Cinema latino em curtas: Lucrecia Martel e festival de Guadalajara
:: O novo filme de Lucrecia Martel
A cineasta argentina Lucrecia Martel decidiu deixar momentaneamente de lado seu gosto pelas narrativas ambíguas, como as dos seus filmes “O pântano” e “A mulher sem cabeça” (um pouco mais clássica é a de “A menina santa”), e entrar no terreno das adaptações. A obra escolhida é um clássico dos quadrinhos argentinos: “El eternauta” (foto), um série de histórias de ficção científica escrito por Héctor Germán Oesterheld, desenhado por Francisco Solano López e publicado entre 1957 e 1959 na revista portenha Hora Cero Semanal. “É um momento muito difícil para os filmes que faço”, declarou Martel em Lisboa, onde seus filmes foram exibidos num ciclo em sua homenagem no Centro Cultural de Belém.
:: Os premiados de Guadalajara
Terminou no último dia 28 de março o Festival Internacional de Cinema de Guadalajara. Entre os principais vencedores, estão o filme peruano que venceu Berlim, “La teta asustada”, de Claudia Llosa, que levou o troféu de melhor filme internacional e de melhor atriz para Magaly Solier. O prêmio de melhor longa de ficção mexicano foi para “Viaje redondo”, de Gerardo Tort. Veja abaixo um fragmento do filme e, no site do festival, os demais ganhadores desta 24ª edição.
:: Era uma vez as imigrações, agora são as emigrações
Estreou nos cinemas colombianos na última sexta-feira, 27 de março, o filme “Riverside”, do publicitário, produtor de cinema e televisão e cineasta bogotano Harold Trompetero Saray (“Diástole y sístole, los movimientos del corazón”, “El man”), que conta a história de um colombiano que foi aos Estados Unidos, onde ficou rico e, depois de perder tudo, quer voltar à Barranquilla, sua cidade natal. Segundo seu diretor, o protagonista de sua história está inspirado nos 4 milhões de colombianos que vivem nos Estados Unidos no passado e que hoje lutam para voltar ao seu país. Mais no site do filme.
:: Documentário colombiano independente premiado na França
O documentário independente “Tumaco Pacífico” (foto), do colombiano Samuel Córdoba, acaba de ser premiado pelo público no Festival de Cinema Latino-Americano de Bordeaux, na França. O filme, que competiu com outros seis títulos do México, da Argentina e da Colômbia, segue o dia-a-dia de vários habitantes de Tumaco, cidade da costa do Pacífico muito afetada pelo conflito colombiano, cujas casas (as chamadas “palafitas”) são armadas sobre a água de um mar inundado de lixo. Mais no site do filme.
Em uma entrevista ao site Noticine.com, o cineasta chileno Matías Bize (“En la cama” e “Lo bueno de llorar”) falou de seu novo projeto, “La vida de los peces”, atualmente em fase de busca de co-produção. Segundo o realizador, interessado em abordar diferentes momentos da vida a dois em narrativas que enfocam a importância do tempo-espaço, o filme é sobre uma festa em Santiago, na qual um chileno que chegou de Berlim para fechar um capítulo de seu passado e voltar à Alemanha se reencontra com um ex-amor. Toda a história é desenvolvida num único espaço, o da festa.
Escrito com Julio Rojas, co-autor com Matías de “En la cama”, o roteiro fala de “segundas oportunidades, do desejo de concluir uma etapa e a dificuldade de consegui-lo”. Na entrevista, Matías Bize revela-se orgulhoso com a versão de “En la cama” que está sendo realizada pelo cineasta Julio Medem (“Los amantes del círculo polar” e “Lucía y el sexo”), intitulada “Room in Rome” e adaptada a duas mulheres.
Sobre os remakes do mesmo filme feitos Gustavo Nieto Roa na Colômbia e no Brasil, o diretor chileno evita comentários, resumindo-se às conquistas do longa lançado em 2004: “Sendo uma história arriscada, teve uma repercussão muito ampla em festivais e foi vendida para vários países. Na Espanha foi adaptada ao teatro e agora há essa nova versão de Medem”.
Se na vida o tempo passa rápido, na internet passa voando. O blog da La Latina completa hoje dois anos de existência... Parabéns pra nós!
