Seu primeiro filme, “Play” (2005), foi recebido e premiado por vários festivais, como o de Valdívia, no Chile, de Havana, em Cuba, e o Cero Latitud, no Equador. Agora a jovem realizadora chilena se prepara para uma nova e já esperada onda de prêmios para “Turistas”, que estréia internacionalmente na próxima quinta-feira, 29 de janeiro, no Festival de Rotterdam, no qual compete pelo prêmio oficial. O lançamento acontece num momento em que o cinema chileno para mostrar o resultado de seu crescimento nos últimos anos, conquistando prêmios como o de Sundance para “La nana” (Sebastián Silva) este ano.
Em seguida, a entrevista exclusiva de Alicia Scherson, em Rotterdam, para La Latina e LatAm cinema.
“Turistas” parece ter por trás um roteiro bastante estruturado. Você tem o hábito de respeitar os roteiros quando roda seus filmes?
Na verdade, tudo o que se vê em “Turistas” foi escrito antes. Respeito muito meus roteiros, porque gosto do processo de escrever, assim como de editar. Para mim, a filmagem é um momento de soluções práticas e, claro, de muitos problemas para resolver rapidamente. Há certamente momentos bonitos, mas eles também surgem de surpresas e problemas.
De onde surgiu a idéia de filmar uma história de contrastes entre a natureza e a cidade?
Meu filme anterior, “Play”, que foi meu primeiro, é sobre a cidade. Vivo em Santiago, que é uma grande cidade, e realmente tinha vontade de filmar a natureza. Mas senti a necessidade de fazer isso a partir do ponto de vista de uma pessoa urbana, por isso usei uma mulher de Santiago como testemunha.
O interessante de “Turistas” é que não é preciso decidir-se entre uma coisa e a outra.
Há coisas boas e ruins dos dois lados. O que também quis abordar nesse filme é essa coisa que acontece com os turistas, que vivem a natureza ou o lugar ao qual viajam com distância. Em “Turistas”, a natureza é vivida, mas também se trata de um ambiente regulamentado, com seus caminhos marcados e placas por todos os lados, além de seus incômodos particulares.
Como o barulho, por exemplo.
Sim! Muitas pessoas pensam que a natureza é um lugar silencioso, mas não é verdade. Para nós, sair de férias significa fugir do barulho. Meu primeiro título para esse filme era “El ruído” [o barulho], mas depois mudei.
Qual foi a diferença pra você entre os processos de realização de “Play” e de “Turistas”?
Nada se compara ao seu primeiro filme... É algo desafiante, completamente novo. “Play” foi meu primeiro encontro com a indústria. Durante meu segundo filme, estava muito mais confortável. Aproveitei muito o processo e o vejo como mais profissional. “Turistas” é mais precisa, mais limpa.
Quais são seus próximos projetos?
Tenho vários agora, porque terminar um filme leva tempo, e os projetos acumulam. Meu próximo filme, “El futuro”, é uma adaptação de um romance do escritor chileno Roberto Bolaño, chamado “Una novelita lumpen”. Na verdade, é um romance de Bolaño menos apreciado pelos críticos, mas acho que esses são os que viram os melhores filmes. “El futuro” foi parte da seleção do CineMart, o mercado de co-produção de Rotterdam, duas vezes. Vou começar a filmá-lo no final deste ano.
Parece que você já é da familia do Festival de Rotterdam.
Sem dúvida... Tudo começou em 2003, quando participei do programa do festival com um dos meus curta-metragens, chamado “Crying under water”. Esse mesmo ano, trouxe comigo o projeto de “Play”, que terminou ganhando o Hubert Bals Fund e também um apoio em distribuição. Como disse, “El futuro” participou dois anos consecutivos do CineMart, e agora “Turistas” está na competição pelos VPRO Tiger Awards. Essa é minha quarta vez em Rotterdam e estou muito feliz.
Para finalizar, qual sua opinião sobre o cinema chileno hoje? Parece que está passando por um bom momento.
Houve um pequeno boom em 2005, que acho que tem a ver com a lei nacional de cinema, que é de meados dos 90, e também com a tecnologia digital. O que vemos hoje são os segundos filmes dos diretores dessa época. Parece ótimo pra mim que, com essa crise, façamos mais e mais filmes. Existe um desespero no ar pra se fazer cinema. Mas nossa situação é crítica em termos de financiamento e especialmente de distribuição. Tiram os filmes chilenos depois de uma semana em cartaz, porque eles estão competindo com blockbusters. É preciso pensar em uma proteção neste sentido também ou não sei o que pode acontecer.
“Turistas” estréia comercialmente no Chile em abril.
Conheça o Beto, um empregado da Cidade do México que passa os dias limpando com grande dedicação uma enorme casa vazia e as noites assistindo às notícias de um telejornal interessado nas tragédias cotidianas do mundo. São 30 anos vivendo na propriedade, que, depois de permanecer 10 anos à venda, finalmente encontrou compradores. Agora Beto tem que sair, mas preferiria passar o resto de sua vida confinado em sua rotina. O que fazer?
Esse é o mote de “Parque Vía”, debut em longa-metragem do diretor mexicano Enrique Rivero Huerta, engenheiro industrial transformado em cineasta que, até então, tinha lançado dois curtas. Presente na seção “Bright Future” do Festival de Rotterdam este ano, o filme passou antes por seleções importantes – como as de Locarno (Suíça), onde ganhou o Leopardo de Ouro, e de Huelva (Espanha), onde recebeu menção especial do jurado –, com seu roteiro eficiente e polido, inspirado na vida real de Nolberto Coria, o Beto.
De estilo convencional de filmagem e edição, porém composto com precisão na bela fotografia de Arnau Valls Colomer, “Parque Vía” impressiona por transformar recursos simples em resultados poderosos. É o caso, por exemplo, das atuações de não-atores, como Tesalia Huerta, a mãe do diretor, que vive a dona da casa (que, por sinal, pertencia aos avós do diretor), e o próprio Nolberto Coria, que interpreta a si mesmo na ficção. Ele, alvo de toda a atenção, é apresentado ao espectador em cenas cotidianas que desenham com fluidez a rotina de um homem feliz, ainda que isolado.
Por trás da aparente simplicidade dessa história, que por sinal conquista pela economia e contundência, Rivero conseguiu construir uma sutil, mas notável menção, provavelmente crítica, à distinção global de classes e, sem dúvida, às prisões domiliciares em grandes cidades – às quais as pessoas “se acostumam”, como repete Beto ao longo do filme para justificar o tipo de vida que leva. Um dos meios para isso, por exemplo, é o hábito de Beto de escutar notícias sensacionalistas do telejornal, que aborda não só o México, mas o mundo todo.
“Parque Vía” – em tempo, o nome da avenida onde se localiza a casa do personagem, trata de mundo solitário, embora completo. Respeitável debut.
Lisandro Alonso apresentou ao mundo um estilo pessoal de narrativa em 2000, quando lançou “La libertad”. De lá para “Liverpool” (2008), que está sendo exibido no Festival de Rotterdam (21 de janeiro a 1 de fevereiro) dentro da seção Spectrum, o diretor argentino se especializou em seu próprio tipo de cinema-personagem – que, com este último filme, parece chegar a um desgaste.
