Em 2008, Peru e Equador sentaram à mesa para definir, via seus órgãos oficiais de cinema (Conacine e CNCine, respectivamente), possíveis acordos bilaterais para alavancar suas produções cinematográficas. O primeiro deles, assinado em julho deste ano, definiu as pautas para a realização do I Encuentro Binacional de Cine y Audiovisual, que abordará a problemática de ambas cinematografias, de 27 a 31 de julho, em Loja, no sul do Equador.
A programação inclui seminários e workshops sobre os temas de direção, produção, formação e capacitação de profissionais, legislação e co-produção, além de sessões de pitching entre produtores e realizadores dos dois países.
Serão projetados filmes peruanos e equatorianos diariamente, às 17h e às 20h. No total, são 10 longas e 10 curtas, como “La teta asustada”, de Claudia Llosa, e “Días de Santiago”, de Josué Mendez, entre os títulos peruanos.
Foi anunciada no último dia 25 a programação da segunda edição do Festival Paulínia de Cinema, que acontece entre os dias 9 e 16 de julho. O filme de abertura será "À deriva˜, de Hector Dahlia, que competiu este ano em Cannes.
Serão, de acordo com os produtores do evento (Emerson Alves, secretário de Cultura, o crítico de cinema Rubens Ewald Filho e o produtor Ivan Melo), 12 longas (seis de ficção e seis documentários) e 12 curtas-metragens, seis deles da região do ‘Polo Cinematográfico de Paulínia’. Os filmes que concorrem a prêmios de R$ 650 mil – entre eles, os novos trabalhos de Eduardo Valente (“O monstro”) e de Roberto Moreira (“Contra todos”) – serão exibidos entre os dias 10 e 15 de julho, no ‘Theatro Municipal de Paulínia’.
Antes de cada sessão, estão programadas também homenagens grandes destaques do ano, entre eles Lilian Cabral, Sandra Corveloni, Claudio Torres, Toni Ramos, Gloria Pires e Cesar Charlone.
Paralelamente, entre os dias 10 e 15 de julho, sempre às 16h, acontecerá ainda a ‘Mostra Paralela’ no ‘Theatro Municipal de Paulínia’, que exibirá - com entrada franca - seis longas de sucesso lançados comercialmente, como “Se eu fosse você 2” e “A mulher invisível”.
Os títulos da seleção oficial são:
FICÇÃO
“O Contador de Histórias” (SP), de Luiz Villaça
“Destino” (RJ), de Moacyr Góes
“Quanto Dura O Amor” (SP), de Roberto Moreira
“No Meu Lugar” (RJ), de Eduardo Valente (foto)
“Olhos Azuis” (RJ), de José Joffily
“Antes que o Mundo Acabe” (RJ), de Ana Luiza Azevedo
DOCUMENTÁRIO
“Caro Francis” (RJ), de Nelson Hoineff
“Mamonas, o Documentário”, (SP) de Claudio Kans
“Sentido à Flor da Pele” (SP), de Evaldo Mocarzel
“Moscou” (RJ), de Eduardo Coutinho
“Só Dez Por Cento é Mentira (RJ), de Pedro César
“Herbert de Perto” (RJ), de Roberto Berliner e Pedro Bronz
CURTAS BRASILEIROS
“Vida Vertiginosa” (RJ), de Luiz Carlos Lacerda
“Relicário” (SP), de Rafael Gomes
“Doce Amargo” (SP), de Rafael Primo
“Milímetros” (SP), de Erico Rassi
“Nessa Data Querida” (RJ), de Julia Rezende
“Timing”, (SP) de Amir Admoni
CURTAS REGIONAIS
“Morte Corporation”, de Léo de Castillo
“Prós e Contras”, de Pedro Struchi
“Quem Será Katlyn?”, de Caue Nunes
“Spectaculum”, de Julliano Lucas
“A Máquina do Tempo”, de Marcos Craveiro
“Capoeira”, de Matheus Oliveira
Começou ontem, 25 de junho, a primeira edição nacional do festival internacional do documentário musical o ‘IN-EDIT Brasil’, nascido em Barcelona há 7 anos. O evento foi criado para fomentar a produção desse gênero cinematográfico, oferecendo ao público a oportunidade de ver títulos difíceis de encontrar nos circuitos comerciais. Depois de seis edições na capital catalã, o ‘IN-EDIT’ chegou há cinco anos em Santiago do Chile e em 2009 desembarcou em Buenos Aires e Puebla (México), antes de chegar ao Brasil.