Somos novinhos, mas experimentados. O site tem crescido com a experiência de lidar com um tema que ainda é novidade no Brasil: o cinema latino. Os brasileiros se referem aos "latinos" deixando-se de fora do grupo, achando que latino é quem fala espanhol e dança salsa - um erro (latinos somos todos do México pra baixo) e um clichê tão grande como dizer que todo brasileiro dança samba e se interessa por futebol. Mas isso está mudando.
E essa experiência, calcada pelo objetivo de funcionar como um espaço de notícias gerais sobre o universo do audiovisual da América Latina e, de maneira exclusiva, oferecer entrevistas com os principais atores desse cenário, tem rendido bons frutos, que eu, com esse projeto, espero fazer crescer nos próximos anos.
Já rolaram algumas parcerias, alguns festivais, e portas se abriram. Já disse antes, mas não é mentira: muito mais vai rolar, na medida em que a internet, com sua dinâmica própria, e os demais projetos ao redor deste blog progridam.
Pelo que vai vir e pelo que já está, agradeço imensamente a colaboração dos parceiros e cada comentários dos leitores (que são pouco, mas extremamente valiosos). Espero que todo mundo que passeie por aqui sinta prazer de ficar sabendo das notícias que publicamos, de ler as opiniões daqueles que entrevistamos e realmente curta esse espaço. É por isso que ele existe e continuará existindo por mais e mais anos ;-)
Começou com a exibição da produção uruguaio-argentina “Gigante”, de Adrián Biniez, nesta quarta-feira, 25 de março, a 11ª edição do BAFICI, o Festival Internacional de Cinema independente de Buenos Aires, com importante presença latina. Durante o evento, que termina dia 5 de abril, serão projetados 417 filmes, entre longas e curtas-metragens de ficção e documentários, somando 1069 funções em 20 salas dos sete pontos do festival.
Da competição internacional, participam 19 títulos de Portugal, Alemanha, Áustria, Reino Unido, Dinamarca, România, Coréia do Sul, Indonésia, Estados Unidos, Canadá, Guatemala, México, Uruguai, Chile e Argentina – que competem pelos prêmios de melhor filme, diretor, atriz, ator e o prêmio especial do júri.
Sete filmes foram selecionados para a mostra latino-americana. São eles os argentinos “Todos mienten”, de Matías Piñeiro, “El último verano de la boyita”, de Julia Solomonoff, “La risa”, de Iván Fund, e “Excursiones”, de Ezequiel Acuña (esta última fora de competição), o mexicano “Parque Vía”, de Enrique Rivero, o chileno “Tony Manero”, de Pablo Larraín, e o guatemalteco “Gasolina”, de Julio Hernández Cordón.
Mais informações no site do Bafici. E reveja um clipe de “Gigante”, ganhadora do Urso de Prata no Festival de Berlim deste ano:
Acontece amanhã, quinta-feira 26 de março, uma mesa-redonda sobre o filme “Serras da desordem”, do cineasta italiano radicado no Brasil Andre Tonacci – um dos títulos brasileiros mais elogiados do ano passado.
O filme é parte da mostra “Fic 2008 – Os esquecidos”, que apresenta sete ficções interessantes que ficaram pouco tempo em cartaz nos cinemas brasileiros em 2008. O evento, que acontece desde o dia 23, é promovido pela CPFL Cultura, com curadoria do crítico da Folha de São Paulo, Inácio Araújo – quem comanda o debate com a psicanalista Maria Rita Kehl e o diretor Andrea Tonacci. Se perdeu os outros filmes, aproveite amanhã este e o debate no Reserva Cultural, em São Paulo.
Em “Serras de desordem”, um índio nômade foge de uma armadilha e passa 10 anos percorrendo o Brasil. Após ser capturado, ele se torna o centro de uma polêmica entre antropólogos sobre sua origem.
Cristina Kirschner vem ao Brasil, e a embaixada argentina capricha nos eventos culturais. Há degustação de vinhos, encontros literários, apresentações de tanto etc. Como cinema não pode faltar, o HSBC Belas Artes, em São Paulo, apresentará quatro filmes argentinos inéditos no país: “La velocidad funda el olvido”, de Marcelo Shapces, “Nunca estuviste tan adorable”, de Mausi Martínez, “Motivos para no enamorarse”, de Mariano Mucci, e “Amorosa Soledad” (foto), de Martín Carranza y Victoria Galardi.