Fã incondicional dos tipos inadaptados e da construção de uma realidade que rechaça a ficção, Alonso coloca sua câmera na vida de pessoas quaisquer querendo que ela não estivesse lá. Abdica em grande parte do som, contando o que quer através do silêncio e, ao longo de minutos aparentemente insignificantes (ainda que extremamente duros, pelo peso que carregam os personagens ou pela paisagem que não acolhe e afasta qualquer psicologismo), faz a gente se acostumar com seus personagens. Mas aí ele – ou sua câmera – segue outro rumo, atendo-se à paisagem, a outros, a nada. Ou a tudo o que ele, Lisandro, quer dizer.
A questão é que neste jogo de cinema anti-narrativo, a busca pela identificação não chega a ficar de lado, ainda que se queira. Para seus tipos desajustados, Alonso espera proximidade do espectador. Tanto que nos dá dados de Farrel, o protagonista de “Liverpool”, através do pouco discurso que põe na boca dos demais personagens. Mais do que já fez em qualquer um de seus filmes anteriores, sem dúvida, como se seu estilo, citado lá no começo, estivesse se esgotando.
É como senti aqui no Festival, em uma exibição para a imprensa do filme: o espectador que aceita o cinema de Lisandro Alonso anseia, de todo jeito, por se aproximar não só de seus personagens, mas do próprio diretor, tratando de gostar do que viu. Meus amigos jornalistas, por exemplo, esboçaram ao longo do filme algumas reações de ansiedade, como risinhos e suspiros, principalmente em cortes de uma cena para outra, quando alguma mudança de cenário criava expectativa.
E no plano final, quando uma personagem acha no chão um chaveiro com a palavra “Liverpool” esculpida em metal, explicando o título do filme, deram a suspirada final, como quem diz: “Será que ele vai terminar o filme aqui?”. Vai. E terminou, mostrando que o que faz é o que ele quer fazer, ainda que já pareça algo desgastado. Nesse jogo, confesso, fico às vezes perdida, como alguns dos meus colegas. Quero gostar de Alonso, mas não sei se consigo.
Neste vídeo publicado no You Tube, Alonso fala de “Liverpool” e do tipo de cinema que lhe interessa (em espanhol):
A 25ª edição do Festival de Sundance está a cinco dias de seu final, e dois dos latinos participantes de mostras competitivas (clique aqui para ler mais sobre a participação latina este ano em Sundance) já fizeram as primeiras exibições de seus filmes. A Latina conversou com eles por email, e cada um respondeu duas (longas) perguntas sobre seus filmes, seus países de origem, além de opinões e expectativas. Confira!
O brasileiro MURILO PASTA (foto), SOBRE “CARMO”
“Carmo” é um filme de várias nacionalidades, em sua produção e na história que conta. Como essa mistura despertou em você a idéia e o desejo para fazê-lo? E como você espera que ele seja recebido em Sundance?
Na verdade, o que ocorreu foi o oposto: planejei o filme inicialmente com Elisa Álvares, uma produtora brasileira que vive e trabalha em Londres, e à medida que saímos à procura de financiamento, sentimos a necessidade de montar uma co-produção internacional. Acabamos com cerca de dez nomes, entre co-produtores e produtores executivos - brasileiros, espanhóis, poloneses, um australiano, uma argentina... Ou seja, nossa intenção inicial era montar uma co-produção anglo-brasileira, mas acabamos abrindo o leque por pura necessidade. A história em si, no entanto, foi alterada apenas minimamente por causa disso. Desde o princípio decidi que “Carmo” seria um filme de fronteira e que teria uma história de amor entre dois “desajustados” como pano de fundo. Já a equipe é multinacional simplesmente porque eu trabalho na Europa há anos e me relaciono profissionalmente quase que exclusivamente com europeus. Meu diretor de fotografia é irlandês, toda a equipe de som é espanhola. São profissionais maravilhosos, com quem já havia trabalhado e em quem confio cegamente.
Minha expectativa em Sundance é zero! Sinceramente. Só ter sido selecionado já é uma conquista extraordinária. Quero tentar relaxar um pouco e aproveitar o contato com colegas de profissão e talvez também futuros colaboradores.
Vivendo fora do Brasil há vários anos, como você vê o cinema produzido no país e os estímulos estatais? Há uma evolução? Que críticas você faria?
Acho que o cinema brasileiro evoluiu em relação aos anos 90, mas de lá para cá deu uma estagnada. Eu culpo exatamente o sistema de estímulo estatal - de captação através da renúncia fiscal. Os roteiros em geral deixam bastante a desejar. Existe um problema de formação. Muitos cineastas usam a desculpa de que são “autores” para fazer filmes que não engajam o público de modo algum. A verdade é que pouquíssimos diretores têm a habilidade genuína para serem roteiristas também. É uma questão de vocação. O problema no fundo é de má formação aliada a um mercado bastante deturpado. Eu concordo que deveria haver uma conexão entre performance de filmes na bilheteria e liberdade irrestrita para captar recursos. Um cineasta que não faz uma bilheteria mínima proporcional ao orçamento de seu filme não deveria de forma alguma ter toda a liberdade de captar para seu próximo filme. Estamos falando de dinheiro público, impostos devidos. É uma falta de responsabilidade antes de qualquer outra coisa. Por outro lado há uma geração de profissionais de enorme talento no Brasil. Walter Salles e Fernando Meirelles são as referências óbvias, mas para mencionar só alguns, Marcelo Gomes, Andrucha Waddington, Heitor Dhalia, o roteirista Bráulio Mantovani... Gente de alto calibre.
Como você a participação de “Corazón del tiempo” em Sundance? O filme estreou em San Sebastián e agora está no festival de cinema independente mais importante do mundo. Que outros caminhos irá percorrer e o que você espera do filme em termos de público?
Participar de Sundance pode abrir uma janela para entrar no grande mercado norte-americano, onde há uma grande diversidade de público – e aqui, incluo aos milhões de mexicanos imigrantes. “Corazón del tiempo” fala da vida no campo, em sua linguagem narrativa e em sua temática, e, desta maneira, há uma linguagem comum a todo esse público, já que a maioria vem do campo. Mas também é um filme para todo tipo de público, para os interessados em conhecer o México, aquele dos povos originários e, em especial, o experimento social que está sendo ensaiado nas montanhas do sudeste mexicano graças ao levantamento zapatista de 1994.
Deste movimento, falou-se muito, mas pouco se conhece sobre como vivem os povos zapatistas, da sua vida cotidiana, de seus amores, de sua resistência e construção de outro mundo possível. Creio que, para muitos mexicanos, esta história mostra um pouco a vida dos camponeses indígenas zapatistas. Por isso mesmo, pra mim este é um filme que vai ser bastante visto, não só nas salas de cinema, mas nas escolas e universidades, locais sindicais e casas de cultura de todo o país. Na verdade, já está sendo solicitado, antes mesmo de sua estréia.
“Corazón del tiempo” lida com um tema político. Como você vê o cinema mexicano que é produzido hoje em dia neste sentido? Em geral, de que falam os filmes e qual a reação do país ao seu próprio cinema?
“Corazón del tiempo” tem uma temática política por si mesmo, é uma co-produção com os próprios zapatistas. No entanto, a história que conta é de amor: três mulheres que se apaixonam em momentos diferentes. Desta maneira, o discurso político fica em segundo plano. Neste filme, olha-se como os homens, mulheres e crianças dão vida e sustento aos ideais políticos e sociais que fizeram o movimento ficar famoso. Aqui se vê os zapatistas fazem o que dizem e dizem o que pensam.
