uma violência que é legitimada e defendida pela grande mídia - através de suas novelas e telejornais - e por cineastas subjugados à lógica comercial.
O documentário analisa os acontecimentos que levaram ao assassinato em outubro de 2007 do camponês Valmir Mota Keno no interior do estado do Paraná, por uma milícia armada contratada pela transnacional Syngenta Seeds. Keno era integrante do MST e já vinha sofrendo ameaças de morte.
O objetivo deste trabalho é aprofundar a discussão sobre a questão agrária brasileira, contrapondo o modelo de desenvolvimento voltado para a produção de transgênicos e liderado por grandes empresas transnacionais, ao modelo que busca o fortalecimento da agricultura familiar voltado para a garantia da soberania alimentar de todo o povo brasileiro.
A Syngenta é uma transnacional suíça, que dentre outras atividades ilegais, mantinha um campo de testes com transgênicos dentro da faixa de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu, patrimônio natural da humanidade. Em uma ocupação pacífica da Via Campesina no local, pistoleiros assassinaram o dirigente do MST Valmir Mota, o Keno.
Como se han dado cuenta los lectores asiduos de este blog, La Latina estuvo fuera de funcionamiento por algunas semanas – no por su voluntad, sino por una malograda migración de servidor. Pedimos disculpas por las vacaciones obligadas e invitamos a todos los interesados a pasear por acá diariamente, que el blog está volviendo a full, calentando las energías para 2009.
Con motivo de las reuniones de la Conferencia de Autoridades Audiovisuales y Cinematográficas de Iberoamérica y del Programa Ibermedia, que tendrán lugar entre el 25 y 28 de noviembre en Montevideo, LatAm cinema, portal que colabora con La Latina, entrevistó a Martín Papich, director del Instituto del Cine y el Audiovisual del país anfitrión.
¿Cuáles son las expectativas del instituto que dirige para estas reuniones?
Tuvieron que pasar más de diez años desde la creación de Ibermedia para que Uruguay sea sede del encuentro de CAACI y del Comité Intergubernamental del Programa. Nos sentimos complacidos, ya que este hecho, lejos de obedecer a una casualidad, guarda relación con un ‘momento’ de desarrollo de un diseño programático de políticas públicas que se suma como socio real a una plataforma de realización consolidada. Tenemos la certeza que esta será una nueva oportunidad para fortalecer nuestro vínculo con el programa, no solamente medido a través del apoyo a los proyectos nacionales, sino también por el factor multiplicador que significa la interacción con el resto de las autoridades e instituciones de la región.
La distribución y exhibición son dos de los principales retos que enfrenta el cine iberoamericano actual. ¿Qué medidas piensan impulsar desde la CAACI y el Programa Ibermedia para fomentar la circulación y exhibición de películas?
El ‘cuello de botella’ del sector es la circulación de los contenidos realizados. En tal medida, cada vez más, es un tema de análisis recurrente y de toma de medidas que se visualizarán a partir de la puesta a punto de algunas ayudas a la distribución y exhibición que actualmente se están procesando en el ámbito de las autoridades iberoamericanas. Esas medidas tienden a fortalecer el rol de los modelos de negocios que prioricen la presencia de ‘nuestras’ películas. Serán medidas que se adoptarán tomando la globalidad de la dificultad.
Los aportes de los 17 países miembros al Programa Ibermedia no superan los 7 millones de dólares anuales, una cifra insignificante teniendo en cuenta los costes de producción cinematográfica. ¿Cuál es el futuro del Programa Ibermedia?
El Programa Ibermedia ha demostrado ser exitoso en el apoyo a las coproducciones; actualmente es una realidad de la gran mayoría de los países miembros y por lo tanto del colectivo, el hecho de tener una balanza deficitaria entre la cantidad de proyectos y lo limitado de los instrumentos de apoyo. En dos sentidos podrá minimizarse esa situación: la eventualidad de mayores aportes de los países y por otro, la búsqueda de mecanismos para tornar favorable la participación del sector privado. En el medio podrán ubicarse instrumentos tales como los fondos de garantía, los fideicomiso y los incentivos fiscales.
En la pasada reunión celebrada en Quito se habló del relanzamiento de Doc TV Iberoamérica, programa dirigido a fomentar el documental en Iberoamérica. ¿Cuál ha sido el balance de la primera edición y cómo cree que evolucionará este programa?
Doc TV IB es un formidable banco de prueba de lo que puede ser un modelo exitoso de distribución y exhibición. El primer paso dado fue confirmatorio de la necesidad de combinar esfuerzos y de sumar a las televisiones públicas como socios naturales del sector cinematográfico. Fue un acierto. Lo será en la medida que se profundice su alcance en el corto plazo. Desde Uruguay entendemos que no solamente es posible, sino sumamente necesario.
¿Cómo ha repercutido la puesta en marcha del Programa Ibermedia en el cine de su país?
El cine uruguayo es un 80 por ciento sinónimo de coproducción; hablar de coproducción en la región es hablar de Ibermedia. El programa es un componente privilegiado en el armado de proyectos; para nuestro país es ‘un común denominador’ de lo que se ha logrado hasta el momento.
Uruguay acaba de aprobar la primera ley de cine de su historia. ¿Cuáles serán las primeras iniciativas que tiene previsto sacar adelante?