Na lista de estréias hispano-americanas (latinos somos todos do México à ponta da Argentina) em cinemas brasileiros dos próximos meses, tem outro argentino: “La ventana”, de Carlos Sorín (dia 1 de maio). E um chileno bastante premiado em festivais internacionais, que por sinal é uma co-produção com o Brasil: “Tony Manero”, Pablo Larraín (dia 10 de abril). Ambos são lançamentos da Imovision.
Para mais informações sobre estréias, veja o calendário do Filme B: www.filmeb.com.br/portal/html/calendario.php.
Sete longas-metragens latinos inéditos na França concorrerão pelo troféu “Coup de Couer” da 21ª edição dos Rencontres Cinémas d’Amérique Latine, que acontece em Toulouse de 20 a 29 de março. O prêmio se traduz em seis mil euros destinados à distribuição do ganhador na França.
Os filmes, que também competem pelo prêmio do público, o Intramuros, são “El artista”, de Mariano Cohn e Gastón Duprat (Argentina), “El niño pez” (foto), de Lucia Puenzo (Argentina), “Gallero”, de Sergio Mazza (Argentina), “Verônica”, de Mauricio Farias (Brasil), “La nana”, de Sebastián Silva (Chile), “La voz de las alas”, de Jorge Echeverri (Colômbia), e “Impulso”, de Mateo Herrera (Equador).
Em Toulouse, em meio à programação do festival, acontecerá a segunda reunião do projeto Cine Sin Fronteras, que reúne distribuidores latinos e europeus para concretizar um acordo mútuo que apóie a distribuição e exibição mútua de filmes das duas regiões.
As horas finais de um homem de 80 anos são o assunto do mais recente filme do argentino Carlos Sorín, “La ventana”, em cartaz nos cinemas da Argentina desde 12 de março. A história contada está baseada em dois relatos: “Três rosas amarelas”, de Raymond Carver, e “Mãe e filho”, de Alexander Sokurov.
O ator uruguaio Antonio Larreta faz o papel do protagonista em “La ventana”, que em 2008 ganhou o prêmio Fipresci no Festival de Valladolid, na Espanha.
:: Os prêmios do Festival de Miami
A 26ª edição do Festival de Cinema de Miami, que aconteceu de 6 a 15 de março, premiou “Historias extraordinárias", do argentino Mariano Llinás, na categoria de cinema ibero-americano.
Na competição mundial, o vencedor foi o italiano “Il passato è una terra atraniera”, de Daniele Vicari, e o mexicano “Parque Vía”, do diretor espanhol Enrique Rivero, recebeu menção especial do jurado. O melhor documentário foi “Intimidades de Shakespeare y Victor Hugo”, da mexicana Yulene Olaizola.
Veja as demais premiações no site oficial do evento. Abaixo, confira um teaser do ótimo “Historias extraordinarias":
Para combater a falta de salas de cinema na América Latina e o acesso geral à tela grande, vários grupos se organizam para levar os filmes às pessoas nos espaços mais remotos da área. No Peru, essa iniciativa é promovida pelo grupo Nómadas, uma associação sem fins lucrativos, cujo principal objetivo é promover integração latino-americana através da projeção de películas documentais e de ficção, todas “made in” América Latina, em lugares onde o cinema comercial não pode ou não quer chegar.
A idéia de se associar para rodar as estradas do Peru e de países vizinhos (os itinerários são variados, de acordo com as condições de cada giro que se organiza) nasceu de cineastas e comunicadores sociais peruanos e espanhóis que queriam fazer do cinema um meio de educação e acesso cultural. Os resultados são no mínimo encorajadores, com sessões sempre lotadas e expressões de curiosidade na cara de crianças como as da foto. Entre os títulos peruanos já exibidos, estão “La ciudad y los perros”, “Pantaleón y las visitadoras”, ambos adaptados de obras de Mario Vargas Llosa, “Días de Santiago”, “Paloma de papel” y “Madeinusa”, todos longas de jovens realizadores nacionais.
Até o final deste mês, o Nómadas recorrerá 30 povoados em ambos os lados da fronteira entre o Peru e o Equador. Para saber mais dos itinerários e do grupo, visite: www.nomadasperu.com.