O cinema mexicano vive um momento muito interessante, principalmente nas temáticas e propostas cinematográficas. Temos de tudo, a gama de filmes é muito ampla. Em termos de bilheteria, algumas são mais eficazes que outras. Infelizmente, essa efervescência política criativa não corresponde à distribuição e exibição que seguem fechadas em velhas fórmulas e não prestam atenção a essas expressões, às novas propostas. Assim, cada filme tem que lutar para encontrar seu público.
La 25ª edición del Festival de Sundance está a cinco días de su final, y dos de los latinos participantes en la competencia (haz click aquí para saber más sobre la participación latina este año en Sundance) ya tuvieron sus películas exhibidas. La Latina conversó com ellos por email, y cada uno contestó dos (largas) preguntas sobre sus películas, sus países de origen, además de opiones y expectativas.
El brasileño MURILO PASTA (foto), SOBRE “CARMO”
“Carmo” es una película de varias nacionalidades, en su producción y en la historia que cuenta. ¿Cómo esa mezcla despertó en ti la idea y el deseo de hacerla? ¿Y cómo esperas que sea recibida en Sundance?
En realidad, lo que pasó fue lo opuesto: planeé la película inicialmente con Elisa Álvares, una productora brasileña que vive y trabaja en Londres, y a la medida que salimos en la búsqueda de financiación, sentimos la necesidad de armar una coproducción internacional. Terminamos con más o menos diez nombres, entre coproductores y productores ejecutivos – brasileños, españoles, poloneses, un australiano, una argentina… O sea, nuestra intención inicial era armar un coproducción anglobrasileña, pero terminamos abriendo el abanico por pura necesidad. La historia en si, sin embargo, fue cambiada sólo mínimamente por eso. Desde el principio, decidí que “Carmo” sería una película de frontera y que tendría una historia de amor entre dos “desajustados” en el plan secundario. En lo que tiene que ver con el equipo multinacional, eso se da porque trabajo en Europa hace años y tengo relaciones profesionales casi exclusivamente con europeos. Mi director de fotografía es irlandés, todo el equipo de sonido es de España. Son profesionales maravillosos, con quienes ya había trabajado y en quienes confío ciegamente.
!Mi expectativa en Sundance es cero! Sinceramente. Sólo haber sido seleccionado ya es una conquista extraordinaria. Quiero intentar relajar un poco y aprovechar el contacto con colegas de profesión y tal vez también futuros colaboradores.
Viviendo fuera de Brasil hace varios años, ¿cómo ves el cine producido en el país y el tema de los estímulos estatales? ¿Hay una evolución? ¿Cuáles son tus críticas?
Creo que el cine brasileño evolucionó en relación a los años 90, pero desde entonces se estancó. Para mí, la culpa es del sistema de estímulo estatal – de captación a través de renuncia fiscal. Los guiones también dejan mucho por desear. Existe un problema de formación. Muchos cineastas usan la escusa de que son “autores” para hacer películas que no enganchan al público de ninguna manera. La verdad es que muy pocos directores tienen la habilidad genuina de trabajar como guionistas también. Es una cuestión de vocación. El problema de fondo es de mala formación aliada a un mercado bastante deturpado. Estoy de acuerdo de que debería haber una conexión entre performance de películas en taquilla y libertad irrestricta para captar recursos. Un cineasta que no tiene una taquilla mínima proporcional al presupuesto de su película no debería de ninguna manera tener toda la libertad de hacer captación para su próxima película, como sucede en Brasil. Estamos hablando de dinero público, impuestos debidos. Es una falta de responsabilidad antes de cualquier otra cosa. De otro lado, hay una generación de profesionales de enorme talento en Brasil. Walter Salles y Fernando Meirelles son las referencias obvias, pero sólo para mencionar algunos, Marcelo Gomes, Andrucha Waddington, Heitor Dhalia, el guionista Bráulio Mantovani... Gente de alto calibre.
¿Cómo ves la participación de “Corazón del tiempo” en Sundance? La película estrenó en San Sebastián y ahora está en el más importante festival de cine independiente del mundo. ¿Qué otros caminos irá recorrer y qué esperas de la película en términos de público?
Participar en Sundance puede abrir una ventana para entrar al gran mercado de Norteamérica, donde hay una gran diversidad de público, y aquí incluyo a los millones de mexicanos migrantes. “Corazón el tiempo” habla de la vida en el campo, en su lenguaje narrativo y en su temática por lo que hay un lenguaje común con todo ese público ya que la mayoría proviene del campo. Pero también es una película para todo público, para todos aquellos interesados en conocer ese otro México, el México de los pueblos originarios y en especial al experimento social que se está ensayando en las montañas del sureste mexicano a raíz del levantamiento zapatista de 1994.
De este movimiento se ha hablado mucho, pero poco se conoce de cómo viven los pueblos zapatistas, de su vida cotidiana, de sus amores, de su resistencia y construcción de otro mundo posible. Creo que, para muchos mexicanos, esta historia nos muestra un poco la vida de los campesinos indígenas zapatistas. Por eso mismo, me parece que esta es una película que se verá mucho, no sólo en salas cinematográficas, sino en escuelas, universidades, locales sindicales y casas de cultura de todo el país. De hecho, ya nos la están solicitando, aún antes de su estreno.
“Corazón del tiempo” maneja una temática política. Cómo ves el cine mexicano que se produce hoy en día en este sentido: ¿En general, de qué hablan las películas y cuál es la reacción del país a su propio cine?
“Corazón del tiempo” tiene una temática política por sí misma, es una coproducción con los propios zapatistas, sin embargo, la historia que cuenta habla del amor. Tres mujeres que se enamoran en diferente tiempo, por lo que el discurso político queda en un segundo plano. En esta película se mira cómo estos hombres, mujeres y niños dan vida y sustento a los planteamientos políticos y sociales que han hecho famoso a este movimiento. Aquí se ve que los zapatistas hacen lo que dicen y dicen lo que piensan.
El cine mexicano vive un momento muy interesante, sobre todo en las temáticas y las propuestas cinematográficas. Tenemos de todo, la gama de películas es muy amplia. En taquilla algunas son más eficaces que otras. Desgraciadamente esta efervescencia creativa no se corresponde con la distribución y exhibición, que siguen encasilladas en viejas formulas y que no prestan atención a estas expresiones, a las nuevas propuestas. Así cada película tiene que librar una lucha por encontrar su público.
De 15 a 25 de janeiro, o Festival de Sundance celebra seu 25º aniversário ressaltando, mais um ano, os traços que o tornaram referência do cinema independente mundial. É que o encontro organizado por Robert Redford na cidade de Park City se consolidou como o lugar para descobrir novos realizadores de todo o mundo. Este ano, o evento apresentará 120 filmes – entre ficções e documentários – divididos em sete categorias. Gerardo Michelin conversou com Caroline Libresco, programadora sênior do festival, sobre as linhas editoriais do evento e a presente situação do cinema contemporâneo. Confira a entrevista para o LatAm cinema e La Latina.
Quais são as principais diretrizes que vocês seguiram para realizar a seleção final do festival?
Sempre estamos buscando filmes excelentes, surpreendentes e engenhosos, que provoquem uma reação passional de um ou mais dos nossos programadores. Não procuramos filmes por ser de um gênero, estilo ou tema em particular. Na verdade, estamos abertos a todo tipo de filmes.
Da mesma maneira que em edições anteriores, há uma importante presença de diretores estreantes desta vez. Por que isso?