A edição nacional, que surge num momento em que o documentário musical está em alta na produção cinematográfica brasileira, acontece até 5 de julho em São Paulo, com exibições nas salas do MIS, HSBC Belas Artes, ‘Galeria Olido’, ‘CineSesc’ e do ‘CCJ’ (Centro Cultural da Juventude) e, de 9 a 12 julho, no Rio de Janeiro no ‘Cine Santa Teresa’.
Além da exibição de filmes, o festival conta com a presença de diretores convidados, shows, palestras, debates, além de outras atividades. Entre os convidados está o diretor espanhol Fernando Trueba, ganhador de um Oscar, que apresentará seus dois documentários musicais “El milagro de Candeal” e “Calle 54”.
A programação inclui títulos internacionais, como “Love Sorceress... Forever”, sobre a trajetória de Nina Simone, e nacionais, como “Jards Macalé: um morcego na porta principal” (foto).
No próximo dia 10 de julho, estréia no México com 250 cópias o filme “All inclusive”, do diretor chileno Rodrigo Ortúzar. Distribuído internacionalmente pela Universal Pictures, o longa também foi comprado para distribuição nos Estados Unidos pela Lionsgate.
“All inclusive” é o segundo filme de Ortúzar, que debutou em novembro de 2004 com “Mujeres infieles”. Antes de sua estréia, essa produção chilena da Jazz Films em co-produção com a norte-americana Panamax e a mexicana Cacerola Films ganhou cerca de 20 prêmios em festivais como os de Montreal, Vancouver, Los Angeles, Paris, Málaga e Guadalajara.
Separem lugar nas agendas, que mais um Festival de Cinema Latino-Americano de SP vem aí, com extensa programação gratuita de 6 a 12 de julho. Esta é a 4a edição do evento, que vem ganhando força a cada ano, com a presença cada vez maior de filmes e realizadores latino-americanos importantes, e registrando seu lugar no mapa dos principais festivais latinos.
Este ano serão 111 filmes de 17 países distribuídos em 17 salas – entre as quais as principais ficam na sede do festival, o Memorial da América Latina. “La teta asustada”, da peruana Claudia Llosa, é a atração de abertura. Vencedor do Urso de Ouro em Berlim este ano, além de vários outros prêmios representativos, o filme circulará no Brasil com o título “Leite da amargura”.
Além deste, são várias as produções contemporâneas pra se ficar de olho. Haverá, por exemplo, a pré-estréia do novo filme do diretor paulistano Roberto Moreira (“Contra todos”), “Quanto dura o amor?”. Eduardo Valente, que participou este ano do Festival de Cannes com “No meu lugar”, é outra das atrações da “Mostra Contemporâneos˜, que da região hispânica traz ainda Carlos Cuarón, que estará na cidade para apresentar seu “Rudo y cursi”(“Rude e brega”), assim como o colombiano Carlos Matiz, outro realizador latino que esteve em Cannes-2009 com seu média-metragem “1989”, protagonizado por Vincent Gallo.
Outras mostras desta edição a “Anos 1990 – Retomada do Cinema Latino-Americano”, “Documentários Musicais Brasileiros”, destacando o forte interesse atual do cinema nacional pelos documentários de nomes da música brasileira, “Alex Viany”, importante crítico, realizador e historiador que lançará o livro “Introdução ao Cinema Brasileiro” no festival, “Doc TV Ibero-América”, apresentando 12 documentários de 12 países da região e, finalmente, a mostra “Nelson Pereira dos Santos”, o grande homenageado do festival, que fará desta vez a aula magna.
Entre as atrações paralelas, tem ciclo de debates (três mesas e a aula magna), um seminário internacional que será ministrado por produtores da Espanha, México, Argentina e Brasil e a competição entre escolas de cinema, criada em 2008 para destacar a produção estudantil da região e que reúne filmes produzidos nos cursos audiovisuais de instituições de ensino filiadas à CILECT Iberoamérica.
O Festival Latino-Americano de SP é dirigido por Francisco Cesar Filho e Jurandir Müller, da produtora responsável pelo evento, a Associação do Audivisual, e que também são curadores desta edição ao lado de André Sturm. O patrocínio é do Memorial da América Latina e da Secretaria de Estado da Cultura, órgãos do Governo do Estado de São Paulo. Conta com correalização do Sesc São Paulo, Cinemateca Brasileira, Museu da Imagem e do Som, Cinusp “Paulo Emílio” e Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo.