O “Preço da paz”, de Paulo Morelli, é um longa-metragem paranaense de temática épica, que retrata a saga do Barão do Serro Azul. Serro Azul é um monarquista do início do Brasil República, que se opôs à ditadura de Floriano Peixoto e não ofereceu resistência aos rebeldes maragatos – gaúchos, catarinenses, uruguaios, argentinos, todos caudilhos que brigavam por paz, justiça, terra e liberdade. O filme será exibido em todo o estado do Paraná no dia 29 de março, aniversário da capital, pela afiliada da Rede Globo. Esse tipo de parceria é inédito tanto para a emissora quanto para produções regionais, porém pode abrir precedentes para que se instaure um diálogo mais próximo entre cinema e televisão.
O “Preço da paz” foi o escolhido pelo júri popular da 7ª Mostra de Cinema de Tiradentes como Melhor Longa-Metragem. Em 2003, também foi escolhido o Melhor Filme pelo Júri Popular do Festival de Gramado. No mesmo festival, o filme também levou os prêmios de Melhor Direção de Arte e Melhor Montagem. Além disso, participou da 27ª Mostra de Cinema de São Paulo.
A produção do projeto, a cargo de Maurício Appel, merece destaque: ao todo, o filme contou com mais de 230 pessoas da equipe técnica, 63 atores secundários e mais de 1300 figurantes. Para a direção de arte foram emprestados cerca de 3870 objetos e 3750 peças de figurino. O longa, rodado inteiramente no Paraná (em seis cidades do estado), exigiu o deslocamento total da equipe. Foram construídos 37 sets de filmagem, e a produção das cenas de batalha contabilizou 25 batidas de carro, 480 cavalos, 390 soldados e mais de 2.600 tiros disparados.
Confira a entrevista exclusiva de Maurício Appel sobre o filme e cinema paranaense à La Latina:
De onde surgiu a idéia para realizar “Preço da paz”?
Foi em 1995, após de realizar três curtas metragens, “CuritibaS”, “Caminhos da Serra do Mar” e “A lenda das cataratas do Rio Iguaçu”. A falta de apoio era total, tínhamos apenas uma idéia no papel e levamos um ano para aprovar o projeto junto ao Minc. Mas fomos estudando, pesquisando e principalmente assistindo outros filmes, como “Coração valente” e um filme antigo chamado “A vitória de um covarde”.
Quais são as perspectivas do cinema feito no Paraná? Há alguma compensação por estar fora do reconhecido pólo gaúcho e o eixo Rio-SP?
Não há nenhuma facilidade. O mercado é muito duro e pelo fato de estarmos fora desses centros, a dificuldade só aumenta. É muito diferente para quem mora em São Paulo ou no Rio e pode estar semanalmente em contato com os incentivadores. No Paraná não se vê o cinema como indústria e seus governantes são completamente indiferentes ao nosso trabalho.
“Preço da Paz” retrata a vida de uma personagem importante para a história não só paranaense, mas argentina, uruguaia, gaúcha etc. Houve tentativa de co-produção com os países e estados vizinhos?
Não, mas há grande possibilidade de distribuição digital nestes países.
Quais seriam, em sua opinião, as alternativas para que a televisão se aproximasse mais das produtoras e divulgasse o cinema?
É uma boa pergunta. Talvez a valorização regional dos produtos possa trazer melhores resultados. Os produtores e exibidores teriam que trabalhar juntos na formulação do projeto e na captação de recursos. Geralmente a televisão pode fazer uma aproximação mais fácil com potenciais incentivadores. É preciso aumentar o diálogo.
Você tem projetos futuros em vista?
Ainda vou fazer um filme sobre o Mário Quintana, chamado "O sentinela do invisível".
Acontece em Belém, de 22 a 26 de abril, a primeira edição do Amazônia Doc – Festival de Documentários Pan-Amazônicos, cuja principal motivação, segundo seus organizadores, é propagar as potencialidades da Amazônia e de seus habitantes para o mundo.
Com exibições de documentários, mesas redondas e workshops, o evento pretende promover uma grande amostragem da produção audiovisual da macrorregião, que se estende por parte de oito países da América do Sul (Brasil, Colômbia, Guiana Francesa, Venezuela, Suriname, Equador, Peru e Bolívia) e é detentora de uma das maiores riquezas hídricas, biológicas e minerais do planeta.