Sundance é um festival para descobrir, e não temos o hábito de incluir trabalhos de autores que são reconhecidos. Em nossa competição de filmes dramáticos norte-americanas só participar primeiras, segundas ou terceiras obras. Apesar de que às vezes projetamos filmes de realizadores mais veteranos, trata-se, na maioria dos casos, de revelações para os espectadores, a crítica e a indústria estadunidense.
Como programadora de um dos festivais mais prestigiados do mundo, você está em uma posição privilegiada para conhecer as tendências do cinema. Em que direção aponta o cinema contemporâneo?
É quase impossível pra mim fazer um comentário sobre a direção que está tomando o cinema contemporâneo, porque é algo muito amplo. No meu trabalho, vejo filmes de todo o mundo. Vejo ficção e documentário na mesma medida, então você pode imaginar a variedade de estilos, temas, estéticas e regiões que isso representa. Portanto, não acho que seja possível generalizar. Mesmo assim, posso afirmar que a cada ano se produz mais e mais filmes graças à tecnologia – algo que permitiu um acesso mais simples aos meios de produção. Quando comecei a trabalhar em Sundance, faz sete anos, recebíamos uns 600 filmes dramáticos dos Estados Unidos. Agora, este número está próximo de 1000. Além disso, creio que a relação do público com o cinema vai mudar, pois é cada vez mais fácil ter acesso a todo tipo de cinema, devido à distribuição digital e à internet. Ninguém é capaz de imaginar como vai ser o cinema no futuro, mas espero que as mudanças permitam que público tenha acesso de uma maneira descomplicada ao cinema independente, documental e estrangeiro.
Nesse cenário, como você vê o cinema latino-americano?
Ficamos muito entusiasmados ao ver que novos talentos estão surgindo da América Latina e estamos bastante atentos a eles. No Brasil e na Argentina, sempre estão surgindo diretores jovens inovadores. Através dos programas do Instituto Sundance, ou do próprio festival, tivemos o privilégio de projetar e/ou apoiar os primeiros trabalhos de talentos como Walter Salles, Andruscha Waddington, Lucrecia Martel, Felipe Barbosa e Jorge Gaggero.
Como o festival interage com o resto de programas que impulsiona o Sundance Institute?
Trabalhamos de perto com os nossos colegas de outros programas do Instituto Sundance, como os laboratórios de roteiro e direção do Programa de Longas-Metragens, os laboratórios de produção criativa e compositores Labs, os prêmios Sundance/NHK, e nosso programa de Cinema Documental. Todos eles nos recomendam projetos e, do mesmo modo, nós recomendamos artistas a eles. É um circuito. De todas as maneiras, no festival não aceitamos de forma automática os projetos do Instituto.
Del 15 al 25 de enero Sundance celebra su vigésimoquinto aniversario resaltando, un año más, los rasgos que le han permitido erigirse como referente del cine independiente mundial. Y es que la cita impulsada por Robert Redford en la ciudad de Park City se ha consolidado como el lugar para descubrir a los nuevos realizadores de todo el mundo. Este año, el festival presentará 120 películas –entre films dramáticos y documentales- divididos en siete categorías. Gerardo Michelin conversó con Caroline Libresco, programadora senior del festival, sobre las líneas editoriales del certamen y el estado del cine contemporáneo. A continuación, la entrevista exclusiva para LatAm cinema y La Latina.
¿Cuáles son los principales lineamientos que han seguido para realizar la selección final del festival?
Siempre estamos buscando películas excelentes, sorprendentes e ingeniosas que provoquen una reacción pasional de uno o más de nuestros programadores. No buscamos películas por ser de un género, estilo o temática en particular. Es más, estamos abiertos a todo tipo de películas.
Al igual que en ediciones anteriores, hay una importante presencia de directores debutantes. ¿A qué se debe esto?
Sundance es un festival para descubrir y no solemos incluir trabajos de autores que son reconocidos. En nuestra competencia de películas dramáticas estadounidenses deben ser primeras, segundas o terceras obras. A pesar de que a veces proyectamos películas de realizadores más veteranos se trata, en su mayoría, de revelaciones para los espectadores, la crítica y la industria estadounidense.
Cómo programadora de uno de los festivales más prestigiosos del mundo se encuentra en una posición privilegiada para conocer las tendencias del cine. ¿Hacia dónde cree que se dirige el cine contemporáneo?
Me resulta casi imposible hacer un comentario respecto a la dirección que está tomando el cine contemporáneo ya que se trata de algo muy amplio. En mi trabajo visiono películas de todo el mundo. Veo películas de ficción y documentales por igual, así que te puedes imaginar la variedad de estilos, temáticas, estéticas y regiones que veo. Por tanto, no creo que sea posible hacer una generalización. De todos modos, puedo afirmar que cada año se están haciendo más y más películas gracias a la tecnología, algo que ha permitido un acceso más sencillo a los medios de producción. Cuando comencé a trabajar en Sundance, hace siete años, recibíamos unas 600 películas dramáticas estadounidenses. Ahora, esa cifra está cercana a las mil películas. Además, creo que la relación del público con el cine va a cambiar debido a que cada vez es más fácil poder acceder a todo tipo de cine debido a la distribución digital o a través de internet. Nadie es capaz de imaginar cómo va a ser el cine en un futuro, pero espero que los cambios permitan al público acceder de forma más fácil al cine independiente, documental o extranjero.
En ese escenario, ¿cómo ve al cine latinoamericano?
Nos entusiasma mucho ver los nuevos talentos que están surgiendo de Latinoamérica y estamos muy atentos a ellos. En Brasil y Argentina siempre están surgiendo directores jóvenes innovadores. A través de los programas del Instituto Sundance, o del propio festival, hemos tenido el privilegio de proyectar y/o apoyar los primeros trabajos de talentos como Walter Salles, Andruscha Waddington, Lucrecia Martel, Felipe Barbosa o Jorge Gaggero.
¿Cómo interactúa el festival con el resto de programas que impulsa el Sundance Institute?
Trabajamos en forma muy estrecha con nuestros colegas de otros programas del Instituto Sundance como los laboratorios de escritura y dirección del Programa de Largometrajes, los laboratorios dirigidos a iniciativas de producción creativa y compositores Labs, los premios Sundance/NHK, y nuestro Programa de Cine Documental. Todos ellos nos recomiendan proyectos y, del mismo modo, nosotros les recomendamos a ellos artistas. Es un circuito. De todos modos, en el festival no aceptamos en forma automática los proyectos del Instituto.
Se suele decir que, en países donde la realidad grita, en el cine, la producción documental también habla en alto volumen. Esa es seguramente una verdad para los países latinoamericanos, entre ellos Colombia, cuyo grupo de documentalistas independientes hace un importante trabajo de registro de la realidad y de construcción de la memoria del país. Muchas veces, incluso, lejos de los estímulos estatales y privados y, más todavía, de la alfombra roja.
Uno de estos realizadores – jóvenes en su mayoría – es Samuel Córdoba, que hace poco finalizó su primer documental, "Tumaco Pacífico". Retrato de la comunidad de Tumaco, en la costa colombiana del Pacífico, la película fue lanzada antes para sus personajes, los habitantes de Tumaco, después exhibida en el Museo Nacional de Bogotá y entonces empezó a abrir camino por los festivales. Uno de ellos es la tercera edición de los 26èmes Rencontres du Cinéma Latino-Américain – que acontece en Francia de 11 a 17 de marzo – donde compite al premio del público a mejor documental junto a otros seis títulos, incluyendo otro colombiano ("Germinal", de Alejandro Chaparro).
