Rede de microcines amplia oportunidades de exibição na Bolívia
Foi lançado em La Paz, no último dia 19, a Rede de Microcines da Bolívia, um projeto de difusão audiovisual presente nos bairros, junto às comunidades, e que amplia as oportunidades de exibição no país, além de oferecer espaços culturais à sociedade civil – que também encontra aí oportunidades de produção e de trabalho na área cinematográfica.
A iniciativa é do Centro Cutural Yaneramai, que conta com o apoio do Grupo Chaski del Perú, da Fundação “Educación Para el Desarrollo” Fautapo, da Escola Municipal de Artes de El Alto, do Consejo Nacional del Cine (CONACINE) e de mais de 300 diretores de cinema ao redor do mundo.
Nos Microcines bolivianos, que estão em processo de implementação nas cidades de Oruro, Tarija, Santa Cruz e Chochabamba, o formato trabalhado é sempre digital, tanto para a exibição como para produção. O projeto busca apoio de interessados da iniciativa pública e privada e, para contatar sua organização, basta acessar o site do Yaneramai.
:: Novo projeto de Caetano será com Natalia Oreiro
Depois de estrear “Francia”, seu último longa-metragem, em alguns festivais internacionais como San Sebastián e Veneza, o diretor argentino Israel Adrián Caetano (“Pizza, birra y faso” e “Un oso rojo”) anunciou que acaba de escrever um roteiro especialmente dedicado à cantora e atriz Natalia Oreiro, famosas por novelas argentinas como “Muñeca Brava” e outros “culebrones”, como se diz por lá. Ambos são uruguaios, e o projeto comum, titulado “La mala”, tem toque erótico e conta a história de uma feminista que é contratada para matar homens. O que será que vem aí...
(Via Cinencuentro)
:: Anunciada a seleção do 31o Festival de La Habana
A 31a edição deste que é um dos os principais festivais latino-americanos acontece entre os 3 e 13 de dezembro, na capital cubana. Entre os 21 longas-metragens de ficção da seleção principal, que há pouco foi anunciada, estão, como sempre, vários títulos da Argentina, do Brasil e do México. Da mesma mostra competitiva, participam ainda o Chile, a Bolívia, Peru, Uruguai e Venezuela. Para ficar de olho, está a tradicional mostra de primeiros filmes, que é um dos destaques do evento. Dela participam outros 21 longas de oito países (Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia, Peru, Cuba, Chile e Nicarágua). Informações completas no portal do Novo Cinema Latino-Americano e no site do festival.
:: “La nana” vence o Festival de Huelva
Um prêmio mais para “La nana”, do chileno Sebastián Silva, na 35a edição do Festival Ibero-Americano de Huelva, na Espanha. No último sábado, 21 de novembro, o evento deu ao longa seu prêmio máximo de melhor filme, que corresponde a 60 mil euros . Outros troféus importantes foram o do júri, para “Francia”, do argentino Israel Adrián Caetano, de melhor ator para o mexicano Fernando Luján em “Cinco días sin Nora”, de roteiro para o peruano “Paraíso”, e de escolha do público para a espanhola “Héctor y Bruno”. Mais no site do festival.
Com o objetivo de divulgar a produção cinematográfica nacional, as Embaixadas Brasileiras de vários países andam organizando pequenos festivais de cinema brasileiro nos últimos anos.
O atual destino de alguns filmes brasileiros recentes é Buenos Aires, que recebe, a partir desta sexta-feira, 20 novembro, até o dia 22, sete títulos, entre documentários e ficções, que serão exibidos no Museu de Arte Latinoamericano (MALBA) da capital argentina.
O filme de abertura é “A casa de Alice”, de Chico Teixeira, que estará na cidade para um bate-papo organizado na Universidade Nacional de Arte (IUNA). A programação se completa com “Romance”, de Guel Arraes (2008), “O signo da cidade”, de Carlos Alberto Riccelli (2007), “O mistério do samba”, de Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor (2008), “Vingança”, de Paulo Pons (2008), “Juventude”, de Domingos de Oliveira (2008), “Os desafinados”, de Walter Lima Jr. (2008), e “Jogo de cena”, de Eduardo Coutinho (2007).