Entre os objetivos concretos do I AMAZÔNIA DOC está apresentar filmes de temática ambiental, urbana e rural dos países Pan-Amazônicos, movimentar a economia e o turismo, fazer circular informação, proporcionar intercâmbio entre artistas, produtores, pesquisadores e estimular a cultura, especialmente na área cinematográfica.
Ao final do evento, serão premiadas obras em película e vídeo cuja temática é a defesa da preservação, dos direitos, da manutenção e da qualidade de vida na Terra.
As inscrições para interessados foram encerradas no último dia 9 de março, mas o festival manda avisar que quem quiser participar ainda pode entrar em contato com a organização.
Os dois problemas mais graves do cinema hoje – a distribuição e a exibição – começam pouco a pouco a ser encarados pela indústria cinematográfica independente. Entre representantes da América Latina e da Europa – regiões que, apesar de sua distância cultural e social, têm muito em comum em termos de circulação e público para filmes próprios – acaba-se de assinar um acordo que prevê a criação de uma rede de exibição latinoamericana e outra de distribuição dos filmes produzidos pelos países da área.
A iniciativa foi tomada na conclusão do workshop “Cine Sin Fronteras”, que aconteceu durante o Festival de Cinema Contemporâneo da Cidade do México - FICCO (23 a 25 de fevereiro), com organização da Europa Distribution – rede que reúne 70 distribuidores independentes de 19 países europeus – e dos associados Les Rencontres Cinéma d’Amérique Latine de Toulouse (dos festivais Cine en Construcción e Cine in Development), Confederação Internacional dos Cinemas de Arte e Ensaio (CICAE) e o próprio FICCO. Por trás, está o apoio da Ação Preparativa Mídia Internacional da União Européia.
O acordo, nesta fase assinado simbolicamente por distribuidores independentes de países como México, Brasil, Colômbia, Peru, Argentina, Chile e Venezuela, todos participantes do Cine Sin Fronteras, anuncia, para a parte de distribuição, a criação da “Red Latinoamericana de Distribución”, dividida em quatro eixos: o primeiro integrado por países andinos, o segundo do cone sul, o terceiro com México e América Central e o quarto incluindo somente o Brasil.
A segunda fase do Cine Sin Fronteras acontece em abril em Toulouse, na França, para concluir temas levantados do México e começar a execução do acordo já assinado. Segundo a organização do evento, o objetivo desses encontros é “impulsionar e facilitar o fluxo bilateral de trabalhos cinematográficos em circuitos comerciais e não-comerciais e facilitar a cooperação e a solidariedade entre as entidades culturais e a indústria audiovisual dos países-membros da União Européia e da América Latina”.
Acontece em São Paulo amanhã, quarta-feira 11 de março, o debate sobre a produção cinematográfica contemporânea latino-americana, promovido pelo Memorial da América Latina com a participação de cineastas e pesquisadores brasileiros. A oportunidade é boa para discutir a produção cinematográfica atual, deixando de lado por um momento a idéia de que cinema latino está eternamente ligado ao cinema dos anos 60, especialmente o cinema novo.
Entre os debatedores, estão os cineastas Philippe Barcinski (“Não por acaso”; 2007), Cacá Diegues (“Tieta do Agreste”; 1996, e “Deus é brasileiro”; 2003) e Thomas Farkas ("Certas palavras com Chico Buarque; 1980 e "Pixinguinha e a Velha Guarda do Samba"; 2006), junto a Waldenyr Caldas e Rubens Machado, ambos professores da ECA-USP.
A mediação está a cargo de Daniela Gillone, jornalista e coordenadora do curso “Cinema e Identidade na América Latina”, também promovido pelo Memorial.
A entrada é franca, e o encontro acontece na Biblioteca Victor Civita às 19h30. Mais informações no site do Memorial ou pelo telefone (11) 3823-4780.
“Lake Tahoe”, del director mexicano Fernando Eimbcke, fue elegida la mejor película de la competencia iberoamericana del Festival Internacional de Cartagena de Índias, en Colombia, el sábado 7 de marzo. La cinta fue seleccionada entre 16 títulos participantes por el jurado conformado por Daniela Weber, Dolores Calviño, Lisandro Duque Naranjo, Heriberto Fiorillo y Luis Ospina.