Estreno comercial, Córdoba todavía no tiene planeado, como suele pasar con los documentales, especialmente los de realizadores independientes, aunque sean ellos los responsables por usar el cine para despertar la consciencia social.
A continuación, la entrevista exclusiva de Samuel Córdoba, que nació en Cartagena y creció en Bogotá, para La Latina.
¿De dónde surgió la idea para la realización de “Tumaco Pacífico”?
Yo estaba viviendo en Los Ángeles, donde quedé por siete años, y allá me encontré con un libro sobre Colombia, en el que vi una foto de las palafitas de Tumaco, que son las casas sobre el agua donde viven los habitantes de la región. Me quedé pensando en como sería la realidad de esta gente, como viven, como tienen acceso a agua y otros servicios etc. Empecé a fantasear sobre la realización de un documental sobre el asunto; algo que surgiera de la vivencia con la comunidad, en lugar de filar una idea preconcebida. Estaba cansado de lo que hacía en Estados Unidos, entonces compré todo el equipo en Los Ángeles y me fui a Colombia para empezar a rodar.
¿Cómo fue el proceso de investigación?
La idea era investigar poco a poco, dejando que los temas surgieran de la convivencia. Estuve en la casa de una habitante de Tumaco, que me recibió con las puertas abiertas, y allá me quedé por tres meses. De ese tiempo, surgió una relación con varias personas, que se volvieron personajes y son el centro del documental.
¿Cuál era tu objetivo al filmar ese documental, de la manera que resultó, y no de otra?
Quería realmente conocer uno de esos lugares que frecuentemente vemos retratados en los noticieros. Lugares que tienen problemas más allá de lo que sabemos, viven en medio a la violencia etc. Mi objetivo era lanzar una mirada sobre lo cotidiano de las personas, ir más allá de nuestra habitual inercia al tener contacto con esos temas.
¿Cómo fue financiado el proyecto y qué trayectoria pensaste pare él en términos de exhibición?
Financié solo el proyecto. Compré el equipo en Los Ángeles y, cuando llegué a Colombia, investigué por encima los estímulos de la ley de cine para documentales. Pero me encontré con varias exigencias que van en contra de mi objetivo, que era filmar espontáneamente. No quería escribir una idea, para no partir de un proyecto preconcebido.
La película "estrenó" antes para los habitantes de Tumaco. Regresé allá en julio de 2008 e hice una exhibición para ellos. Después, fue exhibido en el Museo Nacional de Bogotá y también participó en la 10ª edición de la Muestra Internacional Documental. Ahora, va a participar de los 26èmes Rencontres du Cinéma Latino-Américain, en marzo. La distribución comercial está difícil. Estoy estudiando la posibilidad de vender los derechos de exhibición al canal de televisión Señal Colombia, que está interesado.
¿Cuál es tu trayectoria en el cine?
Soy graduado en arquitectura, que estudié acá en Bogotá. Cuando terminé el curso, era una época difícil para la construcción en Colombia, entonces me interesé por estudiar cine, que ya era algo que me gustaba, en el exterior. Hice una maestría en dirección de arte en Los Ángeles y, cuando terminé, me fui quedando. Trabajé en varios proyectos independientes y me mantuve como diseñador gráfico y web. Me fui cansando de este esquema y quería usar el cine para algo más social y cultural, teniendo a Colombia como enfoque. Creo que el entretenimiento estimula una mirada más perezosa hacia la realidad y no quería contribuir para eso.
¿Cómo ves la producción de cine hoy en Colombia, con los estímulos de la ley, que es reciente?
Me parece bien... Pero me siento un jugador por fuera. Los proyectos que están apoyando en el Ministerio de Cultura no son los que me interesan como realizador. Por lo tanto, no me influye, pero creo que es importante la creación de una industria, para la generación de empleos y todo lo demás. De otro lado, no es una situación que favorece el crecimiento de la cultura, sino del trabajo. Creo que soy más bien escéptico en relación a este momento, porque está dirigido hacia el aspecto comercial.
¿Cuáles son tus próximos proyectos?
Tengo muchas ideas, pero no sé cual será la siguiente. Quiero antes llegar al final de este proyecto y analizar lo que hice y adonde eso me llevó. Pero probablemente será algo relacionado a las relaciones ambientales y sociales, que se chocan en algunos puntos de encuentro, que son los que yo quiero tratar.
Felicitaciones a Samiel Cordoba por su carrera y en especial por el documental de TUMACO por danos a conocer en toda colombia y en el mundo, espro que algun dia vuelvas por tumaco y veas todo cambiado.
Tudo pronto para a 59ª edição da Berlinale: o festival alemão, que é o terceiro maior da Europa, além de grande apoiador do cinema latino, acontece de 5 a 15 de fevereiro, com uma ampla seleção de filmes latino-americanos. Uma das mais gratas surpresas deste ano é a inclusão de “La teta asustada” (foto), segundo filme da peruana Claudia Llosa (“Madeinusa”) na seleção oficial do evento, ao lado de “Gigante”, co-produção Argentina-Uruguai dirigida por pelo argentino Adrián Biniez.
No ano passado, Berlim deu seu prêmio principal, o Urso de Ouro, a “Tropa de elite”, do brasileiro Padilha, que participa do festival novamente, desta vez com o documentário “Garapa” na seção Panorama. Da mesma seção participa também “Sólo quiero caminar”, do espanhol Augustín Díaz Yanes, com recursos da Espanha e do México e atuações de Diego Luna e Victoria Abril.
Um dos espaços mais importantes para o cinema latino nos festivais internacionais, o Latin American Works in Progress é uma iniciativa que promove filmes em etapa de pós-produção de qualquer tema ou país da América Latina. Organizado pela revista argentina Haciendo Cine em parceria com o European Film Market, do Festival de Berlim, e apoio do Instituto de Cine y Audiovisual Argentino (INCAA).
Este ano, o evento selecionou seis filmes que receberão apoio comercial: “A ojos cerrados”, de Hernán Jimenez (Costa Rica), “Días de mayo”, de Gustavo Postiglione (Argentina), “El perseguidor”, de Victor Cruz (Argentina), “La sangre y la lluvia”, de Jorge Navas (Colômbia), “Pecados de mi padre”, de Nicolás Entel (Argentina), e “Viaje redondo”, de Gerardo Tort (México).
Costuma-se dizer que, em países onde a realidade grita, no cinema, a produção documental também fala alto. Essa é certamente uma verdade para os países latino-americanos, entre eles a Colômbia, cujo grupo de documentaristas independentes faz um importante trabalho de registro da realidade e de construção da memória do país. Muitas vezes, diga-se de passagem, longe dos estímulos estatais e privados e, que dirá, dos tapetes vermelhos.
Um desses realizadores, jovens em sua maioria, é Samuel Córdoba, que há pouco finalizou seu primeiro documentário: “Tumaco Pacífico”. Retrato da comunidade de Tumaco, na costa colombiana do Pacífico, o filme foi lançado primeiro para seus personagens, os habitantes de Tumaco, depois exibido no Museu Nacional de Bogotá e então começou abrir caminho pelos festivais. Um deles é a 3ª edição dos 26èmes Rencontres du Cinéma Latino-Américain, que acontece na França de 11 a 17 de março, onde compete pelo prêmio do público a melhor documentário junto com outros seis títulos, incluindo outro colombiano (“Germinal”, de Alejandro Chaparro).