Estreou em 11 de junho, no Peru, mais um filme nacional: “Motor y motivo”, do diretor Enrique Chimoy.
De apelo bastante popular – já descrito ironicamente como “experimental” por um crítico local, graças à mistura às vezes nonsense de gêneros dentro da mesma história –, o longa recria as concorridas apresentações do Grupo 5, famoso grupo de cumbia de Chiclayo (noroeste do país).
Mas, se por um lado “Motor y motivo” está sendo criticado por quem entende de cinema, por outro, a bilheteria está respondendo à sua fórmula: são quase 60 mil espectadores em uma semana em cartaz, competindo com títulos como “Terminator”e “Up”.
Analistas locais acreditam que o interesse crescente dos peruanos pelo próprio cinema é um fenômeno relacionado com o sucesso os troféus que ganhou “La teta asustada”, de Claudia Llosa, em festivais importantíssimos como o de Berlim. Seja como for, a torcida é para que a moda se consolide.
Hoje, 19 de junho, é dia do cinema brasileiro. A data foi escolhida para comemorar o cinema nacional, porque em 19 de junho de 1898 o cinegrafista italiano Alfonso Segreto teria filmado uma "Vista da baía da Guanabara" ao chegar da Europa a bordo do navio Brèsil (mas este filme, se realmente existiu, nunca chegou a ser exibido). Seja como for… Parabéns para nós.
:: O Festival Ícaro de Cinema Centro-Americano prepara sua próxima edição
Termina em 3 de julho o prazo de inscrição do Festival Ícaro de Cinema e Vídeo Centro-Americano. Podem participar todos os realizadores da América Central ou estrangeiros com mais de cinco anos de residência em qualquer país centro-americano, nas seguintes categorias: longa-metragem de ficção, curta de ficção, documentário em longa, documentário em curta, documentário educativo, reportagem, experimental, vídeoclipe e animação.
Este ano, o festival celebrará sua 12ª edição na Cidade de Guatemala de 19 a 26 de novembro. Mais informações no site do evento.
(Via LatAm cinema)
Foto: Ilustração “Brazilian Cinema Day” de Menote.
O cinema europeu sobrevive na América Latina praticamente da mesma maneira que o cinema latino resiste nos países da Europa: através de festivais e iniciativas pontuais que, na sua maioria, não chegam ao público geral, como aconteceria com uma ampla exibição comercial.
Por isso, mostras como o Encuentro de Cine Danés, que acontece em Buenos Aires desde o dia 5 de junho – e que permanece em duas salas da cidade (Leopoldo Lugones e Kino Palais de Glace) até o próximo dia 22 – são de grande importância para que sejam mantidos os laços culturais entre ambas as regiões.
Como afirma Luciano Monteagudo, envolvido na programação do encontro, “A América Latina e a Europa são muito mais próximas culturalmente que a América Latina e os Estados Unidos”. Seja a afirmação 100% real ou não, o que sim se pode dizer é que o cinema dos dois lugares se parecem muito mais. E essa é razão suficiente para que se apertem os laços.
Em seguida, a entrevista exclusiva de Monteagudo, diretor de programação cinematográfica do Complexo Teatral de Buenos Aires / Fundação Cinemateca Argentina, à La Latina.
Quais são os objetivos da mostra de cinema dinamarquês que está sendo realizada em Buenos Aires?
A idéia é tornar conhecida uma cinematografia valiosa e praticamente desconhecida hoje na Argentina.
É possível falar de um novo cinema dinamarquês ou os filmes atuais são herdeiros estéticos e narrativos do Dogma 95?
O Dogma 95 deixou uma marca muito forte e não só no cinema dinamarquês (houve filmes estilo “Dogma” no mundo todo, incluindo a Argentina), mas hoje esse movimento ficou para trás até para seus próprios fundadores (Lars Von Trier, Thomas Vinterberg). O cinema da Dinamarca no século XXI privilegia por um lado a volta à narração clássica e aos valores de produção (“Flame e Citron”, “Pequeno soldado”), mas não teme a fusão de gêneros que está tão em voga (“AFR”, “O monastério”), em que a ficção se nutre de material documental e o documentário trabalha com técnicas narrativas da ficção.
Como você vê a presença do cinema dinamarquês na Argentina e na América Latina em geral, mais além de mostras pontuais?