“Lake Tahoe” ganó también los trofeos India Catalina a mejor fotografía, para Alexis Zabé, y mejor guión, para Fernando Eimbcke y Paula Marcovitch – además del galardón de la Asociación de Cineclubes de Colombia “La Iguana”. El resultado en Cartagena se suma al reconocimiento dela película, por ejemplo, en el Festival de Berlín del año pasado, cuando ganó los premios Fipresci y Alfred Bauer.
Entre los demás ganadores del certamen colombiano, está el español José Luis Cuerda, premiado por mejor dirección en “Los girasoles ciegos”, que también se llevó el premio a mejor actor de reparto (Roger Príncep). El portugués Filipe Duarte fue elegido el mejor actor en la película “Entre os dedos”, que también fue galardonada como mejor ópera prima. La chilena Catalina Saavedra, de “La nana” (Sebastián Silva), fue elegida la mejor actriz, mientras el reparto femenino de la película brasileña “Chega de saudade”, de Laís Bodanski, ganó colectivamente el premio a mejor actriz de reparto. El Premio Especial del Jurado fue para la cinta cubana “El cuerno de la abundancia”, de Juan Carlos Tabío – recompensada también con el Premio del Público Kodak-Cinecolor.
En el 10º Concurso de Cine Colombiano de Cartagena, “Perro come perro”, de Carlos Moreno, se ganó la India Catalina a mejor película. El mejor director es Oscar Campo, por “Yo soy otro”, que también recibió el premio a mejor actor (Héctor García). La mejor actriz es Connie Camelo, por “Nochebuena”, mientras el reconocimiento a mejor guión fue entregado a “Cuarenta”, de Carlos Fernández Soto.
En la competencia de cortos, dos títulos compartieron el premio principal: “Pelo ouvido”, de Joakim Haickel (Brasil), e “Ataque de los Robots de Nebulosa”, de José María García Ibarra (España). En animación, el brasileño Leonardo Cadaval fue premiado por unanimidad por su “Pajerama”. El documental mexicano “Siete instantes”, de Diana Cardozo, fue el único premiado de su categoría.
Los premios India Catalina se entregaron en la noche del sábado, 7 de marzo, en el Teatro Heredia. La película de clausura del certamen fue la colombo-mexicana “Amar a morir”, protagonizada por Martina García.
Más información sobre la 49ª edición del Festival Internacional de Cine de Cartagena, que sucedió entre los días 27 de febrero y 7 de marzo, está disponible en la página oficial del evento.
Terminou neste sábado, 7 de março, a 49ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cartagena, que deu seu prêmio máximo, a Índia Catalina a melhor filme, ao longa-metragem de ficção mexicano “Lake Tahoe” – escolhido entre os 16 participantes ibero-americanos. O título levou também o troféu de melhor fotografia (Alexis Zabé) e de melhor roteiro (Fernando Eimbcke e Paula Marcovitch), além do prêmio outorgado pela Associação de Cineclubes da Colômbia “La Iguana”. “Lake Tahoe”, lançado ano passado no Festival de Berlim, onde ganhou os prêmios Fipresci e Alfred Bauer, já foi reconhecido em vários festivais de cinema.
O júri composto por especialistas nacionais e internacionais, incluindo uma das responsáveis pela competição do Festival de Berlim, Daniela Weber, entregou ainda os prêmios de melhor diretor ao espanhol José Luis Cuerda por “Los girasoles ciegos”, premiado também por melhor ator coadjuvante (Roger Príncep), e de melhor ator ao português Filipe Duarte, de “Entre os dedos”, escolhido o melhor filme de estréia de um diretor. A melhor atriz é a chilena Catalina Saavedra, por “La nana” (Sebastián Silva), enquanto o elenco feminino do filme brasileiro “Chega de saudade” (Laís Bodanksi) foi premiado coletivamente com o troféu de melhor atriz coadjuvante. O prêmio especial do júri foi para o filme cubano “El cuerno de la abundancia”, de Juan Carlos Tabío.
Na categoria documental, o único premiado foi o mexicano “Siete instantes”, de Diana Cardozo. Já na 17ª competição de curtas, o brasileiro Joakim Haickel foi premiado por “Pelo ouvido”, junto com o espanhol “Ataque de los Robots de Nebulosa”, de José María García . Na subcategoria de animação, o curta “Pajerama”, do também brasileiro Leonardo Cadaval, foi premiado por unanimidade. No 10º Concurso de Cinema Colombiano, “Perro come perro”, de Carlos Moreno, conseguiu mais um prêmio de melhor filme à sua extensa lista de troféus.