Estréia comercial, Córdoba ainda não tem em vista, como costuma acontecer com os documentários, especialmente os de realizadores independentes, ainda que sejam eles os responsáveis por usar o cinema para o despertar da consciência social. Confira a entrevista exclusiva de Samuel Córdoba, que nasceu em Cartagena e cresceu em Bogotá, para La Latina.
De onde surgiu a idéia para a realização de “Tumaco Pacífico”?
Eu estava vivendo em Los Angeles, onde fiquei por sete anos, e lá me encontrei com um livro sobre a Colômbia, onde vi uma foto das palafitas de Tumaco, que são as casas sobre a água onde vivem os habitantes da região. Fiquei pensando em como era a realidade dessa gente, como vivem, como têm acesso a água, luz etc. Comecei a fantasiar sobre realizar um documentário sobre o assunto; algo que surgisse da vivência com a comunidade, em lugar de filmar uma idéia pré-concebida. Estava cansado do que fazia nos Estados Unidos, então comprei todo o equipamento em Los Angeles e voltei pra Colômbia para começar a gravar.
Como foi o processo de pesquisa?
A idéia era pesquisar pouco a pouco, deixando os temas surgirem da convivência. Morei na casa de uma habitante de Tumaco, que me recebeu com as portas abertas, por três meses. Desse tempo, surgiu uma relação com várias pessoas, que se tornaram personagens e são o centro do documentário.
Qual era seu objetivo ao filmar esse documentário, da maneira que resultou, e não outra?
Queria realmente conhecer um desses lugares que a gente freqüentemente vê mal retratado nos noticiários. Lugares que têm problemas além do que a gente sabe, vivem em meio à violência etc. Meu objetivo era lançar um olhar sobre o cotidiano dessas pessoas, ir além da nossa habitual inércia ao ter contato com esses temas.
Como foi financiado o projeto e que trajetória você pensou pra ele em termos de exibição?
Financiei sozinho o projeto. Comprei o equipamento em Los Angeles e, quando cheguei à Colômbia, dei uma pesquisada nos estímulos da lei de cinema para documentários. Mas me deparei com uma série de exigências que iam contra meu objetivo, que era filmar espontaneamente. Não queria escrever uma idéia, para não partir de um projeto pré-concebido.
O filme “estreou” primeiro para os habitantes de Tumaco. Voltei lá em julho de 2008 e fiz uma exibição antes para eles. Depois, foi exibido no Museu Nacional de Bogotá e também participou da 10ª edição da Mostra Internacional de Documentários. Agora, vai participar dos Les 26èmes Rencontres du Cinéma Latino-Américain, em março. A distribuição comercial está difícil. Estou estudando a possibilidade de ceder os direitos de exibição para o canal de TV Señal Colombia, que se interessou em comprá-los.
Qual é sua trajetória no cinema?
Sou formado em arquitetura, que estudei aqui em Bogotá. Quando terminei o curso, era uma época difícil para a construção na Colômbia, então fiquei interessado em estudar cinema, que eu já gostava, no exterior. Fiz um mestrado em direção de arte em Los Angeles e, quando terminei, fui ficando. Trabalhei em vários projetos independentes e me mantive como designer gráfico e para web. Fui cansando deste esquema e queria usar o cinema para algo mais social e cultural, tendo a Colômbia como foco. Acho que o entretenimento estimula um olhar preguiçoso da realidade e não queria contribuir para isso.
O que você acha da produção de cinema hoje na Colômbia, com os estímulos da lei, que é recente?
Acho que está bem... Mas me sinto um jogador que está fora do jogo. Os projetos que estão apoiando não são os que me interessam. Portanto, não me influi, mas acho importante a criação de uma indústria, para gerar empregos e tudo mais. Por outro lado, não é uma situação que favorece o crescimento da cultura, e sim do trabalho. Acho que, no fim, sou cético em relação a esse momento, porque está dirigido ao aspecto comercial.
Quais são seus próximos projetos?
Tenho muitas idéias, mas não sei qual será a seguinte. Quero antes chegar ao final deste projeto e analisar o que fiz e aonde isso me levou. Mas provavelmente será algo relacionado às relações ambientais e sociais, que se chocam em alguns pontos de encontro, que são os que eu quero tratar.
“Arráncame la vida” é o título do único filme latino que faz parte da pré-seleção de títulos estrangeiros a competir pelo Oscar de 2009. Levado ao cinema por Roberto Sneider, que dirigiu “Dos crímenes” em 1995 e produziu “Frida” ao lado de Salma Hayek em 2002, o longa é adaptado do romance homônimo de Ángeles Mastretta, que é co-guionista, em 1985.
Arráncame la vida, já classificado como o filme mais caro da história do cinema mexicano (6,5 milhões de dólares de orçamento) é o retrato de um caudilho, membro do Partido Nacional Revolucionário, que atua de maneira cínica e aproveitadora tanto na esfera política, como na conjugal.
O longa, que está com ótima bilheteria no México e já estreou em outros países latinos, como a Colômbia, estréia no Brasil em 27 de fevereiro. Veja o trailer abaixo e saiba mais no site oficial.
O filme chileno “Turistas”, de Alicia Scherson (foto), irá competir pelos VPRO Tiger Awards do Festival de Rotterdam, que selecionou 14 títulos para sua 38ª edição, que acontece de 21 de janeiro a 1 de fevereiro. A lista inclui primeiros ou segundos filmes de diretores do mundo todo. Essa, que é a seleção oficial do festival holandês, entrega anualmente três prêmios de 15 mil euros cada aos vencedores.
“Turistas” é o segundo longa de Scherson, que é formada em cinema pela Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños, em Cuba, e debutou em 2005 com “Play” – que recebeu boas críticas. O filme conta com apoio financeiro do Fundo Hubert Bals e é uma produção de La ventura em co-produção com Paraíso Production Diffusion.
Veja uma sequência de “Play” disponível no You Tube:
La cinta chilena “Turistas”, de Alicia Scherson, competirá por los VPRO Tiger Awards del Festival de Rotterdam, que ha seleccionado catorce películas para la competición VPRO Tiger Awards del 38º Festival Internacional de Cine de Rotterdam, que sucede entre los días 21 de enero y 1 de febrero. La lista incluye primeras o segundas obras de directores de todo el mundo, entre las que se encuentra “Turistas”, de la realizadora chilena Alicia Scherson. La sección oficial del festival holandés repartirá tres premios de 15 mil euros cada uno.
“Turistas” es el segundo largometraje de Scherson que se graduó en cine en la Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de los Baños, en Cuba, y debutó en 2005 con “Play” – que recibió buenas críticas. La cinta cuenta con el apoyo financiero del Fondo Hubert Bals y es una producción de La Ventura en coproducción con Paraíso Production Diffusion.
Mira un extracto de “Play” disponible en You Tube:
Não são poucos os filmes latinos – ou que abordam temáticas latinas – na 25ª edição do Festival de Cinema de Sundance, que acontece de 15 a 25 de janeiro em Park City, no estado norte-americano de Utah. Nesta que é principal vitrine do cinema independente no mundo, mais de 60 filmes disputarão os prêmios de 2009, dos quais quatro longas de ficção, outros dois longas documentários e quatro curtas estão na esfera do cinema latino-americano. Sem contar um título que corre por fora da competição, mas brilha com uma première internacional: “Rudo y cursi” (foto), comédia do mexicano Carlos Cuarón (“Juego de niños” e “Ofelia).