O cinema dinamarquês já não chega à America Latina, porque o mercado de cinema off-Hollywood está cada vez menor. As multi-salas privilegiam ostensivamente o cinema de Hollywood, os distribuidores independentes são cada vez mais cautelosos e conservadores no que compram e, por sua vez, na Europa não conseguem entender (com exceção da França, que entende o cinema como razão de estado e o promove como tal) que os preços pedidos por um filme estão, em geral, fora da realidade da região. O Dogma 95 não foi só um movimento com um ideal estético, mas também uma inteligentíssima operação de marketing, que recolocou o cinema dinamarquês no mapa mundial. Isso faz falta hoje.
Qual foi o critério para a seleção dos filmes que integram a mostra?
Selecionamos filmes de qualidade que estão em condições de expressar a atual diversidade do cinema dinamarquês.
Como é a presença do cinema europeu, em termos gerais, na Argentina? Há um interesse especial no país pela cultura da Europa? Acordos especiais?
Buenos Aires (Argentina, em seu conjunto, é uma realidade mais ampla e complexa) foi e continua sendo uma cidade muito aberta às expressões culturais européias e ao cinema europeu em particular, mas salvo casos isolados (coloco novamente o exemplo da França, também há um trabalho contínuo da Alemanha), não há políticas de longo prazo das instituições cinematográficas européias para sustentar um público fiel ou construir novos públicos. O caso mais flagrante é o da Itália, que soube ser um cinema imensamente popular na Argentina, onde esse potencial continua existindo, mas se encontra completamente sem atenção.
Foto: “Little soldier” (“Lille soldat”; 2008), de Annette K. Olesen, um dos filmes da programação do Encontro de Cinema Dinamarquês em Buenos Aires.
El cine europeo sobrevive en América Latina prácticamente de la misma manera que resiste el cine latino en los países de Europa: a través de festivales e iniciativas puntuales que, en su mayoría, no llegan al público general, como sería el caso de una amplia exhibición comercial.
Por eso, muestras como el Encuentro de Cine Danés, que acontece en Buenos Aires desde el 5 de junio – y que permanece en dos salas de la ciudad (Leopoldo Lugones e Kino Palais de Glace) hasta el próximo día 22 – son de gran importancia para que se mantengan los lazos culturales entre ambas regiones.
Como afirma Luciano Monteagudo, involucrado en la programación del encuentro, “América Latina y Europa son mucho más cercanos culturalmente que América Latina y los Estados Unidos”. Siendo esta afirmación 100% verdad o no, lo que sí se puede decir es que los cines de ambas regiones se parecen mucho más. Y ésa es suficiente razón para que se estrechen los lazos.
A continuación, la entrevista exclusiva de Monteagudo, director de programación cinematográfica del Complejo Teatral de Buenos Aires / Fundación Cinemateca Argentina, a La Latina.
Cuáles son los objetivos detrás de la muestra de cine danés que se está realizando en Buenos Aires?
La idea es dar a conocer una cinematografía valiosa y prácticamente desconocida hoy en Argentina.
Es posible hablar de un nuevo cine danés actualmente o las películas actuales son herederas del Dogma 95 en términos estéticos y narrativos?
El Dogma 95 dejó una marca muy fuerte y no sólo en el cine danés (hubo películas "Dogma" en todo el mundo, Argentina incluida), pero hoy ese movimiento ha quedado atrás hasta para sus mismos fundadores (Lars Von Trier,Thomas Vinterberg). El cine danés del siglo XXI privilegia por un lado el regreso a la narración clásica y los valores de producción (Flame y Citron, Pequeño soldado), pero no le teme a la fusión de géneros tan en boga (AFR, El monasterio), donde la ficción se nutre de material documental y el documental trabaja con técnicas narrativas de la ficción.
Cómo ves la presencia del cine danés en Argentina y en toda Latinoamérica más allá de muestras puntuales?
El cine danés ya no llega a América Latina porque el mercado de cine off-Hollywood se ha estrechado cada vez más. Las multisalas privilegian ostensiblemente el cine de Hollywood, los distribuidores independientes son cada vez más cautelosos y conservadores en lo que compran e invierten y, a su vez, en Europa no terminan comprender (con excepción de Francia, que entiende al cine como razón de estado y lo promueve como tal) que los precios que se piden por los derechos de un film están, por lo general, fuera de la realidad de la región. El Dogma 95 no fue sólo un movimiento con un ideario estético sino también una inteligentísima operación de marketing, que devolvió al cine danés al mapa mundial. Eso hoy falta.