Impressões de um festival
Apesar de ser o primeiro festival de cinema latino-americano da história, o antes tradicional Festival de Cartagena parece ter deixado para trás seus anos mais dourados, com uma competição ibero-americana menos consistente e uma organização que deixa bastante a desejar.
Em geral, os melhores filmes que competem pelos troféus Índia Catalina já participaram de outros eventos internacionais são os que terminam premiados, enquanto os títulos inéditos do festival não são realmente de qualidade. Em termos de organização, os visitantes, especialmente a indústria, se ressente de um lugar que concentre as atividades do festival, permitindo um melhor contato entre os participantes – o que potenciaria os objetivos do próprio evento de ser um lugar importante para cineastas, jornalistas e demais envolvidos nos filmes.
Os curtas parecem ser a melhor parte de Cartagena, que recebe trabalhos de toda a região e oferece jornadas sempre disputadas pelo público.
Cali, la tercera mayor ciudad colombiana, tendrá a partir de noviembre su primer festival internacional de cine. El evento, organizado por profesionales del audiovisual, universidades y empresas del sector privado bajo la dirección de la Secretaría de Cultura y Turismo local, será lanzado el próximo viernes, 6 de marzo, en el marco de la clausura del Festival de Cine de Cartagena.
A pesar de la importancia cultural e industrial de Cali en Colombia, la ciudad jamás tuvo su propio festival de cine. Sin embargo, de acuerdo con el documentalista caleño Luis Ospina (“El tigre de papel”), director artístico del nuevo festival, la ciudad de Cali y el departamento del Valle del Cauca han tenido vínculos muy estrechos con el cine colombiano desde sus orígenes.
Además, la región alcanzó gran visibilidad en los últimos cinco años, en los que Colombia ha vivido un boom de producción desde el lanzamiento de la ley nacional de cine, en el 2004. Entre 1921 y 1922 se filmó en Cali la película María, el primer largometraje argumental silente del cine colombiano, y de allá viene uno de los éxitos más recientes del cine hecho en Colombia, la película “Perro come perro” (foto), de Carlos Moreno.
El Festival Internacional de Cine de Cali manejará el concepto “Encuentros cercanos de la ficción y la no ficción”, sin que se establezcan divisiones entre la ficción y la no ficción. Según los organizadores del evento, en la programación serán incluídos diversos géneros: largometrajes, docudramas, filmes de archivo, videoarte, videoclips, cortometrajes, reportajes, animación, nuevas tecnologías, entre otros.
Cali, a terceira maior cidade colombiana, terá a partir de novembro seu primeiro festival internacional de cinema. O evento, organizado por profissionais do audiovisual, universidades e empresas do setor privado sob a direção da Secretaria de Cultura local, será lançado na próxima sexta-feira, 6 de março, dentro do Festival de Cinema de Cartagena.
Apesar da importância cultural e industrial de Cali na Colômbia, a cidade não tinha até então seu próprio festival de cinema. Entretando, de acordo com o documentarista Luis Ospina (“O tigre de papel”), diretor artístico do novo festival, a cidade de Cali o estado do Valle del Cauca tiveram vínculos muito estreitos com o cinema nacional desde suas origens.
Além disso, a região alcançou grande visibilidade nos últimos cinco anos, nos quais a Colômbia viveu um boom de produção desde o lançamento da lei nacional de cinema, em 2004. Entre 1921 e 1922, foi feito em Cali o primeiro filme colombiano, “María”, e de lá vem um dos maiores sucessos recentes do cinema feito na Colômbia, o filme “Perro come perro” (foto), de Carlos Moreno.
O Festival Internacional de Cinema de Cali será organizado a partir do conceito “Encontros próximos da ficção e da não ficção”, sem que sejam estabelecidas divisões entre ficção e documentário. Segundo os organizadores do evento, na programação serão incluídos diversos gêneros: longas-metragens, docudramas, filmes de arquivo, videoarte, videoclipes, curtas-metragens, reportagens, animação, novas tecnologias, entre outros.
Muito pouco se sabe ainda sobre Tetro, o novo filme de Francis Ford Coppola, filmado em boa parte em Buenos Aires (a outra parte na Espanha), apesar das várias aventuras que viveu o diretor na capital portenha (incluindo o roubo de seu computador com material do filme).