Confira a programação no site do MALBA e mais informações na página da Embaixada Brasileira, que por sinal mantém um programa de cinema permanente, chamado “Cine en la Embajada”.
Aconteceu ontem, 17 de novembro, a abertura da 42a edição do Festival de Brasília, totalmente dedicado à produção nacional, com a primeira exibição de “Lula, o filho do Brasil” – considerado o filme mais caro do cinema brasileiro.
A principal atração do evento, que exibe até o dia 23 um total de 366 títulos, entre curtas e longas de ficção e documentais, é a mostra competitiva em 35 mm, que este ano traz seis longas e 12 curtas. Os longas são: “A falta que me faz” (MG), de Marília Rocha, “É proibido fumar” (SP), de Anna Muylaert, “Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano” (BA), de Henrique Dantas, “O homem mau dorme bem” (DF), de Geraldo Moraes, “Perdão Mister Fiel” (DF), de Jorge Oliveira, e “Quebradeiras” (SP), de Evaldo Mocarzel. Quase todos são documentários, com a exceção de “É proibido fumar” e “O homem mau dorme bem”.
Os ganhadores serão anunciados na cerimônia de encerramento, dia 24, pelo júri composto pela roteirista Dani Patarra, os cineastas Erik de Castro, Marcus Vilar e Rafael Conde.
A partir de hoje, o público pode aproveitar a programação (que vai muito além da mostra competitiva), conferindo horários no site do festival.
Sua filmografia é relativamente curta, mas o talento do pernambucano Heitor Dahlia já chamou a atenção dos produtores da mais poderosa indústria cinematográfica do mundo, a inevitável Hollywood.
Depois da repercussão positiva de “À deriva”, seu mais recente longa, no Festival de Cannes, Dahlia foi convidado para dirigir um filme da produtora Lakeshore, assim como já fizeram Bruno Barreto e Walter Salles.
Trata-se de “April 23”, uma adaptação do livro “Sadness at Leaving: An Espionage Romance”, de Erje Ayden, que conta a história de Carl Halman um agente da Europa Oriental que é enviado aos Estados Unidos na década de 60 para se infiltrar na sociedade ocidental e realizar um assassinato.
“Heitor é um dos cineastas mais brilhantes que emergiram da América do Sul e está a ponto de se consagrar internacionalmente”, declarou o produtor Tom Rosenberg ao site First Showing.
No mês que celebra a Consciência Negra, o coletivo Matilha Cultural organiza em São Paulo a mostra Espelho Atlântico – Mostra de Cinema da África e da Diáspora, com uma “seleção de filmes propõe um olhar contemporâneo da diversidade cultural do vasto continente africano e dos seus descendentes dispersos pelo mundo”. As exibições, sempre às 19h, começaram dia 10 e vão até domingo, dia 15, com entrada gratuita no espaço da Matilha. Saiba mais aqui.
Com curadoria de Lilian Solá Santiago, a programação inclui vários trabalhos de realizadores brasileiros, como Sabrina Fidalgo (leia a entrevista da Sabrina à Latina aqui), cujo curta de ficção “Black Berlim” será exibido no último dia do evento.
Entrou filme interessante em cartaz na Argentina. Depois de alguns adiamentos, “El último verano de la Boyita”, de Julia Solomonoff, chegou a 10 salas de cinema de Buenos Aires ontem, 12 de novembro, com um história infantil que fala de uma amizade entre um menino e uma menina durante um verão em que aflora a descoberta do amor sexual.
O trailer (acima) dá a ideia de um tratamento sensível para o tema, e marca a opção da diretora por um assunto pouco explorado no âmbito do cinema latino-americano.
O filme, o segundo de Solomonoff (seu primeiro longa foi “Hermanas”), tem co-produção espanhola da El Deseo, de Almodóvar, e foi realizado em conjunto pelas produtoras argentinas Travesía Producciones, Pepe Salvia, Solomonoff e Domenica Films, com o apoio de fundos de realização, como o Ibermedia.
Enquanto colhe os elogios que recebeu seu último filme, “El secreto de sus ojos”, escolhido para representar a Argentina na corrida pelo Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010, Juan José Campanella (“O filho da noiva”) anunciou durante a 24a edição do Festival de Cinema de Mar del Plata seu próxima projeto: uma animação infantil protagonizada por jogadores de futebol de botão.