Cuál fue el criterio para la selección de las películas que integran la muestra?
El criterio fue seleccionar films de calidad que estuvieran en condiciones de expresar la diversidad del cine danés actual.
Cómo es la presencia del cine europeo, en términos generales, en Argentina? Hay particular interés en el país por la cultura europea? Hay acuerdos que facilitan intercambios culturales, por ejemplo?
Buenos Aires (Argentina en su conjunto es una realidad más amplia y compleja) ha sido y sigue siendo una ciudad muy abierta a las expresiones culturales europeas y al cine europeo en particular, pero salvo casos aislados (vuelvo a poner el ejemplo de Francia, también hay un trabajo sostenido de Alemania) no hay políticas a largo plazo de las instituciones cinematográficas europeas para sostener un público fiel o construir nuevos públicos. El caso más flagrante es el Italia, que supo ser un cine inmensamente popular en Argentina, donde ese potencial sigue existiendo pero está completamente desatendido.
Foto: “Little soldier” (“Lille soldat”; 2008), de Annette K. Olesen, una de las películas en la programación del Encuentro de Cine Danés en Buenos Aires.
As salas preparadas para a exibição digital de filmes já são quase 350 na América Latina.
O boletim semanal do grupo Próimagenes da Colômbia, responsável por administrar cifras do cinema nacional (entre outras coisas), anunciou números que revelam que o México e o Brasil encabeçam a lista dos países com maior número de salas (80 e 55, respectivamente), seguidos da Argentina (14), da Colômbia (11), Peru (9), Chile (8) e Equador (7).
No fim da lista vêm Bolívia, Costa Rica e El Salvador, com 3 salas por país, e Nicarágua e Uruguai, com uma sala cada. Do total de salas, 200 são digitais 3D e chamadas pelos grandes estúdios de “profissionais” (com tecnologia DLP, apta para projetar Dolby, Real-D e XpanD).
As outras 150 (não computadas nas cifras acima) estão equipadas com tecnologia da empresa brasileira Rain, que está em fase de expansão na América do Sul, já com filial, por exemplo, em Buenos Aires, na Argentina.
José Padilha (“Tropa de elite”, “Garapa”) dirigirá “Agent in Place”, uma adaptação do videogame homônimo, criado por Flint Dille e desenvolvido pela Union Entertainment. O roteiro será escrito por Braulio Mantovani, que escreveu, entre outros, “Cidade de Deus”, “O ano que meus pais saíram de férias” e “Tropa de Elite”. Enquanto o projeto estiver pré-produção, Padilha dirigirá outra adaptação: “The Sigma Protocol”, do livro escrito por Robert Ludlum.
:: Solanas lança dois novos filmes
“Tierra sublevada: oro puro”, o primeiro dos dois novos filmes dirigidos pelo cineasta argentino Fernando Solanas (“Memoria del saqueo”, “El exilio de Gardel”, entre vários outros), sobre a disputa dos recursos naturales da América Latina, estréia na Argentina em 3 de setembro. A segunda parte da história, “Oro negro”, chegará aos cinemas no dia 1 de outubro.
:: Festival brasileiro em Rotterdam
Dentro do Verão Brasileiro em Rotterdam (Brazilian Rotterdam Festival), organizado pela prefeitura de Rotterdam e Rotterdam Festivals anualmente, acontece este ano a 2ª edição do Festival de Filmes Independentes. O evento, que acontece entre julho e agosto com apresentações ao ar livre, é uma iniciativa da Fundação Caramundo, da qual participam jovens holandeses interessados em cultura brasileira. A abertura acontece dia 25 de junho, e o festival inclui premiações, workshops e debates. Veja o programa (em holandês) aqui.
Foto: "Querô", um dos filmes incluidos na programação do festival de cinema brasileiro de Rotterdam.
Em meio às ações preparatórias do programa MEDIA International, a Media Business School lançou a Film Business School Latin America, um evento que acontecerá no Brasil em novembro de 2009. Será um seminário de cinco dias de duração, que abordará o financiamento e o desenvolvimento de projetos de co-produção entre a Europa e a América Latina.
A atividade está dirigida a jovens produtores latino-americanos e europeus que queiram desenvolver filmes, projetos de televisão ou animações para o mercado internacional. Suas propostas (para participar, é preciso apresentar projetos de co-produção) serão analisadas em profundidade por especialistas presentes durante o curso.