As poucas informações disponíveis dão conta de que Tetro estreará em maio na Espanha, mas que está sendo cotada antes disso para o Festival de Cannes. Sabemos também (há algum tempo) que um dos protagonista é Vincent Gallo e que a história fala de imigração italiana à América do Sul.
Para curar tanta curiosidade, Coppola resolveu falar do assunto em um vídeo publicado no You Tube. Aí vai, enquanto não se sabe mais:
La Comisión Fílmica Colombiana – iniciativa del Ministerio de Cultura de Colombia para la promoción del país como destino internacional para la filmación de todo tipo de producciones audiovisuales internacionales – fue lanzada el último domingo, 1 de marzo, en el marco del 49º Festival Internacional de Cine de Cartagena, que reúne en la ciudad costeña profesionales y prensa nacionales e internacionales hasta 7 de marzo.
La presentación del proyecto, que estuvo en proceso de desarrollo desde el lanzamiento de la ley nacional de cine, en el 2004, estuvo a cargo de la ministra de Cultura, Paula Marcela Moreno Zapata, y de Claudia Triana, directora de Proimágenes en Movimiento. Según Paula Moreno, “el auge del cine nacional en los últimos cinco años, incentivado por la ley de cine, ha logrado tener eco a nivel internacional y ha permitido que inversionistas extranjeros dirijan su mirada hacia Colombia, un país que se convierte ante los ojos del mundo en uno de los lugares más diversos e interesantes para el desarrollo de producciones cinematográficas. Este panorama nos llevó a consolidar una estrategia de internacionalización del cine colombiano en 2009, que inicia con el lanzamiento de la Comisión Fílmica”.
La Comisión prestará la asesoría necesaria a equipos grandes y pequeños en la realización de sus proyectos. Para eso, fue lanzada también una página web oficial (www.filmingcolombia.com) que ofrece una base de datos de locaciones y empresas. ‘Colombia no es lo que has escuchado, es lo que ves’ es, de acuerdo con la ministra, el cambio que quiere producir la Comisión en el imaginario de quienes rechazan el país por tener fama de violento.
La iniciativa será presentada internacionalmente en el marco del 24º Festival Internacional de Cine de Guadalajara, de 19 a 27 de marzo, donde Colombia será el invitado de honor.
A chamada Comisión Fílmica Colombiana – iniciativa do Ministério de Cultura da Colômbia para a promoção do país como destino para a filmagem de qualquer produção audiovisual internacional – foi lançada domingo passado, 1 de marzo, dentro da 49ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cartagena, que reúne, na cidade litorânea, profissionais e imprensa nacional e internacional até 7 de março.
A apresentação do projeto, que esteve em processo de desenvolvimento desde o lançamento da lei nacional de cinema, em 2004, foi feita pela Ministra de Cultura, Paula Moreno, e por Claudia Triana, diretora de Proimágenes en Movimiento (órgão nacional de promoção do cinema colombiano). Segundo Paula Moreno, “o auge do cinema nacional nos últimos cinco anos, incentivado pela lei de cinema, conseguiu alcançar eco internacional e permitiu que investidores estrangeiros dirigissem seus olhares para a Colômbia, um país que se torna um dos lugares mais ricos em diversidade e interesantes para o desenvolvimento de produções cinematográficas. Esse panorama nos levou a consolidar uma estratégia de internacionalização do cinema colombiano em 2009, que começa com o lançamento da Comissão Fílmica”.
A Comissão prestará a assessoria necessária a grandes e pequenas equipes na realização de seus projetos. Para isso, foi lançado também um site oficial (www.filmingcolombia.com) que ofrece uma base de dados de locações e empresas. “A Colômbia não é o que você escutou, é o que você vê” é, de acordo a ministra, a mudança que quer produzir a iniciativa no imaginário de quem rechaça o país por ter fama de violento.
O projeto será apresentado internacionalmente no 24º Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, de 19 a 27 de marzo, onde a Colômbia será o país convidado.
Query invalida: You have an error in your SQL syntax; check the manual that corresponds to your MySQL server version for the right syntax to use near 'group BY
(SUBSTRING(data,1,4)) order by data desc' at line 2 sql: SELECT SUBSTRING(data,1,4) AS ano from tab_blog_noticias
where status='true' and id_cliente = group BY
(SUBSTRING(data,1,4)) order by data desc