Na principal competição dramática, em que concorrem títulos dos Estados Unidos, o único candidato é uma co-produção com o México intitulada “Sin nombre”, de Cary Fukunaga, quem debuta com esse filme – um drama social que fala da saga de imigrantes cruzando a fronteira da Guatemala rumo aos Estados Unidos – na ficção. Já entre os dramas internacionais, aparecem os três longas cuja realização é de latinos. O primeiro é “Carmo, hit the road” (somente “Carmo” no título em português), uma co-produção do Brasil com a Espanha e a Polônia dirigida pelo brasileiro Murilo Pasta. Radicado em Londres há muitos anos, Pasta acredita, segundo duas declarações à imprensa, que é difícil apontar uma nacionalidade dominante para seu filme, rodado no Brasil com atores espanhóis e brasileiros. Abordando a vida cotidiana de uma comunidade zapatista em Chiapas, no México, “Heart of time” (“Corazón del tiempo”), do mexicano Alberto Cortés, é outro participante da categoria, que estreou antes no Festival de San Sebastián, em setembro do ano passado (leia mais aqui). Por fim, há também o chileno “The maid” (“La nana”), de Sebastián Silva, ilustrador, pintor, músico e agora cineasta que conta a história de uma mulher solitária, que trabalhou mais de 20 anos em uma casa de ricos como babá.
Ambas produções estadunidenses, dois documentários participando da competição principal do gênero tratam nesta edição de Sundance de temas latinos e, além disso, abordam o universo da política. “The General”, co-produção mexicana dirigida por Natalia Almada, conta a vida de Plutarco Elias Calles, que foi presidente do México de 1924 a 1928. Dos Estados Unidos, mas retratando um personagem do Brasil, “Sergio”, de Greg Baker, é a história de Sérgio Viera de Melo, diplomata brasileiro que morreu tragicamente em 2003, depois de uma reconhecida carreira internacional.
Os curtas são outra atração importante de Sundance, que incluiu dois títulos argentinos (“The blindness of the woods" e “The Watch”), um mexicano (“Out of control”) e um brasileiro (“Crocodiles and I”) na competição deste ano. Além disso, pela segunda vez o festival selecionou vídeos de até cinco minutos, através de seu canal no You Tube, para fazer parte da programação geral. Chamado de “ProjectDirect”, o canal permite que cineastas amadores publiquem vídeos de curta duração no YouTube e os submetam à avaliação da audiência. Os vídeos mais populares serão os exibidos para uma platéia de atores, diretores e jurados de Sundance. No ano passado, o vencedor foi o vídeo “Laços”, das brasileiras Flávia Lacerda e Adriana Falcão. Visite o ProjectDirect clicando aqui.
Coisa de irmãos
Era uma vez dois irmãos; um queria cantar e o outro queria jogar futebol. Assim é “Rudo y cursi”, que estreou comercialmente em dezembro no México. Neste que é o sexto filme de Carlos Cuarón como diretor, Gael García Bernal e Diego Luna repetem a dobradinha de “Y tu mamá también”, título que consagrou os (também) irmãos Cuarón, na pele de Tato e Beto, que nesta comédia enfrentam irmandade a toda prova, rivalidade e ciúmes. Carlos Cuarón, que trabalhou como roteirista até 1996, depois passou também a dirigir, deu à Cha Cha Cha, de seu irmão Alfonso com Guillermo Del Toro e Alejandro Iñárritu, a tarefa de produzir “Rudo y cursi”. Veja o trailer no You Tube e outras informações no site oficial do filme.
Mais sobre Sundance-2009, você descobre no site do evento.
No son pocas las películas latinas – o que abordan temáticas latinas – en la 25ª edición de Festival de Cine de Sundance, que sucede de 15 a 25 de enero en Park City, en el estado norte-americano de Utah. En esta que es la principal vitrina del cine independiente en el mundo, más de 60 películas disputarán los premios de 2009, de los cuales cuatro largos de ficción, otros dos documentales y cuatro cortos pertenecen a la esfera del cine latinoamericano. Sin incluir un título que corre por fuera de la competencia, pero brilla con una première internacional: “Rudo y cursi” (foto), una comedia del mexicano Carlos Cuarón (“Juego de niños” y “Ofelia).
En la competencia dramática principal, en la que participan títulos de los Estados Unidos, el único candidato es una coproducción con México titulada “Sin nombre”, de Cary Fukunaga, que debuta con esta película – un drama social que habla de la saga de inmigrantes cruzando la frontera de Guatemala rumbo a los Estados Unidos – en la ficción. Ya entre los dramas internacionales, aparecen tres largos cuya realización es de latinos. El primero es “Carmo, hit the road”, una co-producción de Brasil con España y Polonia dirigida por el brasileño Murilo Pasta. Radicado en Londres hace muchos años, Pasta cree, según declaraciones suyas a la prensa, que es difícil decidirse por una nacionalidad dominante para su película, rodada en Brasil con actores españoles y brasileños. Abordando la vida cotidiana de una comunidad zapatista en Chiapas, México, “Heart of time” (“Corazón del tiempo”), del mexicano Alberto Cortés, es otro participante de la categoría, que estrenó antes en el Festival de San Sebastián, en septiembre del año pasado. Por fin, hay también el chileno “The maid” (“La nana”), de Sebastián Silva, ilustrador, pintor, músico y ahora cineasta que cuenta la historia de una mujer solitaria, quien trabajó más de 20 años en la casa de una familia rica como nana.
Ambas producciones estadounidenses, dos documentales participando en la competencia principal del género tratan en esta edición de Sundance de temas latinos y, además, abordan el universo de la política. “The General”, coproducción mexicana dirigida por Natalia Almada, cuenta la vida de Plutarco Elias Calles, quien fue presidente de México entre los años 1924 y 1928. De los Estados Unidos, pero retratando un personaje de Brasil, “Sergio”, de Greg Baker, es la historia de Sergio Vieira de Melo, diplomático brasileño que murió trágicamente en 2003, después de una reconocida carrera internacional.
Los cortometrajes son otra atracción importante de Sundance, que incluyó dos títulos argentinos (“The blindness of the woods" y “The Watch”), un mexicano (“Out of control”) e un brasileño (“Crocodiles and I”) en la competencia de este año. Además, por segunda vez el festival ha seleccionado videos de hasta cinco minutos, a través de su canal en You Tube, para formar parte de la programación general. Llamado “ProjectDirect”, el canal permite que cineastas aficionados publiquen videos de corta duración en You Tube y los sometan a la evaluación del público. Los videos más populares serán exhibidos para una platea de actores, directores y jurados de Sundance. El año pasado, el vencedor fue el video “Laços”, de las brasileñas Flávia Lacerda y Adriana Falcão. Visite ProjectDirect haciendo click acá.
Cosa de hermanos
Érase una vez dos hermanos; uno quería cantar y el otro quería jugar fútbol. Así es “Rudo y cursi”, que estrenó comercialmente en diciembre en México. En esta que es la sexta película dirigida por Carlos Cuarón, Gael García Bernal y Diego Luna repiten el par de “Y tu mamá también”, título que consagró a los (también) hermanos Cuarón, en la piel de Tato y Beto, que en esta comedia enfrentan hermandad sin limites, rivalidad y celos. Carlos Cuarón, que actuó como guionista hasta 1996, después pasó también a dirigir, dio a Cha Cha Cha, empresa de su hermano Alfonso con Guillermo Del Toro y Alejandro Iñárritu, la tarea de producir “Rudo y cursi”. Mira el tráiler en You Tube y otras informaciones en la página oficial de la película.