O longa, previsto para estrear em 2012, está sendo reescrito e será produzido inteiramente na Argentina, com co-produção com a Espanha.
Segundo Campanella, sua opção por um projeto infantil neste momento tem a ver com seu interesse pelas animações, que agora ele tem condições de realizar. “Na verdade, desde meados dos 90 até agora, os filmes que mais me agradam e os que mais vi são de animação”, declarou ao jornal La Voz Libre.
Campanella é o diretor mais ativo da indústria cinematográfica argentina, trabalhando em séries hollywoodianas como “Law & Order”, enquanto realiza seus projetos pessoais.
Pablo Escobar, se não o traficante historicamente mais temido da Colômbia, seguramente o mais famoso, será novamente retratado no cinema.
Foram vários os documentários, ainda que nenhum deles tenha sido amplamente distribuído e reconhecido, sobre o personagem que marcou os conturbados anos de bombas que explodiram nas capitais colombianas durante os 80 e os 90, até morrer sob a mira da polícia nacional e norte-americana, em 93. Mas parece que esse tem algo de diferente: o ponto de vista do filho de Escobar, Sebastián Marroquín, que atualmente vive na Argentina.
“Pecados de mi padre”, o documentário, foi dirigido pelo argentino Nicolás Entel e produzido por Arko Vision (Colombia) e Cia Argentina de Películas SRL (Argentina). Será exibido nas competições oficiais primeiro do Festival de Mar del Plata, de 7 a 15 de novembro, e depois do International Documentary Festival de Amsterdam, de 19 a 29 deste mês. Na Colômbia, o filme estréia dia 10 de dezembro.
Nicolás Entel disse ao informativo Pantalla Colombia algumas palavras sobre a origem do projeto: “‘Pecados de mi padre’ começou a ser criado em 2006, quando tivemos a oportunidade de conhecer Sebastián Marroquín, o único filho de Pablo Escobar... Logo depois da morte de seu padre, Sebastián, que então se chamam Juan Pablo Escobar, conseguiu, com sua mãe e sua irmã, uma nova identidade junto às autoridades colombianas e se mudou para a Argentina, onde começou uma nova vida. Depois de várias conversas, Sebastián decidiu romper o silêncio de mais de uma década e pela primeira vez se comprometeu a participar de um projeto cinematográfico. Desde o princípio, Sebastián advertiu que não se atreveria a voltar à Colômbia, porque temia por sua vida. Foi assim que decidimos começar o filme no Equador. Fomos à ponte onde fazia 12 anos que ele deixou seu país. Poucos dias antes da viagem, fomos informados que a mãe de Sebastián, viúva de Pablo Escobar, María Isabel Santos, acompanharia seu filho”.
Começa hoje, no Instituto Cervantes de São Paulo, o ciclo de cinema “La diáspora colombiana”, uma mostra de filmes colombianos, segundo o texto divulgado pela organização do evento, focada na “grande quantidade de colombianos que se encontram no exterior (...), que, em sua maioria, tiveram que sair do país por causa da violência interna ou em busca de melhores oportunidades para desenvolver seu projeto de vida”.
A programação, com 14 filmes, vai até o dia 13 deste mês, sexta-feira. Vários dos títulos selecionados, muitos de 2007, não circularam muito nem mesmo na Colômbia, com a exceção de dois que são bastante conhecidos: a ficção “Los niños invisibles”, de Lisandro Duque, e o documentário “La desazón suprema: Retrato incesante de Fernando Vallejo”, de Luis Ospina.
Mas nem por isso a seleção, que além de longas de ficção e documentários, também tem curtas recentes, ficou menos interessante. Por outro lado, o que certamente não ficou claro nela é o gancho da diáspora e o tema dos colombianos que terminam deixando o país. Mas enfim... Aproveite, que não é sempre.
O Fundo Hubert Bals, do Festival de Cinema de Rotterdam, anunciou a seleção de 27 projetos cinematográficos que receberão apoio financiero para desenvolvimento de roteiro, produção digital, pós-produção, distribuição ou participação em workshops realizados pelo festival. Nessa nova leva de projetos, que corresponde à convocatória do outono de 2009, o fundo distribuirá 385 mil euros de estímulos a projetos vindos de 19 países.