Os participantes da Film Business School Latin America poderão ampliar seus conhecimentos teóricos e práticos sobre desenvolvimento, financiamento, co-produção, aspectos legais e distribuição de filmes destinados aos mercados europeus e latinos. O trabalho acontecerá em sessões plenárias, atividades em grupo, consultorias individuais, casos de estudo de co-produções recentes e um workshop de técnicas de pitching.
Como consultores estarão presentes profissionais de destaque da indústria, como Iona de Macedo (ex-presidente européia da Sony Pictures), Gualberto Baña (atual assessor da Paramount Espanha), Pablo Bossi (Pampa Films, Argentina), Epigmenio Ibarra (Argos Comunicación) e os brasileiros Andrea Barata Ribeiro (O2 Filmes; foto) e Morris Israel (Menash&Morris), entre outros.
As inscrições terminam no dia 5 de outubro. Para mais informação, os interessados devem escrever para Laura Almellones, coordenadora da iniciativa: fbs@mediaschool.org.
Depois de reunir no Uruguai mais de 90 mil espectadores em 80 funções, a mostra uruguaia de cinema itinerante Efecto Cine apresentou um balanço da sua primeira edição, além de projetos para ampliar sua atuação nos próximos meses. Agora, a mostra, que está apoiada no uso de tecnologia digital para levar o cinema a todos os cantos do país, enfrentará uma nova etapa, na qual espera poder viajar além das fronteiras de seu país.
Em seguida, a entrevista da diretora de produção do projeto, Lucia Gaviglio.
O que motivou a criação da Efecto Cine e como funciona essa plataforma?
A Efecto Cine surgiu como resposta à dificuldade de distribuição dos diferentes tipos de filmes latino-americanos na região. As possibilidades de exibição no circuito comercial tradicional são muito reduzidas. Este projeto considera uma estratégia que potencia a presença destas produções, ao mesmo tempo que gera uma plataforma para explorar as novas tecnologias.
Tendo em conta a abertura que proporciona a tecnologia digital, não só na produção, mas também em distribuição e exibição, pensamos nessa alternativa que pode chegar a um número importante de espectadores. Cinema gratuito de alta qualidade técnica, capaz de chegar a qualquer lugar.
Realizamos a experiência no Uruguai com duas de nossas produções – “La matinée” e “Cachila” –, programando exibições por todo o país. A partir desta experiência, que foi muito significativa em relação à quantidade de espectadores, entendemos a necessidade de profissionalizar o sistema, dando um diferencial ao cinema itinerante que já se pratica na região. A resposta que encontramos foi a eficácia da gestão na produção de diferentes ciclos (catálogo com filmes nacionais e regionais, convênios com distintos agentes culturais e privados) e a utilização de tecnologia atual: unidade móvel equipada com projetor HD, alta qualidade de som e telas infláveis que facilitem a mobilidade, além de uma equipe técnica com um produtor, um assistente e um técnico audiovisual.
Dia 12 de abril deste ano foi a última exibição da primeira mostra, que somou um total de 90.255 espectadores, número que duplicou o “share” de público do cinema nacional no Uruguai, que estava em 8% e hoje está em 16%.
Qual o investimento implicado numa iniciativa como essa?
O investimento em equipamentos supera os 90 mil dólares. Além disso, estão os gastos de produção próprios de um evento dessas características, como as mais de 10 pessoas que estão empregadas no projeto, impressão etc. A tecnologia digital facilita o transporte e a eficácia de montagem e desmontagem deste tipo de cinema ao ar livre. E também baixa os custos de tráfico dos filmes. O digital hoje em dia abarca desde o DVD até a tecnologia 4K, e, sem dúvida, com essa variedade também muda a qualidade do material. Atualmente, estamos usando um reprodutor HDV e um projetor HD, o que nos garantiu uma ótima qualidade nas exibições.
Qual é o balanço desta primeira edição, em que percorreram o Uruguai?
Muito positivo e significativo no impacto que gerou no público. Efecto Cine começou em Montevidéu a meados de dezembro do ano passado. Nas primeiras cinco exibições, superamos 15 mil espectadores. O público, das mais diversas idades e classes sociais, aderiu à proposta de maneira massiva. Em fevereiro, já tínhamos superado 25 mil espectadores. Em março, alcançamos uma grande quantidade de capitais e de cidades mais pequenas, que confirmaram a aceitação geral do projeto.