Comemorando o Dia do Jovem Combatente no Chile, o centro cultural Casa (A)berta convida os interessados em participar de sua Jornada Anti-Carcerária, com um debate sobre o histórico combativo dos presos políticos chilenos e a exibição do filme “¿Alguién dijo anarquistas?” na próxima quarta-feira, 14 de janeiro, a partir das 19h. Veja a sinopse e um trecho do filme aqui.
A idéia é discutir temas atuais sobre a realidade do Chile, como a recuperação das terras mapuches, e sobre seu passado, relembrando a ditadura de Pinochet e os distúrbios do primeiro (e muitas vezes esquecido) 11 de setembro a marcar a história do continente americano.
A entrada é gratuita, e haverá venda de comida típica e material cultural, com renda revertida para organizações em prol de presos políticos no Chile. A Casa (A)berta fica em São Paulo, no bairro do Butantã (Praça San Epifânio, 275).
Como fim de ano velho e começo de ano novo representam um tempo de avaliações, aqui vão mais balanços sobre o cinema latino em 2008. O site Cinencuentro publicou dados da bilheteria no ano que passou – e que vale a pena reproduzir aqui. 2008 foi um ano especial para o Peru: em anos, o país não tinha tantas estréias nacionais (foram 10 no total). O filme mais visto foi “Mañana te cuento 2”, com 188.895 espectadores e uma arrecadação de 470.656 dólares, aparecendo no 31º lugar do ranking geral de estréias. A primeira versão do longa, ao estilo comédia romântica, teve 300 mil espectadores em 2005, quando foi lançado.
Os dados oficiais, filme a filme, publicados pelo Cinencuentro são os seguintes:
"Mañana te cuento 2"
Distribuidora: Inca Cine
Data de estréia: 14 de febrero
Semanas en cartelera: 5
Número de espectadores: 188,895
Arrecadação: US$ 470,656
"Valentino y el clan del can" (44º lugar do ranking geral)
Distribuidora: Alpamayo
Data de estréia: 28 de febrero
Semanas en cartelera: 10
Número de espectadores: 115,791
Arrecadação: US$ 315,490
"Sin sentimiento" (exhibición digital en los Cine Star)
Distribuidora: Independiente
Data de estréia: 10 de abril
Semanas en cartelera: 2
Número de espectadores: 1069
"300 millas buscando a mamá" (exhibición digital Cines Star)
Distribuidora: Independiente
Data de estréia: 14 de agosto
Semanas en cartelera: 4 días
Número de espectadores: 465
"Amazónico soy"
Distribuidora: Independiente
Data de estréia: 11 de setiembre
Semanas en cartelera: 3 días
Número de espectadores: 2181
"Vidas paralelas" (52º lugar do ranking geral)
Distribuidora: Alpamayo
Data de estréia: 25 de setiembre
Semanas en cartelera: 7
Número de espectadores: 110,941
Arrecadação: US$ 268,950
"Dioses" (53º lugar do ranking geral)
Distribuidora: Chullachaqui
Data de estréia: 30 de octubre
Semanas en cartelera: 8
Número de espectadores: 89,172
Arrecadação: US$ 268,758
"Pasajeros"
Distribuidora: Inca Cine
Data de estréia: 16 de octubre
Semanas en cartelera: 5
Número de espectadores: 24,962
Arrecadação: US$ 59,627
"El acuarelista" (171º lugar do ranking geral)
Distribuidora: UIP
Data de estréia: 27 de noviembre
Semanas en cartelera: 3
Número de espectadores: 7237
Arrecadação: US$ 15,484
"Un cuerpo desnudo"
Distribuidora: Inca Cine
Data de estréia: 13 de noviembre
Semanas en cartelera: 6
Número de espectadores: 14,334
Arrecadação: US$ 37,608
Confira as últimas notícias (rápidas) relacionadas ao cinema latino:
ROTTERDAM-2009
Reconhecido por sua atenção ao cinema independente, especialmente às cinematografias independentes, o Festival de Cinema de Roterdã, que acontece de 21 de janeiro a 1 de fevereiro, anunciou quatro participantes latinos em sua seção CineMart – o mercado de co-produção do evento, que seleciona 36 filmes anualmente. São eles: “3”, do uruguaio Pablo Stoll, “Girimunho”, dos brasileiros Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina (co-produção com a Alemanha), “Galloping mind”, do belga Wim Vandekeybus em co-produção com a brasileira Ginga Eleven Filmes, “Un mundo misterioso”, do argentino Rodrigo Moreno, e “La tercera orilla del río”, da argentina Celina Murga. Fique de olho na cobertura exclusiva da Latina durante o Festival de Rotterdam.
CANNES-2009
Isabelle Huppert (foto), a atriz francesa projetada por filmes como “Violette Noziere” (Claude Chabrol) e “A professora de piano” (Michael Haneke), presidirá o júri da 62ª edição do Festival de Cannes, que acontece entre os dias 13 e 24 de maio. Huppert já participou de Cannes, graças às suas atuações, 25 vezes.
CINEMA BRASILEIRO
A comédia romântica brasileira “Se eu fosse você 2”, de Daniel Filho, foi lançada na última sexta-feira (2 de janeiro) e alcançou, em seu primeiro fim de semana de exibição, 570 mil espectadores (com 330 cópias distribuídas). É o recorde da bilheteria nacional nos últimos 14 anos. “Carandiru” (2003), de Hector Babenco, é o filme que tinha a maior cifra correspondente até então: 468 mil espectadores na abertura. “Se eu fosse você”, o primeiro filme, foi lançado em 2006, quando alcançou 3,6 milhões de espectadores no total (com 197 cópias).
FILMES ONLINE
Anote a dica: o site The Authors, operando em ainda versão beta, oferece ao cinéfilo que já perdeu os pudores injustificados de alugar filme online um catálogo muito além dos blockbusters, que inclui títulos do cinema latino. Por no máximo cinco dólares cobrados no cartão de crédito, você pode assistir (sem baixar ao computador, porém) títulos como o argentino “Água”, de Verónica Chen. Nas duas primeiras páginas da seção Library, há outros três títulos argentinos e um mexicano (não perca também a lista de obras do cinema mundial). E, para terminar, o melhor: o site também oferece filmes de graça. O ótimo documentário “Mondovino”, do norte-americano que cresceu na França e se radicou no Brasil Jonathan Nossiter, é uma das opções do momento. (E, para quem ainda não conhece, Butaca.tv é outro portal de "aluguel" de filmes, desta vez especializado em cinema latino. Visite!)
La Latina en fin retoma sus actividades, con noticias, entrevistas y artículos sobre nuestro cine, y contando con la participación y la colaboración de lectores e interesados. Aquí estamos, con buenas novedades para el nuevo año, incluyendo una cobertura exclusiva, directa e in loco del Festival Internacional de Cine de Rotterdam (ahí va la primera novedad). ¡Acompáñenos!
La Latina enfim retoma suas atividades, com notícias, entrevistas e artigos sobre o nosso cinema, e contando com a colaboração e as dicas de interessados e entusiastas. Aqui estamos, com boas novidades para o novo ano, incluindo uma cobertura exclusiva, direta e in loco do Festival Internacional de Cinema de Rotterdam
(aí vai a primeira novidade). Acompanhem!
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