Concebimos la Ley como un componente de una formulación estratégica que identificamos como ‘Integralidad Programática’: Ley de Cine y Audiovisual, Ley de Patrocinio (incentivos fiscales), Cluster, atención impositiva particular al sector, ámbito institucional favorable, sumado a otros instrumentos ya existentes -como el FONA, MVD Socio Audiovisual; Locaciones Montevideanas- son piezas de ese pool de instrumentos que hoy apuntan, en un rol de socio, hacia este complejo cultural-económico. Uruguay lo ha definido como prioritario. Estos mecanismos apuntan a toda la cadena de valor y a un desarrollo integral y equilibrado: cantidad sí, pero también calidad artística, teniendo en claro que el objetivo de estas políticas públicas es el ciudadano.
Como perceberam os leitores assíduos deste blog, a Latina esteve fora do ar por algumas semanas – não por sua vontade, senão por problemas técnicos devido a uma migração de servidor. Pedimos desculpas pelas férias forçadas e convidamos a todos os interessados a passear por aqui diariamente, que o blog que está voltando com tudo, aquecendo as energias para 2009.
Por ocasião das reuniões da Conferência de Autoridades Audiovisuais e Cinematográficas da Ibero-América (CAACI) e do Programa Ibermedia, que aconteceram entre os dias 25 e 28.11 em Montevidéu, LatAm cinema, site parceiro da Latina, entrevistou Martín Papich, diretor do Instituto de Cinema e Audiovisual do país anfitrião. Confira.
Quais são as expectativas do Instituto de Cinema do Uruguai em relação a essas reuniões?
Tiveram que passar mais de 10 anos desde a criação do Ibermedia para que o Uruguai fosse sede do encontro entre a CAACI e o Comitê Intergovernamental do Programa. Estamos felizes, já que esse fato, longe de ser uma casualidade, tem relação com um “momento” de desenvolvimento de um desenho programático de políticas públicas que se soma como sócio real a uma plataforma de realização consolidada. Temos certeza que esta será uma nova oportunidade para fortalecer nosso vínculo com o programa, não somente medido através do apoio aos projetos nacionais, mas também pelo fator multiplicador que significa a interação com o resto das autoridades e instituições da região.
A distribuição e exibição são dois dos principais desafios que enfrenta o cinema ibero-americano atual. Que medidas vocês pensam impulsionar a partir da CAACI e do Programa Ibermedia para fomentar a circulação e exibição de filmes?
O ‘gargalo da garrafa’ do setor é a circulação dos conteúdos realizados. Nessa medida, cada vez mais, é um tema de análise recorrente e de tomada de medidas que se visualizarão a partir da concretização de algumas ajudas à distribuição e à exibição, que atualmente estão sendo processadas no âmbito das autoridades ibero-americanas. Essas medidas tendem a fortalecer o papel dos modelos de negócios que priorizem a presença dos ‘nossos’ filmes. Serão medidas que se adotarão tomando a globalidade da dificuldade.
Os aportes dos 17 países membros do Programa Ibermedia não superam os sete milhões de dólares anuais, uma cifra insignificante levando em conta os custos da produção cinematográfica. Qual é o futuro do programa Ibermedia?
O Programa Ibermedia demonstrou ser bem-sucedido no apoio às co-produções; atualmente é uma realidade da grande maioria dos países membros e, portanto do coletivo, o fato de ter uma balança deficitária entre a quantidade de projetos e a limitação dos instrumentos de apoio. Em dois sentidos poderá ser minimizada essa situação: com eventuais maiores aportes e através da busca de mecanismos para tornar favorável a participação do setor privado. No meio, poderão estar instrumentos tais como os fundos de garantia, os fideicomissos e os incentivos fiscais.
Na reunião passada, em Quito, falou-se do relançamento do Doc TV Ibero-América, programa dirigido a fomentar o documentário na região. Qual foi o balanço da primeira edição e como você acredita que o programa evoluirá?
O Doc TV IB é uma prova formidável do que pode ser um modelo bem-sucedido de distribuição e exibição. O primeiro passo dado confirmou a necessidade de combinar esforços e de somar as televisões públicas como sócios naturais do setor cinematográfico. Foi um acerto. O será na medida em que se aprofunde seu alcance em curto prazo. No Uruguai, entendemos que não somente é possível, senão absolutamente necessário.
Como repercutiu o funcionamento do Programa Ibermedia no cinema uruguaio?
O cinema uruguaio é em 80% sinônimo de co-produção, e falar de co-produção na região é falar de Ibermedia. O programa é um componente privilegiado na organização dos projetos. Para o Uruguai é um ‘comum denominador’ do que se conseguiu até o momento.
O Uruguai acaba de aprovar a primeira lei de cinema da sua história. Quais serão as primeiras iniciativas que você previstas neste sentido?
Concebemos a lei como um componente de uma formulação estratégica que identificamos como ‘Integralidade Programática’: Lei de Cinema e Audiovisual, Lei de Patrocínio (incentivos fiscais), Cluster, atenção impositiva particular ao setor, âmbito institucional favorável, somado a outros instrumentos já existentes – como o FONA, MVD Sócio-Audiovisual, Locações Montevideanas – são peças desse pool de instrumentos que hoje apontam, em um papel de sócio, para este complexo cultural-econômico. O Uruguai o definiu como prioridade. Estes mecanismos apontam para toda cadeia de valor e para um desenvolvimento integral e equilibrado: quantidade sim, mas também qualidade artística, tendo claro que o objetivo destas políticas públicas é o cidadão.
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