Entre aqueles que recebem ajuda para pós-produção e finalização estão os latino-americanos “Agua fría de mar”, de Paz Fábrega (Costa Rica), “Jean Gentil”, de Laura Amelia Guzmán Conde e Israel Cárdenas (República Dominicana - México), e “La vida útil”, de Federico Veiroj (Uruguay). Além disso, o diretor mexicano Nicolás Pereda foi selecionado com seu projeto “Verano de Goliat” na seleção dedicada a produções digitais.
Outros quatro projetos latinos receberão ajuda para desenvolvimento de roteiro e de projeto. São eles o mexicano “Lobo en medio de lobos”, de Natalia López, “Lucía”, de Rubén Sierra Salles (Venezuela), “NN”, de Héctor Gálves Campos (Peru), e “Villegas”, de Gonzalo Tobal (Argentina).
Por último, para distribuição alternativa, o fundo holandês apoiará o projeto uruguaio Efecto Cine (foto), uma iniciativa de cinema itinerante que já exibiu várias películas uruguaias e latinas no Uruguai.
O Fundo Hubert Bals tem como missão apoiar financeiramente projetos de ficção e documentais de países em desenvolvimento. Desde sua criação, em 1988, descobriu e apoiou cineastas independentes, estimulando a cultura cinematográfica.
Fato: falta distribuição no cinema latino, narrativo e documental, para fazer valer de verdade os estímulos à produção local, que hoje permitem que os filmes sejam realizados, mas não que sejam vistos. Que dizer então da vídeo-arte na região? Uma coisa: é forte, e cada oportunidade de conferir uma exposição destas obras tem que ser aproveitada. Pois bem.
O MIS, em São Paulo, anuncia para este sábado, 7 de novembro, a inauguração da mostra Vídeo Argentino: Panorama Histórico e Conceitual exibe 12 vídeos experimentais representativos da produção argentina das últimas duas décadas. As obras projetadas fazem um recorte da historiografia do vídeo mostrando a especificidade discursiva dessa linguagem. Após a exibição, os interessados ainda poderão participar de uma palestra com o videoartista e curador Jorge La Ferla.
A mostra é parte do projeto Efeito Cinema, uma série de programas compostos por workshops, palestras e mostras audiovisuais que contemplam a produção de videoarte e de filmes do Brasil e da América Latina, a produção experimental do cinema de animação e o cinema de arquivo contemporâneo. Seus curadores são Katia Maciel e André Parente, ambos pesquisadores na área. Saiba mais no site do MIS.
Começa em 14 de novembro a 35a edição do Festival Internacional de Cinema de Huelva, na Espanha, com uma programação que cobre filmes destacados da produção ibero-americana recente.
Na competição principal, 12 longas disputam o Colón de Oro, que corresponde a um prêmio de 60 mil euros. Três deles são argentinos: “Francia”, de Israel Adrián Caetano, “La mosca en la ceniza”, de Gabriela David e “Cuestión de principios”, de Rodrigo Grande. Depois vem o México com “Cinco días sin Nora”, de Mariana Chenillo, e “Crónicas chilangas”, de Carlos Enderle, e as chilenas “La nana”, de Sebastián Silva, e “Navidad”, de Sebastián Lelio. Finalizando a participação latino-americana, a Bolívia, com “Zona Sur”, de Juan Carlos Valdivia, a Colômbia, com “La Pasión de Gabriel”, de Luis Alberto Restrepo, e o Peru, com "Paraiso", de Héctor Gálvez, participam com um filme cada.
E, completando a seleção, está a Espanha, com “Héctor y Bruno”, de Ana Rosa Diego, e Portugual, com “Como desenhar um círculo perfeito”, de Marco Martins.
Complementando o panorama ibero-americano da mostra competitiva, está a seção Rábida, com 18 produções (nove longas e nove curtas), entre elas produções do Panamá e do Paraguai, os dois países que atualmente menor produção cinematográfica por ano têm na América Latina.
Outras mostras de curtas e de documentários, além de atividades paralelas, complementam a programação que vai até o dia 21 de novembro.
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