A intervenção de espaços cotidianos já é uma característica da Efecto Cine, que já se converteu num “chamador” fundamental para o transeunte e um dos principais fatores que garantem o sucesso da idéia. Em muitas localidades que visitamos, pudemos comprovar que este tipo de projeto é a única possibilidade que a comunidade tem de se encontrar e desfrutar o cinema. Apesar de que as salas de cinema dessas cidades oferecem praticamente só filmes estrangeiros produzidos por grandes estúdios, o público está ávido por consumir cinema nacional e regional, coisa que pudemos comprovar não somente pela quantidade de espectadores que tivemos, mas também pela cálida maneira como fomos recebidos.
Outro diferencial nosso é a presença de diretores que apresentam seus filmes, o que gera um intercâmbio com a comunidade. Por outro lado, os diretores se mostraram impactados pela alta qualidade de imagem e som da nossa proposta.
Que mudanças pretendem implementar nas próximas viagens?
O modelo de gestão, produção e comunicação será mantido, considerando, claro, a experiência que nos deixou a primeira mostra. Por exemplo, hoje em dia temos um banco de dados de veículos de comunicação do interior do país com mais de 200 contatos, o que vai nos facilitar muito a divulgação local.
As modificações que forem sendo aplicadas ao projeto passam pelos conteúdos e pelos limites geográficos. Para julho, estamos organizando um catálogo de cinco filmes de cinco continentes para crianças. Serão pelo menos 20 funções gratuitas, desta vez em centros esportivos e espaços fechados, por causa do clima. Ao final de 2009, virá Efecto Cine Regional: incluiremos títulos argentinos e brasileiros, que estamos conseguindo com o INCAA e com a ANCINE. Além de chegar a regiões da Argentina e do Brasil (ainda estamos definindo as localidades com autoridades e governos locais).
Você acredita que a fórmula de Efecto Cine é exportável a outros países da região?
Sem dúvida, é um modelo exportável. Apresentamos o projeto para a CACI (Confederação de Autoridades Cinematográficas da Ibero-América), e a resposta foi bastante positiva. A projeção de Efecto Cine aponta para a concretização de uma franquia ou licensa para todo o continente, formalizando uma rede de distribuição e exibição de diversos conteúdos. Neste momento, um grupo de técnicos está trabalhando no que será o lançamento deste plano para toda a região.
Acontece entre os dias 11 e 13 de junho o Foro Ibero-Americano de Cinema de Bogotá (FIBO), na Colômbia, com o acadêmico espanhol Román Gubern como convidado de honra.
O tema do evento é „Imagem e Narrativa no Cinema Latino-Americano“ e será desenvolvido em três mesas de trabalho: (1) imagem fílmica e espaço cinematográfico; (2) imagem e narrativa no cinema colombiano; e (3) narração e dramaturgia no cinema da América Latina.
O objetivo dos encontros, segundo a organização do FIBO, é criar e manter um espaço em nível ibero-americano de diálogo e intercâmbio de idéias e opiniões sobre a realização cinematográfica.
Convidados internacionais, como Frank Padrón, de Cuba, Eduardo Russo, da Argentina, e Santos Zunzunegui, da Espanha, também estarão presentes.
Foi apresentada em Lima, no dia 27 de maio, uma nova publicação peruana de cinema. À venda nas principias livrarias da capital, “Ventana Indiscreta” traz, em sua primeira edição, um especial sobre as tendências cinematográficas do novo século: fusões entre ficção e documental, o boom do cinema asiático, dívidas estéticas do cinema de autor com grandes diretores como Rosselini, Bresson e Antonioni, novas tecnologias etc. A apresentação, a cargo de Isaac León Frías e José Carlos Cabrejo, ambos membros da redação, aconteceu na Faculdade de Comunicação da Universidade de Lima. São pouquíssimas as revistas especializadas em cinema no Peru: boa notícia para a cinefilia local.
:: “Historias extraordinarias”: melhor filme latino de 2008
O prêmio foi dado pela Fipresci (Fundação Internacional de Críticos de Cinema) durante os Rencontres Cinémas d'Amérique Latine de 2009, que aconteceu em março. “Historias extraordinarias", do jovem diretor argentino Mariano Llinás, tem quatro horas de duração e conta três histórias em que só é possível o extraordinário. O destaque vai para a inteligente voz em off do filme. Veja o trailer:
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